Doce Inverno

9 Capítulo 9


Notas iniciais
IIII DONT MIND, IF YOU TAKE WHATS YOURS AND GIVE ME MIIIIIIIIIIIINE GENTE SÓ EU TO SURTANDO AINDA? MEU DEUS, EU ESTOU TENDO UM ATAQUE CARDÍACO. Quem já escutou as novas músicas do The Pretty Recklless? (Essa aí é Sweet Things) gente, eu estou brisando aqui, eu estou surtando, eu até choreeeei. Estão o youtube já. Isso é tão, tão, tão MEU DEUS EU VOU MORRER AQUI EU ESTOU SURTANDO AINDA AAAH '-' Ok, parei. Sorry não responder os reviews, eu fico muito distraída arrumando as coisas aqui no PC e quando eu vejo não dá tempo. E eu estou viciada em Percy Jackson e Grey's Anatomy. (Quero ser filha de Poseidon também. :( ) Enfim, eu espero que gostem do capítulo, meus lindos. *-*

– Abacate, banana, morango, abacaxi com leite, nescau, leite condensado e feijoada. – ela pediu á garçonete. A mulher riu e fez um carinho na cabeça de Isabella. – Uns pedacinhos do canudo de chocolate também.

– Eu quero só um suco de limão. E um x-burguer. – olhei para a criança em minha frente.

– Você vai adorar minha vitamina.

– Logo trago os pedidos. – a garçonete se foi.

– Então, fala de você. – me apoiei na mesa.

– Falar o que?

– Sei lá. Não é um encontro? O que fazemos em um encontro?

– Eu já disse que não sei. Eu nunca sai com amigos, nem nada. Não sei como fazer isso.

– Então nunca beijou ninguém?

Na hora, ela ficou vermelha. Eu ri.

– Para! – ela pediu. – Isso é e não é vergonhoso.

– É fofo. Mas... Você tá com quanto anos?

– Fica calado.

– Sério que não tem amigos?

– Colegas de escola, não sou completamente solitária. Mas... ah, sei lá.-- deu de ombros. – Não faço amigos, amigos. Entende?

– Também não sou de ter amigos.

Isso acabou gerando um assunto família. Não deixei Stefan de fora, contei pouca coisa sobre ele e disse que já tivemos dias melhores. Ela se surpreendeu com minha idade e por não trabalhar. Eu menti. Dizendo que já tinha uma casa sendo que ainda dormia num hotel. Ela contou que só tinha uma ex-empregada que morava muito longe, em sua cidade natal e que seu pai a proibia de visitá-la.

Ela não entrou no assunto família, após eu lhe contar pouca coisa sobre a morte de minha mãe aos meus 10 anos e a do meu pai aos meu 20 anos – coisa que ocorreu a quase dois séculos – ela mudou o assunto para escola, profissão, e eu teria que fazer outra faculdade, caso quisesse impressioná-la.

Depois de comermos, fomos passear na praia até o sol abaixar. Eu descobri algumas coisas sobre ela, até que sentamos na praia, observando o mar colorido ao por do sol.

Ela soltou o braço de suas pernas e se deitou na areia, observando o mar. Meio sem-querer, um impulso, eu olhei para o decote de sua camiseta. Ela fingiu não notar.

Me debrucei sobre ela, que ficou um tanto vermelha, porém não fez qualquer movimento a não ser erguer uma sobrancelha.

– Não faz isso. – disse por fim. Eu sorri fraco. Talvez ela fosse romântica, e diria algo parecido com aqueles filmes que uma garota sem graça é apaixonante e namora o capitão do time de futebol. Existem filmes assim. E éramos parecido. A diferença era que... Eu não jogava bola, não ia a escola e não tinha amigos. E ela não era romântica.

– Isso o quê? – tentei seguir o roteiro que minha mente se esforçava para lembrar.

– Me olhar de perto, é bizarro. Eu consigo ver seus poros, e sua barba pra fazer.

Eu não me controlei e ri. Ri bastante, sem me afastar dela.

– Verdade, consigo ver seus cravinhos. – observei os pequenos pontos pretos ao redor do nariz. – e marca de antiga espinha.

– Ninguém é bonito de perto.

Encostei minha testa na dela, observando a cor intensa de seus olhos. Observei cada traço de cor dos seus olhos azuis. E vi um brilho diferente, um sorriso. Ela me empurrou um pouco, mas eu continuei perto o suficiente para “contar seus poros”.

– Posso beijar você? – perguntei passando a mão em seu cabelo.

– Está sujando meu cabelo de areia. Mais que antes.

– Posso?

Ela ficou em silencio. Um pouco corada, ela mexeu a cabeça. Eu me aproximei devagar, e ela abriu a boca.

– Não... fala nada. – disse baixo. Ela fechou a boca. Eu sorri fraco e apenas rocei meus lábios no dela, e isso foi o suficiente para que eu sentisse ela se arrepiar e amolecer embaixo de mim.

E eu senti cada célula minha se arrepiar, estremesse. Não sabia de quem seria o primeiro beijo; meu ou dela.

Suguei levemente seu lábio inferior, isso a fez se remexer um pouco. Me afastei e a encarei. Ela estava vermelha. Ergui as sobrancelhas e ela ergueu um pouco o rosto, colocou a mão em meu pescoço e grudou nossos lábios novamente. Apertei minha mão em sua cintura e, com um pouco de receio, deixei que minha língua tocasse seus lábios.

