Doce Inverno
16 Capítulo 16
Notas iniciais
As coisas não mudaram da água pro vinho. Bella tinha pesadelos quase toda noite, chorou várias vezes e até tomou uma dose alta de remédios. Se recusou á ir em médicos e ficou com ódio de mim por dois dias, por algo que nem ela sabe.
Eu tinha largado o emprego, e então... mesmo que não constassem em lugar algum, Bella descobriu que eu havia matado os estupradores. Isso a deixou melhor e diminuiu 90% dos seus pesadelos, ela dizia que era por saber que eles não fariam mal á mais ninguém. Mesmo que não gostasse do fato de matar, ela se sentia aliviada. Entendia que era parte de algo que eu ainda não podia lhe contar.
Á respeito do sexo, ocorreu mais duas vezes, e ela sempre se sentia melhor depois. Na ultima vez, ela chorou demais no final, mas era por estar alegre por quase não sentir o toque deles, mas sim apenas o meu.
Foram 2 meses escondidos na casa, até que, ás 7h30 de um sábado, ela me acorda dizendo que queria aproveitar o dia vendo uma das lindas paisagens da Califórnia. Apenas eu e ela....
Ela estava visivelmente melhor, e eu me sentia tão bem por fazê-la bem...
Estávamos no parque Nacional de Yosemite, havia mais umas três pessoas ali, fotografando e apreciando a vista. Tínhamos passado do “limite de segurança” e ficado bem na beira do precipício. Não era como se pudéssemos cair. Ela abriu os braços enquanto eu agarrava sua cintura, para que não caísse.
– Isso aqui é tão... libertador. – ela disse suspirando. Eu beijei sua cabeça.-- gosto disso. Nunca tinha vindo aqui, mas adorei.
– Há lugares mais lindos pelo mundo.
– Ainda quero conhecer todos.
E vai, se você quiser... ser como eu.
Ficamos um bom tempo ali, apreciando a vista, conversando... até fizemos um piquenique ali na beira. Logo, ficamos sozinho, ela me olhou, sorrindo maliciosa.
– Não. – respondi á sua pergunta não-feita.
– Qual é! Só tem nós dois, esse lugar é lindo! E mal realizamos os meus fetiches. – ela fez bico. – Só foi o... No banheiro do shopping e o típico no cinema.
– Bella... transar em um morro onde pessoas podem ver... É meio estranho.
– Está com medo? – ergueu as sobrancelhas. – Covarde...
– Você vai virar uma... ninfomaníaca desse jeito!
– Vai dizer que não vai gostar? – cruzou os braços. Eu revirei os olhos e terminei de guardar as coisas. – Qual é! Eu estou em livrando da sensação de 7 caras me estuprando em uma noite qualquer.
– Pelo que eu saiba, as pessoas que são estupradas ficam com trauma de sexo por um longo tempo...
– mas a gente se ama! E eu não fico trauma do sexo, só quando pessoas diferentes tocam em mim! E você sabe que eu nunca segui os padrões normais, tanto é que minha primeira menstruação veio aos 10 anos. Normalmente, vem aos 13!
– Tá, mas isso não é algo considerado demais...
–-claro que é! Eu usava quase que uma fralda pra ir pra escola, isso é tenso! Sem contar que eu nunca desenvolvi seios grandes e bonitos.
– Eu gosto deles.
– Você não pode opinar! – resmungou e se ajoelhou. – Por favor... é um dos meus fetiches... realizamos um seu depois.
– Não.
– Normalmente, é a mulher que vive recusando sexo.
– Sou sensato. – dei de ombros. Mas... era mentira. EU estava louquinho para realizar aquele pedido doido, mas tinha medo de isso afetá-la psicologicamente
– Sensato nada! Damon... – resmungou. Ela bufou de raiva depois. – vou ter que arrumar outro namorado, que droga.
Revirei os olhos novamente, diante seu drama. Beijei a bochecha dela.
– Fazemos isso em casa.
Ela me empurrou pro chão.
– Ei! – olhei pra ver se tinha alguém ali, mas era um completo vazio. Ela se sentou em cima de mim.
– Você quer tanto quanto eu, pare de ser a pessoa chata da história e vamos nos divertir. E, se você não realizar isso.... fica sem isso aqui.-- apontou para seu corpo todo. – por, no mínimo, três meses. E você ficará sem. Eu não.
– AH, e iria pra cama com quem?
– Sabe que eu me lembro de um garoto da escola? Jasper...Jasper... ele é um loiro muito gostoso, e bem, looooiro de olhos azuis, sabe? Branquelo e alto, e magrelo. Ele é muito lindo, demais. Ele já tinha me dado umas olhadas de segunda intenção e até conversou comigo olhando pros meus peitos... acho que ele não veria problema nenhum nisso. – deu de ombros. Resmunguei.
– Não vou deixar outro cara te tocar. – ela sorriu.
– Não? Jared, do meu trabalho, já apertou minha bunda. – Eu me sentei com tudo, ela se assustou com a velocidade e se agarrou em mim, com medo de cair.
– Como?
– É pois é, foi umas semanas depois que comecei a trabalhar. Ele deu um apertão em minha bunda. – deu de ombros. – nada demais.
– Como assim nada demais? Porque não me contou antes?
– Porque você ia querer matá-lo, horas. E, bem, você já matou...
– Bella! Eu no mínimo vou dar uma surra nele!
– Relaxa, eu já conversei e avisei que este corpo aqui, tem dono.
– Hum...
– Mas... se você não quer... tem quem queira e você sabe disso.
