Doce Amargo
18 Cap. 17 – Vida nova
Notas iniciais
To tão feliz que resolvi postar!! Fui no show do Roupa Nova ontem e conheci eles *-* Gente que sonho.
E é vocês quem lucram UHAUHAUHAAUH Aproveitem!
Aquele era um dia de festa. Era a primeira vez que grande parte do ex e atual ND veriam Beth: seu aniversário de três anos. O apartamento de Kurt, Santana e Rachel estava loucamente decorado com os mais diversos temas infantis, já que não houve um consenso sobre o tema da festa.
Quinn e Puck estavam num hotel há alguns quarteirões dali, onde ficariam mais alguns dias, até voltar para seu apartamento com Beth para passarem as duas semanas que se seguiriam. Já os amigos, chegariam pela manhã e dormiriam em um hotel, saindo no outro dia pela manhã.
Quando a campainha tocou, Rachel saltitou para abri-la. Blaine foi o primeiro a irromper pela porta, beijando-a na face e se atirando sobre o namorado. Logo depois, Britt, que lhe abraçou rapidamente, antes de se jogar sobre Santana, enlaçando-a pela cintura.
Tina, Mike, Rory, Sugar, Joe, Artie, Sam e Mercedes os seguiram, cumprimentando mais afetuosamente a amiga. Cerca de meia hora depois, a porta se abriu e por ela entraram Quinn e Puck, carregando nos braços a menina mais linda que qualquer um ali já havia visto.
_ Meu Deus, é mais perfeita do que nas fotos. – sussurrou Mercedes se aproximando – Eu me lembro dela nascendo, tão minúscula e careca e parecendo uma bonequinha de cera.
Shelby vinha alguns metros atrás, parecendo calada e desconfortável. Rachel se aproximou sorridente e a abraçou, fazendo-a dar um mínimo sorriso.
_ Quinn, Puck, ela é realmente maravilhosa! – elogiou Sugar, segurando-a nos braços – Um verdadeiro anjinho, só faltando as asinhas. Mas a titia Sugar providenciou isso! Ah, eu dei uma fantasia de anjinho para ela.
_ Sug, amor, não se conta o presente. – riu Rory, beijando-a no rosto.
_ Que tal cortarmos o bolo antes que ela tenha sono ou fique mal humorada de tanto passar de colo? – sugeriu Santana e todos concordaram. A menina se jogou no colo da mãe biológica, que se aproximou, apanhando-a. Puck trouxe o bolo e o casal se postou atrás do mesmo com a menina.
_ Rachel, Shelby, venham. – convidou o homem e a mais nova puxou a mãe, ficando abraçada com ela, enquanto Quinn e Puck, abraçados, seguravam Beth, cantando ‘Parabéns’ e vendo-a se deliciar.
~*~
A grande casa dos Puckerman estava lotada. Ruth e Judy estavam ali, com Frannie e Sarah, ambas com os maridos e filhos. Além delas estava também Will com Emma, e os filhos Jarine e Kyle.
Rachel e Finn com as crianças eram quem recebiam os convidados conforme iam chegando.as primeiras foram Brittany e Santana com Nicole e Logan. Depois, Kurt e Blaine com os dois filhos. Rory e Sugar com os gêmeos Ella e Phil chegaram junto de Joe com a esposa e a filhinha.
Sam, Mercedes e Louise chegaram junto de Tina, Mike e Jake. O ultimo foi Artie, que acabava de voltar da Holanda onde havia passado os últimos meses a trabalho. Do grupo, era o único ainda solteiro.
_ E cadê eles? – gritava Sugar, quicando no lugar. Os filhos apenas maneavam a cabeça negativamente, envergonhados com a ansiedade da mãe.
No andar de cima, quem quicava ansiosa era Belle, louca para sair do quarto e apresentar os irmãos as avos, tias, tios e primos.
_ Vaaaamos mamãe! – pedia ela.
_ Calma meu amor, eu estou terminando de alimentar sua irmã. – explicou Quinn, arrumando a blusa – Pronto, podemos ir.
Ian estava lá embaixo, misturado com o pessoal. Já havia conhecido parte deles no Natal e era com eles que conversava, permanecendo neutro a vista dos outros, pelo menos até que Beth fosse ‘apresentada’.
Quando afinal a porta se abriu no andar de cima, todas as cabeças se voltaram para aquela direção e várias lágrimas puderam rolar soltas.
Peter e Belle estava um em cada lado, sorrindo orgulhosos. Quinn e Puck iam ao centro, cada um com um bebê nos braços. E entre Peter e Puck ia Beth, parecendo envergonhada e feliz em estar ali.
A família desceu as escadas sobre surpreendentes aplausos e assim que chegou a sala, Ian saiu do meio dos presentes, parando ao lado de Beth, que trocou de lugar com o irmão.
_ Bom... – começou Noah com a voz embargada – Eu apresento o, agora finalmente completo, clã Puckerman.
As primeiras a se aproximar deles foram ambas as mães, parecendo altamente emocionadas. Abraçaram os filhos, acariciando e beijando os netos recém-nascidos e virando-se para Beth. A menina ainda parecia envergonhada com tantos olhares, mas sorria.
Judy foi a primeira a desmontar, puxando-a para um abraço de quebrar costelas e chorando muito. A menina abraçou-a de volta, sentindo as lágrimas escorrerem. O mesmo se passou com Ruth.
Depois vieram Frannie e Sarah, deixando os maridos para trás. Zachary, Jason e Nellie (filha de Sarah) vieram juntos, curiosos para ver os novos bebês e descobrir quem era a moça.
