Notas iniciais
:)

O dono do depósito não era um bom homem, pelo contrário. Ele enquanto era jovem, empurrou sua esposa do topo de um penhasco, então ele ficou viúvo e cuidou sozinho de quatro filhos, todos meninos. O porque dele ter matado a mulher dele? Ela sabia do segredo dele, é um segredo tão cruel, que antigamente quando eu tocava nesse assunto perto dele, ele inventava uma desculpa para eu ter que ir embora da casa de praia dele.

Ele é um conhecido meu, amigo de meus falecidos avós paternos e serralheiro particular da Reabbly. Quando eu completei seis anos de idade ele me deu de aniversário uma arpa feita de pedaços de metal e vidro, eu amei, mais com o tempo, a arpa foi rachando, rachando, até que se destruiu.

Entrei no depósito assim que eu vi pelas vidraças a imagem do idoso se movimentando com pedaços de madeira na mão.

- Oscar? — Perguntei admirada.
- V-Victória? — Ele me respondeu com uma interrogação, assim que olhou para os pedaços da arpa que ele me deu em minhas mãos.
- Oscar! Quanto tempo... — Falei assim que recebi um abraço do tal.
- Você cresceu...
- Sim. Cresci.

Dei as costas para ele e me debrucei na janela, observando as montanhas de tamanhos variados que enfeitavam o pequeno bosque desmatado.
Ele se afastou de mim, acho que foi pegar alguma coisa na pequena cabana de madeira dele que ficava do lado do depósito.

Comecei a andar pelo depósito, fuçando em tudo, abri todas as gavetas, e bisbilhotei a procura de algo que respondesse minhas perguntas a respeito do idoso Oscar Scarll.
Um cheiro forte de sangue começou a se aproximar de mim, me virei rapidamente e encontrei ali, com uma faca na mão, Oscar. Ele em alta velocidade me golpeou com a faca, mais eu desviei, dando uma rasteira nele, coloquei o pé com força em seu estomago, forçando para que ele não se levantasse. Peguei a faca de sua mão e joguei pela janela.

- Por quê você fez isso? — Questionei alto.
- Você estava bisbilhotando minhas coisas! — Ele respondeu fazendo forças para se soltar. — Eu sei o que você é! Eu sei!

Arregalei os olhos.

- O que eu sou? — Interroguei-o com fúria.
- Uma imortal!!! — Seu grito raivoso feriu meus tímpanos.

Rosnei com força, mostrando minhas presas e meus olhos vermelhos. Ele havia mexido com o que estava quieto.

- Já faz um tempo que o meu segredo é muito cruel... — Ele disse. — Mais, não é tão cruel para humanos... E sim para vampiros.
- Por quê?- Perguntei franzindo o cenho.
- Não conte a ninguém... — Ele falou debochado. — Eu sou um caçador de vampiros...

De imediato, ele tirou do bolso um isqueiro, e atirou ele aceso em cima de mim. Eu cai no chão, fraca, rosnando.
Ele jogou gasolina em todos os locais do deposito, me deixando ali queimando.

Notas finais
Kissus, morram de raiva do Oscar.