Doce Sacrifício

2 Capítulo segundo - A troca


Notas iniciais
Oiiii! Fiquei muito feliz com os comentários! Estou extremamente afobada para continuar postando. Eu escrevi esse capítulo o dia todo! Minha casa tá uma bagunça!!! rsrsrs Mas não tem problema, eu arrumo tudo antes que meu pai chegue. Um beijão para vocês e uma boa leitura. Espero que gostem.

Capítulo segundo – A troca

– Hanabi – Prosseguiu Hinata – Não permitirei que você faça isso. E se esse homem não se preocupar com o que você sente ou o que você quer? Talvez você deva ter relações sexuais com um homem que não a conhece, que não a ama e não se importa com você. Você não será mais a “filha do Hyuuga-sama”, mas a “esposa do Kasekage-sama”. Terá que ser sua companheira e ajudadora se for o caso de ele ser um bom rapaz. Terão que compartilhar os mesmos problemas. – Hiashi e Neji a olhavam interrogativos. Não havia outra escolha, onde ela queria chegar com aquela conversa? – Acha que está pronta para lidar com isto?

Hanabi não respondeu. Apenas fitava o chão, uma vez que a resposta era óbvia. Hinata ergueu-lhe delicadamente o queixo para manter o contato visual.

– Você não saberá lidar com isto. Não agora. – Em seguida, olhou firmemente para o pai. – Otou-san, eu irei no lugar dela.

– O quê? – Responderam espantados os outros três.

– Estou abdicando de meu título de membro da Souke. Não posso ser sua herdeira. Tenho dezoito anos, sou mais madura, estou mais bem preparada para lidar com um casamento e para possíveis situações como as que eu citei. Vou no lugar de Hanabi.

Neji tinha expressa em seu rosto muita frustração. Hiashi parecia meditar no assunto.

– Está certa do que quer fazer, filha? Eu estaria mais jubiloso com você sendo minha sucessora. Seu noivado com Neji seria anunciado no próximo mês. Se você partir, Hanabi será minha herdeira e terá que se casar com Neji, querendo ou não. Qual a diferença?

– A diferença é que Neji-niisan nos protege e nos ama. Ele não nos faria nenhum mal. Quanto ao Kasekage... Eu não posso saber. Além do mais o casamento entre os dois só ocorreria em quatro anos, quando ela tivesse a minha idade. Até lá já estará amadurecida o suficiente, na minha opinião.

Hiashi sorriu satisfeito com a conclusão da filha. Ela acabara de demonstrar seu crescimento e seria uma excelente líder para o Clã. Mas Hanabi também seria algum dia e realmente era jovem demais para se casar.

– Vocês estão de acordo? – Perguntou o patriarca a Neji e a Hanabi.

– Não me oponho. Se a Hinata-sama está mesmo convicta do que quer.

– Nem eu. – Responderam respectivamente Neji e Hanabi, olhando para Hinata. Ela suspirou.

– Estou convicta.

Mais tarde, no pátio principal da mansão, Neji e Hinata treinavam arduamente, até que o Sol do meio-dia começou a castigá-los.

– Por hoje basta, Hinata-sama. – Disse ele.

– Hai – Respondeu ela dirigindo-se à varanda para sentar-se no chão de madeira, sendo seguida por Neji.

– Hinata-sama... – Sussurrou ele após sorver um gole do chá que Hanabi havia deixado ali alguns minutos antes para os dois. Ela o encarou esperando que ele continuasse.

– Quer mesmo se casar com Gaara? – Perguntou ele com uma expressão indecifrável. Mas Hinata sabia que ele estava muito magoado com ela. Afinal ele estava apaixonado por ela havia muito tempo.

– Não. – Disse cabisbaixa. – Mas eu não vou deixar minha irmã se casar com um estranho. Ela só tem catorze anos. É muito cruel.

– Hinata-sama, nós podemos recusar a proposta de casamento. Foi só um pedido, não uma intimação.

– Tá... Então recusamos o pedido, outra garota de outro clã aceita a proposta, eu e você nos casamos e todo mundo fica feliz para sempre. Oh não! Nos esquecemos de Hanabi! Sabe por que esquecemos? Por que ela foi para a Bunke. – Respondeu irônica, Neji fez cara de desgosto. Ela estava certa. – Você é um gênio Neji-niisan, mas Hanabi não é, tão pouco eu. Se ela for para a rama secundária, não será respeitada como você é.

Após dizer isso terminaram o chá em silêncio. Neji encarou a garota fixamente. Ela percebeu e olhou para ele como se esperasse que ele dissesse em quê estava pensando.

