Doce Ironia
30 Mais de Louis
Notas iniciais

Liana entrou no vestiário batendo o pé, mas seu queixo caiu ao ver Adam abraçando Quinn.
– Adam Cosgrove! — ela disse entre dentes e o garoto se virou para ela assustado — O que você pensa que está fazendo?
– Tenho como explicar, ta legal — ele disse suspirando e passando a mão nos cabelos.
– É bom que tenha uma explicação muito digna mesmo — falou ela cruzando os braços.
– Cadê a Alyss? — perguntou com as sobrancelhas franzidas.
– Se alguma coisa acontecer com ela, eu esqueço meus bons modos e arrebento sua cara — falou Alex entrando no banheiro.
– O que poderia acontecer com ela?
– Ela quase foi atropelada agora, já é bom o suficiente para você? — perguntou com as sobrancelhas erguidas, em pura ironia.
– Ela... o que?! — perguntou saindo pela porta correndo.
– Ela tinha que estragar tudo, não é? — perguntou Quinn irritada e Liana se virou para ela.
– Repete isso e eu vou rasgar de verdade esse uniforme de quinta — disse com os olhos semicerrados.
– Não seja idiota — falou ela revirando os olhos e Ale segurou Liana para que não batesse na garota a sua frente.
– Para onde ela foi? — perguntou Adam entrando ali novamente depois de algum tempo.
– Eu realmente espero que a caminho de casa.
– Você deixou ela ir? — perguntou Liana para Alex.
– O que queria que eu fizesse? — perguntou dando de ombros — É a Alyss, ninguém segura ela quando está com algo na cabeça.
– Me desculpe, Adam — disse Quinn o olhando com cara de inocente.
– Fala sério que vocês está acreditando nesse teatrinho dela — disse Liana apontando para a garota a sua frente.
– Eu vi como ela estava, okay? — ele disse bufando.
– É, e eu também, ela não levou nem cinco minutos para começar a chorar antes de vocês chegarem aqui, é uma ótima atriz, realmente — falou alguém saindo de dentro de um dos boxes, todos se viraram para a figura do garoto ali parado. Louis.
*****
Alyss adentrou sua casa e passou direto pela mãe indo para as escadas.
– Alyss? — perguntou a sra McGrey se levantando assustada e indo atrás da filha — O que aconteceu? Eles perderam o jogo?
– Não, todos ganharam — disse antes de fechar a porta atrás de si.
– Você está bem?
– Eu só estou com dor de cabeça — mentiu rapidamente.
– Tudo bem, se precisar de alguma coisa me avise — ela disse e Alyss escutou seus passos se afastando. Alyss tapou a boca e deslizou pela porta até o chão.
– Eu sou uma idiota mesmo, só pode — sussurrou para si mesma e abraçou os joelhos escondendo o rosto.
– Eu preciso falar com Alyss! — disse uma voz das escadas e a loira se levantou rapidamente.
– O que aconteceu? — perguntou a sra McGrey confusa.
– Alyss! Abre a porta, eu sei que você está ai — disse Adam batendo na porta do quarto da loira que ficou em silêncio — Alyss, eu estou escutando sua respiração atrás da porta, me deixa falar com você!
– Eu não quero falar com você — disse e revirou os olhos quando sua respiração falhou.
– Sim, você quer, deixa de ser marrenta, loira, só dessa vez — ele pediu encostando a cabeça na porta do quarto dela que reprimiu um soluço.
– Não quero te ver Adam, não agora, não depois daquela cena patética que me obrigou a ver.
– Olha, era mentira, okay? — ele disse suspirando — O mala sem alça do Louis estava escondido lá dentro, e escutou tudo.
– Louis? — perguntou com as sobrancelhas franzidas.
– É Alyss, o Louis! — disse revirando os olhos — Podemos conversar?
– Vai embora — mandou depois de alguns segundos e ele suspirou antes de descer as escadas correndo e sair pela porta.
– Vai entender — resmungou a sra McGrey.
*****
– Já está tarde, Alyss — disse sua mãe pela milésima vez.
– Não vou para escola hoje, eu estou doente — resmungou também pela milésima vez.
– Não está não.
– Estou sim — falou bufando.
– Tudo bem, Alyss — disse suspirando e se levantando da cama da filha — Quando quiser conversar, eu estarei aqui.
– Ta — disse e forçou um sorriso enquanto sua mãe saia do quarto.
Permaneceu em sua cama por mais um tempo, até escutar uma buzina em frente a sua casa, suspirou e se levantou rapidamente indo até a janela. Viu Adam descendo do carro e vindo até a porta e então sua mãe falando alguma coisa com ele que assentiu e voltou para o carro parando em frente a ele e se virando para trás, olhando diretamente para o quarto de Alyss que se afastou rapidamente da janela. Seu celular vibrou em baixo do travesseiro e ela foi pegá-lo.
Já vi você.
Ela suspirou e foi novamente até a janela, Adam estava com o celular na mão e acenou para ela, antes de entrar no carro e sumir pela rua.
– A culpa é dele, não sua — ela lembrou a si mesma.
Fiquei por mais um bom tempo em sua cama, só desceu quando já estava na hora do almoço.
– Quer conversar agora? — perguntou sua mãe e ela negou com a cabeça — Tudo bem, mas acho que você deveria sair um pouco para ocupar a mente, e você não vai faltar a escola amanhã.
– Tudo bem — concordou dando de ombros e foi tomar banho quando terminou de comer, colocou calças jeans e uma camiseta qualquer — Vou sair.
– Okay, não volte tarde.
– Não vou — prometeu e acenou antes de sair pela porta de casa e discar o número de Liana — Hey.
– Você está bem?– perguntou a outra rapidamente.
– Estou ótima, vamos nos encontrar naquele café perto da escola? — perguntou.
– Tudo bem, vou para lá agora.
– Beijos, até lá — disse Alyss antes de desligar o telefone e ir para o ponto de ônibus.
– Oi — disse alguém atrás dela e ela se virou.
– Ah, oi — falou e se virou novamente para frente.
– Soube da confusão que aconteceu ontem — disse Louis parando ao lado dela.
– É, você estava lá dentro — disse bufando e revirando os olhos.
– Olha, Alyss — ele disse calmamente e ela se virou para ele — Sei que está chateada com Adam, e não culpo você. Fala sério, você odeia a garota e ele vai consolar justo ela — disse com uma careta — Mas, tente se por no lugar dele, que é uma pessoa lerda.
– Ele não é ler...
– Ele chegou no vestiário e encontrou Quinn chorando e com a roupa rasgada, dizendo que tinha sido atacada por alguém, acho que até eu teria acreditado se não tivesse lá o tempo todo.
– Por que está me dizendo isso agora? — perguntou confusa.
– Só não quero que você cometa um erro por uma bobeira — disse dando de ombros — Já fiz isso uma vez e não me dei muito bem.
– Tudo bem, obrigada — falou dando de ombros e apontando para o ônibus que tinha acabado de chegar — Tenho que ir.
– Até amanhã na escola — disse acenando e ela concordou com a cabeça.
– Até amanhã.
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