Doce Pecado

7 Flagra & Mentiras.


Notas iniciais
Hey, Julie aqui. Este capítulo foi feito pela Kely, mas eu estou postando porque ela está viajando e me pediu para postar no lugar dela, ok? Estamos pirando porque ganhamos 4 lindas recomendações. Caramba, 4 recomendações, já? Parece surreal! Amamos todas as recomendações. Muito obrigada a todas que recomendaram, ficamos super felizes. Estou emocionada! Mas o capítulo de hoje vai ser dedicado a Thais Oliveira que foi a primeira a recomendar. Muito obrigada, querida. Tenham uma boa leitura!

PDV Freddie

Ryan deu mais alguns gritos, me despertando. Olhei em volta, me recuperando do choque. E com a visão que tive não consegui me decidir se foi a melhor, ou a pior imagem que já tinha visto em minha vida.

A mulher em minha frente, ainda com as pernas entreabertas, os cabelos completamente bagunçados, várias marcas roxas pelo pescoço e o vestido levantado mostrando sua calcinha. Ai, meu Deus! O que eu tinha feito?

— Uou. O que tá rolando aqui? – Ouvi a voz Ryan e vi que ele havia aberto a porta.

— Saí daqui Ryan – Falei rapidamente, enquanto arrumava minha camisa, que havia desabotoado alguns botões.

— Pra vocês continuarem a festinha? Sendo assim eu também quero participar – Sorriu safado. – Tudo isso não é só pra você Benson! – Apontou pra ela quase babando.

— Quem saiba um dia a sorte não lhe sorria. – Sam sorriu maliciosa e desceu da pia, arrumando seu vestido. E aproximou-se dele, colocando um braço em volta de seu pescoço.

— Dá pra vocês pararem de brincadeirinha, temos que sair daqui. – Falei nervoso, mas recebendo risos em troca.

— Para com isso, foi divertido. Pena que não acabamos, não é? – Sorriu maliciosa e me olhou.

— Isso não vai acontecer de novo! – Afirmei tentando me autoconvencer, enquanto tentava controlar a sensação de incomodo que não me largava, estava duro. E tudo o que consegui pensar, era em lembrar das coisas mais nojentas que já havia visto em minha vida, para ao menos poder andar direito.

— Vai começar de novo? – Revirou os olhos – Por acaso você é gay? – Perguntou e sorriu debochada.

— Sou fiel! – Respondi.

— Não é o que parece. É muito feio agarrar a própria cunhada, meu amor! – Cínica, se aproximou colocando as mãos em meu ombro.

— Eu não te agarrei! – Me defendi, tirando suas mãos de mim.

— Talvez... E se eu rasgasse meu vestido e começasse a gritar? Em quem você acha que a Mel iria acreditar? No maridinho que ainda está excitado? – Sorriu e deu apertada "nele" por cima da calça, fazendo todos os meus esforços pra "ele" abaixar sumirem – Ou na irmãzinha que está sendo molestada pelo cunhado? – Sorriu malvada, dando uma mordidinha em meu pescoço.

— Você não é tão louca. Ao ponto de fazer isso, não é ? – Perguntei tentando aparentar estar calmo, olhando para suas orbes azuis, que pareciam estar mais escuras.

— Não subestime minha loucura Benson! – Falou séria, mas em seguida dando uma gargalhada – Você tinha que ter visto sua cara — Gargalhou seguida de Ryan que acompanhou a loira.

— Cara você ficou muito pálido! — Ryan comentou ainda gargalhando.

— Chega de brincadeira! – Falei sério – Vamos voltar pra festa! – Falei e virei em direção a porta.

— Acho que você não vai querer sair daqui, Brow... – Ouvi a voz de Ryan atrás de mim. Me virei vendo uma cara preocupada da parte dele e divertida da parte dela.

— O que foi? – Perguntei preocupado, vendo a expressão diabólica no rosto de Sam.

— Olha sua nuca, seu pescoço. – Apontou e imediatamente levei uma de minhas mãos atrás de minha cabeça, passando os dedos acima senti o ardor.

— Sam, o que você fez? – Tirei os dedos de meu pescoço e logo vi um leve vestígio de sangue em meus dedos.

Corri até o espelho me virando e vendo o estrago que suas unhas haviam feito. Além dos arranhões havia também uma marca forte em cima do meu sinal no pescoço, mas nada comparado à minha nuca. – Como eu vou voltar pra festa assim? – Perguntei gritando, irritado.