Resmunguei. – Filho da puta apertou a bunda dela – e beijei seu ombro.
–-Porque você não quer? – resmungou. Eu revirei os olhos.
– Porque estou com medo de te ferir.... mentalmente. É muito cedo ainda...
– Teu rabo que é cedo. – resmungou. Depois me abraçou lentamente. – agradeço a preocupação, mas esquece isso.
Suspirei quando ela se remexeu em cima de mim.
– Por favor. 0-- mordiscou meu pescoço. Eu já estava arrepiado, ela riu baixo. – eu vou ficar bem melhor...
Sua mão deslizou entre nossos corpos, alcançando o zíper da minha calça. Eu apertei sua coxa.
– nem precisamos tirar tudo... só o básico.
– O meu... fetiche. – disse entre suspiros. – é no carro...
– Já fizemos no carro.-- ela me encarou confusa.
– Em movimento. Comigo dirigindo.
– Aí a gente morre satisfeitos!
Revirei os olhos, ela ergueu o vestido. Arregalei os olhos quando minha mão segurou sua bunda.
– Você veio sem calcinha! E se batesse um vento.
– Aí bateu, uii. – ela revirou os olhos. – eu já estava planejando isso desde que me contou onde viríamos. Tchanam, sempre venço. – A beijei e fiquei satisfeito por ela ter facilitado as coisas.
(…)
– Elena, oi. – Bella a saudou quando chegamos no quarto de hotel onde Stefan estava. – que bom te ver novamente.
– Nossa Bells, você parece tão bem! – Elena a abraçou apertado, depois me olhou. Ela, com sua forma sentimental aguda de ser, havia resmungado por não ver Bella desde que ela tentou se matar em sua frente. – isso é bom.
– É, desculpe por aquele dia... estou bem melhor agora.
– É bom ver que esta se recuperando, Bella.-- Stefan apareceu, sorrindo para nós.
– Damon está cuidando direitinho de mim. Até comida na boca eu recebo.
Stefan gargalhou enquanto eu revirava os olhos.
– O que a gente não faz quando se apaixona. Humpf.
– Ei, porque não vamos ao cinema hoje á noite? Estou louca para assistir “A menina que roubava livros” o que acham? --Bella olhou para todos.
– Nós... estamos indo embora já. O nosso voo parte á meia noite. – Elena disse. Bella rapidamente entristeceu. – vamos pro México.
– AH, que... legal, eu acho. Pelo fato que vão viajar.
– Você e Damon podem nos encontrar lá, se quiser. – Stefan disse, eu apenas balancei a cabeça. Ele entendia; Bella ainda não sabia de tudo.
– Hã... tenho que voltar á estudar, e conseguir outro emprego. – Bella deu de ombros. – Mas boa viagem!
Após uma despedida, Bella e eu fomos embora, andando pelas ruas.
– Cara, tá frio. – ela resmungou.
– Veio de vestido... – disse, retirando minha jaqueta e colocando em cima da que ela já usava.
– Que fofo! Morreria de frio por mim? – revirei os olhos e a abracei.
– Não sinto frio.
– Não?
– É, um dia você vai saber.
– Me matar de curiosidade não é legal.
– É sim, você fica agoniada. É engraçado.
Ela fez uma careta, eu ri e beijei o canto de sua boca, mas ela se virou para me beijar.
Alguns segundos após o beijo ter começado, ouvimos um grito fino e um barulho de tiro. Resmunguei por ter deixado Bella perto de encrenca.
– Ah meu Deus, vamos chamar a polícia e ver o que está acontecendo...
– Vamos embora.
– Não! Temos que ver.
– Ele está armado!
– Damon. – ela resmungou. – você me disse que é poderoso, e já matou. Vamos ver o que é.
Me deixei ser arrastado por ela. Viramos a rua e vimos que na porta de uma loja de vestidos de noiva, estava uma loira muito bem-arrumada e familiar deitada no chão. Um cara saia correndo com a carteira dela.
– Ela levou um tiro no peito! Chama a ambulância. – Bella correu até ela. – ah meu Deus, Damon, é Rosálie! É aquela que fica na livraria direto, a modelo, sabe? Damon...
Observei a linda loira no chão. Ela era uma ótima pessoa, Bella já teve ataque de ciúmes á respeito dela comigo, mas nada considerado grave. Eu olhei para o peito dela. Não tinha jeito, a bala já iria matá-la.
– Bella, ela já está morrendo.
– Faz alguma coisa, você pode fazer alguma coisa. Eu sei que pode e você disse que pode, Damon, ajude ela. Ela é minha amiga, uma grande amiga.
– Bella, não...
– Por favor. Você matou por mim, salva por mim. EU sei que você pode fazer algo.
Bella não era do tipo de pessoa cheio de amigos, mas o que tinha, era o suficiente para fazê-la enlouquecer caso uma tragédia ocorresse. Rosálie, um tal de Jacob e Jared, Ângela e uma garota baixinha que lia livros de magia eram os que Bella falava quase todo dia, amava e cuidava mesmo de longe. E foram eles que me fizeram desligar o telefone por me encher o saco ligando duas vezes ao dia, todos eles.
– Não pergunta nada, ok? – olhei pra ela, que assentiu. Mordi meu pulso e deixei que o sangue escorresse na boca de Rosálie. Bella arfou surpresa.
– Mas...
Porém, se calou. Rosálie engoliu algumas gotas, mas... já era tarde. Seu coração parou. Eu resmunguei...
Ela era uma vampira agora. Ergui a cabeça pro céu e resmunguei, ciente do olhar de Bella sobre mim.
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