Doce Implicância

17 Empresa "VOLTURI"


Notas iniciais
demorei? Desculpa gente, internet tá ruim. Eai como estão? Ah eu to bem demais, graças a Deus... Cês não querem saber de mim né? Ta ok! Tá ai mais um pouquinho, espero que gostem.

POV.EDWARD

As coisas como já era de se espera ficavam cada vez piores, no primeiro dia em que dormi no chalé sem ela, quando fechei os olhos pudi ouvir ela sussurrar. No segundo comecei a sentir seu cheiro sem nenhuma pausa. Ficou quase insuportável ficar sozinho. As vezes me pergunto o porque de estar amando ela tanto assim. Para ela me deixar? Para me dizer que não quer que nosso amor acabe? Mesmo com pensamentos de raiva, não consegui deixar de pensar em como era maravilhoso seu beijo, seus abraços, seu sorriso em meus ouvidos, quando me batia, ou me mordia nervosa. Ela era para ser minha desde o principio, por isso a implicância, por isso olhava tanto para ela, eu sabia que iria sentir esse amor.

- Edward? – Esme entrou pela porta da sala me pegando de surpresa no sofá.

- Entra mãe. – Falei ajeitando a camisa.

- Eu queria saber se está bem. Faz dois dias que não sai daqui, nem para dizer oi. – Sentou-se ao meu lado.

- Eu estou bem só não quero sair. Ela... Ligou? – Esme negou com a cabeça, abaixei a minha apertando os olhos.

- A Isabella sempre foi uma menina muito confusa. Acho que ela precisa ouvir o que realmente sente. – Esme tentou ajudar.

- Já falei para ela umas mil vezes. Ela é muito teimosa. – Falei com as mãos na cabeça.

- Seja teimoso também. – Olhei para Esme que se levantou sorrindo. – Isabella vai embora em um mês. Acho que você tem que lembrar ela como é bom ficarem juntos, e faze-la querer muito isso.

- Tinha esquecido que ela vai embora. Não sei como fazer isso. – Ela abriu a porta e antes de sair olhou para trás.

- Você sempre foi muito bom nisso. Acho que pode mostrar a ela que nunca vai encontrar outro Cullen na vida. – Sorri para Esme e ela lançou-me um beijo e saiu.

As palavras de Esme faziam sentido. Provar? Mas como? Me ajeitei no sofá pronto para pensar em um jeito de tê-la novamente, pelo menos por um curto tempo.

POV.BELLA.

Quatro dias depois

Foram quatro dias presa no quarto, sem nem comer direito. Fechava os olhos e via ele sorrir. Não consegui um segundo sequer parar de pensar no meu Edward, ou melhor no meu ex Edward. O pedido de casamento me deixou realmente assustada, apesar de ser o que queria, ou melhor o que quero, não pude aceitar. Pode parecer que tudo que minha família viveu não me abalou, mas abalou sim. Não quero viver as brigas, nem fazer um filho nosso sofrer isso também. Apertei os olhos para poder pegar no sono, mas não consegui. Ouvi um barulho estranho na minha janela e imediatamente cobri a cabeça assustada. Ouvi cada movimento do que parecia ser um ladrão, e quando enfim ouvi o baque no chão, levantei rapidamente.

- Você vai... Me ouvir. – A voz cansada e ofegante de Edward me fez arrepiar-me. Fiquei em silêncio Surpresa. – Durante muito tempo eu alimentei um sentimento que para mim era um sentimento de raiva, ódio sei lá, por você. Durante mais tempo ainda senti um vazio no peito, e só quando brigava com você é que me esquecia dele. De um jeito ou de outro Bella, você não vai deixar de ser minha, eu não vou desistir.

- Edward, não dificulta as coisas. – Falei com a voz fraca, prendendo o choro. – Vá embora.

- Quem está dificultando é você. Por que impedir isso tudo? Por que impedir nosso amor? Medo? Eu não quero ficar sem você Bella. Olha para mim. – Minha cabeça estava baixa e tentava o tempo todo não perder o controle. – Olha para mim...

- Eu não quero estar com você. – As palavras rasgaram minha garganta. Senti uma dor intensa em meu peito. – Não só por um simples período de tempo. Eu sei que vai ser assim, vamos ficar juntos e de uma hora para outra, tudo isso vai acabar.

- NÃO SOMOS SEUS PAIS. – Se aproximou falando entre dentes.

- EU VIVI TUDO ISSO, E SEI QUE É ASSIM QUE VAI SER. – Falei igualmente entre dentes. Minhas pernas fracas ameaçavam me deixar cair.

