Doce Pecado
11 Shopping
Notas iniciais
PDV Sam
Acordei sentindo minha cabeça latejar, ainda estava cedo. Mas ainda estava muito feliz, hoje era o dia. O Benson deve estar se mordendo de raiva. Ri sozinha ao imaginar sua cara ao recerber o vídeo. Ele merece isso e muito mais, por me fazer escutar seus gemidos a noite toda. Era demais pra mim, ser torturada desta maneira, escutando minha irmã gemer(ainda mais daquele modo) no ouvido do cara com que eu deveria estar transando.
Tomei um banho demorado e desci para à sala, apesar de saber que era uma má ideia.
Meu pai não pode me enxergar que começa com o papo de faculdade e emprego. Eu não sei ainda o que quero fazer. Onde me contratariam? Num Sex Shop? Talvez, é umas das coisas que mais entendo.
Melhor desistir de ficar aqui. Voltei para o quarto e vesti uma roupa.
— Vai sair Sam? — Perguntou Pam assim que me viu prestes à atravessar a porta.
— Acho que estou passando pela porta! — Falei rude e virei encarando-a.
— Eu juro que eu tentei educar esta garota! — Falou olhando para Suzanne, uma amiga que estava ao lado dela.
— O que você quer? — Perguntei ainda fria.
— Falar sobre a festa. — Respondeu e apontou para o sofá, indicando-o pra mim sentar.
— Porquê? — Indaguei e sentei no sofá.
— Soube que está de namoradinho novo. É verdade? — Perguntou.
— Não! Como sabe disso? — Perguntei me levantando.
— Melanie me ligou e falou do que aconteceu dentro do banheiro! — Tive que me contentar com uma risada interna. Ah, se ela soubesse o que realmente aconteceu dentro daquele banheiro.
— Eu não tenho nada com o Ryan. Foram apenas alguns beijos — Tentei ser convincente.
— Não é isso que estas marcas estão dizendo — Falou e eu levei a mão ao pescoço. Droga! Os chupões ainda estavam aparentes.
— Onde está querendo chegar? — Perguntei curiosa, minha mãe nunca se importou muito com quem eu transo ou deixo de transar.
— Ele é um ótimo rapaz. Isso me dá um pouco de esperança de que você tome um pouco de juízo.
— Você não vai me empurrar pra cima dele. Eu estou bem sozinha e não quero namorar ninguém.
— Mas Sam você precisa de alguém. Ele é o primeiro cara que você se envolve que não é um marginal ou um ex-presidiário.
— Eu já namorei caras legais — Okay. Era mentira, digamos que meus ex namorados não eram muito bonzinhos.
— Não mesmo. Você tem que ficar com ele... — Sem terminar de escuta-lá, corri para a porta saindo.
Não aguentava Pam quando ela dava estes ataques, de que eu tenho que namorar, até mesmo casar pra satisfazê-los.
Chamei um táxi e fui para o Shopping, não sou do tipo que gosta de fazer compras, mas vai me distrair.
Cheguei e comecei a olhar algumas vitrines, mas isso me dava tédio. Prefiria comer....
Quando estava prestes a me virar, senti mãos fortes apertando minha cintura.
PDV Ryan
— Sammy! — Coloquei as mãos na cintura da loira fazendo-a dar um pulinho.
— Ryan, tá me perseguindo por acaso? — Riu virando-se pra mim, ainda com a mão no peito.
E isso me levou à olhar seu decote, que estava bem avantajado. Ela estava um delícia nessa saia curta e o top Cropped decotado.
— Talvez! — Ri, sem desviar o olhar de seus seios.
— Eu sei que eu sou gostosa, mas não precisa babar — Gargalhou ao notar meu olhar de cobiça.
— Convencida! — Sorri e começamos à andar pelo shopping — E aí, topa um sorvete? — Convidei.
— Já me convidaram pra programas melhores...- Fez uma careta — Mas vamos — Riu e seguimos até à sorveteira, ali no Shopping mesmo.
— Então, e a sua vingancinha? Deu certo? — Perguntei ao sentarmos em uma das mesas.
— Eu não sei! — Revirou os olhos, parecendo irritada com a pergunta — Ele não deu sinal de vida ainda. Era só o que me faltava, ter feito todo aquele sacrifício por nada- Bufou irritada.
— Obrigado pela parte que me toca — Disse irônico — Ele deve estar no trabalho. Ele não viu o vídeo ainda. Pode apostar...
— Como sabe? — Perguntou curiosa.
— Ele estaria ardendo em chamas à está altura — Ri, ao pensar na cara do Freddie ao ver o vídeo. Seria legal sacanear meu amigo.
— Acha que ele vai ficar irritado mesmo? — Perguntou animada.