– Eu estava gostando da ideia de me casar com você – Ela não respondeu nada, mas sorriu tristemente. – E sei que você também estava gostando.

– É verdade. Mas agora infelizmente as coisas serão diferentes. Sua noiva será Hanabi. Sabe que ela sempre gostou de você. – Disse ela forçando um sorriso. O rapaz cruzou os braços e revirou os olhos. – Quando soube que íamos noivar ficou dois dias inteiros trancada no quarto e dois meses sem me dirigir uma palavra sequer.

– Então foi por isso?! – Perguntou incrédulo. – Aquela pirralha... Não acredito que vou ter que me casar com ela. É muito cabeça de vento...

– Não fale assim dela. – Defendeu-a firmemente, para logo depois render-se à realidade da afirmação de Neji com um suspiro. – Mesmo que seja verdade... – Depois de dizer isso eles riram um pouco. E o clima ficou mais ameno.

Pela noite, após o jantar, estavam os quatro reunidos na sala de estar.

– Hinata, está certa do que está prestes a fazer? – Hinata estava apreensiva por dentro. Mesmo seu pai perguntando se ela tinha certeza, não podia voltar atrás. Ela não queria aquilo de jeito nenhum, mas era necessário.

– Hai, Oto-sama. – Respondeu firmemente.

– Amanhã pela manhã mandarei um mensageiro ao local onde estão hospedados os representantes do Kasekage.

– Pode fazê-lo, Oto-sama.

– Estão dispensados. – Ao dizer isso todos se levantaram e caminharam rumo a seus respectivos quartos.

Hanabi caminhava vacilante atrás da irmã. Seus quartos ficavam no mesmo corredor. Hinata parou diante da porta de seu próprio quarto.

– Boa noite, imoto-san – Desejou-lhe abrindo a porta.

– One-sama, espera. – Sussurrou receosa, desejando em seguida que a irmã não tivesse ouvido.

– Diga. – Respondeu virando-se para a irmã, supreendendo-se com a expressão tensa no rosto juvenil.

– Arigato! – Disse lançando-se num abraço sobre a irmã mais velha, que a abraçou também. – Eu sei que nunca fui a melhor irmã do mundo... Mas mesmo assim você está fazendo isso por mim. Me livrou de ir para a Bunke e de um casamento indesejado e por sua causa terei tudo o que sempre desejei: ser a líder do Clã e... – Olhou para os lados só para constatar que não havia ninguém por perto e depois cochichou: – Casar com você-sabe-quem1.

– Tudo bem, Hanabi. Acabou de valer a pena esse sacrifício. – Respondeu-lhe sorrindo, beijando a bochecha da menina.

Neste exato momento, em Suna, Gaara estava em seu escritório terminando de conferir alguns relatórios de missões executadas por uns grupos de Chunnins enquanto se lembrava das palavras de Temari relativas a ele esperar se apaixonar.

A verdade é que ele não sabia se poderia conquistar alguma garota. Apesar de não ter mais a Shukako dentro de si, as pessoas ainda tinham certo temor em relação ao Kasekage. Nenhuma garota ajuizada se permitiria apaixonar por ele, ninguém acreditaria que Gaara poderia algum dia pura e simplesmente procurar amor em uma mulher.

A imagem de psicopata sombrio do ruivo ainda era forte demais na cabeça das pessoas e por mais que elas o admirassem e até o amassem como seu cuidadoso líder, elas não concebiam a ideia de que Gaara era um rapaz que precisava de afeto tanto quanto qualquer pessoa sadia.

Pelo menos da maneira como as coisas estavam sendo feitas suas intenções estariam esclarecidas. A moça poderia simplesmente dizer sim ou não e ele cuidaria para que se apaixonassem depois. Bem... Pelo menos assim ele esperava.

Chegando ao seu quarto, tomou uma ducha e deitou-se em sua grande cama, olhando pensativo para o teto. E se ninguém de nenhum clã aceitasse sua proposta? Como isso seria humilhante! Mas e se Hinata ou Ino aceitassem? Seria sorte demais, muito improvável. Seria menos difícil Ino aceitar do que Hinata. Mas a personalidade dela não batia com a dele. Ela parecia ser superficial e faladeira. Já Hinata parecia mais tranquila e apesar de rica e poderosa, demonstrava muita humildade. Sem contar que ambas eram lindíssimas...

– Droga... – Resmungou. Estava criando expectativas. Estava realmente interessado na Hyuuga, inclusive havia conversado sobre o assunto com o ancião mais influente do Conselho, Hideki, em quem tinha certa confiança.