- Você é uma egoísta. – Falou seco, sua expressão era de dor, e acredito que aquilo esmagou mais ainda meu coração.

- O que? – Estávamos a pouco mais de um metro distante um do outro. Parecia que de centímetro em centímetro eu me aproximava mais dele.

- Acha que está pensando em nós dois, mas só pensa em você. Esta com medo de se machucar. Quer saber de uma coisa Bella? Não vai ser o tempo que vai acabar com tudo isso, e sim você. Você já estragou tudo. – Fiquei sem reação. Ele me deu as costas e foi em direção a janela. O segurei nervosa, não querendo deixar meu Cullen ir. Ele me olhou com olhos molhados, parecendo querer chorar.

Minhas escolhas não poderia estragar aquilo, eu sei que estava estragando. O puxei para mim de uma só vez, e ele me abraçou apertado. Meus braços em volta de seu pescoço poderiam enforca-lo mesmo assim eu não soltaria. Senti suas mãos em meus cabelos e seu rosto se afundar em meu pescoço, como se estivesse louco para fazer aquilo. Pulei e envolvi minhas pernas em sua cintura, ele nem se quer cambaleou, me segurou com firmeza e caminhou até a cama. Deitou-me devagar de costas, firmou seu corpo sobre o meu e deitado continuou a mexer em meus cabelos.

- Vamos esquecer tudo isso. – Sussurrou afundando o rosto em meu ombro novamente.

- Me desculpa por sentir medo. Não sabe como te amo. Só queria melhorar as coisas. – Suas mãos desceram e seguraram firme em minhas coxas.

- Não faz mais isso comigo. – Falou rouco erguendo a cabeça para me olhar. Nossos corpos se mexiam o tempo todo.

- Nunca mais. – Segurei firme em sua nuca e puxei seu rosto para o meu.

Meus lábios beijaram os dele com fúria, e acredite, quatro dias sem beijar aquela boca pareceu uma eternidade. Ele parece que tirou os sapatos e pôs o corpo todo sobre a cama sem parar o beijo perfeito. Sentia suas mãos que estavam nas minhas coxas apertarem-nas, e o coração de Edward batendo forte colado em meu corpo. Nossos movimentos pareciam ensaiados e cada toque daquele homem deixava meu corpo arrepiado e querendo mais. Ele ergueu meu corpo para sentarmos na cama, sentei-me sobre suas pernas e aprofundei-me mais ainda a aquele beijo. As mãos de Edward subiam minha regata lentamente me causando mais ansiedade e desejo. Depois dele finalmente tirar a regata e interromper o beijo, me olhou intensamente por segundos. Ficamos de joelhos na cama, e ele ainda me olhava. Pus minhas mãos em suas costas e bem devagar fui subindo a camisa azul de gola, depois de finalmente conseguir tira-la, senti minha pele tocar na dele. Parecia fogo, e cada simples toque deixava tudo muito mais quente. Ele passou a mãos pelo meu rosto, e pôs meus cabelos atrás da orelha. O puxei com força, o fazendo cair na cama, e me pus sobre ele, o prendendo com minhas pernas. Abaixei para mais um beijo. O beijo agora parecia muito mais ansioso do que o outro e as mãos do meu Cullen não conseguiam parar, segurou em minhas coxas, me puxando para colar meu corpo mais no dele. De uma hora para outra, me girou e ficou sobre mim. Com as mãos ainda em minha coxa. Puxou meu quadril que se chocou com o dele. Aquilo tirou meu ar, e fez o suspiro parecer um gemido baixo, nosso beijo se intensificou e minhas unhas arranhavam suas costas sem pena. No mesmo instante minhas mãos procuraram por sua calça, com ansiedade para abri-la. O som de passos na escada nos fez parar. Ofegantes nos olhamos. Pude ver que em seus olhos havia o mesmo que acredito que tinha no meu. Com a boca entreaberta olhava para sua, com uma vontade enorme de beija-la.

- Bells filha vou tomar banho e depois eu vou entrar ok? Que esquisito, eu acho que estou vendo coisas. Vi o volvo do Eddie lá fora, estranho né? – Eu e Edward sorrimos sem parar. Renée sempre assim.

- É... Tá ok mãe. Eu... Acho mesmo que você está vendo coisas. – Ela sorriu. Edward estava vermelho, prendendo o riso.

- Sei. Charlie também vê coisas é? Acho melhor se adiantarem, seu pai não vai gostar nada disso. – Olhei para Edward espantada.

Edward levantou num pulo e procurou a roupa no quarto escuro. Fiquei na cama parada, o vendo correr pelo quarto, fazendo bico.

