Doce Pecado
50 Epílogo
Notas iniciais
6 meses depois...
P.O.V Da Sam
Freddie e eu casamos no cartório após registramos nosso filho, tudo aconteceu 1 mês depois do pedido. A mãe dele ficou uma fera quando soube que casamos às pressas deixando ela de fora. Quando chegamos na casa dos meus pais, nossos amigos e minha família nos esperavam com uma festinha, Ryan e Michelle foram nossas testemunhas, casar na igreja não era meu sonho há muito tempo, eu não tinha nenhum pingo de paciência para organizar algo do tipo, e subir ao altar vestida de noiva com buquê e tudo mais era para quem tinha o sonho de viver um conto de fadas, coisa que minha irmã fez quando se casou com o Benson anos atrás, algo simples e privado no cartório era mais rápido e prático.
Ryan e Carly batizaram o Alex, eles mereciam ser os padrinhos. Ambos me ajudaram tanto, se tornaram meus melhores amigos e eram completamente loucos por nosso pequeno sorridente.
Quando fiquei sabendo que o Collins estava interessado na enfermeira que cuidou de mim durante a minha estadia no hospital, não fiquei nenhum pouco surpresa. Michelle era apaixonada por ele, só faltava desmaiar toda vez que nosso amigo aparecia lá.
Eles formavam um belo casal, eram tão diferentes, não tinham muito em comum. Um complementava o outro, Michelle era doce e tímida, o que de certa forma encantava o Ryan que sempre foi um verdadeiro mulherengo sem pudor algum. Fiquei feliz por ele ter encontrado alguém especial como ela. Michelle não deixava de ser sortuda, o Collins tinha um coração de ouro.
Meus pais aprovaram o meu relacionamento com o Benson, eles queriam minha felicidade e eram completamente apaixonados pelo neto. Alexander se tornou o xodó da família, todos gostavam do meu filho, ele acabou ganhando muitos tios e tias que o paparicavam, eu tinha muitos primos malucos e legais, o Benson também.
A família era enorme.
Marissa Benson chegou em Seattle para o batizado do Alex, ele tinha acabado de completar 1 mês. No dia ela ficou me atazanando porque havia comprado um conjunto de roupinhas amarelas para a cerimônia de batismo, as roupinhas eram ridículas, o meu filho iria ficar parecendo uma gema de ovo usando aquilo.
Como Ryan e Michelle compraram o conjuntinho fofo e decente para o afilhado, a minha sogra brigou comigo me chamou de mal-agradecida por eu ter recusado o presente que ela comprou para o netinho com tanto carinho.
Deixei passar porque discutir com aquela mulher não valia a pena, e eu não queria ficar de mal com o meu moreno por causa da mãe insuportável dele.
Carly e Melanie estavam com o namoro bem firme, até compraram alianças de compromisso. Nunca imaginei que a minha doce e delicada irmã se envolveria com outra mulher, nada contra, mas ainda sim era uma novidade para todos. Elas mereciam toda a felicidade do mundo, eu torcia muito por elas.
Eu finalmente havia laçado o meu homem. Sempre tive tesão no Benson, desde o primeiro dia que coloquei os olhos nele. O tesão virou paixão, a paixão evoluiu para o amor e o amor nos deu um fruto muito especial, o nosso menininho lindo.
Nosso pequeno Alex.
[...]
P.O.V Do Freddie
Eu não podia estar mais feliz, finalmente tinha uma família, uma mulher incrível e um filho que só me dava alegria. Melanie jamais poderia me dar filhos biológicos, antes da Sam aparecer em nossas vidas, sua irmã e eu tínhamos planos de adotar uma menininha, era o sonho da minha ex-mulher. Amei a Melanie, amei de verdade, mas nada se compara ao amor que comecei a sentir por sua irmã, a gêmea maluca, perversa e sensual. Me apaixonei enlouquecidamente por minha cunhada. Samantha Puckett surgiu feito um furacão na minha vida, abalando todas as minhas estruturas.
Consequências vieram, o fim do meu casamento estável, o rompimento da minha amizade de longa data com o meu melhor amigo, e até mesmo a gravidez de risco da Sam foi uma das consequências do nosso caso que começou apenas por uma atração desenfreiada.
Mesmo após todas as coisas e apesar de tudo, eu não poderia me arrepender de nada. Nem ela, nós dois já estávamos envolvidos até demais, nos apaixonamos e do nosso caso, o nosso filho foi concebido sem qualquer planejamento.
Eu quase a perdi por causa das minhas burradas, Sam ficou com o Ryan por um tempo e ele estava disposto a levá-la para longe e criar a criança que ela carregava no ventre mesmo sem saber se o filho era dele. Têm males que vem para o bem, a loira acabou passando mal e foi parar no hospital com a placenta deslocada, acho que se não fosse por isso, ela estaria morando como meu melhor amigo criando o nosso filho com ele bem longe de mim.
