Doce Reencontro
3 Problemas a Vista
Notas iniciais
Edward PDV
Suspirei pesadamente e senti toda minha energia se esvair ao ver os portões de minha casa. Depois de uma cansativa viagem de negócios onde eu tive que visitar três ranchos em menos de uma semana e ter passado varias horas nos avião tudo que eu queria nesse momento era paz.
Eu trabalhava com compra e venda de gado. Muitas vezes verificava o gado através de vídeos, mas dessa vez eu preferi vê-los pessoalmente.
Agora estava em casa de novo. Suspirei novamente. Aquele lugar me trazia péssimas lembranças. Era o lugar onde vivi com Tânia, e onde vive minha filha. A copia exata da mãe.
Quando entrei na sala vi Maggie sentada sozinha em um canto qualquer. A mesma se levantou imediatamente ao ver-me.
— Trouxe-me algo? — perguntou. Sempre o fazia, pois toda viagem que fazia lhe trazia algum brinquedo caro.
— Trouxe-te uma boneca nova. Está em minha mala.
— Obrigado — disse seria. Era sempre assim. Nunca sorria. O que me fazia sentir culpado toda vez que a olhava.
Essa foi à única forma que encontrei de agrada-la. Brinquedos caros de ultima geração. Tudo que desejasse. Tentava suprir o amor que jamais poderei lhe dar.
Sim, eu não amava minha filha. Não depois do que Tânia havia feito. Por culpa daquela vadia eu havia perdido meu bem mais precioso: Bella.
— Onde está a senhora Clearwater? — perguntou incomodado com o silencio.
— Na cozinha, preparando a comida.
— Como foi no colégio?
— Temos uma professora nova que chegou semana passada. Não gosta de mim.
A olhei atento.
— Por quê?
Ela deu de ombros.
— Não sei. Trata bem a todos os outros alunos. Mas me olha o tempo todo. Deu-me um zero no exame e agora vai me dar outro zero pelos deveres. Diz que vai me suspender e que vou repetir o ano.
Franzi o cenho. Maggie sempre tinha tirado boas notas. Era uma garota muito inteligente, embora sua natureza introvertida afastasse os amigos.
Não tinha nenhuma amiga íntima, senão Julie. O que me lembrava de que Maggie devia estar na casa da menina, devido a minha viagem.
— O que faz aqui, em lugar de estar com a Julie? – perguntei curioso.
— Disse a seus pais que queria retornar porque hoje chegaria de viagem e sempre me traz presentes.
— Ah. – foi a única coisa que eu disse.
— A nova professora gosta de Julie, mas me odeia. Diz que sou idiota e estúpida.
— Te disse isso? — indaguei entre surpreso e raivoso.
Em algum momento de minha vida eu me tornei amargo e frio. O que fez a pessoas de Forks me temerem. Fiquei surpreso ao saber que alguém havia tido o disparate de ofender a filha de Edward Cullen.
— Disse que sou idiota e estúpida — repetiu.
— Como se chama sua professora? — perguntei com frieza.
— Senhorita Swan.
Por um momento toda a raiva foi substituída pelo choque. Não podia ser...
— Bella Swan? — perguntei tenso.
— Não conheço seu nome de batismo. Substituiu à senhorita Denali. A senhorita Denali era amiga minha. Sinto falta dela
— Quando chegou essa mulher? –indaguei surpreso por não ter sabido nada de sua volta a Forks. Apesar de ter estado fora por uma semana.
— Já lhe disse isso. Na semana passada. Disse que tinha vivido aqui no passado — pausou — É verdade, papai?
Senti cada parte do meu corpo ser tomado pela raiva novamente. Por mais que eu a tivesse amado, eu não aceitaria que Bella condenasse minha filha por nossos erros do passado.
— Sim, é verdade. Muito bem, veremos como se comporta sua professora quando tiver que enfrentar outro adulto. – murmurei indo em direção ao telefone.
Terceira pessoa:
Ângela Webber se surpreendeu ao ouvir a voz de Edward Cullen do outro lado do aparelho. Até então não tinha interferido nunca nos assuntos do colégio, embora Maggie tivesse problemas com outros alunos.
— Eu gostaria de saber como é possível que permitam que uma professora insulte a uma menina, chamando-a idiota e estúpida — exigiu.