- Eu volto amanhã. Juro. – Se inclinou e me beijou rápido antes de por a camisa.

Correu para a janela e jogou os sapatos para fora dela. Pulou-a e se segurou ainda olhando para mim, corri até ele para ver por onde subiu. A arvore velha o ajudou na escalada. Bem devagarzinho foi descendo, e por uma obra da natureza que estava muito ao meu favor, o Cullen caiu de uma altura razoavelmente alta. Gemeu alto quando o corpo se chocou no chão. No iniciou quis correr para ajudar, mas quando vi que não era nada, explodi em uma gargalhada nem me preocupando com Charlie.

- AAH OTÁRIO! – Apontei para ele que fez cara de dor.

- Safada. – Sorriu já de pé, mancando até o volto.

- Te amo estabanado. – Sussurrei, e ele entendeu.

- Também te amo. – Sorriu e mexeu os lábios. Entrou no volvo e partiu.

Já estive mais feliz antes? Não né? Fechei os olhos imaginando cada toque e que por pouco não nos entregamos inteiramente um para o outro. “DOGRA RENÉE”. A porta se abriu e notei que estava só de sutiã. Cai do lado da cama, tentando me esconder.

- Já te vi pelada antes mocinha. – A voz risonha de Renée me tranquilizou, pensei que fosse Charlie. – Voltaram?

- Acho que sim... – Arregalei os olhos quando vi Renée correr até mim, seu abraçou me fez cair novamente no chão. – AAH mãe!

- Ai que bom filha... – Se levantou me deixando respirar. Me apoiei na cama e me sentei nela. – Não vão passar o ultimo mês separados.

- Ham? – Fiquei confusa. – Ultimo mês? – Pensei por instante e depois de me lembrar pus as mãos no rosto. – PORCARIA! Eu volto com ele e do mesmo jeito vou ter que me separar? MERDA, MERDA!

- Calma, ainda bem que ficarão juntos. Pelo menos até você ir para Nova Iorque. – Me levantei indignada.

- Não mãe. Isso não pode ficar assim, eu quero ficar com ele sempre, não só um mês. – Fechei os olhos e tentei raciocinar. O sono era tanto que nem conseguia pensar. – Amanhã penso em algo.

- Algo como? – Perguntou.

- Algo mãe, só algo! – Me joguei na cama sorridente.

Nada mais iria atrapalhar aquilo, nada.

POV.ALICE.

O dia estava meio nublado, e eu estava num tédio só. Jasper ainda não tinha chegado e pelo jeito iria demorar demais. Os dias com meu Jazz tem sido tão perfeitos que nem eu saberia explicar, e olha que de perfeito eu entendo. Edward no dia anterior chegou tarde da noite sorridente, e passou pelos fundos cantarolando. De dois um, ou aquela vaca esqueceu de dar a noticia que tinha voltado com meu irmão, ou ele tinha enchido a cara e pegado umas garotas. Eu acreditava mais na primeira opção, ninguém no mundo deixaria ele com aquela cara de bobão a não ser a Bella. Fiquei feliz por eles. O celular vidrou em meu lado. “Mensagem”. ABRIR.

De: Sua cunhada GOSTOSA.

Para: Tartaruga ninja.

“Preciso da sua ajuda. Quero que vá comigo em Port Angeles, achei uma coisa interessante em um site e preciso muito de você”.

“Nessas horas lembra de mim né cunhadinha”. Comecei a digitar.

De: Alice Fashion.

Para: BellaCUNHA.

“Desde quando virou gostosa e eu não fiquei sabendo? Vai vir me pegar, a Mercedes está com a Esme”.

Demorou pouco tempo para ela responder.

De: BELLA CUNHA.

Para: Tartaruga ninja.

“Vou passar ai, mas não conta para o Edward. Ah, voltamos só para informar”.

“Não me diga”. Revirei os olhos sorrindo. Digitei rapidamente.

De: Alice Ninja.

Para: BellaCUNHA.

“Ué! Eu vi ele passando com uma loira enfermeira ontem a noite, pensei que ele tinha superado, foram lá para o chalé”.

“Vai da merda, mas num to nem ai”. Gargalhei.

De: Bella enfurecida

Para: Alice ninja.

“Isso é brincadeira né? Fala que é”!

Gargalhei feito louca, até Emmet ficou assutado.

De: Alice ninja.

Para: BellaCUNHA.

“Fala serio Bella. Edward só pensa em você, acho até que ele respira você”. “Enfim, vem me buscar que eu estou curiosa”.

O Celular tremeu outra vez.

