Doce Pecado

33 Conversas...


Notas iniciais
Hey, girls.... Tudo bem, aí? Kely aqui! Bem, quero começar agradecendo a Lyah Lynn... AMAMOS SUA RECOMENDAÇÃO! Sério, me deixou com lágrima nos olhos. Muito obrigada, linda!!!! Bem, até lá embaixo... Boa leitura.

P.O.V Sam

A campainha tocou, Carly foi atender a porta e eu continuei entretida com a televisão. De repente, olhei para o lado e vi minha gêmea agarrada em Carly. Tomei um pequeno susto com seu estado, ela estava completamente destruída. Não é que eu esteja me sentindo mal, mas sei lá, é estranho.

— O que essa desgraçada está fazendo aqui? – Melanie perguntou para Carly, enquanto olhava para mim com rancor na voz.

— Melanie. Por favor, fica calma... – Carly colocou a mão sobre o ombro da Melanie, tentando contê-la.

— FICAR CALMA? – Melanie gritou olhando para Carly indignada.

— Mel... – Carly deu um passo à frente, na tentativa de acalmá-la.

— VOCÊ ME TRAIU! – Melanie empurrou a morena pra trás e se afastou – Você era minha amiga, Carls e me traiu de uma maneira tão baixa... AJUDANDO ESSA DESGRAÇADA! – Mais uma vez ela tentou avançar pra cima de mim, mas Carly a segurou pelo braço.

— Melanie, se acalme. Eu não podia deixar a Sam sem amparo depois do que...

— NÃO PODIA DEIXAR ELA SEM AMPARO? Você tem noção do que ela fez, Carly? – Melanie se debateu, enquanto Carly tentava contê-la.

— Eu tentei, Melanie... Tentei acabar com aquilo. Tentei conversar a Sam a parar... – Carly explicava rapidamente, nervosa.

— O QUÊ? VOCÊ SABIA? – De repente, Melanie se afastou, olhou para mim, e depois novamente para Carly. – Esse tempo todo... É óbvio que sabia, estava tentando me fazer de trouxa como todos fizeram... – Mais algumas lágrimas escorreram de seus olhos, enquanto chacoalhava a cabeça, desacreditada.

— NÃO! Não, Mel... Não foi assim, eu descobri sem querer. Não queria que você se machucasse e...

— NÃO QUERIA? Eu estou machucada, Carly. E agora sinto que levei mais uma punhalada, eu podia esperar isso de qualquer um, Carly. Menos de você! – Dizendo isso, Melanie se virou e saiu pela porta que a minutos tinha entrado. Levantei do sofá e fui até Carly. Ela desabou, sentando-se no chão, com a mão cobrindo seu rosto.

— Desculpa! – Disse num sussurro e me ajoelhei em sua frente, puxando-a para um abraço.

— Não é sua culpa. Eu sabia das consequências em não contar pra ela sobre você e Freddie! – Suas lágrimas não paravam, sentia meu ombro ser molhado. Realmente ela gostava muito da Melanie.

Meu Deus! Até Carly está sofrendo, e a culpa também é minha.

— Se você quiser, eu posso arrumar outro lugar pra ficar...

— Não. Você é minha amiga, não vai sair daqui. A Melanie não me queria mesmo, não vai fazer diferença se ela me odeia. Não se preocupe, eu vou ficar bem! – Dizendo isso ela se levantou, enxugando as lágrimas.

— Tem certeza? – Perguntei receosa.

— Sim. E além do mais, tanto eu quanto você precisamos de um ombro pra chorar! – Ela deu um sorriso fraco e eu concordei com a cabeça.

— Vamos dar um tempo, tanto pra nós como pra eles. Tudo vai se revolver, pelo menos entre vocês! – Disse tentando confortá-la.

— Você e Freddie? Sim. Já Melanie e eu... Sem chance!

— Não concordo. Na verdade, os dois estão nos odiando! – Disse numa risada e ela me acompanhou.

— Tem razão. Vamos ver o que o destino nos aguarda!

