Notas iniciais
Gente! ;-; Depois de séculos eu voltei com o último (enorme) capítulo de Doce Como Chocolate TT____TT Vou pedir milhares de desculpas pela demora. Meu computador pegou vírus e tive que reescrever o final inteirinho de novo, como não lembrava todos os detalhes, resolvi fazer ele diferente, porém, melhor que o anterior! (Na minha opinião) Me esforcei bastante D: Tanto é que o capítulo ficou enorme, mesmo. Deu 12 páginas, meu Deus G_G HASHUHASUHUASHUAS Mas enfim ;-; Espero que gostem e com tristeza me despeço de vocês! Até algum dia quando eu tiver uma ideia legal pra fazer outra fic!

Capítulo 15

– Senhoras e senhores! Peço que retornem aos seus lugares pois a competição irá continuar a partir de agora! — O mordomo Menta anunciou cortês utilizando-se do palquinho principal armado no meio do salão. Demorou um pouco até que os doces e outras criaturas voltassem aos seus lugares e se acomodassem em suas cadeiras.
– Vai começar o meu castigo... — Jujuba murmurou. O mordomo leu alguns papéis de inscrição e então anunciou o nome do candidato seguinte.

– Próximo candidato! Finn! O Humano! -

– Quê?! — Jujuba exclamou perplexa ao ver o rapaz se dirigir até o meio do palco, porém um sorriso se formou em seus lábios ao ver o garoto acenar para ela com um “tchauzinho” tímido. — Oh.. Finn.. — Ela comentara baixinho, sentindo uma tristeza cortante ao notar o empenho do menino ao querer conquistá-la. Mesmo sabendo que ela não nutria sentimento algum para com ele, além da amizade.

– Pode começar! — Soaram as trombetas e então um som agradável encontrou os ouvidos daqueles que assistiam a apresentação. Jake estava sentado numa cadeira elegante enquanto tocava em seu violino a introdução para que Finn iniciasse sua canção.

“Não posso continuar me afundando
Se não posso tê-la pra quê ficar tentando
Cada passo que dou vejo que lado eu estou
E o que será que faltou?
Parece que eu tenho um buraco no meu corpo
Buraco no meu coração. Um sentimento que está me consumindo
Se eu ficar só esperando então… Eu sinto um chiclete dentro de mim
Sinto um chiclete dentro de mim…”

Entre todos os que haviam se apresentado até o momento, Finn havia sido o único que conseguiu unir uma letra tocante e uma melodia decente em apenas um número. A princesa observava a declaração do rapaz com olhos marejados. De fato o amor do Herói era sincero, porém, o coração machucado da princesa já tinha alguém a quem amar, alguém que mesmo distante não deixaria de ser seu primeiro e único amor. Pensamentos rondavam a mente da cientista, pensamentos soltos. Coisas como flores, vermelho e beijos ardentes...
– Sinto um chiclete dentro de mim.. nhim, nhim, nhim, nhim, nhim, nhiiiim… — A voz do Humano foi se extinguindo até dar espaço apenas para os aplausos e gritos da multidão doce. — Eu consegui?! Jake! Eu consegui!! — O loiro pulou instintivamente em seu cachorro, abraçando-o forte.

– Isso aí Finn! Manda ver meu chapa! — Jake comemorou com uma dancinha animada. Sentindo aquela satisfação de dever cumprido Finn mirou a princesa com seus claríssimos olhos azuis — Espero que tenha gostado, my lady —
– Foi.. Lindo Finn. — Jujuba afirmou num tom que variava entre emocionado e triste. Se Finn vencesse a disputa ela ficaria feliz, afinal.. Ele era um bom rapaz.
– Caham! Próximo! — A voz estranha do mordomo afastou aqueles pensamentos. — Dr. Sorvete! — Alguns segundos se passaram mas ninguém se pronunciou — Dr. Sorvete, ultima chamada! -