De: BellaCunha.

Para: Alice ninja.

“Já estou indo. TARTARUGA NINJA AVANÇAR”!

“Só podia ser minha amiga”. Fechei o celular.

Depois de uns vinte minutos Bella saiu do carro toda gata. Caraca nem eu sabia que Bella poderia fazer aquelas proezas. Seu vestido preto social e o salto igualmente preto ficaram perfeitos, parecia até uma executiva. Ficou show. Caminhou olhando para os lados e veio em minha direção.

- Me diz que ele nem sabe que estou aqui. – A abracei.

- Não contei a ninguém. Mas aonde vamos. E porque está tão chique? – Perguntei caminhando agora para o Maverick-Zeus.

- Entrevista de emprego. – Paralizei.

- Explica isso. – Ela sorriu e abriu a porta do carro.

- Te explico no caminho. – Entrou no banco do motorista e deu a partida.

Em direção a Port Angeles, Bella não parou um só minuto de falar no celular. Ela falava cada coisa estranha não entendia nada.

- Pode me falar? – Cruzei os braços curiosa.

- Arrumei um emprego em Port Angeles. – Olhei para ela assustada.

- Mas e a faculdade, vai jogar os cinco anos fora? – Ela sorriu.

- Port Angeles é um local grande sabia? Não é muito valorizado, mas é um ótimo lugar, tem um empresa de projeto e desenvolvimento de maquinas para industrias. Ontem por uma obra do destino encontrei a pagina do site da empresa grudada no meu notebook, o que foi muito estranho. Perguntei a Renée e não tinha sido ela, e a Charlie também, os dois negaram. Foi Deus eu tenho certeza. – Sorri feliz.

- Ai que ótimo Bells, não vai mais embora. O Eddie vai morrer com a noticia. – Bella parou o carro.

- Não vai contar para ele. – Falou tirando o sinto.

- Porque? – Perguntei.

- Porque quero fazer uma surpresa, quando ele pensar que vou embora eu não vou. – Sorriu e abriu a porta do carro.

Andamos um pouco até chegar a empresa enorme, com o nome “VOLTURI”, em frente. Estava em construção, por isso pensei que pudesse estar na cidade a Pouco tempo. Bella passou pelo hall da empresa como nunca a vi antes. Confiante, de cabeça erguida, parecendo realmente uma executiva importante.

- Tá querendo me humilhar né? – Sussurrei. Ela sorriu.

- SENHORA OU SENHORITA SWAN? – Perguntou o loiro extremamente atraente em minha frente. Seus olhos mel eram de tirar o folego.

- Senhorita. – Bella apertou a mão dele. – O senhor deve ser Caius Volturi não é?

- Sim. E não sou senhor, tenho trinta e dois. E essa dama linda ao seu lado, também é uma engenheira? – Perguntou estendendo a mão para mim, que fiquei de boca aberta.

- Essa é minha cun... Amiga. Alice Cullen, ela é estilista. – Sorriu e ele apertou minha mão com gentileza. “Pensa no Jazz Alice, pensa nele”.

- Estilista, que chique. – “Voz meio mole a dele”. Pensei. – Venha me acompanhe, Aro vai ficar feliz em conhece-la.

Nos direcionamos para o elevador. Bella mordia os lábios o tempo todo. Apertei sua mão, e ela me olhou com um olhar agradecido. Depois de sairmos do elevador, passamos por uma porta de madeira linda, que eu terei na minha casa um dia. A sala era perfeita, com sofá sofisticado e muitas almofadas no chão, tinham nela, três mesas, uma rosa, sim ROSA, uma cor de madeira mesmo e uma branca. Caius o loiro lindo foi em direção a mesa rosa, e ai a fixa caiu. Caius era gay. Se sentou lá e começou a escrever no notebook dele com textura de pelúcia. SHOW!

- Como assim ele trás a gente aqui e vai para mesa fashion dele como se fossemos ninguém? – Sussurrei no ouvido de Bella.

- BELLA não é? – O homem engraçado virou a cadeira enorme. “Isso aqui tá muito estranho, parece até uma máfia”. – Querida Bella. Entre, entre, sentisse você e sua amiga.

- Olá. Essa é minha amiga, Alice Cullen. – Bella toda confiante se aproximou do homem com sorriso maléfico e me puxou com ela. “MEDO”.

- Cullen? Da Família Cullen? Os médicos de Forks? – Assenti.

- Nem todos, eu sou estilista, meu irmão e meu pai é que são. – Sorri saltitando para a poltrona perto de sua mesa.

