Doce Inverno
29 Capítulo 28
Notas iniciais
Cheguei na casa-hospital do Senhor Cullen um tanto ansioso. Ok, muito ansioso. Eu conseguia ouvir as meninas conversando em algum lugar do fundo, mas não conseguia distinguir a conversa.
– Damon, que bom que chegou. – Carlisle disse. – Bom, eu acho que já posso deixá-lo entrar. Bella disse que só queria te ver depois que ela e Pietra se estabilizasse.
– é, Stefan me segurou em casa.
Tentei apagar da mente os socos que Stefan teve que me dar para ficar em casa e não correr até aqui. “ordens de Bella” é o que ele dizia. “Ninguém mandou ficar bebendo” Eu ia saber que minha filha ia nascer justo no dia de caçada? Eu fui me divertir e Bella me liberou. Mas quem disse que eles aceitavam essa desculpa?
– Bom, posso ir? Ela não tem nenhum bisturi ou qualquer coisa do tipo por perto, certo?
Ele riu.
– Não, não tem. Ela está no quarto dos fundos, Esme o leva até lá.
– Oi querido. – Ela disse balançando os cabelos dourados, segurou minha mão e me guiou até o quarto.
A casa dos Cullen era bem estranha. Estava mais pra uma clínica do que casa. Os quartos tinham equipamentos médicos, diversos livros medicinais... Alguns humanos vinham visitá-lo aqui, mas normalmente ele tratava seres sobrenaturais – até bruxas – aqui ou ficava no hospital, pelo que eu sabia.
A conversa das meninas simplesmente se interrompeu, abri a porta e coloquei só a cabeça pra dentro, observando os objetos mortais que havia perto de Bella. Felizmente, eu estava em segurança.
– Pode entrar, Damon. – ela me assegurou. Entrei devagar, Esme sorriu e saiu do quarto.
– Oi.
– Está cheiroso. – Elena sorriu pra mim, Bella cheirou o ar quando me aproximei.
– Ainda bem. – me mandou um olhar duro.
– Desculpa. – beijei sua testa. – não fiz nada demais, sério.
– Não quero falar disso, só quando Carlisle trouxer alguma coisa pontuda, mas enfim. Olha-a.
– Vou dar privacidade ao casal. – Elena saiu do quarto, sequer a notei. Bella descobriu o rosto de Pietra. Eu sorri.
– Parece um joelho.
– Damon!
– É verdade, oras. É bonitinha, mas ainda parece um joelho.
Ela riu.
– Você é uma besta. – balançou a cabela. Beijei sua bochecha, já que ela desviou o rosto. – É claro que ainda é estranha, nasceu ontem!
– Mas na novela eles aparecem bonitinhos.
– Porque é novela, na vida real eles só ficam daquele jeito aos 3...4 meses.
– Hum... Ela não deveria ser maior?
– Não. Bonnie disse que o crescimento vai ser lento, já que ela é meio vampira. Ela me mordeu! Sabia disso?
– E como você está? – me sentei na cama, pousei o braço do outro lado de seu corpo, para ficar apoiado melhor.
– Carlisle me deu uma longa dose de sangue dele antes do parto, mas eu não morri, fui curada apenas. Estou em perfeito estado de saúde. Eu não posso amamentá-la do seio porque ela me morde. – Bella puxou a camisola pra deixar o busto á mostra, havia uma marquinha esbranquiçada ali. – Ela toma leite e sangue.
– E quando você vai...
– Quando sair do hospital você pode me matar. – deu de ombros.
– Não fala assim. Fala transformar.
– Supere seu medo de me perder. Eu sempre vou voltar.
Balancei a cabeça.
– Nunca vou superar. É... difícil. – dei de ombros.
– Toma, segure. – arregalei os olhos.
– Eu não sei fazer isso.
– Eu também não sabia, então aprendi. Vai, sua vez.
Hesitante, aceitei o embrulho que era minha filha. Fiquei com uma careta estranha pelo clichê do ato, mas acabei sorrindo de alegria quando Pietra se remexeu. Foi assim que Stefan me encontrou no quarto.
– Damon sorrindo que nem gay. – ele anunciou. Elena bateu em sua cabeça.
– Cale a boca, Stefan.
– É, fica quieto. – falei, colocando o dedo para Pietra segurar. Ela ainda não abria os olhos. Sorri mais quando ela agarrou o meu dedo, mas então ela o levou até a boca e mordeu. – Au. – resmunguei puxando o dedo. – ela já tem dente?
– Não são dentes, são presas. – Elena me corrigiu, se debruçando para vê-la.
– Minha vez de segurá-la, com licença. – Stefan a tomou de mim, então, sorriu da forma mais gay possível.
– Quem está sorrindo gay agora?
– Eu quero dormir. – Bella resmungou. – Acho que agora posso ter uma boa noite de sono sem esse peso em mim. – ela bocejou.
