Notas iniciais
Olá leitores. Como vocês tem passado? Espero que bem. Eu tive uma crise de criatividade, não vinha nada em minha mente que pudesse dar emoção para a Fic. Mas como hoje eu tive um pouco de inspiração, aqui vai um capitulo quentinho para vocês. Espero que goste. Sugestão de música: https://www.youtube.com/watch?v=OZiDlT94vp4


Draco continuava sentado conversando por horas com Maureen e vai e volta, Blás se metia na conversa demonstrando muita curiosidade no assunto que ambos falavam um para o outro. Apesar de parecer distraído, Draco estava com aquela pontada aguda no peito esquerdo por não ter ido com Hermione para a enfermaria, poderia ajuda-la de alguma forma, mas não sabia como. Não sabia se a presença do mesmo a agradaria naquele momento, ainda mais com os dois cães de guarda a espreita para zelar sua segurança. Harry e Rony não foram vistos depois do desmaio repentino de Hermione, todos se perguntavam o que havia acontecido com a morena para ter aquele súbito desfalecimento em meio ao café da manhã. Harry aquela tarde, por volta das 15:58 pegou na mão da amiga e a afagou calmamente sobre seu peito, apertando repetida vezes para ver se ela dava sinal de melhoras. Rony havia ido para sua aula de DCAT com Snape, e já que estava "sujo" com o professor ele preferiu não faltar, mas prometeu que voltaria o mais rápido que pudesse. Gina no entanto teve a mesma sorte, já que mais uma vez aquele dia brigara com Dino e Harry pediu-lhe para se dar um tempo e voltar mais tarde para ver a amiga. Ela aceitou relutante, porém sabia que precisava ficar um pouco só. Fez a mesma promessa do irmão de ver a amiga o mais rápido possível, assim saindo da enfermaria pesarosa.

– Eu estou contigo, Herms.- Harry disse agarrando ainda mais a mão da mesma que estava gélida e pálida, assim como o resto de seu corpo. Apesar da aparência mortificada, Hermione continha um semblante sereno, qualquer um que a visse dessa forma diria que a mesma estava em um pleno sono, não adoentada e forçada a continuar de olhos fechados para sua melhora. Harry acariciava o pulso de Hermione delicadamente quando notou algo deveras estranho em seu pulso continha uma marca de cinco dedos pequeninos roxeados. O moreno ergueu o cenho curioso e acariciou o local, sentiu seu coração acelerar quando sua mão que acariciava o local foi tocada por outra mão, a mão apertou a mão de Harry até ele retira-la do local com relutância. Olhou para a dona da mão e suspirou pausadamente e com o coração palpitando a pegou pelos ombros a abraçando com toda a força que podia. Hermione tentava corresponder o abraço sufocante de Harry, porém estava difícil devido a força que o mesmo usava. Com alguns tapinhas nas costas dele, ela conseguiu se soltar como pôde e olhou para Harry ainda tonta, porém perturbada.

– O que... O que houve, Harry? -Ela agora já havia se soltado totalmente de Harry e acariciava seu pulso calmamente, a marca ardia feito o inferno em seu pulso e aquilo estava a deixando irritada. — Você vê isso? Está queimando, Harry! — Ela falou como se estivesse sendo torturada, Harry se levantou rapidamente e foi até fora da enfermaria, procurando a Madame Pomfrey para ajudar a amiga. Com os gritos desesperados de Harry, logo um batalhão de alunos foram visitar a ala para ver o que estava acontecendo, Dumbledore, Minerva e Promfrey apareceram as pressas e fechando a porta da ala, deixaram Harry e os demais alunos fora da sala, curiosos com o que estava acontecendo lá dentro.

Um pouco mais tarde, o relógio badalava as 18:00 em ponto. Raios e trovões agitavam o céu seguido por uma chuva muito pesada, Draco estava em seu quarto conversando com Blás e já arrumava sua roupa para mais tarde, já que havia planejado com Blás e Maureen que visitaria Hermione quando todos estivessem em seus dormitórios.

– Você acha que ela vai conseguir sair da sala comunal? — Disse o loiro andando de um lado para o outro, esfregando as mãos umas nas outras para se aquecer o máximo que podia. Enquanto isso Blás remexia em suas cobertas e se encolhia ainda mais embaixo delas.

– Você acha que alguém veria ela? Você já viu o tamanho da Maureen, Draco? — Ele disse botando uma de suas mãos para fora das cobertas e apontava para a mesinha pequena que tinha do lado de sua cama. — Ela é desse tamanho. — Ele disse com tom de desdém e divertimento, Draco apenas lhe mandou o dedo do meio e riu em seguida.

– Ela te mataria se ouvisse isso. — Disse ainda rindo da frase de Blásio e se sentando finalmente na cama, levou as mãos a nuca e a coçou apressadamente.