– Com licença.. ? — Um garotinho marshmallow se aproximou puxando sem jeito o terno azul do mordomo.
– Pois não? Você é o Dr. Sorvete? —
– Não senhor. O Dr. Sorvete me pediu pra avisar que não vai mais poder esperar a vez dele. — Afirmou o garotinho.
– Porque? — Jujuba perguntara.
– Ahm.. digamos que ele está com uns probleminhas alí — O marshmallow apontou para uma taça de sorvete derretido no canto do salão.
– Erh.. Entendido. Chame a Dra. Princesa. — O mordomo engoliu seco com aquela visão. — Próximo! -
– Sou eu! — A voz vinda do extremo oposto do salão chamou a atenção dos demais. — Príncipe do Reino do Fogo, ao seu dispor — O moço curvou-se em reverência à Princesa Jujuba, que o fitou com certo interesse. Provavelmente pensando em como poderia usá-lo para pesquisas mais tarde. O garoto caminhou até o palco deixando um rastro mínimo de fogo por onde passava, era possível ver algumas garotas doces se derretendo em açúcar ao fundo enquanto suspiravam de amores pelo rapaz. Ele era realmente bastante atraente para um garoto que aparentava ter a mesma idade do Finn. — Princesa, essa é pra você! — Gritou o rapaz transformando-se numa bola de fogo flamejante a qual em segundos ele transformou numa guitarra em chamas.
– Exibido. — Finn resmungou fazendo bico enquanto permanecia de braços cruzados sentado em sua cadeira.
– Que comece a diversão.. — O Príncipe sussurrou para si mesmo sentindo um sorriso sombrio aflorar em seus lábios… — Demorei muito para elaborar essa letra..Eu chamo essa música de… Canção do Fogo — O garoto afirmou enquanto dava alguns acordes aleatórios em sua guitarra. Mas quando começou a tocar sua canção, Jujuba e Finn imediatamente perceberam que havia algo errado ali.
– Espera.. Eu conheço isso de algum lugar… — Jake murmurou um tanto receoso encarando Finn que lhe retribuía o mesmo olhar. Ambos levaram o olhar até Jujuba que parecia não acreditar no que estava ouvindo, seus olhos arregalados e sua boca entreaberta deixavam claro seu espanto. Sua suspeita tornou-se verdadeira quando o garoto de fogo começou a cantar..

“ Ladadada vou te enterrar aqui no chão..
Ladadada Vou te enterrar com essa canção
Eu vou beber o vermelho do seu lindo rosto rosa e eu vou..”

– É a música da Marceline! — Finn exclamou perplexo com aquele absurdo. No mesmo instante a governante suprema do Reino Doce levantou de sua cadeira com uma expressão indecifrável e a passos curtos e firmes foi se aproximando do rapaz que continuava a cantar encarando os olhos da princesa com um sorriso satisfeito.
– Princesa! Você não pode sair do trono no momento das apresentaç.. -
– Calado! — Jujuba rosnou antes que o Mordomo terminasse sua frase, subindo no palco onde estava o Principe. Os olhos da garota miravam o rapaz que se aproximou ainda mais, dessa vez fazendo a guitarra flamejante ecoar pelo salão enquanto cantarolava e sussurrava olhando nos olhos da Princesa
