Doce Inverno
27 Capítulo 26
Notas iniciais
Bella tentou se sentar, estranhando o fato de tantas pessoas estarem a olhando. Elena chegou correndo e ela arregalou os olhos diante Katherine e Elena.
– O que aconteceu? Onde... que lugar é esse?
– Ela não se lembra do que houve depois do acidente, é normal. – Bonnie colocou a mão em meu ombro.
– Bonnie? – exclamou. – como você está... O que aconteceu?
– Do que você se lembra? – perguntei, passando a mão em seus cabelos.
– Do... carro. Depois do jantar, meu pai estava meio bêbado pra dirigir e então eu fui no lugar dele. Aí... eu senti uma tontura e.... o carro caiu e...
Ela ia começar a chorar, mas se controlou.
– Meu pai morreu, não foi? Ele tinha dito que ficaria bem, ele ia pra clínica e...
– Ei, calma. – a abracei. – Faz muito tempo desde que ocorreu, Bella.
– Rose, vamos subir e deixar Damon explicar tudo. – Katherine a puxou pra cima.
– Eu volto Bells. – Rose disse, Bella assentiu.
Aos poucos, todos foram indo pro seu canto. Levei Bella até seu quarto.
– Quanto tempo faz? Essa... casa é diferente, não estamos na sua casa?
– Em Mystic Falls, sim. – assentiu, a ajudando subir as escadas.
A deitei em minha cama e a abracei.
– Você morreu. – beijei seu ombro. – Eu... tive que te puxar do carro, o motor ia explodir.
– É, me lembro, mais ou menos. Lembro que doeu. – ela estremeceu e se apertou em mim.
– É... mas você estava muito machucada, e não... não consegui te salvar. O sangue que você engoliu era pouco e depois sua garganta se fechou. E... – não iria contar a gravidez agora, era coisa demais para ela processar.
– E?
– E eu chamei Stefan, mas era tarde. Você morreu.
– E Katherine?
– Ela apareceu depois. — Revirei os olhos, Katherine não tinha tanta importância assim.
– A sua primeira namorada? – ela estava incomodada com isso.
– É, mas não se preocupe. Ela se casou com Rose.
– Rose é lésbica? – ela se sentou na cama, assustada.
– BIIIIIII. – Rose gritou lá de baixo. – GOSTO DOS DOIS.
– Nossa. – exclamou surpresa, a puxei de volta pra mim.
– Enfim... era tarde demais, fizemos seu enterro e...
– E como estou aqui? Eu consegui...
– não, você não é vampira.
Ela estava muito confusa.
– Eu... não consegui superar e fiquei....
– Dormindo, enquanto fazíamos o trabalho duro de te trazer de volta. – Stefan gritou da sala.
– Parem de ouvir a droga da conversa. – resmunguei pra eles, ouvi risadas lá embaixo.
– Dormindo? – Bella ergueu as sobrancelhas.
– EU petrifiquei. Não me alimentava ou saia. Quando... um vampiro fica sem comer, ele vai ficando fraco e fica igual uma pedra até que lhe deem sangue novamente. E eu não fui caçar, Stefan me acordava direto, mas eu não conseguia dormir na cama. Fiquei assim por dez anos.
– Dez anos? Eu estava morta por dez anos?
Assenti. Ela olhou pro teto.
– Minha cabeça tá doendo.
– Depois eu conto mais.
– Não! Você vai me contar absolutamente tudo!
– Hum... – fiz uma careta, mas decidi entregar. – ok, o sangue que você tomou não te ajudou porque... porque você tá grávida.
– crendeuspai, é melhor ir devagar. – ela colocou a mão no coração acelerado. Não aguentei e ri. Eu estava tão bem por tê-la novamente... Ela não aguentou e sorriu.
Continuei com a explicação, tudo em seus mínimos detalhes e, em meio a algum surto e interrupções das pessoas lá embaixo, consegui explicar em menos de uma hora, até que ela ficou em silêncio para assimilar a situação.
– Então o resumo é: Estou grávida de um vampiro, fiquei morta por dez anos, voltei a vida, tem um híbrido dentro de mim, minha melhor amiga é lésbica e é casada com a ex do meu namorado, eu sou humana novamente, e... fim?
– Falando assim parece fácil. – ela riu.
– Eu to grávida! Mas que droga, como eu... posso estar grávida?-- ela falava sorrindo, não parecia odiar o fato. Estava tão confusa quanto eu. – Tem um ser vivendo aquiiii!
– Não, amor. Aí é seu estômago, a criança fica aqui. – desci a mão dela até seu útero. Ela riu animada. – AH, é uma menina. Segundo Bonnie.
– Eu... estou surpresa. Eu estou grávida e não sei se gosto ou não disso.
– É, eu também.
Eu a beijei, ela me segurou firme.
– Senti sua falta. – falei. Ela assentiu e me beijou de novo.
Era como se ela nunca tivesse ido embora.
– AH, não, eles estão escutando. – me afastou, eu revirei os olhos e ela riu.
– Katherine me prometeu a casa dela por um mês.
– Quero conversar com todos primeiro.
Resmunguei. Eu estava com saudade dela, a queria só pra mim!
– depois. – ela ficou de pé e saiu do quarto. Sai resmungando.
Mas bastava. Ela estava aqui comigo.
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