Doce Vingança

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Em meio de guerras…

O medo espalhava em suas veias, enquanto ela sentia o céu escurecer com os aviões zunindo no céu, trazendo a destruição. Ela deveria correr. Seu extinto de autopreservação dizia isso para ela, precisava se salvar, mas ela não sabia de onde tirar forças. Uma casa explodiu em suas costas enquanto um grito angustiado brotou de algum ponto.

…Ela vê sua vida destruída, consumida em chamas.

Ela correu para onde deveria estar sua casa. Mesmo as pessoas impedindo-a, ela tinha que ver. Sonhos destruídos de muitas vidas, mas a sua parecia ser algo mais. Ela não queria acreditar. Empurrou alguém que entrara a sua frente e nem ao menos se virou para pedir desculpas, seus olhos se encheram de lágrimas quando a sua frente nada mais se via se não paredes queimadas e os destroços no chão, em meio a corpos irreconhecíveis. Aquilo que um dia fora sua casa.

Um ato de amor…

O soldado entrou em sua casa, arrombando a porta que não teve como resistir. Ela sabia muito antes de qualquer coisa bater em sua porta que aquilo acontecia. Igual aquela guerra, era algo inevitável.

[...]

-Corra! – seu noivo gritou, mas ela não teve; por instante; como se mover, até a realidade chegar a si, mas já era tarde. Braços já a rodeavam enquanto a levavam para fora.

Um tiro silenciou a briga.

…e muitos de ódio.

Sua respiração era lançada no ar com pequenas baforadas. A dor subia de sua perna e sentia algo pegajoso escorrer de sua testa. Mas as dores do corpo se anulavam ou nada era se comparadas aquela agonia que se instalara em sua alma, mas mesmo assim ela conseguiu entoar um risada que ecoou por aquela fria e imunda sala.

[...]

Ela olhou para o homem irritado curvado sobre a mesa, enquanto a encarava, sem entender o sorriso alucinado nos lábios dela, enquanto as palavras escorregavam dos mesmos que estavam machucados:

-Você prefere que tipo vingança…

Atos movem o mundo…

E o que movem os atos?

A vingança pode ser uma de suas respostas!

Doce Vingança