— Freddie nunca gostou de dividir nada com ninguém. Principalmente mulheres — Falei lembrando de Isabella, uma garota que nós dois comíamos, mas mesmo não estando nem aí pra ela, Freddie odiava esta situação.
— Eu não sou dele. Não sou de ninguém — Sorriu provocante, alisando minha coxa por debaixo da mesa.
— Só tem uma coisa que não me sai da cabeça.... Por que está fazendo isso? — Perguntei curioso, Sam me explicou muito vagamente sobre o porque Estar fazendo isso — Você gosta dele?
— Claro que não!- Quase gritou — Ele é gostoso e minha querida irmãzinha merece isso... — Sorriu dissimulada.
— Porquê? A Mel é uma pessoa tão boa, mais que nós três juntos — Falei e ela fez uma cara enojada. Realmente não entendia qual era o problema com a irmã.
— Pessoas boazinhas me dão tédio. E ela não é a santinha quanto vocês pensam.
— O que aconteceu com vocês? — Perguntei curioso, desde o dia que conheci Sam ela Mostrou irritada com a presença da Melanie.
— Tudo me incomoda na Melanie, sempre perfeitinha, estudiosa. A filha dos sonhos dos meus pais, que conseguiu bolsa em Harvard, um ótimo emprego.
— O nome disso é inveja, Sammy — Brinquei e ela deu um tapa em minha mão.
— Não é isso. Inveja eu teria se quisesse ser ela. Nem nos meus pesadelos eu queria ser uma patricinha fútil e sem graça — Respirou fundo e prosseguiu — E meus pais sempre estarem me julgando por eu não ser tão "estudiosa e responsável" como ela — Fez aspas e uma cara enojada ao falar o " estudiosa e responsável" — Sabe, eu sempre gostei de me divertir, de sair e beber. E eles sempre consideraram uma coisa imoral, e que eu deveria me comportar mais como a Melanie — Fez uma careta.
— Então, não gosta da Melanie por causa de seus pais? — Deduzi.
— Mais ou menos, Melanie sempre foi um peso morto na minha vida. Mas não é por isso.
— Por quê? — Indaguei.
— É complicado. Resumindo: Melanie é uma puta — Falou e eu ri.
— Mas porquê? — Insisti
— Como você é intrometido, garoto — Riu — Tudo bem. Vou te contar...
— Sammy! — Sam foi interropida, e olhei pra trás vendo Melanie e uma gatota com ela.
— Oi, Melanie — Falou o nome da irmã entediada.
— Nossa, que surpresa encontrar vocês aqui. Estava fazendo algumas compras.
— E quem é a gata? — Perguntei galante, olhando para à morena em minha frente.
— Essa é Carly, conheci ela na festa de inauguração da nova empresa de papai!- Respondeu, olhando para a morena corada pelo elogio.
— Muito prazer!- Apertei sua mão e sorri sedutor, ela era muito bonita e eu estava precisando de uma boa noite de sexo. Sam maltratou muito meu amiguinho noite passada
—Safado! — Sam emendou em uma falsa tosse. Me fazendo soltar um sorrisinho.
— E vocês dois? — Melanie perguntou insinuante.
— O quê tem nós dois? — Perguntou Sam continuando à tomar o sorvete. Mas eu entendi, depois da mentira do Freddie, Melanie acha que temos algo. Não que ela esteja errada.
— Estamos juntos — Respondi, recebendo um sorriso de Mel. E Sam se engasgou com o sorvete, dei uns tapinhas em suas costas, ainda sorrindo tentando disfarçar — Quer dizer, estamos nos conhecendo melhor — Sorri tentando parecer convincente.
— Ficaria muito feliz se vocês namorassem. Freddie também vai gostar muito de saber que estão se dando tão bem! — Exclamou contente.
— Com certeza Mel — Sussurrei contendo uma risada. Com toda certeza Freddie ficaria "muito" feliz de saber do que está acontecendo entre Sam e eu.
— Não quero atrapalhar o casal, então já vou indo — Se aproximou de nós, apertando nossa bochecha ao mesmo tempo — Se comportem.
— Ela é tão insuportável — Resmungou, assim que Melanie e Carly se afastaram.
— Tudo bem, não vamos mais falar dela. Já está de noite, quer que eu te leve pra casa? — Perguntei.
— Não quero ir pra casa. Quanto mais tempo eu ficar longe daquele lugar, melhor.
— E que tal, jantar comigo? — Convidei e cruzei os dedos. Torcendo para que ela aceitasse. Eu estava realmente precisando de sexo.
— Não queria sair pra jantar! — Disse desanimada — Além de ter que ir pra casa, tomar banho, trocar de roupa.
— E quem disse que vamos sair? — Sorri — Não sou um Chef , mas sei cozinhar. Podemos ir para o meu apartamento, você pode tomar um vinho, relaxar. Enquanto eu preparo um macarronada pra nós — Disse sorrindo.