- Adoravel. – Sorriu esfregando as mãos. – Bem, foi incrível saber que tão perto de nós existia uma excelente engenheira. O senhor Carter Limos Hale. Ele é amigo de meu irmão, Caius. – Bella abriu um sorriso gigante e olhei pela janela. — Falou muito bem de você.

- Pensei que... Bem, nós conversamos ontem a noite e parecia que ninguém nunca tinha falado de mim. – Falou risonha.

- Bem, ele pediu segredo, mas como diz minha filha, eu não me aguento e falo mesmo. Ah, ai está você. Jane essa é Bella Swan e Alice Cullen. – A loira veio rebolando toda estilosa de óculos escuros em nossa direção.

- Oi pai. Cadê a grana? – Olhamos para ele e ele revirou os olhos.

- Educação Jane, sua mãe te ensinou tudo direitinho, comece a usar. – Ela tirou os óculos e nos olhos com desdém. “Que sebosa”, “odiei a roupa dela”.

- Oi. – Falou seca. – Vai pai, dá logo.

Aro tirou o dinheiro de uma das gavetas da mesa e deu para a nojenta que saiu quase que voando da sala.

- Me desculpem por isso ela é meio sem educação, depois que a mãe e o irmão morreram ela é assim, fechada. – Bella pareceu muito interessada no assunto, porem eu, nem queria ouvir mais o nome dela. Que irritação eu senti, e nem a conhecia. – Enfim, vamos tratar de negócios? – Bella assentiu.

Depois de ficarem horas conversando o que eu não consegui entender, Bella apertou a mão de Aro, e eu fiz o mesmo. Caius deu tchau com os dedos, e nos retiramos da sala, entramos em silêncio no elevador e depois de ele fechar, Bella igual a uma doente começou a pular e gritar. Juro que pensei em apertar o botão de emergência e sair do elevador pelo teto. Depois de se recompor, o elevador se abriu, ela saiu elegante como chegou. Eu é claro mantive distância, e sai andando ao lado dela. Chegamos ao Zeus e eu logo tratei de entrar. Depois de ela entrar também, e dar o ultimo gritinho doido olhou para mim com olhos molhados e sorriu.

- Conseguiu? – “por que perguntei se já sei a respostas”?

- Consegui. Não vou mais ficar longe dele. Nem acredito. – Fechei a cara, ensenando.

- É só o Edward que existe na cidade agora né? Tudo bem, Charlie, Esme, Rosie, Jake, Emmet, Billy, Sue, enfim, todos morremos para você inclusive eu. Odiei. – Ela me abraçou gargalhando.

- Eu te amo Alice. – “TA AMANDO MUITO ESSA VACA”. Abracei minha amiga irmã, e depois lhe dei um tapa no ombro. – Vamos embora bagaça quero ver meu Jazz.

POV. BELLA

Depois de levar Alice em sua casa, voltei para minha. O carro vermelho paixão em frente da casa, me deixou eufórica. Saiu correndo deixando a porta do carro aberta, e vi Carter na varanda, sorrindo. Subi as escadas voando e grudei em seu pescoço. Ele me abraçou como nunca havia feito antes.

- Brigado Carter. Não sabe o quanto isso significa para mim. – Ele sorriu em meu ouvido.

- Eu sei sim. Eu sei que ama aquele doutor gostoso. – Gargalhamos ainda abraçados. – Eu sei o que é amor, agora sei.

- Que? – Perguntei.

- Dá para desgrudar CARNIÇA! – Soltei ele, que respirou fundo.

- PIPINO, lembra? – Gargalhei.

- Que história é essa de agora sei? – Ele olhou para a estrada, e vi o carro preto vindo. “Eric”?

- NÃO PODE SER! – Quando olhei para os olhos de Carter que brilhavam é que caiu a fixa. – Tá pegando o Eric.

- Namorando nega. Eu falei que sempre consigo, quando eu quero eu pego. Mas esse ai pegou meu coração. – Gargalhei. Eric saiu do carro e veio em nossa direção todo bobo.

- Hey Bellinha. Beleza? – Arquiei as sobrancelhas.

- É. E você Eric? Tá indo bem o negócio de tintas? – Falei irônica, lembrando que tinha sido ele e Allison os culpados pela tinta.

- É, desculpa por aquilo. Eu só queria ser legal. Sabe, tinha medo do que as pessoas pensavam de mim, e por isso tentava ser o sinistro. Depois de conhecer ele... – Apontou para Carter que enxugava uma lagrima. – Tudo mudou.

- Ai que lindo. – Carter falou grudando no pescoço dele.

- Logo você. Nunca iria imaginar. Vem cá, você já... Ficou afim do Edward? – Perguntei zuando.

