Doce Inverno

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Oi meus lindos *-* Como vão? Eu meio que estou atrasada me arrumando pra escola, mas ok, ok. kkk' Eu estou tãão feliz com os comentários! *-* Muito obrigada, lindos. AH, gente, eu mudei o final da fic. Eu tinha feito até o cap. 28 (euacho) aí eu não gostei do final e mudei tudo á partir do cap. 21, já estou escrevendo o cap. 23 kkkk'. Quando chegar no cap. 21, eu vou postar o final alternativo no blog ou tumblr e deixo o link para vocês lerem, ok? *-* Tem o final alternativo de Sweet Child O'Mine, She is Back For Revenge e Falling IN Love, se quiserem, me avisem que eu posto no tumblr e deixo o link aqui. kkkk' Bom, é isso, boa leitura. *-*

Era cansativo.

Tirei licença do trabalho para cuidar de Bella. Dormia toda noite ao seu lado, ela acordava umas quatro vezes por madrugada chorando, se debatendo, berrando.Os remédios a deixavam grogue o dia inteirinho, ela mal conseguia falar algo coerente. Tinha consulta com o psiquiatra três vezes por semana, e seu progresso era lento. Ela não falava detalhadamente sobre a noite do ocorrido, apenas chorava dizendo que eles eram horrendos e que foi um nojo e que ela queria que parasse de pensar nisso

Ela não queria comer, odiava a comida na boca e dizia que era um nojo. Perdeu em média cinco quilos por não conseguir comer, embora eu lutasse ao máximo para fazê-la comer. Ela vivia cansada e não falava nada. Só coisas que envolviam, de certa forma, o ocorrido. Quando ficava parada por tempo demais pensando, começava a gritar por se lembrar daquela noite.

Já encontrei ela tantas vezes deitada na banheira, sem conseguir ter forças para sair da água... Tanto é que parei de lhe deixar na banheira, dava banhos em pé para vigiá-la o tempo todo.

Foram quatro semanas, até que eu conseguisse as roupas dela,que estavam guardadas no departamento da polícia. Peguei a camiseta dela e quis vomitar ao ver marca brancas e o sangue dela. Eu estava prestes a enlouquecer de raiva, quando Bonnie tomou o tecido de minhas mãos e fez o feitiço.

Não queria companhia.Eu pretendia ser o mais sangrento possível,mas enquanto caminhava pelos becos, em direção á casa onde pelo menos quatro deles se escondia, Stefan apareceu atrás de mim.

– Irmão. – Saudou. Bufei.

– Eu vou matá-los, não importa o que diga.

– EU não dia dizer nada contra.

– Então por que veio? Para pedir que ao menos seja rápida e indolor? Pelo ao contrário, vou fazer o que nenhum humano já suportou. Vou passar pelo dois dias torturando eles. Ou quem sabe três.

– Vai deixar Bella sozinha.

– Elena prometeu cuidar dela. --dei de ombros. – Ela me agradecerá depois.

– Temos que falar sobre ela. --Ele me parou. Suspirei.

– Não pode ser depois? – rosnei.

– Não.

– Tchau, Stefan.

Ele segurou meu braço e me puxou, eu segurei seu pescoço com força.

– Ela tentou se matar. – disse ofegante. – Elena foi ao banheiro e ela cortou... os pulsos, com uma faca de cozinha.

O soltei, de olhos arregalados. Ele respirou fundo.

– Calma, ela está bem. – segurou meus ombros. – Elena deu o sangue dela apenas para curá-la, e a colocou para dormir. Fora isso, ela está bem, Damon.

– Não... ela...

– Se vai matá-los, seja rápido. – ele suspirou. – Ajudo você.

Olhei para a cabana.

– Um dia Bella vai saber disso, e pelo que eu a conheci, ela não vai gostar nada disso.

Eu suspirei. Não queria ficar tão longe dela, mas não queria deixar que os caras saíssem vivo dessa.

– Um dia. Apenas... um dia. – olhei para ele, que assentiu.

– Vou buscar os outros dois. – e então, ele sumiu. Entrei na cabana, expulsando os dois e ficando apenas com quem me interessava.

(…)

Olhei para o chão. Órgãos e sangue para todos os lados, partes do corpo acabadas e um cheiro de carniça insuportável. Stefan jogava álcool ao redor enquanto eu olhava tudo.