— Como diz? — perguntou a diretora, surpreendida.
— Maggie acaba de me dizer a senhorita Swan lhe disse que era idiota e estúpida. Quero que fale com essa professora, e muito a sério. Eu não gostaria de ter que ir eu mesmo. Está claro?
A senhora Webber conhecia Edward Cullen, e a assustou tanto que se mostrou de acordo em falar com a Bella na segunda-feira.
Maggie observava atentamente o desenrolar da coisa. Com o passar dos anos, a garota tinha descoberto que podia utilizar o seu pai para intimidar a outros. A maior parte de suas professoras tinha cedido a todos seus caprichos para não ter que enfrentar-se com ele. Maggie aprendeu em seguida que não precisava estudar para tirar boas notas; era uma menina brilhante, mas não se incomodava em tentá-lo, porque a menção de seu pai bastava para arrumar qualquer problema. Sorriu ao pensar que também podia utilizá-lo no caso da senhorita Swan.
Bella PDV
— Recebi uma ligação do pai de Maggie Cullen na sexta-feira, pouco depois de que saiu — Disse Ângela Webber, a diretora — Não acreditei nem por um momento que insultasse deliberadamente a essa menina. Sei muito bem que todos os professores tiveram problemas com a Maggie, exceto a senhorita Denali. Mas Cullen não tinha intervindo nunca. Surpreende-me bastante que agora tenha intenção de fazê-lo. E, certamente, surpreendeu-me as acusações da menina.
— Eu não a chamei de estúpida — falei tranquilamente — Lhe disse que se negar a fazer os deveres e a responder as perguntas dos exames terei que suspendê-la. Não tenho por costume aprovar os alunos sem um mínimo esforço por sua parte, e não aceito favoritismos com eles.
— Tenho certeza disso. Seu currículo em Phoenix é irrepreensível. Até falei com seu antigo diretor, que parecia realmente decepcionado por havê-la perdido. Falou muito bem a respeito de sua inteligência e de sua competência.
— Alegra-me saber disso. Mas em todo caso, não sei o que fazer com a Maggie. É evidente que não gosta de mim. Sinto muito, mas não vejo como posso conseguir que mude de opinião. Gostaria que colaborasse tanto como sua amiga Julie. A diferença dela, é que é uma magnífica estudante.
— Todo mundo gosta da Julie — declarou — De todas formas, não se incomode se te faço certa pergunta. Não estará saldando velhas dívidas com a menina, de maneira inconsciente? Sei que esteve comprometida com seu pai em certa ocasião. Tenha em conta que esta é uma cidade muito pequena e tudo se sabe. E também sei que a mãe dela te traiu e que se dedicou a contar terríveis mentiras sobre você.
— Certas pessoas ainda acreditam que suas difamações eram verdadeiras. De fato, minha mãe morreu pela pressão que exerceu sobre ela a maior parte dos membros da comunidade.
— Sinto muito. Não sabia.
— Sofria do coração. Tive que sair da cidade para pôr fim aos falatórios, mas não se recuperou nunca — forcei um sorriso— Era inocente de todas as acusações, mas paguei um preço muito alto.
Não só eu, como meus pais também. Na época meu pai era Chefe de policia e minha mãe comandava o coral da igreja. Forks é uma cidade muito pequena e arcaica naqueles tempos. Então foi um choque a filha deles estando noiva se “envolver” com um homem mais velho. Minha mãe tinha um problema de coração e não podia sofrer grandes emoções. Infelizmente as pessoas começaram a excluí-la e isso a devastou.
Suspirei.
Ângela parecia profundamente sem graça.
— Me perdoe, Bella. Não devia falar sobre isso.
— Ao contrário. Fez bem. Tinha direito de saber se eu estava perseguindo ou não a uma aluna. Desprezo a Tânia pelo que me fez, e asseguro que sinto algo muito parecido pelo Edward. Mas não sou tão má pessoa para fazer uma criança pagar pelas culpas de seus pais. Jamais permitiria que sofresse por algo que não fez.
