Doce Vizinho
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que esse capítulo os triplique
Bjoos e até mais...
Los Angeles 10:50 am
Ai que cansaço, acabei de chegar a Los Angeles. Me mudei pra cá hoje, embora eu já conheça a cidade, me sinto completamente perdida, como se eu nunca tivesse vindo aqui antes. Meu motorista deve estar me esperando do lado de fora do aeroporto, então o jeito é ir até lá e esperar o que minha mãe reservou pra mim.
Acabo de mudar também a minha identidade para ninguém saber quem eu sou, agora me chamo Isabella Brandon, por que se usa – se o Swan iria chover gente falsa querendo ser meu amigo, até mesmo namorado. Pra mim namoro não dá certo, porque toda vez que namorei o garoto tava só interessado na minha grana e na minha fama, aproveitadores. Cheguei do lado de fora do aeroporto carregando um carrinho com 2 malas gigantes, uma nécessaire e uma bolsa da Louis Vuitton. Nada de mais para uma pessoa que tem o closet que ocupa metade do quarto. Logo avistei o motorista em uma Ferrari preta segurando uma plaquinha que tinha escrito:
“Srta. Brandon”
Primeiramente estranhei, porque ainda não me acostumei com o meu novo nome, e depois o cara tava em uma Ferrari, eu pedi para minha mãe para ela ser discreta, não chamar a atenção, por que a última coisa que eu quero é chamar a atenção, pelo menos é essa a minha intenção. Mas logo algum paparazzi vai me ver e aproveitar a situação, embora nenhum deles saibam da minha localização. Me aproximei do motorista.
- Bom dia, Sr... ?
- Bom dia, Sr. Biers, é a Srta Brandon?
- Sim, sou. Pode por gentileza guardar as malas com cuidado, elas tem coisas importantes, obrigada.
- Claro – falou abrindo a porta para mim
Entrei no carro e esperei somente alguns instantes até Biers entrar e começar a dirigir e então um silêncio extremamente inconveniente tomou conta do carro, era possível apenas escutar o ronco do motor, mas como estava muito constrangedor resolvi quebrar o clima de tensão.
- Mas e ai, qual é o seu nome? – perguntei sorrindo
- Riley, senhorita. – respondeu abrindo um sorriso, mostrando lindos dentes brancos, perfeitamente alinhados
- Por favor, me chame de Bella. Você é daqui de Los Angeles?
- Está bem, Bella e sim, moro aqui desde que nasci, fui criado em um bairro pobre da cidade.
Quando ele falou aquelas palavras eu senti como se uma venda tivesse sido tirada dos meus olhos. Sempre estudei em colégio interno, embora recebesse carinho e amor dos meus pais, eles queriam me manter segura e essa foi a razão de eu ir para o colégio interno. Lá eu não tinha notícia da população, apenas dos meus pais, e amigos próximos, não sabia como estava a situação atual das cidades, a pobreza , nada!
No colégio interno eu fiz amizades e alguns namorados como eu já falei, mas nada duradouro. Apenas uma amizade foi duradoura pra mim, Alice Cullen, essa garota me compreendia como nenhuma outra, logo de cara me identifiquei com ela. Viramos amigas inseparáveis, até o dia em que meus pais decidiram que era hora de eu voltar para casa, e então assim foi até eu decidir cuidar da minha vida, depois do meu aniversário de 18 anos.
E agora aqui estou eu em Los Angeles, tentando crescer na vida longe dos meus pais, sem amigos e somente com um apartamento e uma vaga na universidade de moda. Queria poder ter Alice junto a mim, para podermos conversar, dividir apartamento e criar roupas juntas.
Mas nunca mais tive noticias dela, ela nunca me ligou, embora saiba onde me encontrar.
- Desculpe, não queria ser inconveniente. — Falei
- Que isso Bella, não se desculpe, foi uma fase da minha vida e me orgulho dela, pois ela me deu oportunidade de pelo menos crescer, um pouco mais eu cresci – ele sorriu e olhou pra mim – Pronto Bella, chegamos!
- Caramba nem notei o tempo passando... – falei pensativa
Caramba! Que prédio... não que eu não esteja estranhando ver prédios desse porte, é só que... Minha mãe novamente exagerou, mas deixa, eu gosto de conforto então eu nem vou falar nada!
- Obrigada Riley. Uma pergunta... – ele assentiu – você vai ser meu motorista? Ou minha mãe te contratou apenas para me buscar no aeroporto?
- Bella, sua mãe me contratou para ser seu motorista, — ele riu e eu corei – e seu segurança, mas caso você não queira eu não me importarei de ceder meu trabalho para outro cara da empresa...
- Não, não Riley, que isso! – sorri – claro que eu quero que você seja meu motorista, e só que eu pedi para minha mãe que ela fosse discreta, e isso – olhei para a Ferrari – eu acho que ela não entendeu – ele riu e eu também, porque esse carro realmente foi um exagero de Renée.
- Bem, Bella acho melhor você subir pois sua mãe deve estar preocupada com você né?
