Doce Inverno
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Acordei com Bella me balançando de um lado para o outro.
– Damon! Eu perdi a hora pra escola! No primeiro dia! – Bella exclamou. Coloquei um travesseiro na cara.
– Já tá perdido, esquece, passou.
– Ainda consigo entrar na segunda aula.
Antes que ela se levantasse, a puxei pra debaixo de mim, beijando sua testa.
– E no segundo dia.Só...dorme.
– Vai dar o horário!
– Bells...
Ela suspirou e se rendeu. Beijei seu rosto inteirinho até parar em sua boca.
– Você ronca. – ela disse, passando a mão em minhas costas. – baixo, mas ronca.
– E você fala enquanto dorme. – me deitei ao seu lado.
– Bom, de qualquer forma, eu tenho que ir pra casa.
– Poderíamos ficar aqui mais alguns minutos... Ou horas.. – Porém, quando ia beijá-la, ela se levantou.
– Vou tomar um banho. – pegou sua bolsa e foi pro banheiro.
– Posso ir junto?
A porta aberta foi um sinal positivo. Corri até ela.
(…)
– O que você vai fazer? – Bella perguntou quando abri a porta para ela sair do carro.
– Hum... – Encontrar a droga do meu irmão com a namorada dele. – Acho que vou procurar emprego.
– Ok, te vejo depois?
– Passo aqui no fim da tarde, ok?
– Urrum. – eu a beijei antes de vê-la entrar. Depois liguei pra Stefan enquanto dirigia até o Centro da Cidade.
….
– Damon! – Elena disse sorrindo enquanto se aproximava. Sorri de leve pra ela.
– Stefan, Elena.
– Damon, faz tempo...
– É, pois é.
– Me diz, como anda? O que faz em Los Angeles? – Elena perguntou, se aproximando para um abraço. Me afastei um pouco.
– Me divertindo.
– Como, exatamente?
– Não vamos com sermões nem nada, faz tempo que não mato, se querem saber. Estou em outra.
Olhei para a mão de Elena. Havia um anel prata na mão direita. Segurei sua mão e analisei o anel.
– É esse de namoro? – perguntei, olhando a mão de Stefan e vendo outro ali.
– Sim, por quê?
– Seu dedo é do mesmo tamanho que o do dela... hum... preciso de um desses. E um emprego, mas isso é de menos. Mulheres gostam de urso ou chocolate?
– Que tipo de pergunta é essa?
– Só responde!
– Dos dois. Normalmente. Está namorando com alguém?
– É, mais ou menos.
–-Damon.... brincar com a mente e coração das pessoas...
– Era divertido. – respondi a Stefan. – Agora, se você não vai me ajudar, deixe sua namorada comigo e vá embora.
Puxei Elena pelo braço e a levei para uma loja que vendia alianças.
….
–-Está apaixonado? – Stefan perguntou.
Estávamos sentados em uma loja enquanto Elena procurava alguns vestidos para ela. Eu já havia comprando as alianças, e achado um emprego. Na polícia, antes de sair em patrulha eu ficaria no escritório, atendendo telefone, recebendo denúncia... Pelo menos consegui um salário mais alto e menos carga horária – ok, concordo que não foi exatamente honesto em meu curriculum...que, bem, não existe.
– Por que quer saber?
– Comprando aliança, perguntando sobre chocolate e presentes, procurando um emprego... E você está diferente.
– Vamos conversar como duas garotas agora? Fofocando sobre “primeira vez” e sei lá mais o que elas conversam?
– Damon....qual é.
– Ei, o que acham desse? – Elena saiu do provador com um vestido vermelho. Stefan sorriu que nem... que nem Stefan.
– Ficou linda.
– Obrigada.--ela me olhou com expectativa.
– Dá pro gasto.-- Stefan bateu em minha nuca. Elena revirou os olhos e voltou para o provador.
– Eu a conheci faz algum tempo. – respirei fundo. – Ela era uma bebê, no Canadá. A vigiei por certo tempo, a mãe dela sofreu um acidente de carro, o pai começou a beber e se mudou pra cá, casa da antiga tia dela que era uma puta. E.. eu fui embora, e voltei.
– Voltou... e então?
– Ela uma garota sozinha na praia.... Eu a reconheci... A observei bastante... bem...
– A quanto tempo?
– Umas semanas...
–-E estão namorando?
– É, quase isso. Ela... é.... inocente.
– Inocente?
– Tem 17 e eu dei o primeiro beijo dela. – olhei pra ele, sorrindo malicioso.
–-E pelo visto, a primeira vez.
– É, tive meu encontro ontem.
–-Então, está sendo romântico? Damon romântico?
– Cala a boca. – olhei para o lado, rindo. Elena saiu com um vestido verde.
…
– Quando vou conhecê-la? – Perguntou Elena. — Vai contar pra ela sobre nós?