– Porque eu quero.. Porque eu quero.. Enterrar você no chão.. E beber seu sangue. — Falou, finalizando a canção com um sorriso malicioso. Todos observavam atentamente aquela cena, nunca a princesa havia se deslocado do trono para cumprimentar pessoalmente algum candidato. Teria ela feito a sua escolha? — Vejo que apreciou meu pequeno espetáculo. Devo considerar sua vinda até aqui como um “Me torne sua rainha?” ou deseja que primeiramente eu a leve para o meu quarto e.. — Antes que o garoto pudesse terminar de se pronunciar um tapa cheio de ódio acertou em cheio seu rosto com tamanho impacto que o fez virar a cabeça inteira para o lado, e assim ficou por alguns instantes. Os convidados observavam atônitos aquela cena. A Princesa mantinha sua mão erguida na mesma posição em que antes havia batido no rosto do rapaz. Era possível notar que a pele de sua mão, antes rosa, agora estava avermelhada e queimada na palma e nos dedos. O cabelo longo e rosado escondia seu rosto enquanto lágrimas silenciosas escorriam por ele fazendo uma trilha até seu queixo. Um silêncio sepulcral se mantinha no salão, mas foi quebrado pela voz firme e carregada de ódio que a princesa emanou ao proferir tais palavras.
– Nunca.. Mais… Ouse.. Se dizer dono.. Das músicas da minha mulher.. — Jujuba disse entre dentes serrados e lágrimas de um coração ferido. Ao virar lentamente o rosto para a menina, era notável o sorriso nos lábios em chamas do rapaz.
– Agora você é minha.. — Ele sussurrou e antes que pudessem evitar lançou uma rajada de fogo na direção dos convidados, fazendo todos se jogarem no chão e sob as cadeiras para não seres tostados. — ESSE REINO AGORA PERTENCE A MIM! PRINCIPE DO FOGO! — Ele gritou novamente lançando fogo pelo salão enquanto os doces corriam em desespero para a porta enorme que dava para fora do palácio.
– Pare com isso agora! — Jujuba ordenou, mas acabou por levar um empurrão grosseiro do Principe e cair horrivelmente sob o chão, onde ficou presa por grades de fogo feitas pelo rapaz.
– Você não me dá ordens! — Ele gritou de volta. — Sua lésbica estúpida! —
– Olha como fala com ela, seu imbecil! — Uma voz vinda das chamas junto ao tilintar de uma espada não intimidaram o garoto de fogo quando Finn e Jake saltaram até o meio do palco, se colocando a frente das grades de fogo, encarando o Príncipe.
– Ora, ora.. Finn, o Humano. — Disse ele com um tom de desprezo encarando o loiro — Veio salvar sua amada? Tarde demais! — O ruivo gritou fechando sua mão e fazendo com que as grades que prendiam a princesa fossem se fechando ainda mais em volta dela.
– Maldito! — Finn empunhou sua espada e golpeou o inimigo, que se defendeu usando a mão para criar uma espada de fogo. Ambos duelavam bravamente por entre as chamas enquanto o palácio queimava aos poucos.
– Princesa!! Você está bem?! — Jake gritou notando que as grades pararam de se mover.
– Estou! — Jujuba afirmou tentando achar uma posição confortável na qual não corresse o risco de se queimar. — Marceline! Chame a Marceline! -