- Não. Edward sempre se mostrou muito serio, ele iria me espancar se me insinuasse para ele. – Carter alisou o rosto de Eric. O que me fez querer gargalhar.

- Covarde ele bebe. Eu faço carinho. – Pigarrei. – Bem, eu vou subir amorinho, depois nos falamos.

- Ok. Beijos. – Eric se afastou sorrindo.

Subimos para meu quarto.

- Espera, deixa eu tentar digerir. Eric é seu namorado? – Ele gargalhou. Assentiu. — Logo o metido a machão. Caraca que esquisito. É Eric virando homo e namorando você, Rosie namorando Jake, Emmet pegando Allison, eu com Edward, Renée com seu irmão Phil, Alice com seu sobrinho Jasper. – Sorri. – Forks não é mais a mesma. Só está faltando uma pessoa ficar feliz como nós. – Pensei em Charlie me levantando. Carter me olhou.

- Quem? – Perguntou.

- Meu pai não pediu Sue em namoro. – Tentei pensar em uma boa ideia, mas nada me veio a mente. – Tenho que pensar em algo.

POV. EDWARD.

Novamente estava eu saindo de noite, parecendo um criminoso. Em frente a casa de Bella, me abaixei para não ser visto. Torci para Renée não estar no quarto, e subi a velha arvore grudada na parede do quarto de Bella. Subi devagar e fazendo um esforço incrível. Sei que iria valer apena. Depois de enfim conseguir pular pela janela, vi Bella levantar lentamente da cama, e me olhar com um grande sorriso.

- Oi. – Falei deitado no chão.

- Oi. Porque mesmo usou a janela? – “UÉ”?!

- Porque seu pai não ia gostar de me ver no seu quarto às onze da noite. – Ela gargalhou me levantando. Ficamos de pé, colados.

- Ele saiu com Sue, e minha mãe está na casa do Phil. – “Subi isso tudo”!

- Como eu iria saber? – Perguntei.

- E celular existe para que? – Perguntou gargalhando. Alisei seu rosto e a beijei de leve.

O rosto da minha Swan estava lindo, não que nunca fosse lindo. Ela é linda sempre. Mas naquela noite, parecia tão... Feliz.

- Está diferente, parece feliz. – Sorri indo para a cama e a puxando.

- Voltei com você lembra? – Sorri a deitando na cama.

- Lembro. – Sussurrei. Ela me puxando pelo colarinho da camisa.

Deitei na cama ao seu lado, e ela deitou sobre meu peito.

- Está de sapatos na minha cama? – Ela perguntou. Feche os olhos sorrindo. – Legal. – Se levantou e foi para o final da cama.

- Pode deixar eu tiro. – Ela sorriu já pegando meus pés.

Tirou o sapato lentamente, olhando para mim, o que me fez rir. E depois tirou a meia, me contorci todo quando as mãos geladas tocaram meu calcanhar. Ela gargalhou. Depois pegou o outro pé e fez o mesmo, e mais uma vez eu me contorci.

- Está com nervoso Eddizinho? – Perguntou com meus pés sobre seu colo.

- Não. Vem esta frio. – Ela negou com a cabeça. “AI MERDA”.

- Você não mordeu meu pescoço, sabendo que era um ponto fraco. Minha vez. Vou me vingar. – Tentei puxar o pé, mas ela o segurou com força.

- Bells, não vai morder meu pé né? – Perguntei sorrindo. O olhar malvado para o meu pé me fez puxa-lo, mas foi inútil. “ONDE ESSA PESTE ARRUMOU FORÇA”?

