Doce Problema

24 Depois da Tempestade...


Notas iniciais
Vamos conversar casalzinho?

Edward

Não adiantava mais, estava desistindo. Depois que Rosie me deixou aqui, não paro de me mexer no sofá. De repente ele ficou menor e mais apertado. Mas que droga! Meu desconforto não tinha nada a ver com o local em que estava deitado. A causa do meu desconforto, estava dormindo lá em cima e eu como um idiota aqui.

Não tinha que obedecer a Rosie, deixando-a em paz. Ela não me deixa em paz, vive me mantendo em estado de alerta. A minha vontade era de ir lá e obrigá-la a me dizer o que aconteceu. Sabe de uma coisa? É exatamente isso que vou fazer, agora mesmo.

Joguei o lençol de qualquer maneira para o lado e subi as escadas. Parei em frente a porta do quarto de hospedes onde ela estava. Fiquei olhando para ela, a minha coragem tinha diminuído. Não queria acordá-la, ela precisava descansar, mas eu poderia vê-la dormir como fazia esses dias anteriores.

A minha mão foi até a maçaneta, mas não a abri. Ela não queria me ver, não poderia obrigá-la a isso. Apoiei as mãos na porta tentando não agir de maneira desesperada.

Bella

Tinha pegado no sono, mas foi um sono agitado, não parava de me mexer na cama. Abri os olhos e fiquei desorientada, o local estava escuro dificultando as minhas percepções. Pisquei algumas vezes e aos poucos meus olhos foram se adaptando a penumbra e lembrei que estava na casa de Rosie.

Passei as mãos pelos cabelos e rosto e notei que estava suando. Minha boca estava seca e desejei água. Tentei imaginar que horas eram, talvez duas ou três da madrugada. A essa hora Edward deveria estar se refestelando sobre o corpo da Barbie lambisgoia. Cerrei os olhos para não ver a cena que se formava na minha mente.

Umedeci meus lábios com a língua, estava mesmo com cede. Decidi ir até a cozinha para beber um copo com água. Rosie com certeza não se importaria. Levantei cuidadosamente e caminhei até a porta. Tateei até encontrar a maçaneta, a girei lentamente e abri a porta, mas eu não esperava pelo que vi. Dei um pulo por causa do susto que levei, e abafei o grito que se formou em minha garganta com uma mão e a contra segurei o meu peito onde meu coração batia freneticamente.

O reconheci logo, ele pareceu surpreso também. Na pouca luz que havia, notei o quanto seus cabelos estavam revoltos, como se tivesse acordado naquele instante. Tentei me recompor, retirei as mãos da boca e peito.

- O que está fazendo aqui? — Perguntei quase em um sussurro, minha voz tremia, ele pigarreou.

- Estava a sua procura, vim ver você. — Sua voz também era baixa, mas diferente da minha mostrava uma calma extrema.

- Agora que viu, pode ir embora. — Edward remexeu-se em minha frente incomodado com a minha voz ríspida.

- O que aconteceu, Bella? — O que aconteceu, ele é mesmo um canalha!

- Poupe-me Edward. Você não pretende mesmo fazer esse joguinho comigo, não é?

- Mas que joguinho?

- Acho que nunca conheci uma pessoa tão cara de pau como você. — Falei entre dentes.

- Olha só, juro que você vai me deixar doente com suas mudanças de humor. Você me deixou lá sem ao menos me dizer nada, sumiu e fiquei louco te procurando. — Ri amargamente.

- Edward, vá embora! — Apontei para a porta.

- Não! Não antes de me dizer o que está acontecendo. — Sua voz alterou-se um pouco.

- Está acontecendo que eu abri meus olhos, Edward. Acha que eu sou tola a esse ponto? Ou acha que eu vou sujeitar-me a isso? — Falei com repugnância. Se ele queria ficar com as duas, estava muito enganado, porque ele não encostaria mais em mim. Ele passou as mãos pelo rosto visivelmente nervoso.

- Estou afundando aqui, Bella. — Apontou para o chão. — Afundando em tamanha confusão. Estou completamente ignorante a causa da sua irritação.

- Isso é normal para pessoas sem escrúpulos. — Cuspi.

- Está dizendo que não tenho escrúpulos?

- Se tivesse não estaria nem aqui tentando me enrolar. Talvez houvesse um motivo para tê-lo odiado desde o inicio, talvez eu tenha um radar para pessoas sem moral.

