Doce Contrato
3 Babá ?
Notas iniciais
Engoli seco quando coloquei os pés no gramado da casa não, da mansão dos Cullen´s.
– Ai Isabella se mata amiga. — minha consciência me encheu o saco logo de manha.
Bem vamos explicar a minha situação, eu estou na frente do meu novo emprego e detalhe são 8 HORAS DA MANHÃ. Isso mesmo eu estou acordada quando os galos começam a cantar, meu pai me trouxe aqui já que meu carro foi suspenso por uma semana depois do jantar.
Esses trés dias foram um caos, bem depois do desastre com o a Beyonze a Mama-mostra e a Fofolete foram novamente em casa pedir desculpas pelo transtorno e tentar começar novamente, como eu não tinha preparado nada para aquele dia eu simplesmente me retirei da sala enquanto eles conversavam, fiquei na sacada do meu quarto sentindo o vendo bater contra o meu rosto, como estava a minha vida ? Péssima, como nunca esteve antes.
Eu sempre soube que um dia isso iria acontecer, eu já sabia que ele estava com a Mama-mostra bem antes dele apresentar ela no jantar, e desde o dia em que eu descobri ele começou a ficar estranho, eu tenho medo do que pode acontecer. Eu sei que ela não pode roubar um lugar que não se substitui mas tenho medo que isso aconteça. Mas tirando a vida pessoal olha só a minha situação, vou ter que trabalhar por dois meses como babá de uma menina de seis meses.
1° Esse é o começo das minha ferias, eu praticamente entrei agora depois que eu sai do exame infernal do professor Pancinha.
2° Eu vou ter que passar a metade dessas ferias limpando baba de criança.
3° As festas ? A galera ? A zuação ?
Eu estava fudida, perdida, e morta de cansaço. Não dormi a noite por causa de hoje, eu não estava aqui para impressionar ninguém mas... Se lah alguma merda dentro de mim dizia que isso... Enfim é uma merda.
Apressei os passos para dentro do gramado impecável, segui pela grama mesmo mas algo me dizia que não iria ser muito bom...
– Aii droga. — começou sair aguá de todo que é lado, eu corri e comecei a andar aonde eu devia andar. Olhei para a minha roupa estava um pouco molhada, — Ótimo. — fui irônica.
Passei as mãos pelos meu Jeans surrados e estavam um pouco molhados agora. Ajeitei meu cabelo que tinha vida própria e apertei a campainha ser mais rodeios.
Haaa porra eu estou vendo que isso vai dar merda.
A porta se abriu e eu me virei mas não vi ninguém.
– Vish. — sussurrei. — Tem alguém ai ? Que sinistro...
– Oi. — ouvi uma vozinha baixinha e fininha, olhei para baixo e vi uma menininha linda.
Ela havia os olhos azuis intensos, cabelos loiros caindo sobre suas costas e a pele branca como neve.
– Oi. — acenei com a mão dando meu melhor sorriso.
– Voce é... ? — ela arqueou uma sobrancelha.
– Isabella...Isa... quer dizer só Bella. — gaguejei um pouco e isso a fez rir.
– Tem certeza ? — perguntou mostrando o seu melhor sorriso.
– Tenho...sim e você é ? — perguntei na suspeita.
– Mellory. — eu sorri me sentindo patética.
Ate que ponto a minha vida chegou eu tendo que conversar com uma menininha de seis anos.
– Bem acho que agente já se apresentou agora vamos lá ? — perguntei e ela me olhou estranha.
– Mas eu não sei quem é você. — eu rolei os olhos e me agachei ficando da sua altura.
– Olha só Mellyra...
– Mallory. — me corrigiu cruzando os braços.
– Isso mesmo, eu sou sua nova Babá então vamos pelos menos fingir que agente vai se dar bem Ok ? Entendeu ?
– Ta...- ela disse confusa.
– Olá. — ouvi uma voz feminina, me levantei e cambaleei um pouco pra trás. Essa com certeza era a mãe da pirralinha... Mallory.
– Olá...senhora. — quis soar ao menos educada. Na onde eu fui me meter ?