Foram gargalhadas e gritos desesperados. A idiota mordeu mesmo o meu pé, vê se pode. Depois de quase morrer de tanto rir, e subiu em mim, me prendendo em entre suas pernas. Sorri me levantando para beija-la, mas fui empurrado para a cama novamente. “QUE ISSO”! Fiquei todo bobo. Abaixou o rosto segurando os cabelos, o colocando para o lado. Aproximou o rosto do meu, bem devagar, aquilo tirou suspiros de mim. Ela apenas sorriu. Tocou seus lábios no meu. Só tocou. Deixando-me em completo desespero, minhas mãos apertaram sua cintura e a puxaram. Sua boca percorreu meu rosto, acariciando minha bochecha e dando pequenos beijos em meu pescoço, fechei os olhos. Meu corpo estava todo arrepiado, e podia sentir o dela estremecer a cada toque meu. Depois de vários beijos e até algumas leves mordidas em meu pescoço, ela subiu até minha orelha, e beijo-a, me fazer suspirar pesadamente. Ofegante e extremamente excitado, a agarrei com força e girei na cama rapidamente, ficando sobre ela. Peguei em uma de suas pernas e puxei contra meu quadril. Ela fechou os olhos no mesmo momento se erguendo um pouco, podia sentir o calor em sua pele, e ver seus braços arrepiados. Ela pôs as mãos na minha nuca me puxando para ela, seus olhos estavam tão brilhantes e a sua boca rosada me chamava, entreaberta, seu hálito tocou meu rosto e rapidamente grudei minha boca na dela. A beijei com fúria, aproveitando cada movimento, e sentindo suas mãos saírem de minha nuca e irem para minhas costas. Apertava suas coxas sem parar. Senti ela me empurrar, e ainda segurando suas coxas a fiz sentar sobre minha perna. Ficamos sentados na cama, e ela me abraçou. Tirei minhas mãos de suas coxas e a abracei com a mesma força. Passei as mãos por seus cabelos e beijei seu pescoço até chegar em sua orelha. A suguei devagar, e com a outra mão segurei em sua nunca. Bella gemeu baixinho, suspirando.

- Eu te quero tanto. – Sussurrei em seu ouvido.

Ela afastou o corpo um pouco do meu e me olhou. Parecia analisar-me, e eu gostei muito daquilo. Seus lábios tremiam um pouco. Seus olhos olharam em direção a minha camisa e suas mãos tocaram meu colarinho.

- Eu também. – Falou em um fio de voz.

Devagar abriu minha camisa, botão por botão, e no final a ajudei a tirar. Depois eu tomei a iniciativa de ajuda-la a tirar a dela, ela aceitou muito bem. Não tirou os olhos de minha boca nem um segundo. Tirei sua blusa devagar. Encostei meu corpo no dela, e queria aproveitar aquilo, pois sabia que alguém iria interromper a qualquer momento. A deitei novamente na cama, e recomecei nosso beijo. Sua mãos nervosas, arranhavam minhas costas mas eu não liguei nem um pouquinho. O prazer que sentia era tanto que mesmo se o teto caísse com tanto que não fosse em nós eu nem notaria. Abri minha calça, e a tirei devagar. Bella, ficou deitada e eu tive que parar de beija-la, depois de tira-la, olhei Bella abri o botão da sua, e eu a ajudei puxando a calça. Ver Bella daquele jeito era... maravilhoso. Só minha, ansiosa por meu toque, ofegante. Me aproximei dela mais uma vez, a beijando agora com mais fúria. Os movimentos de nossos corpos eram únicos, e eu não conseguia mais me segurar, a queria por completo. As outras peças de roupa sem percebermos, já não estavam ali e nossos corpos suados já estavam completos. O momento que esperei ansioso havia chegado. Desgrudei um pouco de Bella, queria olhar em seus olhos queria ver sua expressão. Devagar, fiz o que a muito tempo meu corpo pedia. Agora ela era minha por completo. Seu corpo se ergueu e um gemido rasgou sua garganta, eu e ela, gememos e eu me movimentei com vigor, sendo o mais delicado possível. Tinha medo de machuca-la, mas meu corpo não tinha mais controle total, meu extinto era mais forte. No auge do momento Bella se arquiou totalmente com olhos fechados, e soltou um gemido alto, e eu fiz o mesmo. No fim, ofegantes, nos olhamos. Afundei meu rosto no pescoço dela, e o beijei com carinho. Nós posicionamos na cama, eu deitei e ela pôs seu corpo nu sobre o meu.

- Nem acredito que não nós interromperam. – Falei mexendo em seus cabelos. Ela sorriu. – Eu te machuquei? – Perguntei. Estava com medo de ter feito algo errado. Ela me olhou e abriu um grande sorriso.

- Se o que fez for machucar quero me machucar todos os dias. – Sorri a abraçando.

O silêncio foi muito bom, ouvia e senti-a respirar grudada em mim. Fechei os olhos feliz, por ter vivido o momento mais feliz e importante da minha vida. Nunca havia sentido aquilo antes. Bella era única, a única que eu iria amar de verdade, a minha Bella, a minha Swan.

POV. BELLA.