xxxxx

– Então, é sua vez. — Simon me alertou movendo novamente a mesma peça errada no tabuleiro. Ele definitivamente não sabia jogar xadrez.
– Hm.. Check mate.. De novo. — Murmurei.
– O quê?! — Depois de cinco partidas seguidas de xadrez com ele começo a pensar que perdi metade da minha vida eterna com essa bobagem.
– Argh! Não é possível! — Ele berrou muito bravo flutuando pela sala… De novo. — Vamos mais uma vez! Por favor, eu prometo que é só mais uma vez! — Não pude deixar de sorrir minimamente com aquilo. Até que gosto da companhia dele..
Olhei o relógio em minha parede, a competição já deve ter terminado.. Fico feliz por desistir da minha insanidade de deixar que Simon fosse ate lá e o convenci a jogar uma partida de xadrez comigo em troca da música. Sorte minha que ele não aceita perder e esqueceu completamente do que veio fazer aqui.
– Okay.. Mas só mais uma vez. —
– Marceline! Marceline!! — Jake derrubou a porta da minha casa usando seu corpo em forma de uma máquina demolidora, onde ele era a bola de ferro.
– Você ta maluco?! Minha porta! Isso lá é jeito de entrar na casa da pesso.. —
– A PRINCESA ESTÁ EM PERIG..! —
– Bonnie! — Nem esperei ele terminar a frase para voar o mais rápido que pude pela abertura da porta, já em velocidade total na direção ao castelo.. Ao sair da caverna senti que algo sério estava acontecendo, havia fumaça por toda parte no Azedo Reino Doce da Bonnie. E isso não me cheira nada bem! Demorei cerca de quinze minutos para chegar até lá, as criaturas doces estavam apavoradas correndo pelas ruas e o palácio estava em chamas. Tentei entrar pela porta principal, mas o fogo derreteu as paredes que sustentavam a ponte, fechando a passagem. Resolvi entrar pelo meu local de preferência, quebrei o vidro da sacada da Bonnie invadindo seu quarto, novamente como em Romeu e Julieta. Não perdi tempo fantasiando coisas, apenas continuei flutuando até dar de cara com a tenebrosa situação.
Finn estava lutando arduamente com um carinha estranho que pelo visto havia armado toda aquela confusão e Bonnie estav.. Argh! Glob!
Flutuei mais do que depressa até aquela prisão em chamas na qual a Bonnie estava presa, toda encolhida no chão, parecia estar quase sem ar. Sem pensar duas vezes peguei uma aquelas enormes bacias com suco de uva e joguei o líquido contra as grades que se apagaram instantâneamente.
– Bonnie! Bonnie, acorda! — Envolvi minha garota em meus braços e tentei reanimá-la enquanto chacoalhava de leve seu corpo e segurava sua cabeça para que olhasse pra mim. Ela estava quase desacordada, seu corpo estava quente com um aspecto levemente derretido, seu rosto porém estava intacto, conservando-lhe a beleza natural.
– Mar..cy.. —
– Bonnie! Precisamos sair daqui! O castelo pode desmoronar a qualquer momento! — Avisei enquanto pegava ela no colo e ficava de pé. Bonnie estava tão fraca que nem conseguia por as mãos em volta do meu pescoço para se segurar. — Vamos.. Eu vou tomar conta de ti.. —
– Que meigo.. — Uma voz desconhecida se pronunciou atrás de mim, fazendo com que eu me afastasse levemente, flutuando com a Bonnie em meus braços. Meus olhos não podiam acreditar no que estavam vendo, era aquele cara que estava lutando com o..
– Finn! — Gritei sentindo uma angústia sem medidas quando vi o garotinho loiro desmaiado no chão e sua espada jogada a metros de distância. Haviam queimaduras em seus braços e pernas.Lágrimas molharam meus olhos, lágrimas de raiva. — Como ousa encostar em um dos meus amigos..? — Rosnei com raiva.
– Não me importo. Só quero o Reino. O povo do fogo me deixou encarregado de tomar posse dele. Então eu precisava vencer a disputa para casar-me com a princesa. Porém, eu não tinha essa intenção. Talvez eu me divertisse com ela em meu quarto depois, mas compromissos não são meu forte — Mordi o lábio tão forte que um pequeno rastro de sangue escorreu até meu queixo. O ódio estava me consumindo aos poucos e se eu me conheço como conheço, a qualquer momento posso matar esse imbecil.
– Marcy.. Deixe que ele tome o Reino… — Bonnibel sussurrou já conseguindo abrir os olhos. — Eles são a minha família.. Não posso deixar que ele os machuque.. Eu sou responsável por todos.. Deixe que ele leve o que quiser, mas não deixe que pegue os pequenos.. — Não pude deixar de sentir na pele aquela dor.. Família. Algo que não tive a oportunidade de conhecer de verdade…Um amor que meu pai nunca me deu.. Então isso é ser uma família..? Colocar as necessidades dos outros acima das suas..? Agora eu entendo Bonnie…
– Que tocante, acho que vou chorar um vulcão de lágrimas. — Ironizou ele — Chega de conversa. Matarei vocês duas e assim tomarei posse de todos os reinos da terra de Ooo! — O carinha riu alto e maquiavélicamente. Flutuei para perto de uma mesa, sem tirar os olhos dele, coloquei a Bonnie sentada sobre a mesa e acariciei seu rosto