- Chega! — Edward alterou-se completamente. Com apenas um passo ele me alcançou, pegando-me pelos braços fortemente. — Não vou tolerar que me ofenda dessa maneira sem motivos. Se tem alguma coisa para dizer, menina, seja mais clara. — Fez-se uma pausa e ele continuou mais calmo: — Te procurei desesperadamente e estou aqui, por você, para ficar o mais próximo de você possível. Se alguém deve ficar bravo aqui, esse alguém sou eu. — Pisquei algumas vezes, Edward estava com um semblante duro e seus olhos faiscavam.

- Apenas...vá...embora. — Pedi com dificuldade, ele fitou-me por mais meio segundo.

- É isso mesmo que quer? — Assenti e ele me soltou. Meu coração estava apertado, mas ele deveria ir embora. Edward virou-se, mas parou em seguida voltando a olhar-me novamente. — Diga-me apenas porque? Porque veio para cá?

- Não queria interromper você e Tânia.

- Interromper? — Edward perguntou com ar atento.

- Ora Edward, vi você beijando-a. Na verdade a cidade inteira viu, você não fez nenhuma questão em esconder. — Disparei tudo de uma vez e depois dei as costas para ele, senti que as minhas lágrimas estava prestem a transbordar e não daria esse prazer à ele.

- Foi isso. — Ele disse simplesmente, nem se deu ao trabalho de se justificar ou me pedir desculpas. Era mesmo um cretino! Senti uma movimentação atrás de mim e depois a porta se fechar. Ele tinha ido embora, talvez tenha notado que não adiantaria suas explicações, mas ele nem tentou.

Sentei na cama angustiada, mas logo senti um peso afundar o colchão atrás de mim. Assustei-me, dei um pula virando e encontrando-o sentado na cama. Aquilo foi a minha perdição porque ao mirar seus olhos escuros, me envolvi com tamanha intensidade de sentimentos que eles transpareciam. Era tanto carinho que doía na alma, seus olhos estavam torturados era quase como se sentisse dor e aquilo me enterneceu.

Edward acariciou o meu rosto e simplesmente aceitei o gesto porque era impossível resistir, era impossível fugir nesse momento. Estava presa no redemoinho de emoções, fortes que sempre nos envolvia.

- Edward... — Tentei protestar, minha voz fraca não exercia poder algum.

- Fica quieta, Bella. — Ele ordenou tão docemente que apenas obedeci. — Você novamente perturbou a paz do xerife, acho que está virando um péssimo costume, Problema. — Parecia muito tempo desde a última vez que ele me chamou assim. Estava arrepiada por ouvi-lo sussurrar dessa maneira, sua voz estava rouca e sexy. — Eu deveria mesmo te prender ou apenas de dar umas palmadas.

- Não se atreveria. — O meu contra-ataque foi dito que nem a sua ameaça, doce. Edward sorriu torto e aquilo pareceu injusto.

- Não, não te machucaria nunca. Mas ainda sim te prenderia, para sempre...em minha casa. — Arfei com suas palavras, não conseguia dizer nada. Estava hipnotizada com ele. Edward tocou levemente os meus lábios com a ponta dos dedos. — Fique quieta até o fim. — Ele pediu e eu assenti. Edward continuou acariciando meus lábios e fitando-os, depois pegou em minhas mãos. — Você não me viu beijando a Tânia. — Quis protestar, mas ele me lançou um olhar reprovador, lembrando-me do pedido dele, fiquei calada. — Você a viu me beijando, ela pegou-me desprevenido. Mas a culpa não é minha, é sua! — Meus olhos e a minha boca abriram, estava surpresa pela acusação dele e ofendida. — Não deveria ter me deixado lá com ela, eu não queria dançar com a Tânia, mas você insistiu. — Bom...ele tinha razão. — Deveria ter visto por mais alguns segundos a cena, porque logo depois eu a afastei e deixei bem claro que estou apaixonado por você. Disse isso em alto e bom som sob os olhares de todos da cidade, assim como você disse.

- Jura? — Perguntei feito uma idiota.

- Sim. Bella estou aqui, e não mentiria nem faria uma canalhice dessas com você. A última coisa que quero é te fazer mal. Não a beijei e não estou disposto a beijar mulher alguma, só você. A garota especial.