Abri os olhos e o dia estava ficando claro. A sensação de felicidade não me abandonou nem no sono. Levantei devagar, ajeitando seu braço, para que ele não acordasse. Quando notei que ainda estava nua, procurei perto da cama minha langerie, e a peguei. Coloquei-as e andei pelo quarto até chegar em frente ao espelho. Olhando-me por fora, eu não tinha mudado em nada, mas me vendo por dentro, eu tinha me transformado. Me sentia completa, e nada que um dia eu pude imaginar se comparava aquele momento. Foi o momento mais feliz da minha existência. Fechei os olhos e lembrei de cada toque, e do calor de sua pele. Lembrei de suas investigas vigorosas, e de seu hálito em minha orelha. O prazer que havia sentido a noite passada não era só físico. O prazer, de ser só dele era o que mais me preenchia no momento. “Nunca mais vou parar de fazer isso”. Sorri abrindo os olhos. Olhei pelo espelho e vi o reflexo do meu Cullen me olhar sorrindo. Sorri de volta. Ele se aproximou, me abraçando por trás, e beijando meu ombro.

- Vou tomar um banho. Acha que seu pai chegou? – “MEU PAI”! “DROGA”.

- Edward, acho melhor tomar banho em casa. – Corri pelo quarto pegando minha blusa e procurei no guarda roupas um short qualquer. – Espera ai, vou ver se ele está ai. – Edward sorriu.

Desci as escadas devagar e Renée estava deitada no sofá. Nem sinal de Charlie. Dei um tapa na cabeça e subi as escadas novamente. Abri a porta e Edward estava pondo a calça.

- Ele chegou? – Perguntou.

- Não, mas minha mãe está lá embaixo. Traduzindo ela deve ter visto alguma coisa. – Ele sorriu tranquilo.

- Eu posso explicar para ela. – “Ai que fácil”. Ironizei em minha mente.

- Deixa para outro dia. Eu vou ouvir hoje! – O empurrei para a janela.

- Se eu cair de novo a culpa vai ser sua. – O virei e dei um selinho.

- Não vai cair, confia em mim. – Sorriu e me beijou outra vez.

Depois de Edward descer pela Janela, respirei fundo umas cinco vezes antes de ter coragem para descer. “AI DOGRA! Eu sei que era para ser depois do casamento, mas foi mais forte que nós dois”. Sai do quarto e desci a escada devagar. “Eu poderia me jogar da escada e quebrar uma perna, ela não iria brigar comigo, ou me matar, né”? Pensei. Com toda a coragem que tinha cheguei a sala.

- Ei mãe. – Ela abriu os olhos. Estavam vermelhos. – Porque não dormiu no quarto? – Perguntei. “QUE CARA DE PAU, me superei agora”.

- Eu não me vi sentando aqui no sofá. Ai minha cabeça! – Cheguei mais perto de Renée e ela estava com cheiro de bebida forte.

- Mãe você bebeu? – Ela sorriu amarelo. – PHIL BEBEU COM A SENHORA?

- Não grita. E não. Ele ficou chateado por eu ter bebido. Me trouxe aqui ontem porque eu não queria sair do bar por nada. Disso eu lembro. – Se levantou cambaleando. No mesmo momento em que ia falar mais alguma coisa Charlie entrou assobiando.

Ele parecia muito feliz, e cantarolou uma musica que não sou identificar.

- Olá família. – Se encostou na soleira da porta.

- Olha o Charlie, que legal, tirou o atraso. – Eu quis sorrir, mas me senti mal. Eu também tinha feito a mesma coisa. Um atraso de vinte e dois anos.

- Cala boca Renée, olha a Bella ai. – “Ai Ai”. – Eu vi Edward passar sorridente de carro por mim, ele veio aqui? – Perguntou.

- Não! – Falei apressada.

- É, eu não vi o carro dele. Na verdade eu não consigo lembrar e de nada. – Falou Renée cambaleando de volta para o sofá.

- Que coisa mais feia, só eu é que sou responsável nessa casa? – Perguntei. “Cara de pau mesmo em Bella”. Sorri mentalmente. – Um saiu de noite e só chega no outro dia, e a outra chega bêbada. Mereço. Eu que sou jovem deveria estar fazendo isso e não faço. – E eu sem moral nenhum para brigar com os dois.

- Eu estou sentido o cheiro daqui em Renée. – Ela amostrou o dedo para ele, e ele gargalhou.

- E então seu Charlie, pediu a Sue em namoro? – Ele sorriu enchendo o peito.

- É claro né filha. – Sorriu.

Subi as escadas devagar, passei pela porta do banheiro e minha mãe tomava banho. No quarto caminhei até a cama, e me joguei nela, me enrolando nos lençóis, o cheiro dele ainda estava ali. Meu Cullen, meu amor. Sorri sozinha, e fechei os olhos lembrando de tudo novamente.

Notas finais
Ok, não esta tão bom, mas esse cap é importante. Continue lendo em, e recomenda se puder. BEIJOS.