— Sei. Entretanto, é uma situação complicada. O senhor Cullen tem muita influência na comunidade. É rico, e seu mau humor é legendário. Não se preocupa absolutamente de dar um espetáculo público, e ameaçou vir pessoalmente se não resolver a situação — riu parecendo nervosa — Bella, tenho trinta e cinco anos. Trabalhei muito para chegar a este posto, e gosto muito daqui. Se por acaso fosse pouco, tenho que cuidar de um marido inválido e de dois filhos pequenos.
— Nunca o faria — prometi — Preferiria renunciar ao meu posto antes de ver que uma pessoa inocente paga as conseqüências de minhas ações. Mas o senhor Cullen esta errado com respeito à forma em que trato a Maggie. De fato, é uma geniosa. Nega-se a fazer os trabalhos, e sabe que não posso obrigá-la a fazê-lo pela força.
— É verdade, sabe. Correria a pedir ajuda a seu pai, e não duvido que se apresentaria aqui e falaria com o conselho de administração do colégio. Acredito que um dos membros lhe deve dinheiro, e outros três morrem de medo dele — comentou, limpando a garganta — Em realidade, se tiver que ser sincera, eu também tenho medo dele.
— Observo que neste lugar não existe a liberdade de expressão.
— Se chocar com seus interesses, não. É um maldito tirano. Embora suponha que não podemos culpá-lo por interessar-se por sua filha.
— Não, claro.
Suspirei. Esse assunto não me preocupava tanto. Eu já tinha as minha próprias preocupações, e muito mais graves. Eu não tinha medo de Edward. Mas tinha medo dessa doença. Mas mesmo assim não pude evitar ficar triste.
Depois da nossa conversa voltei a sala com a promessa de solucionar esse problema.
A semana transcorreu com extrema lentidão, mas ao fim que chegou o dia em que eu pedi os deveres que tinha posto no começo da semana. E Maggie não entregou os seus. Nem mesmo a redação, que eu concedi que ela entregasse depois.
— Terei que te dar um zero se não os trouxer esta mesma tarde, incluindo a redação.
Eu esperava não ter que encontrar com Edward. Mas minhas esperanças não serviram de muito. Tinha feito de tudo para tratá-la como os outros, mas ela nunca dava o braço a torcer.
— Não o farei — insistiu, sorrindo — Se me suspender direi a meu pai e ele virá aqui.
A observei com certa ironia.
— E acha que tenho medo dele?
— Todo mundo tem medo dele — respondeu orgulhosa.
— Pois eu não — disse com frieza — Seu pai pode vir quando quiser, mas lhe direi o mesmo que estou dizendo a você. Se não fazer os deveres, não passará. E ponto.
— Ah, sim?
Assenti.
— Sim. Como terá ocasião de descobrir se não os trouxer antes de que terminem as aulas da tarde — concluiu.
— Vamos ver!
Definitivamente discutir com ela não era a minha intenção. Mas quando ao final do dia Maggie não me entregou seus deveres, não tive outra opção a não ser lhe dar um zero. Entreguei-lhe as notas e disse:
— Faça o favor de entregar a seu pai.
Maggie pegou e sorriu. Depois saiu sem dizer uma só palavra.
Spoiller:
"Depois de um tempo, pude ouvir passos no corredor. Passos fortes e poderosos. Eu sabia muito bem a quem pertenciam. Eu tinha certeza de que Maggie tinha falado com Edward, como dissera que ia fazer.
Uma alta e familiar figura entrou na sala de aula, com olhos verdes brilhantes e escuros como a morte.
Edward Cullen parou na minha frente e não me cumprimentou. Estava muito bem vestido. Parecia que as coisas andavam muito bem. Mas aos meus olhos ele ainda era aquele homem muito distinto, um solitário jovem que não encaixava em nenhuma parte, e que sonhava saindo da pobreza. Às vezes eu me recordava daquela imagem e o amava em sonhos.
— Estava te esperando — disse voltando ao presente(...)"
Notas finais
Quero fazer um "merchan" aqui.
Eu criei um grupo no Facebook com destino de procura de fics. Eu vi que aqui no nyah diariamente são criados novas estórias com o nome: Procuro essa(s) Fanfic(s), eu mesmo já criei. E o nyah bloqueou minha conta por 30 dias rsrs
Pensando nisso eu criei esse grupo.
http://www.facebook.com/groups/488237497854245/
Participem lá, ai a gente pode conversar também para nos conhecer-mos melhor.
Bjos
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