P.O.V Freddie

Já era tarde da noite. E eu estava seguindo minha rotina, que se sucedia a afogar as mágoas em um bar qualquer. Desde aquele maldito jantar, a alguns dias, minha vida virou de cabeça para baixo, eu estava completamente desestabilizado, confuso e magoado. Desde a fatídica noite, eu ainda não havia tido coragem para conversar com Melanie, me explicar, se é que existe qualquer explicação. Duvido que ela queira me ver ou ouvir, mas sei que devo a ela uma explicação.

Eu sei, estou sendo um covarde, mas não sei se vou conseguir encarar minha esposa novamente. Eu consegui ver sua decepção em seus olhos, eles brilhavam de fúria, mágoa, decepção. Enfim, sei que ela não quer me ver nem pintada de ouro.

Como se não bastasse a culpa me perseguindo por causa de Melanie, ela também me perseguia por causa de Sam. Não mudei meu pensamento sobre ela, ainda a acho uma vadia vingativa, que me usou por causa de uma vingança idiota. Sendo lá quais foram os motivos, foi cruel o que ela fez com a irmã. Não posso negar minha culpa, não vou tirar o corpo fora, ela não me amarrou e me obrigou a ir pra cama com ela. Tenho consciência do que fiz.

Bem, eu ainda não havia entendido direito o porquê da vingança. Sei que o Austin tem algo a ver, mas sinceramente, estava atordoado de mais para prestar atenção no restante da gritaria delas. Algo havia me prendido a atenção, como a notícia de que seria pai.

Ainda não sei o que pensar sobre isso. Como posso ter certeza que o filho é meu? Sam se envolveu com muitos homens, não posso ter certeza. Ninguém pode me julgar pelo que disse a ela, foi a verdade. Mas por algum motivo, estou sentindo culpa pelo modo que a tratei. Teve um momento que ela olhou diretamente dentro dos meus olhos, senti que ela estava sendo sincera, mas ainda não sei o que fazer. Não tive mais notícias dela, nem dela e de ninguém. Eu havia tirado um tempo pra mim, precisa pensar, e pensar, e pensar muito.

Mas a realidade, mesmo que eu não queira acreditar é que ela pode estar esperando um filho meu... Ou seria do Ryan? Ou do Austin? Ou talvez não seja de nenhum de nós três. Não sei o que fazer. Fico pensando se não cometi o maior erro da minha vida. Colocar em risco um casamento feliz, uma vida estabilizada por uma vadia que se aproveitou de mim? Surpreendentemente, a resposta é não.

Não me arrependo de me envolver com Sam, apesar de tudo, ela me fez bem, muito bem. Eu sei que provavelmente só fui um peão no jogo dela. Será que esse bebê também não foi? Ele também pode ter sido planejado... Jogar na cara da Melanie que estava grávida de seu marido? Gritar isso na frente de todos, humilhá-la? Eu não duvido!

Apesar disso, estava preocupado com ela. Minha mãe acabou me contando a alguns dias, sem querer que Sam não estava mais na casa dos Puckett’s, John a expulsou. Nunca imaginei que ele teria uma atitude dessas, ela é sua filha. Enfim, não sei onde essa loira maluca se enfiou, ainda temos que ter uma conversa. Ainda que não acredite que ela está grávida de mim, temos que conversar. Preciso tirar essa história a limpo, mesmo que no momento eu esteja morrendo de raiva dela.

Após quase uma hora nessas mesmas divagações decidi ir embora. Ficar aqui me afogando no álcool não adiantaria em nada. Paguei minha conta e me preparei para sair, comecei a caminhar até a saída do bar. Do outro lado do salão, o bar também funcionava como uma boate. Algo familiar me chamou a atenção na abundância de pessoas que ali dançavam.

Mais precisamente, um emaranhado de cachos loiros, que seguiam juntamente a um corpo que eu conhecia muito bem. Caminhei rapidamente em direção a loira que dançava animada no meio da pista. Talvez eu estivesse alucinando por causa da bebida, e não fosse ela. Sam não seria capaz de estar neste lugar, provavelmente embriagada se estivesse grávida? Ou seria?

Apressando meus passos cheguei a mulher que me chamou a atenção. Sem me restar duvidas a puxei pelo braço fazendo-a se virar pra mim. Seus olhos se arregalaram ao me ver, eu não estava errado, era Sam Puckett.