– Não vai demorar.. Por favor, aguente só mais um pouco. — E com um beijo na testa me despedi, correndo em direção ao cara já em forma de demônio. — Vou arrancar a sua alma e dar de comida para os meus cães! — Gritei e iniciamos um combate corpo a corpo pelo salão do palácio. Procurava me esquivar mais do que bater, afinal ele era quente, muito quente. Antes que eu pudesse me esquivar de seu terceiro soco consecutivo, o cabeça de fósforo agarrou minhas assas e lançou uma rajada de fogo pelas mãos, queimando-as dolorosamente. Eu gritava e agonizava de dor, era insuportável o calor daquelas mãos, não tive outra opção a não ser voltar a minha forma de vampira, mas já não me restavam forças então caí deitada no chão. Meu rosto molhado de lágrimas entregava meu estado deplorável.
– Ops, te tostei. — Ele riu maldosamente e levou o pé até o meu pescoço, antes que conseguisse me pisar, consegui pegar a espada do Finn e usá-la como escudo, segurando o pé do cabeça de fósforo a alguns centimetros do meu pescoço. — Por quanto tempo acha que consegue me segurar, Rainha dos Vampiros? Eu sou uma lenda! Eu sou um Rei! Eu so.. — Antes que ele terminasse de falar um vulto o atingiu tão forte que ele foi jogado sem dó nem piedade na parede e só a fumaça foi vista em seguida.
– Mas qu.. SIMON?! — Mal pude acreditar quando vi. Simon havia atacado aquele imbecil.
– Marceline! Não deixo que morra até que termine a partida comigo! Não pense que vai escapar dessa!! — Ele resmungou sinceramente bravo balançando o tabuleiro frenéticamente no ar. Meus olhos procuraram o cabeça de fósforo, mas ele estava completamente congelado junto as mesas no fundo do salão.
– Por Glob! — Jake correu na minha direção me ajudando a levantar -Você ta bem?! E a princesa Jujuba?! Deveria ter me esperado pra voltar! E..Por Glob.. Me diz que aquilo não é.. O que to pensando que é.. Finn! — Jake correu em desespero até nosso amigo e ajoelhou ao lado dele, procurando alguma reação que lhe mostrasse que o garoto estava vivo. — Finn! Fala comigo amigão! —
– Hey Jake.. — A voz fraca do garoto aliviou todos nós.
– Finn! Você ta vivo, irmão! — O cachorro gritou abraçando forte seu amigo enquanto trocavam palavras de afeto e agradeciam por estarem vivos. Porém meus olhos buscaram a mesa na qual eu havia deixado a Bonnie, que para minha surpresa não estava lá. Senti todo meu corpo gelar. Onde está?! E-Eu tinha certeza que..
– Princesa!! Uhuuu… — Ouvi Simon chamar e acenar para uma Bonnie machucada e perseverante, que segurava algum treco eletrônico de ultima geração
– Você não vai tostar mais ninguém. — Disse ela e apontou seu brinquedinho para o cabeça de fósforo fazendo uma luz branca incandecente dar um sumisso nele — Pelo menos, não nessa dimensão. — Bonnie sorriu e em seguida veio para perto de nós. Ela já andava sem dificuldades, isso me deixara menos preocupada.
– Princesa! Eu vim competir pelo seu coração! — Simon gritou tirando um violão de dentro da barba.
– Ahm.. Acho que chegou meio atrasado. Mas se quiser me ajudar, porque não usa seus poderes legais de gelo pra apagar esse fogo do meu Reino? — Bonnie perguntou apontando para o estrago causado pelo fósforo de gaveta.
– Poderes legais?! Ela disse que meus poderes são legais! Ouviu isso Finn?! Vou apagar tudo com a força do meu amor! — Simon jogou o violão pra mim e começou a apagar tudo com rajadas de neve.
– Marcy!! Oh my Glob! — Bonnie correu em minha direção com uma expressão preocupada — Você está toda queimada! — Ela afirmou olhando meus braços, pernas, barriga e um pouco da orelha pontuda. — Vamos! Eu vou levar você e o Finn até a Dra. Princesa! E comprar remédios! E.. e.. — Ela parecia realmente nervosa. Não pude deixar de rir. — Você ta rindo de mim?! Você podia ter morrido! Sua idiota! — Ela gritou irritada quase me dando um soco.
– Ah.. Então quer dizer que você se importa com essa idiota? — Perguntei me aproximando, com um pouco de esperança.
– Eu.. Marcy.. Olha, a verdade é que eu.. —
– Shhh.. — Repousei um dedo sob os lábios dela — A competição ainda está aberta..? Posso fazer uma inscrição de ultima hora? — Perguntei com um sorriso de presinhas e notei que ela sorriu também.
– Se for você.. Acho que posso abrir uma excessão.- Ela riu baixinho. Flutuei até o palco, ou pelo menos, o que restava dele. Dentro do violão do Simon estava o papel com a minha música.
– Velhote.. — Sussurrei carinhosamente e rasguei o papel. Afinal, eu já sabia do que se tratava. Olhei fundo nos olhos da Bonnie e com um calor gostoso no coração comecei a cantar

