Doce Pesadelo
60 Capítulo 60
Notas iniciais
POV Madson
Que dia de merda! Como minha vida podia ser uma droga? Não consigo ficar mais um minuto nessa escola. Corro para trás das arquibancadas do campo de atletismo, pulo um muro baixo e me afasto.
Corro tanto que meus pulmões parecem pegar fogo e minha garganta arde. Após cerca de 20 minutos, chego em casa.
Abro a porta e, para minha sorte, não tem ninguém. Subo as escadas rapidamente e fecho a porta do meu quarto com força.
– Eu não aguento mais! – grito, sentindo o nó na garganta se desfazer em lágrimas.
Minha frustração transborda, e começo a jogar as roupas que estão na minha cama e derrubar tudo que está em volta da escrivaninha.
Vou até o banheiro e olho meu reflexo no espelho: meu rosto está inchado, os olhos vermelhos, os cabelos desarrumados.
– Por que tudo isso, Madson Baker? – sussurro para mim mesma, enquanto o desespero toma conta.
Corro as escadas e procuro nos armários alguma bebida, sei que meu pai comprou algumas semanas alguma bebida. A-há! Lá estava uma garrafa de vodca brilhando em minha frente, pego ela e subo novamente para o quarto.
Volto para o quarto e me sento no chão. Minha cabeça está uma bagunça de pensamentos: todas as coisas que deram errado, as memórias que insistem em voltar.
Abro a garrafa e tomo diretamente dela, sinto o líquido quente arder na minha garganta e por um momento minha cabeça para de latejar.
– Por que você tinha que partir, Johnny? Eu queria que você estivesse aqui! – digo, enquanto lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto.
Me encolho no chão, sentindo o peso de tudo. Cada vez mais o álcool corre nas minhas veias e sinto seu efeito em meu cérebro.
Todo mundo parece estar contra mim neste momento: Ariel, Audrey e Ethan. Para os meus pais, sou uma decepção. Até meu irmão Caio, que é mais novo, parece ser tão mais maduro do que eu.
E quem eu mais amava... me magoou. Por que, Luke? Como você pôde? Meu coração está em pedaços por causa de você. Era tudo uma mentira? Uma ilusão?
Minha respiração acelera, o peito aperta. Tento me concentrar em algo, mas a sensação de vazio é esmagadora.
– Eu só queria que tudo tivesse sido diferente – digo, enquanto abraço meus joelhos.
Depois de ter tomado um pouco mais da metade da garrafa de vodca, tento levantar mas cambaleio para o lado caindo no chão batendo meu braço e um pouco do meu rosto.
Fico imóvel bêbada demais para conseguir me levantar dali. Meu corpo dói, meu estômago fica revirando, e aos poucos sinto minhas vistas escurecer.
– MADSON! – um grito ecoa ao longe, porém já estou inconsciente para conseguir responder.
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