– Olá, você é a nova Babá sim ? — eu assenti, ele me olhou em cima em baixo e deu um sorriso falso. – Entre. — deu passajem na porta, eu entrei na casa que sem duvida era linda e luxuosa tudo organizado no seu devido lugar.
Engoli seco.
– Bem seu nome é Isabella correto ? — eu assenti. — Olha Mallory é uma criança como qualquer outra só exige cuidado e atenção. O seu turno começa sempre as oito e acaba as seis da tarde. Nada de atrasos e faltas. Entendeu ? — me perguntou e eu assenti engolindo seco. — Bem, agora eu tenho que sair e... se por um acaso Edward chegar primeiro que eu avise quando for embora. -assim disse a mulher e saiu com pode de modelo de revista.
– Poxa vida. — disse colocando as mãos na cintura e analisando o local. — Vamos lá. — disse olhando para a menininha que estava na minha frente me olhando com caras de pouco amigos.
– Não gostei de você. — ele disse com os olhos serrados.
– E olha pra minha cara e vê se eu gostei de... Haa queria para com isso, vamos ser amigas ainda. — dei um sorrisinho falso e ela se retirou da pose de garotinha esnobe.
– Não sei não. — ela começou a andar em volta de mim. — Você parece que saiu de uns daquele filmes antigos de Rock-Roll, você não parece boa. — ele dizia e não me atingia nenhum pouco, havia muita inocência quando ela falava e isso me deixava mais segura.
– E voce tambem não parece muito boa. — retruquei e começei a andar em volta dela. — Voce parece que saiu daquelas historinhas para crianças idiotas dormirem. Voce não me agrada nenhum pouco. — ela serrou os olhos e eu também. Ela me olhou um pouco feio e subiu as escadas me deixando ali sozinha.
– Porr*...
– Eii. — ouvi um pigarro atras de mim, havia uma senhora e me olhava com cara de Pit-Bull quando esta prestes a atacar. — Senhor Cullen não gosta dessas palavras aqui, se comporte mocinha. — olhei para a Corcunda de Notredame e virei a cara como se nada tivesse acontecido.
Bem eu tinha que ser paciente agora, ela era só uma criança.
– Só uma criança. — sussurrei a mim mesmo e subi as escadas, eu entrei em um corredor branco que havia uma enorme janela no final que pelo que presumi dava para ver todo o jardim da casa.
Quando comecei a apressar os passos para achar a Mellory ouvi um soar de uma musica de piano vindo de alguma sala, me aproximei de uma que a porta estava um pouco entreaberta e vi que se tratava de uma sala de musica e ela quem estava tocando o piano.
Me aproximei de um modo que ela não pudesse notar a minha presença, e fiquei ali escorada em alguma coisa que logo despencou...
– Aiii...- resmunguei assim que senti eu cair de bunda no chão e varias outras coisas cair em cima da minha cabeça.
– HAAAAAA....- ouvi um gritinho e depois uma gargalhada alta. — Esta tudo bem ? — perguntou vindo ate mim.
– É esta tudo ótimo eu acabei de levar um violão na cabeça e esta ótimo... — eu quase gritei e ela riu mais ainda. Qual era o problema dessa garota ?
– Problema é seu... — ela saiu da sala mostrando a linguá.
– Ai se eu pego essa desgramad....Enfim ela é só um anjinho Bella, não fique assim. — me levantei massageando a minha bunda e fui atras da garota.
Vi que ela estava no jardim graças a janela que mostrava todo o fundo da casa e eu tinha que admitir que era incrível, havia uma piscina enorme e algumas arvores enfim... Eu tinha que cuidar da garota.
[...]
Cheguei lá e vi que a menina estava na beirada da piscina e parecia chorar.
– Era só o que me faltava. — resmunguei indo até lá. — Eii... sai dai mocinha. — gritei e ela me olhou depois se jogou na piscina de roupa e tudo.
Eu corri até lá e me joguei também, comecei a caçar a menina debaixo d´ guá ate que senti um corpo a peguei pelo braço e fui retirando a garota da aguá, a bichinha era pesada então a deixei na beirada da piscina enquanto eu saia.
