Doce Estação

1 Visita De Um Amigo


-* > Estava sentada na minha cama, quando ouvi leves toques a campainha, abri a porta do quarto, baseada, em 3 trincos, e duas fechaduras. Desci devagar as escadas, sem nenhuma pressa. E caminhei até a porta, e abri. Era o meu amigo, o Pietro. Amigos desde crianças. Da infância, até a adolescencia.
- Oi... Pietro... Tudo bem?
- Oi, Kalyna... Vim lhe trazer, a lição de casa. E consegui o gabarito da Prova De Biometria...
- Oque? Como? Você roubou o gabarito da Prova De Biometria?
- Sim... Não é essa a matéria, em que você é um pouco ruim?
- Sim, mais não preci...
- Queria repetir mais uma vez?
- Claro que não. Obrigado.

-* > Eu e Pietro subimos as escadas, e caminhamos até o meu quarto, entramos e eu fechei a porta. E fechei com os trincos, e a chave. Sentei em frente a bancada, e me arrumei na cadeira. Peguei minha mochila preta, e abri. Peguei meu estojo, e meu caderno. Abri na matéria de Biometria, e comecei a copiar.

-* > "São animais vertebrados e homeotérmicos, cuja a principal característica é a presença de penas. São bípedes, pela transformação dos membros anteriores em asas, o que lhes garante a capacidade de voar. Outras características que facilitam o vôo: sacos aéreos nos pulmões e ossos pneumáticos. Na bifurcação da traquéia existe a siringe, um órgão sonoro. O alimento é ingerido pelo bico córneo, a ausência de dentes é compensada pela presença de um estômago mecânico, a moela, além do estômago químico, proventríluco."

-* > Colei, os textos, em sequência, no cartaz. Copiei tudo com caneta colorida, tentando dar cor para o trabalho. Quando eu apenas olhei para o Pietro, ele riu... Estava bonito... não vou dizer que estava perfeito, porque nada é perfeito.
- Nossa, está lindo — Disse ele, rindo.
- É... Eu não acho que esteja, tão lindo, mais fazer oque... obrigado. — Disse eu, pondo a mão no ombro dele, e logo dizendo. — Vou te dever essa.
- Haha... denada. Que tal, você dar o melhor de sí, na apresentação pro professor, Richard?
- É... é... faz sentido. Feito. — Apertei a mão dele, fria.

-* > Pietro, já admitiu várias vezes querer mais do que amizade, mais, eu acho que não rolaria, aliás, eu não poderia ama-lo... não sei porque... por ele me amar tanto, me sinto protegida... E tudo mais, queria apenas seguir minha vida, passar de ano, série... queria entrar pra faculdade, e ser aceita como eu sou, não como minha mãe queria que eu fosse... Eu não sou todo mundo, e eu sou, eu.
- Kalyna, porque você não passa os deveres a limpo?
- É sério? Então você deixa seu caderno aqui?
- Só se você cuidar dele.
- Prometo. Alias é um caderno.
- Um caderno especial, mais não fuçe nada no caderno não. Hein!
- Pode deixar, eu passo na sua casa para pegar, depois...
- Não eu te trago aqui.
- Tabom então. Agora se me da lisença, preciso "Estudar" — Disse eu, me debruçando na porta do quarto, fazendo entre áspas no ar.

-* > Quando ele saiu, eu fiz como sempre fazia, hábito. Fechei a porta nos trincos, e na chave. E me desbruçei na janela. E apenas observei, e escutei, a batida na porta, e ele indo para casa. Aquele menino maluco, de amores. Que pensar, que só de olhar no olhos dele, já da pra perceber oque ele sente... Nossa, ele realmente se importa comigo.

-* > Me levantei e fui até o guarda-roupa, e abri, peguei minha blusa do colégio, azul, com uma faixa escrita, Wooshiton Coleres; E fui até a cama, coloquei a blusa, e a calça, rasgada no joelho, peguei minha meia, na gaveta, e joguei na cama, fui no banheiro, na sapateira, e peguei minha bota, por estár inverno. Coloquei ao lado da cama, e voltei novamente para aquela gavete entre-aberta, e peguei meu cachecol, azul. E coloquei em cima da minha blusa, e fui novamente ao guarda-roupa, a procura da minha mochila, quando lembrei que estava em cima da mesa. Hahaha... Guardei meu material, e coloquei ao lado da mesinha de cabeceira, e peguei a tábua de passar.

-* > Coloquei o ferro pra esquentar, e passei a blusa, deixando ela bem lisa. Coloquei a blusa no cabide, e coloquei dentro do guarda-roupa. Também, passei a calça, e a meia. E coloquei tudo guardado, e dobrado na prateleira do guarda-roupa. E coloquei minha bota, já limpa em baixo da cama. E apenas ouvi umas batidas na porta. Destranquei os trincos e abri a porta, e desci as escadas, querendo saber quem bateria na porta, aquela hora da manhã... E era um garotinho, pequeno. Com um papel na mão. Disse devagar;
- Aquele rapaz pediu para te entregar.
- Ah, obrigado. — Logo depois que eu terminei de responder o garoto, eu li o bilhete.

-* > Oi, Trouxe o caderno. Q.Q
- Hahaha, vem cá.
- Gostou?
- Ahãn... Cadê o caderno?
- Tá aqui.

-* > Ele me entregou o caderno, e foi andando, acenou, e disse que me veria amanhã. Eu entrei, e fechei a porta, e logo subi pro meu quarto, sentei na cadeira de frente pra bancada e coloquei o caderno ali. E me virei, para a janela, vendo ele andando devagar reto, em direção a sua casa.

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