- Pelo amor de Deus, não fala isso Edward. — Fiquei nervosa.

- Shhhh! — Edward acariciou as minhas mãos. — Sei que isso te assusta, mas é a verdade. Bella, por favor, diga-me que acredita em mim. — Eu o fitei, mas não disse nada. — Bella...por favor... — Como não acreditar nele quando ele fala tantas coisas que tocam meu coração?

- Desculpe-me, eu acredito em você. — Ajoelhei na cama e agarrei seu pescoço beijando-o nos lábios. Edward segurou a minha cintura e acariciou as minhas costas. Ele aprofundou o beijo tocando a sua língua na minha.

- Nunca a magoaria. — Falou entre os beijos.

- Eu sei.

- Acredite em mim.

- Eu acredito.

Só notei que estava deitada com Edward sobre mim, quando ele encaixou-se entre as minhas pernas e eu o enlacei com elas. Seus lábios foram para meu pescoço e seus beijos e sua língua úmida me arrepiavam.

Minhas mãos incontrolavelmente foram para baixo da camisa dele e eu senti sua barriga firme em minhas mãos. Edward uniu ainda mais o seu corpo no meu e eu pude sentir a sua ereção sob a bermuda.

As mãos dele que estavam em minha cintura foram subindo devagar levantando a blusa do baby doll lentamente. Estava sentindo-me inquieta, ansiosa e arrepiada. Edward tocou levemente na base dos meus seios e os contornou com os dedos, depois ele tocou nos mamilos e ficou acariciando-os enquanto mordiscava a minha orelha. Aquilo estava me deixando ainda mais ansiosa, comecei a me mover em baixo dele, gememos juntos. Edward apossou-se dos meus seios e acariciava-os brincando com os mamilos.

Suas mãos desceram por minha barriga até chegar ao meu umbigo, ele tocou o meu piercing e abafou seu gemido em meus lábios. Edward ficou de joelhos entre minhas pernas e tirou a blusa que vestia por cima da outra, eu estava pegando fogo nesse momento.

Ele segurou em minha cintura novamente olhando para a minha barriga como se estivesse hipnotizado.

- Juro que vai me enlouquecer. — Edward se curvou e fechei os olhos para a sensação que viria, mas assustei-me com um grito que escutei. Abri os olhos e ele tinha levantado a cabeça, parecendo assustado também.

- O que foi isso? — Perguntei.

- Não sei. — Ele levantou e eu o segui. Tentei me recompor Edward abriu a porta e quando saímos vimos Rosie parada na porta do quarto dela, ela também deveria ter escutado. Ouvimos novamente o grito que vinha de um dos quartos. Todos nós fomos até onde vinha o barulho. Quando entrei Rosie estava sentada em uma das camas com formato de carro e os gêmeos abraçados a ela chorando. Edward estava em pé parado olhando a cena e eu fiquei ao seu lado.

Pelo que entendi um dos gêmeos teve um pesadelo e assustou-se fazendo o outro assustar-se também. Edward foi buscar água para os dois e eles pareciam mais calmos e alegres ao ver que eu e Edward estávamos lá. Rosie carregou os dois para o seu quarto, eles iriam dormir com ela o resto da noite. Antes de fechar a porta do seu quarto ela lançou para nós dois um olhar significativo que me fez corar.

Ao meu lado Edward suspirou e o fitei. Ele pegou em minha mão e me guiou de volta para o quarto. Ao entrarmos ele fechou a porta e nos deitamos de lado, nosso corpos colados de frente para o outro. O ocorrido com os gêmeos tinha cortado nosso clima, não voltaríamos ao nível anterior. Relaxei nos braços de Edward, enquanto trocávamos beijos e carinhos.

Ao acorda deparei-me com lindos olhos verdes brilhantes me fitando. Edward estava com o cotovelo apoiado na cama e sua cabeça pendia sobre a mão. Suspirei diante de tão maravilhosa visão.

- Bom dia. — Disse tímida.

- Bom dia. — Ele sorriu torto me fazendo derreter.

Edward acariciou o meu ombro e me deu um selinho nos lábios.

- Posso me acostumar com isso, sabia?

- Isso o quê? — Quis saber.

- Entre outras coisas, ver você dormir. — Fiquei sem jeito com o que ele disse.

-Não me diga que fez isso. – Fiquei ainda mais tímida.