Hideki lhe disse que Hinata estava comprometida com o primo e que, se o clã Hyuuga atendesse ao pedido, eles certamente mandariam a jovem Hanabi, que era uma cópia quase fiel da irmã. “Foi o que soube”, ele disse, “Ela deve ter no mínimo 13 anos e no máximo 15”. Isso o incomodara bastante. Seria cruel de sua parte tirar a inocência de uma menina dessa idade, mesmo que ela quisesse. Hideki garantiu que faria tudo que estivesse ao seu alcance para que sua noiva fosse uma Hyuuga.

Gaara já estava com dor de cabeça e por mais que tentasse não conseguia parar de pensar em sua futura esposa, a quem ainda não conhecia. Era melhor parar de fantasiar quem seria. Pois ainda que não fosse a Hyuuga nem a Iamanaka, ele teria que amá-la de uma forma ou de outra. Somente pensando assim é que ele conseguiu cochilar por uns minutos, já que ele ainda não se habituara ao sono. Depois de acordar e verificar o relógio-despertador sobre o criado mudo, viu que dormira durante apenas dez minutos. Passou o resto da madrugada adiantando seu trabalho.

Já de manhã, por volta das nove horas, Temari estava atônita na poltrona do Kasekage. Ele havia esquecido uns documentos em seu quarto e saiu para buscá-los, encarregando a irmã de atender telefonemas, anotar recados etc. Foi aí que Temari recebeu a notícia de que o clã Hyuuga já havia aceitado o pedido de casamento, pois um dos representantes de Gaara havia ligado para avisar.

Quando o ruivo entrou na sala deparou-se com uma Temari indecisa entre sorrir e fazer cara de confusa.

– O que foi? Há algum recado?

– Hai... – Gaguejou ela. – Um de seus representantes em Konoha ligou.

– Hum... O que ele disse afinal? – Gaara tinha sua sobrancelha arqueada. Ele não entendia por que Temari fazia tanto suspense.

– Ele queria informar que... você já está noivo. – Declarou com receio e gaguejando um pouco. Ela não podia prever como Gaara reagiria a isso. Havia sido mais rápido do que eles imaginaram.

O Kasekage ficou em silêncio enquanto digeria o que acabara de ouvir. Ele pensara que fosse demorar um pouco. Algo com uma ou duas semanas. Essa não era uma decisão que se podia tomar sem antes pensar bastante.

–Temari... – Disse ele incrédulo. – A reunião que tive com o Conselho foi apenas há quatro dias. Leva-se três dias para chegar a Konoha. Meus representantes chegaram lá ontem e provavelmente assim que puseram o pé em Konoha cuidaram de seu dever. – Dizia ele lentamente como se estivesse tentando provar para Temari como o que ela acabara de dizer era absurdo. – Se a família da moça recebeu a notícia ontem... Como podem ter tomado essa decisão tão rapidamente?

A loira observava o irmão um pouco assustada. Como o irmão podia ser tão imprevisível? Que reação mais estranha de incredulidade. É claro que ela não mentiria sobre isso, mas na cabeça de Gaara o mundo era um lugar onde pouca coisa tinha sentido.

O garoto não esperou que ela respondesse. Ele apenas sentou-se num elegante sofá vermelho que havia ali no amplo escritório e ali ficou. O simples pensamento de se casar era cansativo. Sua vida nunca mais seria a mesma. Temari estava curiosa. Daria quase tudo para saber o que se passava exatamente na cabeça do irmão caçula.

– Essa moça... – Começou ele. – Ela nem teve a oportunidade de pensar na proposta. – Ele parecia indiferente. Como se o que estava saindo de sua boca nem fossem palavras suas. Mas ele se importava. E mais do que isso: culpava-se. – Está sendo obrigada a entrar nesse casamento como Kankuro disse. – Agora ele despenteava seus próprios cabelos. A loira apenas o encarava compadecida.

– Gaara... – A moça levantou-se da poltrona do Kasekage e sentou-se no sofá ao lado do irmão, fazendo-o deitar-se com a cabeça em seu colo. – Está muito nervoso?

– Estou... – Respondeu simplesmente. Os olhos verdes fecharam-se ao sentir as mãos femininas acariciando a madeixa vermelha. – Se ela estiver sendo obrigada... Ela vai me odiar.

– Não se você for gentil e conversar com ela antes de se relacionarem como marido e mulher. – Disse ela despreocupadamente. Gaara simplesmente corou. A irmã era muito direta. – conhecê-la por dentro, sabe? Antes de conhecê-la por fora. Ser seu amigo, fazê-la confiar em você.