- É sem dúvidas. Você vai levar as malas ou quer que eu peça para o carregador?
- Pode deixar eu levo. – ele terminou de falar e eu me virei e segui em direção à entrada do edifício... E que edifício...
Cumprimentei o porteiro, que me deu as boas-vindas e me entregou a chave do apartamento, que nada mais nada menos era um cartãozinho, tipo daqueles hotéis, Aii Deus! Não me agüentei e comecei a pensar em como seria se eu estivesse com meus pais agora, ou como eu estaria se estivesse com a Alice junto a mim. Embora eu esteja pouco tempo longe de meus pais e muito tempo longe de Alice, eu sinto uma saudade imensa deles. Despertei de meus pensamentos quando eu escutei o ‘Tlim’ do elevador avisando que havia chegado no meu andar: 15°. Agora a pergunta que aflige meus pensamentos é: Quem serão meus vizinhos? Algum famoso?
Assim que o elevador abriu a porta, vi um homem, Deus! E que homem! Parado em na porta que marcava 1503. Já vi um vizinho, ele era alto, bem forte, cabelos pretos, moreno e abriu um sorriso quando me viu.
- Hey! Você deve ser a nova moradora do prédio né? – assenti – Meu nome é Jacob, prazer – ele estendeu a mão na minha direção e abriu outro sorriso, eu sorri de volta.
- O prazer é meu Jacob – pisquei o olho e o sorriso dele que estava como amigável deu lugar a um sorriso safado, que retribui com rapidez – É, sou realmente a nova moradora do prédio, sua nova vizinha... Me chamo Isabella, mas eu prefiro que me chamem de Bella.
- Claro, como quiser Bella, é... Eu vou indo, tenho academia agora. Se precisar de qualquer coisa, pode me chamar, eu vou correndo te ajudar – Foi só eu que entendi o duplo sentido dessa frase?
- Tá ér, claro, se eu precisar eu chamo, até mais...
Ele saiu em direção ao elevador e eu fui em direção ao meu novo apartamento, quando eu abri a porta me deparei com um dos apartamentos mais lindo que eu já vi, pelo menos nesse quesito minha mãe tinha acertado em cheio. Ela sabia dos meus gostos e decorou o apartamento como seu fosse meu quarto. Nada combinando, tudo no estilo branco e preto, minha cozinha era maravilhosamente linda, apesar de eu não gostar nem de entrar na cozinha com medo de me machucar com aquele fogão e com a torradeira, a cozinha estava perfeitamente adorável. Meu quarto nem se fala, uma parede decorada como se fosse um jornal e as outras todas pretas.
Impecável, essa é a palavra que designa o meu apartamento. Logo depois que Riley levou minhas malas para meu apartamento, eu o dispensei dizendo que não iria mais sair de casa e que ele poderia tirar folga no resto do dia. Tomei um banho na minha banheira para relaxar um pouco e depois fui dormir para ver se descansava um pouco da viagem.
Acordei e me assustei com o horário: 17:43 PM. Caramba eu não almocei, foi só pensar nisso e meu estomago roncou. Me levantei, vesti uma roupa apresentável, peguei minha bolsa e saí do apartamento indo em direção ao elevador, que por sorte logo chegou. Passei pela portaria, e pedi para o manobrista pegar meu carro, e foi aí que me lembrei! Caralho esqueci o cartão de crédito! Voltei correndo para o elevador e me estressei com a velocidade dele, ele parecia que estava mais lento do que o normal. Quando chegou ao meu andar parecia que tinha se passado um século. Saí correndo em direção à porta e procurei nos meus bolsos a porra do cartão da porta. E me estressei mais ainda quando vi que estava sem o cartão. Droga! Pode a minha vida piorar mais? Foi só pensar nisso e o elevador se fechou e foi descendo, É, acho que pode. Me encostei na porta até sentar no chão, olhei no rumo do elevador e vi que ele estava parando no meu andar, sem pensar duas vezes fui em direção a ele, bem na hora que ele abriu a porta, me esbarrei em um homem que parecia estar apressado também.
- Olha por onde anda! – ele reclamou todo ignorante, virando-se para me olhar
- Desculpa por você sair que nem um doido de um elevador. – quando olhei para ele, encontrei seus olhos verde esmeraldas, observei seu corpo e PQP! Que corpo! O cara parecia que era modelo de cueca.
- Desculpa, deveria ter saído com mais calma do elevador – falou constrangido e passando a mão pelo cabelo, deixando os fios mais revoltos ainda dando um ar de ‘Acabei de fazer sexo selvagem’.
- Sem dúvidas, se tivesse saído como uma pessoa normal não teria esbarrado em mim! – Eu não iria deixar barato como que ele me tratou, não mesmo. Se ele tivesse sido mais educado, eu até poderia ter deixado passar, mas como não foi ele que me aguarde...
- Falou a garota mais normal do mundo que entrou parecendo uma doida no elevador! – ele falou em um tom acusador, e isso foi o que bastou para mim!
- Olha aqui seu....
[Continua...]
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