Doce Magia
1 Pensamentos - POV. Sarah
Notas iniciais
Não me joguem pedras o/
Porque ele tinha que ter aqueles olhos ridiculamente negros? E que com uma simples olhada, podem decifrar até sua alma? Ele é tão ridículo! Eu o odeio totalmente!
Sou Sarah Morse, uma nova loba da matilha, melhor amiga de Leah, todos dizem que ela mudou radicalmente, ela era uma garota forte e decidida mais mudou, e eu estou aqui tentando odiar Jacob Black com todas minhas forças!
Suspiro.
Droga! Porque eu não consigo pegar no sono? Penso me remexendo pela décima vez em minha cama.
– Talvez porque ele não sai da sua alma- Me responde uma voz conhecida. Pulo da cama assustada.
Olha para a poltrona que ficava ao lado da minha cama, nela habitava um ser esparramado. Ela me sorriu com aquele olhar Eu-Sou-Demais.
– Droga Leah! –reclamo– O que faz no meu quarto? Que eu saiba o quarto do Embry fica bem mais longe que o meu.
Ela me lança um dos seus famosos olhares Eu-Acho-Bom-Você-Não-Me-Irritar. Ela se locomove em minha direção.
–Sarah... – Quanta chatice! – Você não deveria ser tão brava comigo sabia?
Ela senta-se ao meu lado na cama. E nesse momento eu agradeço aos líderes, por minha cama ser tão grande, aponto dela ficar numa distância completamente longe pra mim. Não que eu tivesse medo dela, mas quando se trata de Leah, todo cuidado é pouco.
–Sarah, não e porque ele te destratou que você deve descontar suas frustrações em mim! – Ela fala calmamente.
Droga! Como é que ela sabe que nós brigamos?
– Como...
–Sarah querida, eu sei de tudo o que se passa na matilha. – Ela me lança aquele olhar Eu-Sou-Fodástica.
– Eu não estou descontando minhas frustrações em você! – Minto. Nunca que eu ia admitir que aquele lobo gostoso me abalasse tanto a ponto de eu descontar minha frustração na minha melhor amiga– É que você tá atrapalhando deu dormir.
Mais mentira. Normalmente eu não gosto de mentiras, mas eu faço de tudo para não deixar que os outros descubram o quanto ele me abala.
– Claro ! Eu vou fingir que acredito – Fala arrumando a camisola
Droga como ela consegue ser tão irritante? Ela só perde, com certeza, para ele.
– Bela camisola – Falo tentando mudar de assunto.
Nossa como eu estou mentirosa hoje.
– É sério que você gostou? – Pergunta sorridente.
Consegui!
– Mas é claro! – Que não – Onde você comprou?
– Eu compre na... Espera... Não mude de assunto mocinha.
Droga me ferrei!
– Que assunto Leah?
Talvez se eu me fizer de burra ela cansa e vai embora, penso.
–Sarah Morse, não se faça de burra.
– Não me chame de Morse.
– Então pare de tentar me irritar.
– Tudo bem Leah. O que você realmente quer de mim?
Aquela conversa todo estava muita sem pé nem cabeça. Parecia até um daqueles poemas sem pé nem cabeça que o Paul fazia só para irritar a Emily.
– Eu quero que você admita a verdade, que pare de fugir como se fosse uma garotinha boba e assustada.
– Do que você esta falando? – Minha voz sai mais triste que o previsto.
– Eu sei o que você sente por ele. Ele também sente a mesma coisa Sarah...
– Ódio, eu só sinto ódio por ele – Corto-a com um pouco de ignorância.
– Não Sarah, você o ama.
Eu explodo em risos. Ela no mínimo estava louca. Ela me olha com as sobrancelhas arqueadas.
– Não ria Sarah. Você sabe que o que e estou falando a verdade.
– Você no mínimo esta louca Leah– Falo assim que me recupero do meu pequeno ataque de risos.
Ela parece ter realmente ficado ofendida, pois logo se põe em pé.
– Sarah, eu te respeito muito, tanto como mulher, quanto como amiga. Mas ao que parece você não tem o mesmo respeito por mim – Sua voz era amargurada, triste.
– Não é isso Leah.
Droga eu a magoei mesmo.
– Não, Sarah. Você não me respeita – Vejo seus olhos começaram a marejar.
– Não... Não... Não chora, por favor, Leah.
Levanto-me da cama desesperada. Vou a sua direção a ela, mas a mesma me dá as costas. Seus soluços era o único som presente naquele cômodo.
– Por favor, não chora, não chora – Eu já estava desesperada.
Eu nunca vi chorando. Nunca mesmo. Ela é sempre alegre, sorridente, divertida e irônica. Eu nem sabia que ela tinha a capacidade de chorar.
Com muito esforço da minha parte, faço com que ela se sente na poltrona ao lado da minha cama. A mesma poltrona que ela á vários minutos antes estava sentada. Sento-me na beirada da cama de frente pra ela. Ela ainda chora incansavelmente.
O que eu posso fazer ás 01h32min da madrugada, para fazer a Leah parar de chorar? Todo mundo deve já esta dormindo, então não posso contar com a ajuda de ninguém.
–Leah– Ela me olha. Posso ver suas lágrimas escorrendo pelo seu rosto moreno– O que você quer que eu faça para você se sentir melhor?
Eu nunca deveria ter feito essa pergunta.
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