— Não venha pôr a culpa em mim. O meu pescoço ficou mil vezes pior! – Retrucou e voltou-se ao espelho, olhando as marcas roxas em seu pescoço, que admito são piores do que as que ela fez em mim.

— Mas você é solteira! – Me defendi, mesmo sabendo que aquilo não tinha nada a ver.

— Chega! Parou com esse assunto! E como se você se importasse com esse fato! – Deu de ombros abrindo a bolsa e a revirando — E, então sabichão, como vamos sair daqui desse jeito?

— Diga-me você, que nos colocou nessa situação. – A acusei recebendo um olhar provocativo.

— Eu te coloquei nessa situação? Ou você me trouxe arrastada pra cá? – Rebateu a acusação gritando.

— Eu... Eu! – Fiquei sem argumentos após o que ela disse. – Eu te trouxe pra conversarmos sobre a sua perseguição, sobre esses joguinhos que você anda fazendo desde que chegou! – Falei.

Mas a verdade era que nem eu mesmo sabia o porquê de tê-la trazido aqui.

— Ou porque ficou com ciúmes de me ver conversando com Chris! – Sorriu provocativa. E eu imaginei que ela se referia ao pirralho que conversava antes d’eu trazê-la pra cá.

— Tá maluca? você é louca. Eu lá ficaria com ciúmes de você, ainda por cima com uma criança! – Debochei vendo-a desmanchar o sorriso.

— Você não me engana, Benson! – Recuperou a pose e sorriu novamente.

— Você que se engana, Puckett! – Sorri a encarando, mantendo-nos a um centímetro de distância.

A vejo morder os lábios com força, ela estava me provocando e eu estava quase caindo de novo na tentação daqueles lábios.

Tão apetitosos, tudo o que eu queria era trancá-la em um quarto e fodê-la a noite toda, escutando ela gemer meu nome enquanto meto com força nela. Estava à ponto de fazer...

— Isso é uma briga ou uma preliminar pra transarem? – Me afastei dela vendo Ryan rir olhando nossa discussãozinha patética – Sério, não consigo me decidir, vocês estão quase se comendo, mas ainda saem faíscas de raiva dos olhos. Impressionante. – Bateu palmas ainda rindo.

— Chega. Vamos sair daqui! – Falei, antes que eu caia em tentação novamente.

— Tarde demais – Ryan sussurrou após abrir a porta e colocar a cara pra fora.

— Ryan, você achou o Fred.... – Fiquei paralisado após ouvir a voz de Mel. – O que estão fazendo? — Perguntou.

— Nós estávamos conversando – Respondeu Ryan, com sua enorme falta de inteligência, deu uma resposta que ela jamais acreditaria.

— Dentro do banheiro?– Perguntou desconfiada, olhando em volta e andando pelo lugar – O que é isso no seu pescoço? – Perguntou alarmada olhando em meus arranhados. Droga!

— Mel! Seu marido é alérgico a algo? – Sam fez uma cara preocupada. – Ele chegou aqui morrendo de tanto se coçar, e aí Ryan e eu o ajudamos. – Ele está todo vermelho. – Apontou pra mim, e eu tentei cooperar com sua mentira tossindo e me coçando.

— Nossa Freddie, por que não me avisou. Você tá bem? – Perguntou preocupada. E a consciência bateu a porta.

O que eu estava fazendo? Tendo uma mulher maravilhosa ao meu lado, eu quase a traí. Ou melhor eu a traí, eu beijei a irmã gêmea dela. Estava me sentindo péssimo.

— Eu não sei amor, eu já estou melhor. Sam e Ryan estavam aqui e me ajudaram. – Menti, sentindo a culpa cada vez pesar mais em minha mente.

— Eles estavam aqui? Os dois? – Perguntou Mel apontando para Sam e Ryan, que continuavam encostados na bancada lado a lado – Sam o que é isso no seu pescoço, são chupões? – Perguntou boquiaberta apontando para a irmã.

— Sim, Mel. – Respondi sem saber o que dizer – E era isso que queríamos que soubesse! – Sorri para ela, vendo os dois a minha frente ainda paralisados. – Sam e Ryan estavam juntos! – Falei e Melanie continuou me olhando confusa – Juntos... — Repeti e ela sorriu entendendo.

O que eu havia feito? Mas era a melhor saída até agora. Deixar que ela pensasse que o dono daquelas marcas fossem o Ryan e não eu. Era a única escapatória, não queria acabar com meu casamento. Mas minha única certeza era que não queria deixar Sam Puckett, sem terminar o que começamos.

Notas finais
E aí, gostaram? Esperamos que sim! Comentem, isso nos motiva tanto! Bjs Xoxo Julie