Depois de muitas discussões e brigas pela Puckett, Ryan e eu decidimos deixar nossas desavenças de lado e fazer as pazes, foi então que reatamos a nossa amizade.
Pedi o divórcio para a Melanie, demos a entrada de toda a papelada, tudo foi até mesmo rápido e amigável. Ela não estava mais com raiva de mim e estava apaixonada pela nossa amiga, Carly. Só me chocou um pouco, mesmo que eu tenha desconfiado da amizade delas que com o tempo se tornou suspeita. A Shay vivia grudada na minha ex-mulher.
Minha mãe finalmente voltou para Seattle, não estava nada satisfeita, Sam e eu casamos no cartório, o que deixou minha mãe louca da vida. Ela tinha em mente nos casar numa igreja, ainda por cima queria que Sam entrasse usando um vestido longo e cor de rosa acompanhada do meu avô. Sam não era pura para usar um vestido branco segundo ela que nos passou um sermão quando chegou em Seattle e se deparou com nós dois casados.
Bastou colocar os olhos no Alex, a raiva se dissipou e ela se derreteu toda por nosso garotinho. Disse que ele era a minha cópia de quando eu era pequeno, exceto pelos olhos claros. Sempre achei meu filho mais parecido com a Sam.
[...]
Cheguei em casa após mais um dia longo de trabalho, havíamos nos mudado para uma casa, Sam alugou a apartamento dela. Quando o Alexander completasse 1 aninho, a minha loira iria arranjar um emprego, poderíamos deixá-lo na creche ou na casa da minha mãe, ela já havia se oferecido para cuidar dele.
— Querida, cheguei! — Cantarolei entrando em casa, abrindo a porta com a minha cópia da chave.
Ouvi a risada da loira, ela estava na nossa cozinha americana dividida pelo balcão de mármore.
Eu sempre era agraciado pelo cheiro delicioso do jantar.
Fui até à cozinha após largar minha maleta no sofá.
Agarrei a Sam por trás, ela ficava irresistível com aquele visual de dona de casa.
— O que temos para o jantar, minha gostosa? — Pressionei meu membro na sua bunda coberta pelo fino vestido de ficar em casa.
— Que isso? Deixa de ser safado, amor! Nosso filho está bem ali. — Ela virou rindo e me fez olhar para o nosso pequeno dentro do bebê-conforto.
Ele deu uma risadinha contagiante e sacudiu um daqueles brinquedos coloridos barulhentos.
— Oi, filhão! — Sorri para ele que se agitava quando me via.
Lavei as mãos antes de pegá-lo.
— Aprontou muito hoje? Puxou o cabelo da mamãe? — Perguntei fazendo ele rir enquanto fazia cócegas em sua barriga.
— Ele já está tentando engatinhar, agora consegue ficar rolando pelo carpete dele. Adivinha o que o danadinho fez hoje? — Me olhou risonha.
— Te acertou com a torneirinha? — Indaguei.
— Não. Ele só faz isso com você. Hoje ele pegou o frasco de talco, além de ficar coberto e parecendo um fantasminha, ele sujou meu rosto todo. Vou te mostrar depois, eu bati fotos. — Me arrancou risadas.
— Boa, garoto! — Beijei a cabecinha dele.
Sam me deu um tapa no peito.
Eu ri e a beijei, ela se afastou indo olhar as panelas no fogo.
[...]
— Já está na hora de você dormir, Alex, o papai e a mamãe querem fazer um irmãozinho pra você, filho. — Eu disse brincando.
Sam me deu um tapa no peito e ajeitou nosso filho no berço colocando ele de lado.
— Só daqui há 5 anos, Benson. Não quero outro tão cedo! — Avisou logo.
Fazê-lo dormir era quase uma luta, o nosso bebê era bastante ativo e só virava de um lado para o outro, agitando os bracinhos e soltando pequenas gargalhadas. O que nos fazia rir de suas caras e bocas, ele fazia caretas igual a mãe.
Ele só dormia quando eu saia do quarto, ele pegava no sono ouvindo a Sam cantar, ela o ninava após pegá-lo no colo, embalando ele enquanto andava de um lado para o outro após dar mama.
— Dormiu. — Chegou no quarto e se jogou ao meu lado, na cama.
— Deita aqui no meu peito, quero acariciar seus cachos até você pegar no sono. — A chamei.
— Até parece! — Ela riu levantando.
Sentei na cama e tirei a camiseta, Sam sorriu travessa e tirou o vestido soltinho ficando apenas de calcinha. Ela se aproximou e sentou no meu colo.
— Te amo, loira. — A abracei pela cintura.
— Também te amo, moreno. — Beijou meu pescoço.
Continuávamos os mesmos, loucos um pelo outro e cheios de tesão. Sam estava ainda mais linda, com mais curvas e entre quatro paredes fazíamos nossas loucuras.
Ela sempre seria o amor da minha vida. Era a mãe do meu filho, minha esposa e o meu mais doce pecado. O melhor pecado que cometi na vida.

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