Ele apenas sorriu discretamente de um jeito irônico. O que ela dissera era muito óbvio. Claro que ele ia tentar fazer isso, mas não era tão simples. Talvez a moça não estivesse muito disposta a cooperar. E ele não a culparia.

– Eles não disseram quem é? – Disse ele tocando o rosto dela carinhosamente, mas como se tratava de Gaara parecia que ele estava apenas analisando o formato da bochecha de Temari.

– Bem, é neste ponto onde eu queria chegar... – “Antes de você parecer que ia ter um curto circuito.” Ela pensou. – O clã que aceitou a proposta... É o clã Hyuuga. – Gaara levantou-se bruscamente quando ouviu isso. Estava ansioso agora. Podia ser ela, podia ser! Temari estava assutada. Agora tinha certeza sobre o que o irmão pensava. – Mas... Mas Gaara! Com certeza não é Hinata! Não soubemos que ela está comprometida? Afinal ela tem que assumir o clã quando o pai se aposentar, não pode simplesmente casar-se com um Kage de outra vila em outro país.

– É... – Aquietou-se. – Eu sei... É que eu não esperava que o clã Hyuuga aceitasse. – Na verdade ele não achou que qualquer clã aceitaria, muito menos o Hyuuga.

– O clã Hyuuga o convidou para um chá para que pudessem conversar. – Comentou ela, vendo-o esfregar os olhos e dirigir-se a sua poltrona.

– Uhm... Não sei. Dê uma olhada em minha agenda. – Ordenou bem mais calmo verificando os papéis em sua mesa e percebendo que já havia adiantado muita coisa. Não haveria qualquer problema em deixar sua vila por uma semana.

– Sim, Gaara. – Obedeceu prontamente. – Acho uma excelente ideia que você vá conversar com a família dela. Assim vocês poderão se conhecer antes do casamento. – Comentou pensativa mordendo uma caneta azul enquanto verificava os compromissos do Kasekage. Nada muito importante que não pudesse ser remarcado. Gaara era muito responsável. E como não dormia estava sempre adiantado.

– Temari... – Atraiu a atenção da loira para si. Gaara lhe pareceu por demais pensativo e receoso.

– Diga.

– Não acha isso tudo um pouco ridículo?

– Como assim? – Surpreendeu-se, afinal ele fora o primeiro a concordar e agora estava assim tão inseguro. – O que é ridículo?

– Esse casamento. Parecerá que não tenho preocupações importantes, que estou distraído com banalidades e não me importo com meu povo.

– Há! – Riu irônica. – Você e milhares de outros Kages que existem por aí e existiram antes de você. – Apesar do argumento de Temari ser convincente, o Kasekage continuava pensativo. – Gaara, – Ele a encarou. – Não fique assim. Todas as pessoas precisam de um companheiro. Mesmo que essa pessoa seja o Kasekage. As pessoas compreendem isso. Ninguém irá julgá-lo. Os anciões do Conselho têm experiência e, por incrível que pareça, se importam com você, não fariam nada que o humilhasse e/ou afetasse sua reputação. Acham que precisa se casar por que é um homem jovem e necessita de uma companhia feminina. Sem mencionar que ninguém respeita um Kage que vive cercado de vadias. – Gaara franziu o cenho quando ela disse isso. Não era a primeira vez que alguém tocava neste assunto. Quando foi que ele esteve na companhia desse tipo de mulheres?! – Além do mais, – Ela continuava falando. – Sua esposa não pode ser qualquer uma, é por isso que tinha que ser de um clã importante, com uma kekkei genkai para passar aos seus filhos. – Ela estava sorrindo enquanto dizia isso. – Ela segurou a mão dele e a beijou, surpreendendo-o. – Nada disso é ridículo.

– Muito obrigada, Temari. – Respondeu com sua grave e séria voz. – Sinto-me mais tranquilo.

O telefone tocou encerrando o assunto. Gaara atendeu. Era sobre os preparativos para o casamento. Ele suspirou pesadamente.

Notas finais
Heeey! Eu sei que eles ainda não se viram, mas olha só a foto bonitinha que eu coloquei... Um beijinho para todo mundo e obrigada por estarem lendo!!! Capítulo terceiro - "Com quem será" Gaara ainda não sabe quem é sua noiva. Hinata está extremamente nervosa. Não quer se casar com alguém que não conhece! Hanabi sente-se culpada e oferece a Hinata a chance de trocarem de lugar de novo, afinal, Gaara jamais perceberia! E então... o que vocês acham que a Hinatinha vai decidir fazer? Será que ela vai mudar de ideia? Hum... Vocês vão ter que ler para descobrir... ;) Beijinhos!!! 1- A Hanabi quer se casar com o Lord Voldemort... =^.^=