“Eu acho que não entendia,eu acho que você não entendia
Mesmo estando tão próximas uma da outra..
Depois de perder tudo aquilo que é importante para você
Você vai entender. Não podemos deixar isso desaparecer…

Me desculpe, por não saber as razões por trás daquelas lágrimas
Me desculpe por estar na sua frente neste momento

Mais uma vez, mais uma vez.. Você pode voltar para o meu lado mais uma vez?
Eu vou sempre amar você, eu nunca me arrependerei e amarei somente você

Eu fui uma idiota, eu te disse coisas que não estavam em meu coração
Parece que eu te machuquei muito, se não fosse por você eu não saberia o que é felicidade
Eu finalmente entendo que eu te amo.. Obrigada, por me ensinar como o amor é importante
Obrigado, de agora em diante eu te amarei mais…

Eu te amo, eu amo você.. Você me aceitará mais uma vez de volta?
O amor que você sempre me deu.. Deixe-me retorná-lo a você,
Por favor, Segure a minha mão…”

– Por favor, Bonnie… Segure a minha… Mão.. — sussurrei fechando os olhos lentamente ao fim da canção. Quando os abri novamente pude ver as lágrimas escorrendo pelo rostinho rosa dela. Finn e Jake me olhavam felizes, enfim entendendo meus sentimentos pela Jiloba. Queria que todo povo doce estivesse ali para ver o tamanho do meu amor e o quanto.. Eu a quero de volta.
– E eu.. Declaro Marceline Abadder.. A vencedora! Ahf, droga de povo do fogo! — A voz irritada do mordomo Menta assustou todos nós. E só depois vimos que ele estava escondido embaixo de uma das mesas do salão. — Eu odeio esse trabalho! — Ele reclamou empurrando a mesa e não podíamos deixar de rir.
Mas meus olhos não paravam de olhar pra ela.. A Bonnie é linda quando sorri e até mesmo quando chora, mas fica maravilhosa quando faz os dois. Finn e Jake aplaudiram minha vitória e eu acabei sentando no meio do palco, estava muito queimada e cansada para ficar de pé. Acho que nem o Sol já me machucou desse jeito. Com passos curtos Bonnie se aproximou de mim.
– Parabéns pela sua vitória.. — Ela comentou com um sorriso meigo, enxugando as lágrimas de seus olhos — Foi merecida. —
–Bonnie.. Eu queria que soubesse de uma coisa… Eu sinto muito pelo que aconteceu.. Talvez se eu tivesse compreendido antes o que era ter uma família, poderia ter sido menos egoísta e isso não estaria acontecendo… Eu achei que pudesse simplesmente esquecer.. Esquecer tudo, você de jujuba, você de chocolate, Mas eu.. Não posso.. Porque a eternidade não vai me servir de nada se eu não tiver você.. Seja como for. Com tanto que seja.. Você — Declarei sincera, olhando nos olhinhos dela.. — Você não precisa ficar comigo se não quiser só… Me deixe ficar por perto.. —
– Marceline Abadder! — Ela falou alto em tom de reprovação. Sabia que ela não iria me aceitar de volta… Não depois de tudo. Palavras bonitas e gestos sinceros nem sempre são suficientes afinal.. — Eu ordeno que nesse exato momento você se retire desse palco.. —
– Não precisa ordenar Bonnie.. Eu já estou voltando pra casa.. — Levantei, ficando de pé e já estava pronta pra ir quando ouvi a risada divertida dela atrás de mim.
– Eu ia te pedir pra me dar um beijo, mas se você quer tanto ir pra cas.. — Não deixei que ela terminasse de falar, calando-a com o beijo mais intenso e verdadeiro que ja tive a oportunidade de lhe dar. Nossas línguas dançavam e se enrroscavam diante do beijo. Meu coração palpitava enlouquecidamente, não poderia estar mais… Feliz. Minha Bonnie me aceitou de volta… Lágrimas trilhavam meu rosto e o dela enquanto nos beijávamos. Ao fundo Finn e Jake comemoravam festivamente com gritos e pulinhos. Parei de beijá-la um instante para que meus olhos encontrassem os dela..
– Obrigada por me aceitar de volta.. — Sussurrei com os olhos fechados e a testa encostada na dela..
– Obrigada por querer voltar.. — Bonnie sorriu fazendo carinho com a ponta dos dedos em meu rosto.
– E-EU ACHO QUE VOU CHORAR! — A voz irritante do Simon me fez bufar, ele estava flutuando bem acima de nossas cabeças. Com um sorriso triunfante flutuei até onde ele estava e peguei a caixinha que antes havia guardado em seu bolso, voltando a ficar de pé na frente da Bonnie, entregando a caixinha pra ela.