É bizarro descrever o primeiro beijo, muitas vezes ele é molhado demais, estranho, nojento. E eu sabia que essas coisas se passavam na cabeça dela enquanto a “troca de saliva” ocorria, por isso busquei não exagerar. Até sentir que já estava bom de perder o fôlego e nos afastei um pouco. Ela sorriu e se deitou na areia novamente, eu, porém, continuei praticamente em cima dela.

– Não é tão bom assim. – ela revirou os olhos, numa forma irônica.

– Não? Esperava como?

– Algo mágico.

– Bom, estamos ao por do sol, na praia, depois de um dia maravilhoso junto e... eu vou dizer que você é muito linda, engraçada e eu gostei de contar seus cravos.

Ela riu e se remexeu abaixo de mim.

– Mas a areia parece macia, mas não é. Isso dói!

Eu me deitei na areia, puxando-a pela cintura e fazendo-a ficar deitada em cima de mim, seus olhos se arregalaram de surpresa.

– Ei. – resmungou. Eu a apertei em cima de mim.

– Trocar de posição faz bem. Agora.... quem está em cima que comanda o beijo.

– Não vou te beijar de novo. – suas pernas deslizaram por minha cintura, cada uma de um lado. Continuei segurando firme em sua cintura.

– Mas é claro que vai. Até o beijo se tornar viciante.

– Bem, eu deveria beijar outros garotos para ter certeza de que não é o seu beijo ruim. – sorriu triunfante. E, estranha e ironicamente e o diabo que for, me senti incomodado por ela beijar outro. E isso não fazia o menor sentido.

Mas vampiros são conhecidos por serem possessivos. Quando declaravam que a presa era sua, então ela era exclusivamente sua. E caso você mexesse com a presa de alguém, você era torturado e por algum milagre, morto. A morte era um alívio. Isso acontecia direto no mundo vampiresco. O vampiro defendia o que era seu mais do que defendia sua vida. Seu sangue era precioso, sua fonte uma divindade. Cada um encontrava, poucas vezes na vida, aquela fonte preciosa de sangue que te deixa mais forte, por ser mais intensa; Não importa se você é homem e sua fonte é outro homem. Geralmente, não são ligadas á sexo. Mas sim há poder, dominação, território.

E, embora Isabella não fosse uma presa, eu me sentia possessivo em relação á ela. Era algo forte que me fazia querê-la por perto a todo instante. Como se, para dar algum sentido na eternidade que eu tinha, fosse necessário olhar em seus olhos, sentir seu doce cheiro, tocar em sua pele macia, ou beijar esses lábios – e possivelmente, mais intenso que esse pequeno beijo.

Antes que ela se desse conta, passei a mão em seu rosto.

– Você sequer vai querer beijar outro. Vai ficar tão gamada em mim que vai querer me beijar o tempo inteiro.

– Pretende me beijar de novo, senhor que mal conheço?

Aproximei meu rosto do dela.

– Aham. – disse quase tocando seus lábios. Era um sacrifício me segurar neste momento, quando tudo que eu mais queria era perder o controle.

– Quando?

– Agora.

Não precisei erguer o rosto. Ela mesma pressionou seus lábios contra os meus, de uma forma intensa e poderosa que ninguém jamais consegui fazer comigo. E dessa vez, foi melhor que o outro. E, com uma pausa para respirar, o outro foi melhor. E foi melhorando, e melhorando... que quando percebi, a boca dela estava inchada, e desta vez, eu estava em cima dela.

– Ok, chega de beijos por hoje! – ela tentou me empurrar de leve, mesmo que não quisesse realmente me empurrar. – Você está quase me deixando nua, já escureceu e algumas pessoas já olharam estranho o fato desta sua mão estar perto do meu peito.

– Ops? – perguntei, demonstrando que meu ato foi 1000% proposital. Subi um pouco a mão e apertei, levando um pelo tapa na cabeça.

– Você é um tarado! – Ela revirou os olhos. – Não faz isso de novo, sério.

– Ok, me comporto.

– Eu só.... não sou puta.

Dessa vez, eu revirei os olhos, enterrei a mão na areia.

– Foi só uma brincadeira.

– Ok, estou cansada de beijos. Quero ir pra casa.

– Está mesmo cansada? – rocei nossos lábios. Ela soltou um gemido baixo e me beijou de novo.

– Não. Mas eu quero ir pra casa. Estou nojenta, cheia de areia.

Suspirei e fiquei de pé, ajudando ela a se levantar. A observei tirar a areia do corpo, depois sorriu para mim.

– Não vou te beijar de novo.

– Porque não? – ergui a sobrancelha.

– Porque não. – Deu de ombros, virou as costas e foi embora.

Não a segui. Eu sabia que ela não queria que eu a seguisse agora. E ela não disse tchau, entendi que ela sair agora não era “tchau”. Era um até daqui a pouco bem silencioso.

Depois que ela sumiu de minha vista, fui para o hotel. E, enquanto observava a camareira arrumando a cama, decidi que era hora de realmente arrumar uma casa aqui. Eu pretendia ficar bastante tempo na Califórnia.

O que eu posso dizer? Gostei do clima...

Notas finais
Uh, que clima. kkk' *-* E ai, como vão? Eu não vou falar muito já que as notas ficam sempre cortadas, então... Eu espero comentários de vocês, meus lindos. Estou super feliz com quantidade de leitores e pessoas que favoritaram, por favor, se está lendo, comentem! *-* Vou terminar de surtar com TPR e organizar as fics, até domingo!