Depois de babarem os sobrinhos que agora estavam nos braços das avós, ambas as tias se viraram para Beth. A jovem jamais as tinha visto ao vivo, nem quando criança, então sentiu que elas se emocionaram muito mais que as mães. Ela mesma se sentiu assim quando as abraçou.
As três crianças ficaram surpresas ao descobrirem uma prima tão mais velha que eles ao mesmo tempo em que conheciam dois priminhos pequenos, mas demonstraram gostar tanto de Beth e dos gêmeos quanto gostavam de Peter e Belle.
Quando afinal os amigos puderam se aproximar, a primeira que o fez foi Santana. As lágrimas caiam grossas de seus olhos negros e ela não conseguiu dizer nada. Havia se apegado muito a Beth naqueles poucos meses quando ela era pequena e sofrera muito com sua morte. Ver aquela jovem ali a sua frente e saber que era a pequena de quem tanto sentia falta era, para ela, algo impossível de por em palavras.
Para Beth não foi necessário algo ser dito. Quinn havia conversado longamente com ela sobre tudo que havia se passado quando ela era pequena e ela imaginava o que Santana sentia, porque ela mesma sentia. Ao longe, em suas lembranças, conseguia ouvir uma voz suave falar em espanhol com ela. Assim que Santana abriu os braços, Beth correu em direção a eles e se abraçaram, ambas chorando copiosamente.
_ Pequenina... – cantarolou a latina, afagando os cabelos loiros.
_ Tia Tana... – sussurrou a menina de volta, apertando-a mais contra si. Logo, Brittany se aproximou, abraçando-a também, talvez com menos emoção, mas não menor alegria. Nicole, que sempre gostara de Beth, se atirou em seus braços, beijando-a no rosto, aparentemente alheia aos motivos daquela emoção toda.
Os próximos foram Kurt e Blaine. O primeiro, assim como Santana, pareceu mais fortemente afetado com a volta e chorou muito ao abraçar a jovem. Blaine também, apesar de menos emocionado, demorou grossas lágrimas.
A partir daí as ‘reapresentações’ não foram tão intensas, afinal, apesar de todos terem sentido com sua partida por Quinn e Puck, jamais haviam criado um laço tão forte com ela. A única que pareceu mais abalada foi Mercedes, que começou a falar coisas desconexas sobre seu nascimento.
Depois disso, passaram todos, incluindo a própria Beth, a paparicar os recém-nascidos, que logo se irritaram com a passagem extrema de colo. Para a emoção de Quinn, só se tranquilizaram quando Beth os apanhou e sentou no sofá entre os irmãos mais novos, os três conversando em voz baixinha com os irmãos.
Durante o almoço, reinou o clima de nostalgia na mesa, com velhas histórias sendo trazidas à tona. Os filhos dos ex-ND estavam maravilhados com tantas histórias novas que ouviam e não paravam de fazer perguntas (levem em conta que a grande maioria tinha de seis anos para cima).
No fim da tarde, enquanto as crianças nadavam na piscina, supervisionados por Beth, Ian, Ruth, Judy, Sarah, Frannie, os maridos e a esposa de Joe, os catorze mais Will e Emma sentaram-se na sala.
_ Olha, eu preciso falar: fazia quase vinte e um anos que eu não te via tão feliz assim Quinn. – garantiu o ex-professor sorrindo – E te ver novamente assim me deixa muito, mas muito feliz mesmo.
_ Não só o senhor, mas eu também! – garantiu Puck, beijando o rosto da esposa – Vocês nem sabem quanto.
_ Bom, com todos que eu amo estando bem, vou me preocupar para que? – perguntou a loira, sorrindo – Minha filha está de volta, está viva, vai inclusive se casar em alguns meses. Belle e Peter estão afinal livres do fantasma da irmã mais velha abandonada e tudo o mais que aconteceu. E eu tenho dois bebês lindos e perfeitos, além de um marido incrível e amigos ótimos. Eu lá tenho motivos para estar triste?
_ Cinco filhos. – comentou Sugar – Tá vendo Rory, eu falo para termos mais. Mas você fica enrolando.
_ Querida, não na frente dos nossos amigos. – reclamou o homem, fazendo todos rirem.
_ Então vamos fazer pressão geral! – disse Tina – Bora trabalhar né Mike?
_ O mesmo para você Sammy. – concordou Mercedes – Louise quer um irmão.
_ Tá fácil assim então né? – reclamaram os rapazes e todos riram.
Horas mais tarde, quando todos já haviam ido embora, incluindo Finn e Rachel que foram para Lima passar alguns dias com os pais, Quinn e Puck foram colocar as crianças na cama.
Apagaram a sala, onde Beth e Ian já haviam dormido, já que passariam a noite ali. Subiram e passaram pelo quarto de Peter, que havia dormido com a TV ligada. Cobriram-no e desligaram tudo, beijando-o no rosto e saindo.
Entraram no quarto de Belle, todo apagado e viram que ela dormia de fone. Tiraram o fone, desligaram o aparelho, ajeitaram as cobertas, lhe deram um beijo e saíram. Foram ao quarto dos gêmeos, que dormiam em sono alto (e assim esperavam que fosse pelas próximas horas) e conferiram se estava tudo em ordem, antes de ir para seu próprio quarto.
Deitaram lado a lado, de conchinha, com sorrisos no rosto. Porque afinal, como havia dito Quinn, se todos que amamos estão bem, vamos nos preocupar com o que? Quem sabe apenas com a hora da próxima mamada.
Notas finais
Beijinhos ;@
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