– Foi uma boa vingança, não foi? – perguntei. Ele riu e me encarou.

– Vamos cuidar de sua namorada, agora.

Acendeu o fósforo e jogou para o canto, logo tudo pegou fogo. Saimos e deixamos a casa engolida pelas chamas. Fomos nos lavar antes de voltarmos á casa de Isabella. Segundo Elena, ela se recusava a comer e só ficava encarando o nada na cama. Eu não fazia a mínima ideia de como ajudá-la, sentia apenas que ela estava morta, que eu havia perdido ela no momento em que a deixei sozinha aqui na Califórnia.

– Voltei.... – disse para Isabella, que estava enrolada nas cobertas e encarando o nada. Parei em sua frente, mas seus olhos continuavam vazios. – Ei, Bells. – passei a mão em seu rosto. Ela fechou os olhos e se remexeu. – você tem consulta hoje...

– Faz isso parar... – ela suspirou.

– Isso o que?

– As lembranças, a sensação de que eles estão me tocando ainda... faz tudo parar, por favor.

Eu engoli em seco. Não fazia a mínima ideia de como fazer isso parar. Passei anos desligando a humanidade para não ter que lidar com a dor. Stefan dizia “enfrente que é melhor”, mas como enfrentar isso?

– Eu... não sei como te ajudar.

– No médico, eles dizem que eu tenho que... enfrentar. Tenho que relembrar de tudo e superar. Mas eu odeio isso. – ela chorou. Continuei agachado, acariciando seu rosto. – odeio ter que lembrar, Damon. Odeio ter que... – ela suspirou. – Eu não quero lembrar.

– Eu acho que... você deveria.... bem, aceitar o que aconteceu... – senti lágrimas escorrendo por meu rosto. Era tão raro senti-las, que não sabia se era um prazer ou um castigo senti-las agora.-- para conseguir.... melhorar.

– Aceitar que... que eu fui estuprada? Que 7 caras diferentes tocaram em mim sem permissão? Aceitar que eu fui... que eles entraram em mim diversas vezes? Não me importo com meu útero machucado, ele que se foda, nunca quis filhos. Mas... aceitar isso, Damon? Eu não...

– Bella... porque tentou se matar hoje? – ela prendeu a respiração. Depois a soltou lentamente. – Poxa, eu só.. eu... não posso te perder, droga.

– Eu não estou louca, Damon. Eu não preciso de babá, não vou mijar nas calças ou ficar repetindo coisas nojentas. Eu só... não quero me sentir poluída, não quero me sentir... violada! Coisa que justamente aconteceu.

– Podemos encontrar uma forma de lidar com isso.Podemos sair em busca da purificação, e eu posso te contar... te contar tantas coisas que a deixaria de queixo caído! E podemos... fazer aquelas meditações e purificações com magia, sabe? E também... há outras formas. Mergulhar em rios, ver paisagens... Podemos...

Ela sorriu. – um sorriso em tanto tempo! – e acariciou meu rosto.

Eu sabia que ela não estava louca. Só estava magoada... se sentindo suja.

– O que você tem pra me contar? – perguntou, agora séria.

– Você tem que estar preparada, ainda não é hora. Mas é algo... agradável, ok? Eu juro. – segurei suas mãos. Ela assentiu. Eu fiquei de pé. – vou tomar um banho, promete pra mim, por favor, que vai ficar bem?

Ela me segurou, se levantou da cama também.

– Posso ir junto? Eu fico... sentada no chão, ou coisa assim. Só.... fica falando comigo, de coisas amenas. Sei lá, podemos falar sobre... livros, eu... tinha umas histórias que fiz, e você pode até dizer sobre elas.

– Pode ser. – beijei sua testa, ela me abraçou apertado.

– Confissão: Toda vez que alguém me toca, sinto que são eles de novo. Mas... – ela ergueu o rosto. – quando você me toca, me sinto bem. Protegida.

Eu acariciei seu rosto, ela secou a lágrima que tinha escorrido em mim faz tempo.

– Até quando... Elena me tocou, ela... sei lá, ela gosta de mim. Foi tão amável que... eu me senti mal ao fazer aquilo na frente ela. Ela chorou tanto, e mal me conhece. E... Eu gosto. Parece que vai substituindo a podridão.