—Tudo isso pra me embebedar e me levar pra cama? — Falou séria — Você quer me estuprar? — Gritou e algumas pessoas que passavam em volta olharam. Me lançando olhares reprovadores e cochichando uns com os outros.
— Não! — Gritei — E-eu n-ão, Sam! — Gaguejei e seu olhar raivoso foi se tranformando em uma gargalhada estrondosa.
— Você tinha que ter visto a sua cara! — Ainda ria compulsivamente.
— Que brincadeirinha sem graça. E se as pessoas pensarem que eu sou um tarado? — Falei bravo, vendo ela rir.
— Elas não estariam erradas! Agora Vamos! — Falou se levantando.
— Aonde? — Perguntei confuso.
— Você não queria comer? — Qualquer pessoa que estivesse ao nosso lado entenderia o ênfase que ela deu a palavra "comer".
— E está tudo bem aqui, Senhorita? — Um dos seguranças do shopping aproximou-se rapidamente, olhando desconfiado pra mim. Com certeza alguém havia falado sobre a brincadeirinha da Sam.
— Está tudo bem, gato — Falou colocando a mão em cima do ombro dele, apertando seu peito contra o dele, e o descarado nem disfarçou pra olhar para os seios dela.
— Algum problema com esse, Senhor? — Perguntou ainda babando nela e olhando com raiva pra mim.
— Não, está tudo ótimo! — Sorriu e se afastou. — Ele só vai me estuprar essa noite. Quer participar? — Sorriu provocante e saiu rebolando, deixando o segurança boquiaberto.
[...]
— Você é louca! — Falei assim que chegamos ao estacionamento.
— Qual é? Eu ainda fiz um favor pra ele, deixei ele ter a oportunidade de ver estas belezinhas de perto — Apontou para os seios — Ele era feio e desengonçado, eu dei um presente pra ele, pelo menos uma vez vida ele pôde apreciar uma mulher gostosa.
— Você é muito malvada! — Ri.
— Sou realista. Agora pisa no acelerador, eu estou com fome — Ordenou e eu obeci.
[...]
— Ohh.. ahh.. Que delícia — Gemeu enquanto eu massageava seus pés.
Tínhamos acabado de jantar, e agora estávamos sentados no sofá.
— Se continuar gemendo assim, vou ficar excitado! — Sorri malicioso, enquanto escutava mais gemidos saindo de sua boca.
— Esse é o propósito! — Devolveu o sorriso enquanto eu começava a subir a mão, até suas panturrilhas.
— Que feio Senhor Collins. Abusando de uma menininha indefesa — Afinou a voz para falar, ao ver que eu subia a mão para a barra da sua saia.
— É, agora eu vou ter que te estuprar mesmo! — Tirei minha mão da sua coxa e subi em cima dela.
PDV Sam
Ele não me deu tempo nem pra responder e logo o senti em cima de mim.
Não queria transar com Ryan agora, mas eu estava carente e meu ego extremamente ferido.
Eu não acredito que o Benson até agora não se manifestou sobre o vídeo.
Não queria admitir, mas ele não se importou se o melhor amigo estava me comendo ou não, Isso está começando a ficar difícil. Subestimei o Benson, não achava que ele demoraria tanto pra transar comigo.
E agora isso está virando mais que uma vingança, o desejo está me consumindo, quero ele dentro de mim, me fodendo. Preciso disso.
Mas enquanto isso não acontece e ele continua bancando o marido certinho, Ryan vai ser minha diversão. Mas não que isso seja um sacrifício.
Senti suas mãos subirem até meu top cropped e o arrancarem com força. Suas mãos fortes apertavam minhas coxas, fiz um pouco de força e consegui tirá-lo de cima de mim.
— O que foi? — Perguntou tirando os lábios do meu pescoço e sentando-se.
—Você tá merecendo um presentinho — Sorri maliciosa e me ajolhei no meio de suas pernas. Abrindo o zíper e tirando seu membro pra fora.
— Ahh...Sam, isso.... — Gemeu quando eu o apertei e deslizei a mão pra cima e pra baixo.
Senti suas mãos tocarem meus cabelos, sei o que ele quer.
Sorri safada e levei a boca em seu membro, já duro.
Comecei a me movimentar, chupando toda sua extensão, enquanto ele gemia apertando minha cabeça contra seu membro. Sentia minha intimidade latejar, desejando-o dentro de mim.
— QUE PORRA É ESSA? — Escutei um estrondo seguido de um grito e me levantei rapidamente limpando a boca com a mão. Seguido de Ryan, que levantou assustado erguendo a calça. Olhamos para a porta e vimos um moreno furioso nos observando.
Fale com o autor