Notas iniciais
Oi! Estou muito agradecida! Novos leitores... Era tudo o que eu precisava, ou melhor, tudo o que eu preciso! Há-há-há.

Aproveitem o capítulo!

Depois de algumas semanas, me aproximei do hotel da Califórnia. Guardei o carro no estacionamento pertencente também ao hotel, peguei minhas malas e fui até o balcão onde a atendente me esperava.

-O que você deseja? — A atendente me perguntou jogando seus cabelos para trás inúmeras vezes.
-Um quarto. — Falei friamente.

Ela me encarou entojada e voltou os olhos para seu computador. Depois de muito digitar, uma ficha saiu de dentro da pequena impressora.

-Preencha essa ficha. — A atendente disse mascando um chiclete, e por fim, me entregou o papel.

Comecei a preencher, quando eu estava na metade do preenchimento, olhei novamente para a atendente. Ela me olhava com uma pitada de nojo e melancolia.

-Querida, ainda não entendi o porque de você estar me olhando dessa maneira. Você é a única garota esquisita nesse local. — Eu disse jogando meu corpo contra a quina do balcão. — Loura falsificada.
-Escuta aqui... — Ela começou a silabar.

Abri bem os meus olhos e a encarei, pude sentir meus olhos ficarem vermelhos, e dentro de um segundo voltarem a ser azuis cinzentos.
Ela colocou uma de suas mãos em seu estomago, e gemeu baixinho de agonia.
Terminei o preenchimento e coloquei-o em cima do balcão.
Eu estava sem piscar, só voltei a fechar e abrir meus olhos quando vi que ela estava arrependida de ter me encarado tanto daquela maneira.

-Droga! — Ela murmurou pegando a chave do quarto numero vinte e oito.

Puxei da mão dela a chave e me dirigi pelos corredores do hotel.

*****

Bem, o que aconteceu hoje no balcão? Tem um detalhe que ainda não se foi revelado sobre mim, eu tenho a honra de agoniar as mulheres e os homens que irritam. É um dom raro, e causado pelo meu olhar, eu devia ter deixado ela morrer agoniada, mais como eu acho que eu estaria sendo muito cruel por causa de apenas uma encarada, resolvi deixa-la em paz.
A agonia que eu causo nas pessoas, provoca dores, pesadelos, alucinações, entre outras coisas.

Outro detalhe sobre mim, é que, eu não queimo ou derreto no Sol, eu fico mais indestrutível, e as feridas que surgem em meu corpo quando eu tomo muito sangue humano são curadas. Más mesmo assim, eu preciso sair no Sol de óculos escuro, porque no Sol meu olhos mudam de cor e ficam vermelhos.

Eu não tenho sombra, por causa que, eu estou morta. Sim, eu me vejo no espelho, eu sei, é estranho, mais minha pele é florescente, por isso é possível me ver em espelhos e fotos sem flash. Isso mesmo, sem flash! Fotos com flash são muito claras, isso faz com que minha pele fique transparente nas imagens.

Minha pele é florescente, puro aço, puro mármore, inquebrável... Mais essa minha "Vida Indestrutível", é apenas uma falsidade, eu sou sim destruível, o fogo me mata, me queima, me enfraquece... O Sol é o único fogo que as vezes me fortalece. Essa é a minha vida!

Ainda tem muito, muito, muito mais coisas por trás disso tudo!

Notas finais
Kissus.