Doce Vingança
9 Capítulo 9
No dia seguinte, no horário combinado, tinha acabado de me arrumar para o meu encontro com o Sr. Clifford. Um vestido branco com detalhes pequenos em vermelho e rosa. Algo simples, porém chamativo para ficar no agrado dele. Era um momento que ele considerava especial, então tinha que deixá-lo feliz em me ver bonita.
Foi então que percebi que o Sr. Clifford era pontual, pois na exata hora em que ele combinou, ele chegou e buzinou. Abri a porta e lá estava ele com seu carrão, acenando para mim com um sorriso. Acenei de volta e tranquei a porta, indo até o carro dele e entrando.
-Oi. Está linda hein? — sorriu ele.
-Oi. Obrigada, você também tá muito bonito — sorri reparando no quão ele se arrumou para aquele momento, com um terno muito bem alinhado, o cabelo bem penteado. Muito chique.
-Tudo só pra você.
Logo coloquei o cinto e ele começou a dirigir para o tal restaurante que havia me falado.
-O Aiden sabe do nosso encontro? — perguntei sem tirar os olhos da estrada.
-Não, não sabe — respondeu ele — Aliás, o que aconteceu depois que vocês terminaram de estudar que ele ficou diferente?
-Diferente como?
-Passou o resto do dia sorrindo feito bobo. Mais distraído do que o normal. Tudo bem que ele é quieto e calmo, mas estava bem mais do que o normal.
-Do jeito que você descreveu ele não parece diferente em nada.
-Ele não é tão distraído; como estava ontem ele não é. E ele estava sorrindo tanto assim sendo que no dia anterior estava sério e cabisbaixo.
-O que foi? Tá com ciúmes do seu próprio filho? — perguntei, confusa e levemente irritada.
-Claro que não. Tô feliz que ele esteja finalmente sorrindo. Só não entendi qual mágica você fez para que ele voltasse a sorrir assim sendo que eu nunca consegui.
Mentira, tava com ciúmes sim, só era orgulhoso demais para admitir.
Hum, entendi... Ele só gosta de ser escutado. E eu escuto ele bastante — finalizei e ele pareceu contente com a resposta.
-Ok então...
Demorou algum tempo, mas logo chegamos no tal restaurante. Por fora já me agradou bastante, então sorri e quando ele abriu a porta para mim, saí do carro.
-Obrigada fofo — agradeci sincera.
-Eu disse que você não ia se arrepender — ele riu, pegando minha mão.
-É, você disse.
Entramos no restaurante de mãos dadas. Por dentro também era bem bonito, com paredes de cor bege que eram enfeitadas por quadros imensos com pinturas históricas. No espaço entre cada quadro, lâmpadas iluminavam tudo. No chão, plantas que eu não sabia o nome compunham o ambiente. Acima das mesas, lustres gigantes deixavam tudo mais elegante.
O local estava bem cheio, algumas pessoas saíam enquanto a gente chegava, então o Sr. Clifford escolheu uma mesa um pouco mais no fundo do restaurante, onde dava vista para o mar, algo que realmente me impressionou.
-Linda vista — sorri olhando o mar.
-Que bom que gostou — ele sorriu ainda mais.
Depois de escolhermos os nossos pratos, o garçom anotou tudo e saiu nos deixando a sós novamente.
-Realmente gosta de mim? — perguntei o olhando.
-Claro que gosto. Mais do que um dia gostei da mãe do Aiden — respondeu ele, permanecendo com os olhos fixos nos meus.
-Tá realmente falando sério?
-Totalmente sério. É só você me falar o que eu preciso fazer para te provar que eu faço.
-Tá bom então.
Continuamos conversando mais um pouco até que os nossos pedidos chegaram. Nem demoraram tanto assim, o que foi surpreendente já que o local era grande e ainda estava cheio. Agradecemos ao garçom e começamos a comer. Realmente estava muito bom, a comida de lá era ótima. Ou apenas fazia tempo que eu não comia fora e aquilo me ajudou a gostar ainda mais da comida.