- Sim.

- E ontem?

- E no dia anterior. — Corei com a revelação dele. — É fascinante para mim, vê-la dormir. — Meus olhos desviaram dos dele e notei que ele estava sem camisa, deveria ter tirado depois que peguei no sono, fiquei de boca aberta ao ver seu corpo tão definido. Notei que estávamos enrolados também da cintura para baixo. — Mas eu devo confessar que hoje foi ainda mais fascinante. — De repente fiquei atenta voltando a olhá-lo nos olhos.

- Devo me assustar? — Ele riu.

- Não, não é nada de mais. Hoje foi mais interessante porque você fala dormindo. — Meus olhos abriram junto com a minha boca.

- Jura?

- Sim, acho que não falou nos outros dias porque estava muito dopada para fazê-lo.

- E o que eu disse? — Fiquei assustada.

- Você chamou por seus pais. — Como? Eu ainda não me lembrava de ninguém, como poderia chamar meus pais?

- Como isso é possível?

- Isso me deu o que pensar. Cheguei a conclusão de que ao dormir as suas lembranças veem a tona, através de seu subconsciente. — Pensei um pouco sobre isso, ele deveria ter razão.

- Chamei os nomes deles?

- Não, mas chamou um nome sim. — Porque eu achava que não ia querer ouvir aquilo?

- Qual? — Hesitei.

- O meu. — Oh Deus! Que vergonha! Cobri meu rosto com as mãos e gemi de frustração. — Qual o problema? — Ele perguntou tentando tirar minhas mãos do rosto, mas eu o impedi.

- Estou morrendo de vergonha. — Admiti.

- Está com vergonha por ter sonhado comigo? — Ele riu. — Que bobagem, Bella. Saiba que sonho com você todos os dias de olhos abertos e fechados.

- Sonha? — O olhei entre meus dedos.

- Claro que sim. Você é muito especial. Agora tira logo essas mãos daí porque eu quero te beijar. — Não resisti, Edward nem esperou me pegou pela nuca e me deu um beijo devastador deitando-se e me levando para ficar parcialmente por cima dele.

Afastamos nossos rostos ofegantes, ele tinha as suas mãos em minha cintura e uma das minhas estavam apoiadas na cama paralelamente ao seu rosto, a outra estava em seu peito quente e músculo. Ele beijou-me na ponta do nariz e depois riu.

- Adoro seus cabelos assim despenteados, parece uma leoa, selvagem. — Eu ri.

- Obrigada, eu acho. — Ele pareceu ganhar um ar astuto.

- Não precisava ficar com tanto ciúmes ontem. — Ele colocou os meus cabelos para trás dos meus ombros.

- Quem disse que eu fiquei?

- Suas atitudes.

- Não fiquei com ciúmes. — Empinei meu corpo indolente. Talvez eu tivesse ficado com um pouquinho de ciúmes, mas não iria admitir.

- Ah não?

- É claro que não. — Afirmei.

- Rá. Só vou deixar passar essa porque ainda está machucada, se não iria te mostrar do que sou capaz e só iria para quando admitisse seus sentimentos. — Aquela ameaça me deixou arrepiada. Nos encaramos e vi quando seus olhos passaram de divertidos e astutos para confusos. — Bella...diga-me, não lembrou de nada quando viu o James ontem? — Repassei rapidamente os momentos vividos ontem e lembrei da cena que vi na minha cabeça.

- Na verdade...quando ele falou comigo um imagem surgiu. Não sei bem se era uma lembrança ou fruto da minha imaginação, mas o fato foi que eu vi um bar ou uma boate, só a entrada e mais nada. Tentei ver além disso, mas foi impossível ainda mais quando senti a dor de cabeça.

- Ainda sente essa dor de cabeça? — Ele tocou em minha testa.

- Sim, mas passa logo.

- Talvez devêssemos ir ao hospital novamente...

- Não, Edward, é apenas uma dor de cabeça. — Assegurei, mas ele ainda me olhava preocupado.

- Bella...Você sentiu algo quando o viu? — Edward parecia angustiado. Não entendi a pergunta que ele fez.

- Como assim?

- Ódio, tristeza, carinho... — Hesitou na última palavra.

- Por que me pergunta isso?

- Pode me responder?

- Se me disser o porque. — Edward bufou impaciente.

- Vai começar com a teimosia?