– Vamos te dar licença. Vem. – Elena foi puxando Stefan.
– Eeeei, onde vocês vão com minha filha?
– Exibi-la para todos, você fica aí e dorme. — a porta bateu enquanto eles saíram.
– Mas a filha é nossa... – eu resmunguei baixo.
– Então vai atrás, eu vou dormir. E você, está de castigo.
– Mas eu não transei com ninguém! – quase, mas ela não precisava saber disso. – só bebi e me alimentei.
– Urrum, vou dizer a mesma coisa. – fiz uma careta e, quando fui me deitar perto dela, ela me empurrou.
– Nem sonhe. Eu quero dormir sozinha, com meu espaço. Vai cuidar da sua filha.
Sem poder vencer essa, saí bufando. Mas logo voltei pra cima dela, a assustando. Ri e a beijei, ela não resistiu.
– Te amo, ok? – falei contra seus lábios, ela sorriu.
– Vai, seu gay. – revirei os olhos e a beijei de novo, aprofundando cada vez mais. Ela estava sonolenta demais para continuar, então dei um beijo em sua bochecha e a esperei cair no sono para sair do quarto, pegar minha filha de volta do povo da sala e ficar sorrindo igual a gay em um canto.
(N/A: Quero lembrar que quando me refiro á Gay aqui, não quer dizer á homossexual, ok? Uma pessoa hétero pode ser “gay” em meu ponto de vista, gay é uma pessoa animada, extrovertida, romântica. Esse é o meu real ponto de vista sobre “gay”, então não é preconceito algum, pois eu tenho um respeito gigante por homossexual como se eu fosse também, então... Só pra não falarem que sou preconceituosa. '-' )
(…)
Dois meses depois.
Beijei as duas mãos pequeninas que agarravam o ar, mordi de leve com os lábios.
– Eles não fazem “gugu dadá”? – perguntei, Stefan riu.
– Não, isso é... invenção. Para de babar na mão dela!
Stefan segurou as mãos dela, fascinado.
– Olha essa mãozinha...
– Como pode ser tão pequena? – me remexi na cama, Stefan me empurrou mais um pouco.
– Vocês vão assustar ela. – Bella entrou no quarto.
– Já voltaram? – Stefan perguntou, se referindo á academia que Elena e Bella foram.
– Eu estou morta de cansaço. Eu preciso de um banho e dormir.
– Eu faço sua janta.
– Não to com vontade de comer. – ela entrou no banheiro. Revirei os olhos e continuei brincando com Pietra. Stefan ficou tentando me empurrar, até que ela começou a chorar e Elena veio nos socorrer.
– Seus urubus, ficam em cima dela o tempo todo.
– Culpa sua, seu feio. – Stefan me empurrou.
– Falou o lindo.
Me deitei direito na cama enquanto Stefan ia atrás de Elena – na verdade, ele ia atrás da criança, não da namorada.
Bella saiu do banho e se jogou na cama.
– Você está ficando gostosa. – olhei pra ela.
– Nem vem que não tem, talvez amanhã. – ela virou o rosto pra dormir, fiz uma careta e a abracei, mas fui empurrado. – Estou com calor, tchau.
Bufei e sai do banheiro, roubando minha filha dos tios grudentos.
Deixei que, dessa vez, ela mordesse minha mão pra tomar um pouco de sangue, afinal, ela era meia vampira, precisava de sangue. Mas foi só algumas gotas, depois fiquei sentado no quintal com ela.
(….)
Meses depois.
Resmunguei quando senti uma palmada em minha cara, depois dedos pequenos se enfiaram em minha boca enquanto outros puxavam meu cabelo.
–-Acordei, acordei! – falei de mau jeito, retirando as pequenas mãos de mim. – O que você quer, sua chata?
Ela riu alto e babou. Suspirei e fiquei de pé, Bella entrou no quarto saltitante.
– Ela é toda sua mi amour, eu e as meninas vamos sair.
– Que meninas? – me sentei, segurando Pietra e limpando a boca dela.
– Own, te ver assim parece que somos normais!
– Que meninas? – repeti.
– Elena, Katherine e Rosálie.
– Porque não Bonnie e Alice?
– Porque eu vou me transformar...
– Não! Eu que vou fazer isso.
– Você vai cuidar da sua filha enquanto eu aproveito meu final de semana com as meninas.
– Mas duas delas são lésbicas! E te acham linda! – exclamei desesperado enquanto ela pegava a bolsa e colocava o óculos escuro.
–-Não se preocupa, love, são só garotas. – ela me deu um beijo muito rápido, beijou Pietra e saiu. Eu resmunguei irritado, odiando pela primeira vez ter uma filha pra cuidar.
Isso não durou nem 2 segundos, logo eu estava brincando que nem criança na cama junto com outra criança.
Que Bella não faça besteira...
Sinto que ela vai fazer, e eu não vou nem aproveitar...
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