-Como têm feito para sobreviver depois que deixou de ser babá do Aiden? — perguntou ele, depois de um tempo.
-Eu não sou tão pobre como você pensa. Eu tenho outros clientes, não cuido só do Aiden. Ontem mesmo tava cuidando de outra criança depois que ele foi embora.
-Ah, menos mal. Não pensei que você fosse tão pobre, só achava que você ia ficar bem apertada sem trabalhar na minha casa.
-Tem jeito pra tudo nessa vida.
-Tem razão.
O silêncio pairou entre nós por um tempo mais uma vez até terminarmos de comer. Quando ele terminou de pagar a conta, limpei a boca com o guardanapo e o olhei.
-Para onde vamos agora?
-Vou levar você pra dar uma volta na areia dessa praia aqui — ele apontou com a cabeça para a praia que dava vista do restaurante.
-Parece perfeito.
-É sim.
Levantamos e então peguei a mão dele. Sorrindo, ele entrelaçou os nossos dedos e fomos saindo do restaurante caminhando para a praia de mãos dadas mesmo. Ao chegarmos lá, caminhamos por um tempo pela praia. Apreciei bastante a sensação da areia quente e macia nos meus pés enquanto caminhava e olhava para a lua e depois o mar. Combinação perfeita.
-A noite tá bem bonita — confessei.
-Tá mesmo, só perde para você — sorriu ele.
-Obrigada.
Quando paramos de caminhar, olhei para ele.
-Por quê não me beija?
-Tava esperando você me pedir — ele riu enquanto se aproximava.
Segurando minha cintura, selou nossos lábios em um beijo calmo. Devido à meus míseros 1,50 de altura, mesmo com salto ele ainda era muito maior do que eu e tive que ficar na ponta dos pés para beijá-lo; Nossas línguas dançavam com calma, em sincronia perfeita, o beijo ficava cada vez mais quente e cheio de desejo.
Não demorou muito e o ar se fez necessário, separei os nossos lábios e abri meus olhos, encontrando o rosto do Sr. Clifford com um sorriso bem largo e feliz.
-Esperei muito por esse momento sabia? — ele disse.
"Lógico que eu sei" — pensei o olhando.
-Quer ir lá pra casa? — convidei.
-Claro, seria uma ótima forma de fechar essa noite perfeita.
-Então vai passar a noite lá?
-Se você quiser...
-Quero se você quiser
-Então sim, vou adorar...
Novamente entrelaçamos nossas mãos e fomos andando para o carro. Confesso que realmente tudo estava perfeito, mas não era o bastante e eu ainda estava magoada com ele. Ao entrarmos, coloquei o cinto e logo ele começou a dirigir para a minha casa. A volta foi ainda mais rápida do que na ida, embora o restaurante fosse em um lado bem no centro da cidade.
Ao chegarmos em casa, saí do carro e pouco tempo depois, entramos.
-Pode ficar à vontade — eu disse enquanto entrávamos.
-Obrigado, gostei da casa — sorriu ele enquanto entrava.
-Obrigada.
"Nisso ele e o filho são exatamente iguais" pensei enquanto sentava no sofá e tirava meus saltos. O observei tirar o paletó e afrouxar a gravata antes de se sentar no meu lado.
-Você é tão grande... — o olhei.
-Ou você que é pequena? — rebateu ele, rindo.
-Eu não sou pequena.
-Tudo bem, não me importo com isso mesmo... Gosto de quem você é por dentro — sorriu ele.
- Ok então.
Sorri e sentei no colo dele, colocando meus braços em volta do seu pescoço. Ele realmente estava animado por isso e voltou a me beijar. Mas dessa vez, o beijo não começou calmo, e sim, intenso e com desejo. Retribuí o beijo segurando na sua nuca enquanto rebolava suavemente no seu colo.
Mas não adiantou, mesmo suave, foi o suficiente para eu sentir a ereção dele debaixo de mim. Era a oportunidade perfeita, quanto mais íntimos ficássemos, melhor.