– Então.. Apesar de a caixa ter sido jogada no lago da minha casa, quase ser soterrada pela areia, mas depois eu fui resgatá-la com medo de perder, aqueci com o secador, coloquei no bolso do Simon e quase esqueci por lá.. Queria que ainda aceitasse esse presente.. — Falei baixinho, coçando a nuca se jeito. Acho que essa caixa sobrevive até ao fim dos tempos, nossa!
– Ora essa! — Ela riu e abriu a caixinha. No mesmo instante vi um sorriso enorme iluminar seu rosto. — Marcy isso é.. —
– Um anel de plutônio bruto banhado com poeira cósmica e todas aquelas babozeiras de cientista que você gosta — Resmunguei fazendo bico por provavelmente estar vermelha. Acho que eu nunca vou entender dessas coisas de espaço mesmo!
– Arh! Que chato! Achei que fosse um anel de casamento! — Simon protestou cruzando os braços como uma criança birrenta.
– Mas é... — Corei ainda mais.
– Eu sei que é.. — Ela segurou minhas mãos e me beijou abruptamente- E minha resposta é sim! — Preciso dizer que saí flutuando pelos ares e dancei tango com o Simon no teto do castelo? É, acho que pirei. Nunca estive tão feliz na vida! Ela disse sim!! Minha Bonnie disse sim pra mim! Voei até ela e a carreguei nos braços, flutuando pra fora do castelo, parando acima da grande praça onde a maioria do povo doce estava.
– Ouçam todos! — Chamei a atenção deles, ali parada no ar. — Queria que soubessem que.. Sinto muito por todos os problemas que causei a vocês! E queria que soubessem algo a mais..! Eu amo a Bonnibel! E quero me casar com ela! — Eu estava totalmente vermelha, Bonnie estava incrédula com o que eu estava fazendo. Todos me olhavam de boca aberta, em silêncio.
– Quê?! — Bonnie perguntou, sem entender. Mas apenas continuei o que tinha pra dizer.
– Ela me ensinou o que é o amor. Não o amor egoísta, mas o amor de verdade.. O mesmo amor que ela divide com vocês! São uma família!! Então, queria que me perdoassem e que de agora em diante possamos ser amigos! — Por alguns segundos ouvi murmúrios por todo lugar. Bonnibel enfim entendeu o que eu estava querendo e pelo sorriso carinhoso no seu rosto, acho que está de acordo com isso.
Vi uma rosquinha subir na fonte e chamar minha atenção com seus bracinhos magros
– Eu quero ser seu amigo! — Gritou alto. Todos pararam e olharam com semblante sério pra ele. — O que? Já viram ela tocar no Doces ou Travessuras?! Tia Marcy é irada! — Disse ele pulando de excitação.
– Gostei de você! Mas se me chamar de dia de novo, te arrebento!- Gritei encarando. Esses caras não mudam mesmo!
– Marceline! — Bonnie me repreendeu com um tapinha no braço. O carinha me olhava assustado.
– Que foi gente? Eu estou brincando! — Em questão de segundos todos começaram a rir
– Mas não sobre o “Tia” — Murmurei baixinho e Bonnibel riu de mim. Pude ver as lágrimas nos olhinhos dela.. Bonnie estava emocionada.
– Então.. Agora que fiz as pazes com seu povo e venci o torneio de música… Aceita ser minha noiva..? — Perguntei baixinho dando um beijinho na orelha dela, minha princesa sorriu.
– Por toda eternidade.. — Ela sussurrou baixinho e selou seus lábios rosados carinhosamente nos meus.. Me dando aquela sensação conhecida que eu só sentia ao estar com ela.. A sensação de estar… Viva.

Notas finais
Acaboooooooooooou DDDDDDDDDDDDD: Nyah... TT____TT Estou triste e ao mesmo tempo feliz. Triste porque acabou, mas feliz porque aconteceu /uhum Obrigada a todos que vieram, comentaram, brincaram, fizeram amizade comigo! Agradeço os Reviews, recomendações, MP's e todo o carinho de vocês com minha história! Espero que esse final satisfaça vocês! Se bem que já vejo a minha Onee-chan me crucificando por não ter feito o Orange xD UHASUHSAUHASUH Digamos que o capítulo estava muito gigante pra incrimetar orange na vida delas ;-; Mas se quiserem, deixo a critério de vocês: Deixe nos reviews se deseja um capítulo extra Orange. Aqui a música que a Marcy cantou para a Bonnie, se chama One More Time - Kim Hyun Joong (link da música no youtube, para os curiosos: http://www.youtube.com/watch?v=fBYIRPBkWjI ) Obrigada gente! De verdade mesmo :') Até algum dia~ Da sua sempre atenciosa: Nacchan Hwang TT____TT