Eu a puxei pro banheiro, mudando o assunto.

Enquanto entrei no banho, ela começou a dizer sobre suas histórias, sobre quais achavam melhor, sobre quem interpretaria quem, sobre os autores. Entramos em uma conversa completamente normal, aliviada. Com ela sentada no vaso sanitário – fechado – e eu me lavando.

Eu estava terminando de tirar o sabão do corpo quando ela se calou, fez algumas coisas no banheiro e, antes que eu perguntasse o que houve, ela abriu o box. Olhei de sobrancelhas erguidas. Ela estava nua.

– O que você...

– Me beija.

– Bella, é sério, eu não sei se...

– me faça esquecer isso. Se... se o seu toque vai...vai fazendo o deles sumir, me toca.

– Faz só um mês, Bells.

– Não importa. Eu nunca me prendi á uma dor, porque eu sempre quis viver outras alegrias. Damon... eu vou me sentir enjoada e é capaz que eu até chore. Mas eu sei que eu quero você e com você me tocando com amor, calma e sob meu consentimento, talvez... me ajude. Você não quer me ajudar?

Segurei sua mão, ela suspirou e se aproximou, fechando os olhos.

– Assim que quiser parar, você me avisa e eu paro na hora. Se isso piorar, o suicida da história vai ser eu.

Ela sorriu e colocou a mão em minha nuca. Segurei sua cintura e a beijei. De leve, esperando que ela se acostumasse. Quando minha língua tocou a sua, ela afastou um pouco o rosto, pensativa.

– Não acho uma boa ideia. – tentei me soltar, mas ela me agarrou.

é uma ótima ideia. – e com isso me beijou de novo.

Fui o mais calmo que podia, deixando que ela conduzisse. Eu desliguei o chuveiro e ela subiu em meu colo. Suspirei, mais uma vez.

– To com frio, porra. – resmungou. Eu ri e a levei pra cama.

–-tem certeza de que não quer parar? – acariciou meu rosto e negou com a cabeça. A beijei novamente, ajeitando suas pernas em minha cintura.

– To com frio, coloca a coberta em cima.

Revirei os olhos e nos cobri. Daqui uns minutos ela reclamaria de calor e xingaria a cama molhada – bom, ao menos, espero que ela faça isso.

Fui bem calmo, entrando nela aos poucos. Ela resmungou, soltando um gemido de choro. Quando ia me afastar, ela cravou as unhas em mim.

– Não para. Só... continua... devagar.

Foi bem lento até que ela se acostumasse, chorando um pouco. Beijei seu ombro.

– Bella, sou eu, Damon. — sussurrei em seu ouvido, ela respirou mais relaxada. – Eu amo você... ok? Demais, mais do que um dia amei alguém ou amaria alguém. Mais que tudo.

– Faria tudo por mim? – perguntou, me encarando. Colei nossas testas. Ela suspirou quando inclinei o corpo pra frente.

– Absolutamente tudo!

– Mataria alguém por mim?

– Sim.

– Me daria comida na boca? – rimos com isso,ela soltou mais um gemido....

– ás vezes.

– Pararia de ser bobão e iria mais rápido com o negócio aqui?

Eu gargalhei, dessa vez.

– Estou sendo romântico, não era o que queria?

– Quero amor, não romanticismo forçado.

– Mas não é forçado! Só mais lento.

– Damon, porra continua! – resmungou. Revirei os olhos e dei uma estocada forte, o que a fez soltar um gemido mais alto. – gostei.

Eu ri e mordisquei sua bochecha.

– Isso, sem ser gay, adorei. Continua dizendo que me ama.

– Boba.

Ela sorriu. Estava visivelmente mais relaxada agora.

Notas finais
E ai, gostaram? Eu não sei ao certo quando vou atualizar, acho que nesse fim de semana. Amanhã vou visitar duas casas para minha mãe, ver qual é mais bonita para nos mudarmos. Estou ansiosa *0* Muito, muito, muito ansiosa *0* Espero que de certo... Ok, ok, agora vou comer que eu estou com fome. E me arrumar para a escola. ç.ç Comentem, meus divos. *-* Amo todos vocês. kk ' Beeijos!