— Freddie? – Sam disse meu nome num misto de raiva e surpresa. Ela estava suada, com um drink nas mãos e aparentemente bêbada.

— O que está fazendo aqui? – Praticamente gritei, a música estava muito alto.

Sem me responder, Sam simplesmente virou as costas e praticamente saiu correndo de mim. A segui entre as pessoas, gritando seu nome mas ela continuou me ignorando.

— SAM! – Dei um último grito e finalmente consegui alcançá-la já lá fora.

— O que você quer? – Disse irritada e se soltou do meu braço num tranco.

— Que merda você está fazendo aqui? – Me exaltei, ao sentir novamente o forte odor de álcool vindo dela.

— Não te interessa! – Bufou tentando se afastar de mim, mas eu novamente a segurei.

— Interessa sim. Você está grávida, este local não é adequado pra uma gestante! – Disse bravo e ela riu, debochando.

— Agora se importa com minha gravidez? Com o bebê? – Seus olhos fumegavam de raiva, ao mesmo tempo havia uma pontada de mágoa. – Não parecia se importar quando disse que meu filho não era seu!

— Não vem com drama. Você sabe que não é nenhuma santa! – Soltei-a de repente a empurrando contra a parede. – Não pode ficar agindo como uma irresponsável, saindo por aí e enchendo a cara!

— Quem é você pra vir me dar lição de moral? – Sam debochou e se afastou um pouco de mim, pegando algo dentro de sua bolsa.

— O que é isso? – Indaguei ao perceber o objeto em suas mãos

— Um cigarro! – Revirou os olhos, com obviedade.

— Tá ficando maluca por acaso? – Tirei o cigarro de suas mãos antes mesmo dela dar a primeira tragada.

— Ei. Você não pode fazer isso! – Ela disse indignada com minha reação.

— Posso sim. Não vou deixar você matar meu filho saindo bebendo e fumando por aí... – Joguei fora o cigarro e ela me olhou, com raiva.

— Agora o filho é seu? – Ela riu, com ironia na voz.

— Pois saiba que se esse filho for meu, e isto eu vou comprovar após um teste de DNA, não vou deixar essa criança a mercê das suas loucuras. – Sam pareceu se assustar com minhas palavras.

— O que você quer dizer?

— Quero dizer que se o teste de DNA der positivo, não vou pensar duas vezes antes em levar isso para um tribunal e conseguir a guarda do meu filho. E tenho certeza de que qualquer juíz no mundo me dará razão ao perceber a inconsequente que você é!

Dizendo isso, saí e deixei uma loira paralisada atrás de mim.

[...]

Acordei no dia seguinte com minha cabeça latejando, sabia que a ressaca ia me pegar hoje. Após alguns minutos levantei e tomei um longo banho. Durante o banho alguns flashes foram surgindo em minha mente.

Eu havia encontrado com Sam, lembro de ter gritado, discutido com ela. Mais alguns minutos, me dei conta que fui um completo idiota. Não devia tê-la tratado daquela forma. Saí do banho com peso na consciência, não só por causa de Sam, mas também pela Melanie. Acordei decidido a procurar Melanie hoje, seja pra ouvir patadas, mas eu preciso disso.

Já Sam, não sei. Ela deve estar com mais raiva de mim, depois de ontem. Apesar de ter falado verdades, fui muito rude com ela. Daria um tempo pra ela, e principalmente pra mim.

Segui para minha casa, ou minha ex casa, cheguei logo lá. Respirei fundo, tomando coragem antes de tocar a campainha. Precisava fazer isso, por mim e por ela.

— Freddie? – Assim que ela abriu a porta tomou um pequeno susto ao me ver. Ela parecia cansada, com olheiras. Bem, parecia muito mal. Mas não me olhava com raiva como na última vez, e sim com tristeza. – O que está fazendo aqui?

— Posso entrar? Acho que precisamos conversar...

Notas finais
E aí, povo? O que vem agora? Mais treta? Bom, não sei, vê aí, Julienha Hahaha Sobre a parte Seddie... O Benson é um imbecil, né? Hahaha Bem, comentem... Bjokas!