Doce Pesadelo
52 Capítulo 52
Notas iniciais
POV Ariel
Eu sabia que em algum momento eu precisava contar o que estava acontecendo, a melhor pessoa para contar isso seria a Madson. De alguma forma, por ela ser minha irmã mais velha ela iria me entender e talvez não iria contar para os nossos pais. Estava um pouco ansiosa, mas eu decidi que hoje eu falaria!
Subi as escadas e sentia minhas mãos tremendo e o coração acelerado.
– Mad!!!!!!!! – gritei – Preciso te contar uma coisa... – falei do lado de fora do seu quarto.
Rapidamente a porta se abriu e Mad me olhava com um olhar curioso.
– Então o que está esperando? Desembucha garota! – ela riu.
Corri para cama dela e deitei, e ela em seguida deitou próximo a mim, enterrei meu rosto no lençol.
– Ariel, você está me assustando, o que aconteceu? – ela me perguntou preocupada – Você sabe que o que precisar eu vou te ajudar!
Ainda com o rosto no lençol suspirei.
– Você promete que não vai contar para ninguém?? – me virei e olhei para ela.
– Claro que eu prometo – ela me deu o mindinho e entreguei o meu.
– Bom...
Flashback on
Tudo começou há um mês, eu estava no intervalo procurando a Emily e a Jeniffer propositalmente passou me esbarrando me fazendo deixar cair meu lanche no chão e saiu rindo. Na hora que eu fui pegar do chão os pedaços que estava no chão, o Nathan correu para me ajudar.
– Ei, não liga para ela! Aqui! – ele me ofereceu sua maçã – Para você não ficar sem comer nada.
Fiquei tão surpresa que fiquei sem reação. Por que diabo Nathan estava agora sendo legal comigo, depois de ter me dado um fora? Antes ele estava fazendo de tudo para ser popular junto com a Jeniffer e até serem rei e rainha do baile, e agora ele me ajudava? Aquilo me deu uma pequena pontada no meu coração.
Depois desse dia, cada dia mais o Nathan se aproximava de mim, tentando puxar assunto, pedindo ajuda nas lições, por um instante pensei que ele só queria respostas, pois com certeza ele não estudava muito. Emily a princípio pensou o mesmo que eu, mas depois de umas duas semanas, ela me disse que com certeza não era só isso.
Na outra semana ele começou a pedir para sentar comigo e Emily no intervalo e então deixamos, começamos a conversar com ele e ele começou a contar um pouco sobre as coisas que gostava e descobri que gostávamos de jogar vôlei. Logo, ele me convidava para ir no parque depois da escola para treinarmos um pouco, e não vou negar estava sendo divertido, ele até que era muito legal e meu coração de novo voltava a palpitar quando eu estava com ele.
Emily me falou que estava óbvio que eu gostava dele, mas que era para eu tomar cuidado e não deixar tanto na cara, pois ele ainda tinha sido um idiota comigo e eu concordei, então apesar de não destrata-lo, tentava não ficar que nem uma água com açúcar amolecida com ele.
Até que semana passada ele me chamou novamente para irmos ao parque, eu estava preparada para jogar vôlei então fui com uma camisa mais larguinha e short, quando o encontrei não estava da mesma forma, estava mais arrumado.
– Por que hoje você está tão arrumado? Marcou de encontrar com a Jeniffer foi? – dei risada.
– Não, Ariel! – ele revirou os olhos – Eu queria tomar um sorvete com você, vamos?
– Por que não falou na escola? Agora eu estou com uma palhaça com essa roupa e você todo arrumado – revirei os olhos.
– Você está linda, quer dizer, você é linda! – ele sorriu.
Senti meu rosto corar e eu ficar completamente vermelha, por que ele disse isso? Meu coração novamente palpitava.
Caminhamos pelo parque até o final, lá próximo tinha uma sorveteria e fomos lá. Eu escolhi claro que meu sabor favorito: Flocos! E Nathan pegou sorvete de baunilha. Sentamos no banco e eu comíamos nossos sorvetes.
– Está sujo aqui – ele pegou um papel e limpou próximo ao canto da minha boca.
Acabei rindo de nervoso, o que é que estava acontecendo? Eu não queria novamente estar me iludindo e pensando demais sobre isso, então desviei meu olhar e mudei de assunto.
– Nossa que música legal que está tocando! Nunca ouvi! – falei me referindo ao som de uma banda ao fundo que tocava na sorveteria.
– Ah! É Sixpence None The Richer, gosto bastante dessa banda! A música se chama Kiss Me – ele respondeu comendo mais um pouco de sorvete.
– Espera... ouvindo ela agora um pouco mais, não me é estranha... Acho que já ouvi em algum lugar! – falei pensando quando tocava o refrão
Oh, kiss me, beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
– Toca no filme Ela é demais! – ele respondeu.
– Aaaaaaaaaaaaah! Faz todo sentido! – falei me recordando que era um filme de comédia romântica que eu assisti com a Mad há uns quatro anos atrás, ela queria ver e achou chato, mas eu tinha gostado bastante.
– Eu gosto desse filme! – respondemos juntos em uníssono.
Demos risada, e será que isso era mais um sinal? Ah deixa de bobagem Ariel, não comece!
– Nunca pensei, mas a gente tem gostos muito parecidos né? – ele sorri.
– Sim, nem conseguia imaginar! Você disse que gostava da Jeniffer, pensava que era parecido com ela – falei de maneira ácida.
Ele tinha me dado um fora e aquilo tinha partido meu coração em vários pedaços.
– Ariel, olha, me desculpa! Eu sei que eu falei aquilo para você sobre não querer nada com você, porque queria algo com a Jeniffer. Mas para falar a verdade quando conversei com ela, nem foi tão legal assim! E você é tão maneira! Você gosta de vôlei, é engraçada, é uma aluna inteligente, gosta de filmes antigos como eu... E... – ele fala e pausa.
Sinto meu coração cada vez mais acelerado.
– Vamos indo? Temos que pagar nosso sorvete, eu não estou afim de ficar aqui lavando louças – digo o interrompendo e levantando com a taça de sorvete.
Ele dá risada. A risada dele era tão bonita!
O Sol batia nos cabelos castanhos dele reluzindo um tom de mel. Por que eu estava prestando atenção nisso?
Pagamos o sorvete e voltamos a caminhar no parque em silêncio, eu estava nervosa.
– Hã... Nathan? Acho que vou voltar para casa, eu não avisei minha irmã que viria para cá e ela pode ficar preocupada, e eu vou estar encrencada! Então vou indo – falei rápido e comecei a caminhar mais rápido.
– Espera Ariel! – ele segurou meu braço.
– O quê? – virei para trás e ele estava um centímetro perto de mim.
– Você não me deixou terminar de falar lá na sorveteria, era algo importante – ele sorria maliciosamente.
– Hã... Pode falar – sorri nervosa.
– Gosto de você! – ele dizia me encarando.
– Ah, Nathan! Eu também gosto de v.... – ia terminar de dizer, mas fui interrompida com seu beijo.
So kiss me.
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