– Você vai conhecê-la agora e... não, não contarei sobre... vampiros.
– Ok...
– Essa é a casa dela.
– Que casa. – Elena saiu do carro. Toquei a campainha.
Menos de um minuto depois, Bella saiu.Ela estava terminando de vestir a camiseta, toda molhada e arranhada.
– Ei, o que aconteceu? – Perguntei olhando nos braços.
– A Mia caiu na terra. E não me deixou dar banho. – ela ergueu o pescoço, mostrando o arranhado profundo ali. --Hã...
Ela olhou pra Stefan e Elena pela primeira vez.
– Este é Stefan, meu irmão. E está é Elena, namorada dele.
– Ah, oi. É um prazer conhecê-los.
– Digo o mesmo, Bella. — Elena a abraçou, deixando Bella confusa. Stefan só acenou.
– Entrem...
Enquanto Stefan e Elena entrava, Bella fez uma cara que dizia “que diabos é isso?”. Dei de ombros e entrei. Bella foi tirar a gata que dormia no sofá, porém só levou outra arranhada e a gata fugiu.
– Ela me arranha o dia inteiro, depois vem dormir no meu pescoço! – resmungou. – bem, querem algo pra beber?
– Não, obrigada. – Elena sorriu.
Uma conversa meio estranha se desenrolou, até que Stefan criou bom senso e disse que era hora de partir, eles tinham que voltar para Mytic Falls. Fui levá-los até o aeroporto, onde Elena disse que estava feliz por minha mudança e para mim tomar cuidado. Assim que eles partiram, corri para a casa da Bella. Queria entregar a aliança ainda essa noite, assim quando ela fosse pra escola saberiam que ela tem namorado...
(…)
Trabalhar não era assim tão entediante. Eu me irritava facilmente, admito, mas logo se tornou tranquilo. Saia cedo, deixava Bella na escola e então, só nos víamos no final do dia ou nos fins de semanas. Eu trabalhava todo social, o que me irritava. Mas, fora isso, era legal. Rosquinhas grátis.
As semanas foram se passando e eu estava me acostumando na vida “humana”que arrumei para mim. Era até divertido.
O emprego era divertido por mexer com crimes. Sempre dava um jeito de sair do cargo de “secretário” para ir até o detetive, enfrentando alguns policiais. Nada que um olhar bem profundo que mexe com sua mente não resolva. E, fora isso, estava guardando dinheiro – eu guardando dinheiro... ganhando dinheiro honestamente... – para começar as obras da casa. Bella parecia empolgada.
Era tão bom estar com ela, que muitas vezes eu me questionava se não tinha virado gay, ou se humanidade era contagiante. Eu me sentia vivo, melhor. E mesmo não parando de me alimentar por ai, fazer umas brincadeiras de matar... Eu me sentia quase humano novamente. Apenas com o benefício de mais lindo, rápido, forte, inteligente e melhor; imortal.
…
– Eu fiz uma amiga. – Bella disse passando a mão em meu peito. – Ela é legal, e bonita, muito inteligente. Faz umas semanas que já falo com ela, saimos durante á tarde.
– Isso é legal. Ter uma amiga é legal. – olhei para ela, sorrindo.
– E como vai o trabalho?
– Bom, pegamos um cara que matava galinhas. Acredita que ele era tipo... um estripador? Ele arrancava todos os órgãos da bichinha. Até os pintinhos que acabaram de nascer sofreram também.
– Que horror! – ela exclamou, e riu.-- Quando vai começar a construção da sua casa?
– acho que em... depois do inverno já dá pra comprar grande parte do material para nossa casa. Só preciso ajuntar algo á mais.
– É, bem, eu achei um emprego. Começo semana que vem.
– Sério? Em que?
– Livraria, meio período, meio salário. Mas vale a pena.
– Seu pai e eu já lhe damos tanta coisa, pra que trabalhar?
Ela deu de ombros.
– Eu quero.
Me virei na cama dela, para olhá-la melhor.
– Já podemos chegar na parte que tiramos a roupa? – perguntei. Ela riu e se virou pra mim.
– Pode ser.
Sorri animado, retirando a camiseta e indo pra cima dela.
Comecei devagar, ou como ela diz; romântico. Ela respirava fundo enquanto eu beijava levemente seu rosto, pescoço, fazia carinho em sua mão... descia até beijar seu busto e subia de novo. Até que notei sua respiração suave demais, e quando ergui o rosto para beijá-la...
Ela estava dormindo.
Ela dormiu.
– Sério? – resmunguei baixo e cai do lado da cama. – ela sequer parecia com sono.
Porém, ela se virou e me abraçou. Bufei e retribui o abraço, esperando dormir também. Demorou, mas consegui. Amanhã eu teria que acordar cedo para a droga do trabalho.
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