- Talvez. — Admiti.

- Então esquece! — Edward levantou-se de um pulo quase me derrubando.

Quando o vi em pé fiquei petrificada. Ele também tinha tirado a bermuda durante a madrugada e agora ele estava ali na minha frente, exposto. Seus ombros largos, seu bumbum que parecia firme sob a cueca boxer branca e suas pernas perfeitas, estavam a amostra para mim. Eu só queria que ele virasse agora...Droga! Ele pegou a bermuda e vestiu de costas para mim, lamentei por isso. Depois vestiu a blusa e aí sim virou para mim. Eu pisquei e engoli em seco.

- Você está louco, Edward? Agora quem não está entendendo nada sou. Depois você fala da minha mudança de humor, mas olha só para você.

- Eu te fiz uma pergunta e você fica evasiva. Odeio quando faz isso. Estou aqui totalmente disposto a você. — Ele apontou para si mesmo. — E você nem ao menos me responde as perguntas que te faço. Entendo que se não conseguiu responder é porque eu não gostaria da resposta. Talvez esteja confusa ou com medo de me responder, para as duas alternativas a resposta me deixaria extremamente infeliz.

- Espera um pouco, vamos recapitular. – Sentei na ponta da cama encarando-o. — Estávamos bem, conversávamos e tudo ia maravilhosamente bem. De repente você me pergunta se eu senti algo quando vi James e eu só queria saber o porquê do seu questionamento. Não tire conclusões precipitadas.

- Como você? – Ele me jogou na cara.

- É, como eu. – Admiti. – O caso é que não precisávamos chegar a esse extremo. – Edward respirou fundo e aproximou-se de mim segurando o meu rosto com as suas mãos e encostou sua testa na minha.

- Estou com ciúmes. Vê como não tenho problemas em admitir. – Aquilo fez meu coração derreter.

- Na-não existem motivos para sentir ciúmes. – Falei em um sussurro.

- Não? – Perguntou em dúvida. – É importante para mim que me diga que não se sentiu atraída por ele.

- Edward, eu não me senti atraída por ele, não senti nada. – O suspiro dele foi de alívio.

- Sinto-me melhor. Bella – Ele sentou ao meu lado – James disse que quando se conheceram...vocês acabaram se envolvendo. – Peraí!

- O quê? – Perguntei assustada pela revelação.

- James afirma que se envolveram e que você o deixou logo depois, na verdade, horas depois e não disse nada para ele, simplesmente foi embora. – Oh Deus! Eu sou uma devassa, sou pior que Tânia. Acho que estava vermelha de vergonha.

- Que tipo de envolvimento? Eu sou uma promiscua?

- Ei, ei, ei! – Edward segurou-me pelos ombros tentando me acalmar. — Parece que se envolveram intimamente. — Ele fez uma careta de descontentamento e eu de vergonha. – Mas eu não acredito que seja promiscua.

- Não pode ter certeza.

- Eu tenho. Pare com isso. – Ele sacudiu-me levemente. Estava ficando histérica. – Bella, você é maravilhosa, as pessoas se envolvem com as outras sem serem promiscuas, pode ter apenas...acontecido, mas não voltará mais a acontecer. – Ele frisou a última parte eu apenas assenti.

Edward retirou uma mecha que caia sobre a minha testa e a colocou atrás da minha orelha, acariciando-a. Ele aproximou-se de mim, senti sua respiração em meu rosto, deixando-me ansiosa. Edward beijou a minha orelha alternando com mordiscadas e lambidas. Minha respiração estava alterada.

- Preciso trabalhar. — Ele falou em meu ouvido arrepiando-me inteira.

- Hmmmm... – Edward riu da minha resposta. Ele depositou um selinho em meus lábios e levantou-se me deixando borbulhando.

- Vou te esperar lá embaixo.

- Tudo bem. – Edward saiu do quarto e eu fiquei por alguns segundos sentada lembrando-me das coisas que ele disse sobre James.

Eu o conheci e me envolvi com ele, intimamente como disse Edward.

- Oh que vergonha!

Levantei-me e fui até o banheiro. Lavei meu rosto e vesti o vestido de ontem. Tentei colocar um pouco de ordem nos meus cabelos. “Parece uma leoa, selvagem”, lembrei das palavras usadas por Edward. Envolvida eu estava por ele, e não tinha mais jeito.