Então, ainda durante o beijo, desabotoei a camisa social dele, logo a tirando e passando as mãos pelo se abdômen bem definido e cheio de músculos grandes. Logo ele segurou a barra do meu vestido e o tirou com uma facilidade que me surpreendeu bastante. Comecei a beijar o seu pescoço e ir descendo aos poucos.
-Tá gostando? — perguntei enquanto descia.
-Muito — disse ele, com um sorriso malicioso misturado com felicidade.
-Todo definido hein?
-Todo seu também.
-Ah é? Então posso tirar sua calça?
-Pode tirar tudo o que você quiser, gracinha.
-Não me chama de gracinha.
-Mas você é uma graça.
-Mas não gosto que me chame assim.
-Então como eu te chamo?
-Meu nome. Sally.
-Certo — bufou ele.
Tirei o resto da sua roupa ali mesmo no sofá, começando logo a fazer um sexo oral nele enquanto ouvia os seus gemidos que iam aumentando conforme eu ia fazendo mais rápido. Senti suas mãos segurando os meus cabelos para que eles não atrapalhassem e não demorou muito e ele chegou no ápice. Me levantei do chão sorrindo.
-Delícia... — sorri maliciosa.
-Todo seu — ele disse, sem perder tempo e me deitando no sofá com a cabeça em um dos braços.
Coloquei uma almofada atrás da minha cabeça pra ficar mais confortável enquanto sentia seus beijos no meu pescoço. Seus olhos encontraram os meus mostrando uma ferocidade tão grande, como se o desejo dele estivesse em um nível incontrolável. Rapidamente ele tirou o meu sutiã, abocanhando meus seios enquanto apertava o outro com a mão livre. Soltei gemidos baixos sentindo aquilo, passando as mãos pelos seus cabelos. Sem perder muito tempo, ele logo tirou minha calcinha e começou a me chupar também, fazendo meus gemidos agora saírem altos. Abri mais a minha perna direita, a levantando e deixando apoiada no sofá enquanto gemia alto, sentindo a sua língua quente me deixando ainda mais excitada.
Não demorou muito, de tanto tesão, cheguei rapidamente ao meu limite, ficando ofegante também.
-Delícia — ele disse, sorrindo.
Rapidamente ele se levantou e me penetrou. Talvez por desconfiar que eu não fosse mais virgem, nem quis entrar com cuidado, logo começando os movimentos bem rápidos e com força, gemendo alto no meu ouvido e me fazendo soltar gemidos altos também, cheio de prazer enquanto arranhava suas costas. Em certo ponto, senti mordendo meu pescoço enquanto se movimentava, causando arrepios por todo o meu corpo e revirando meus olhos de prazer vez ou outra.
Após alguns segundos de prazer enorme com os movimentos dele, finalmente chegamos ao ápice e paramos, ofegantes e suados no sofá.
-Gostou? — perguntou ele, me olhando ainda com o corpo sobre o meu.
-Muito! E você? — perguntei, ainda ofegante.
Mais do que qualquer outra mulher que já deitei.
-Ah que bom — sorri — "Exagerado" — pensei enquanto nos levantávamos.
Tão logo levantamos, peguei meu celular e vi tinha acabado de dar onze da noite. Demoramos bastante tempo no encontro, apesar de eu ter gostado bastante.
´Vamos tomar um banho e ir dormir? — perguntei o olhando ainda nua.
-Vamos sim.
Então fomos para o banheiro e tomamos um banho. Quando saímos, vesti uma camisola e meu robe por cima, logo indo para o quarto. Ele logo entrou no quarto, tirando a toalha da cintura e deitando só de cueca, mostrando o seu corpo cheio de músculos, certamente um exagero, mas era o que ele gostava.
Tão logo ele se deitou, me virei de lado e ele me abraçou de conchinha, então fechei meus olhos e rapidamente dormi.
Fale com o autor