Cheguei ate a menina e ela estava desacordada ainda.
– Ótimo meu primeiro dia de trabalho e isso já acontece...- cheguei perto dela e comecei a fazer massagem cardíaca mas mesmo assim não adiantava foi quando eu ouvi uma risadinha baixa.
– Eiii... — involuntário eu dei um tapinha no seu rosto.
– Aii. — ela resmungou massageando o local.
– Ficou louca ? Por que você fez isso ? — ela riu mostrando todos os seus dentinhos de leite.
– Você passou no teste. Eu estava a ponto de socar a cara dessa nanica.
– Que teste ? — perguntei confusa.
– Bem...- ela se sentou para me explicar. — Você passou no teste para ser a minha babá.
– Ta brincando ? — perguntei sarcástica.
– É serio, você é meio doidinha mas é uma pessoa boa. Eu sei que é. — ela disse confiante.
Eu a olhei desconfiada mas aceitei, que mal podia ser trabalhar aqui tirando a Doiderinha ?
[...]
O dia passou um tédio só, a doiderinha ficou vendo televisão o tempo todo e pediu a pocaria de uma porra chamada Tete que eu tinha que improvisar com a ajuda de umas das funcionarias umas cinco vezes.
Tirando isso eu apenas tinha que ficar perto da menininha vendo desenhos com ela e pronto, eu estava fazendo meu trabalho e cumprindo meu castigo. Não iria ser tão ruim assim. A tarde foi caindo e com isso veio a noite, a doiderinha dormiu no sofá e eu tive que leva-la para o quarto.
Uns dos funcionários já haviam indo embora e nada dos pais da menina chegarem. Era seis e meia quando eu ouvi um carro chegando na casa, entrei no quarto da doiderinha e me sentei em uma poltrona que tinha ali esperando até a hora certa de dizer que estava indo embora, nesse tempo eu pude analisar com cuidado o quarto da doiderinha.
Era simplesmente lindo, havia sim muito rosa mas também havia banco que quebrava um pouco do rosa, havia muitos brinquedos e muitos ursinhos de pelúcia o quarto parecia ter saído daqueles contos de fadas.
– Mell. — ouvi uma voz masculina na porta do quarto, foi ai que a porta se abriu e de trás dela.
–Ai meu Deus.
Minha consciência suspirou.
– Olá. — disse sem graça me levantando da poltrona e ajeitando minha blusa que estava mostrando um pouco a minha barriga.
– Olá... — ele franziu o senho. — Quem é você ? — foi direto.
Como assim quem era eu ? Ele havia me contratado e não sabia ?
– Eu sou a nova babá da Mellory. — me expliquei e ele pensou por um tempo.
– Tayna não tinha falado para mim que tinha contratado uma babá...Tão nova. — sorriu um pouco sem graça.Eu apenas arqueei uma sobrancelha e suspirei.
– Bem acho melhor eu indo embora, já esta na minha hora. — me expliquei para o Classudo que estava na minha frente me olhando com cara de paisagem. Havia alguma coisa errada comigo ?
– Sim, claro. Posso saber o seu nome ? — perguntou antes de mim sair da sala.
– Bella, você deve ser o senhor Cullen sim ? — ele assentiu e eu acenei indo embora.
[...]
Cheguei fora da casa e me pus andar até a minha que era algumas quadras dali. – Aiii vida. — resmunguei.
Eu me senti levando um tapa na cara. Eu achava que o Sr. Cullen iria ser um velho mas não o cara era muito gostoso, bem eu tenho olho e consciência e sei o que é bonito e ele é muito bonito, realmente.
Andei quadras e quadras das ruas de Orlando e quando cheguei em casa a primeira coisa que eu fui fazer foi tomar um banho e dormir. Na realidade eu estava muito cansada. Espero que todos os dias trabalhando naquela casa fosse como hoje, cansativo mas não tão pesado e que exige responsabilidade. Uma coisa que eu literalmente não tenho.
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