– O que foi agora, cara? — O moreno saiu do seu canto de conforto e se sentou de frente para Draco, que respirou fundo e balançou a cabeça preocupado.

– O que será que aconteceu com ela? -Disse olhando o amigo dessa vez sentindo seu coração pesar.

– Não se preocupa, deve ter sido essas coisas de meninas que desmaiam por tudo. A Maureen sempre faz algo desse tipo quando não consegue algo. — Draco olhou para o amigo de uma forma questionadora e ergueu o cenho. — Não que eu esteja falando que a Hermione não tenha conseguido algo.. — o loiro permaneceu com o mesmo semblante duro. — Droga Draco, você entendeu!- Exclamou se jogando para trás e deitando-se novamente. Draco respirou fundo prendendo o riso e se levantando, arrumando sua calça preta e colocando sua capa por cima da camiseta fina que vestia.

– Vai, levanta preguiçoso.- Disse o loiro indo em direção do banheiro e aproveitando para dar um tapa na testa de Blás, que resmungou alto para o amigo. Draco foi até a pia e pegou sua colonia, esfregou o liquido nas mãos e depois passou no pescoço. Inspirou o cheiro e sorriu consigo, lembrando da vez que Hermione lhe disse pela primeira vez que seu cheiro era ótimo. Arrumou-se mais uma vez de frente para o espelho e saiu, dando de cara com um Blás já arrumado e com varinha em mãos. — Mou disse que nos esperaria em frente ao banheiro feminino. — Blás apenas concordou com a cabeça e respirou fundo.

O Malfoy saiu de seu quarto com certa pressa e sem fazer barulho algum, desceu devagar os degraus e checou se na sala havia alguém: Nada de alunos na sala. Saiu rapidamente do salão comunal, tomando todo cuidado para não dar de cara com o Filch. Pegou uma passagem secreta e logo saindo no corredor do banheiro feminino. Era 22:00 em ponto e a ruiva não estava no local, um silêncio estranho estava instalado no local e aquilo não era bom.

– Ela disse que estaria aqui... — o loiro estava visivelmente nervoso, suas mãos estavam suando frio e constantemente olhava para os lados.

– Ela vai chegar. Calma cara! — Pediu Blás, afagando o ombro do amigo com uma das mãos e a outra segurando a varinha que conjurava o feitiço Lumus. — E com isso Draco permaneceu quieto por breves 3 minutos, sua inquietude apareceu depois que ouviu passos rápidos ir em sua direção e ele olhar fixamente para o ponto luminoso que se aproximava. Gina apareceu chorando e completamente desnorteada, ao ver o Malfoy ela parou abruptamente na frente dele e sua varinha caiu de suas mãos, ela ergueu as mãos e Draco a olhou confuso, olhou para Blás e o mesmo colocou a luz da varinha em para ver a cena. A ruiva tinha sangue em suas mãos, as mãos trêmulas alcançaram a gola do Malfoy e o puxou para perto, porém numa distância razoável.

– É da Maureen... A cama dela estava coberta de sangue. Draco, ache-a. — Um desespero súbito apareceu no olhar de Draco, ele pegou nos pulsos da Weasley e apertou. — Eu a vi pela janela, ela estava indo para a floresta proibida. — Draco engoliu em seco aquela frase e olhou para Blásio que estava tendo a mesma reação. — Vai, Draco. Vai! — Exclamou ela empurrando os dois para se afastarem. Foi o que eles fizeram, correram o mais rápido que puderam para fora do castelo ouvindo ainda sim Gina discutir com Filch e pegar uma detenção. Draco não deu muita atenção para aquilo e continuou seu caminho para a floresta proibida, já sentindo os pingos fortes da chuva cair sobre seu corpo e os trovões tornar tudo aquilo mais assustador, ele empunhou a varinha e conjurou Lumos Máxima, um clarão se acendeu no meio do nada e eles perceberam que chegaram na temida floresta proibida após passarem pelo casebre de Hagrid. Ao correrem mais um pouco e procurar por pista de Maureen, os dois pararam quando Blás apontou para um canto e viu um liquido viscoso e rubro em uma árvore, parecia bastante fresco.

– Ela tem que estar perto... — Disse o moreno ao tocar no sangue e esfregar nos dedos. Andaram mais um pouco e viram a garota perto do lago, vestia um babydoll branco de seda, porém boa parte estava coberta de sangue lavado pela chuva pesada que caia insistentemente. Draco se aproximou lentamente da garota a tocando o ombro com delicadeza.

– Mou...- Disse antes de a virar para si e se assustar com a aparência da garota. Ela tinha pequenos cortes no rosto e um profundo corte na barriga, a garota continha um sorriso sádico no rosto e um olhar perdido. — Vamos Mou, precisamos tira-la daqui antes que todos morram aqui mesmo. — Disse a puxando mais para perto e recebem duas mãos pesadas em seu rosto, Maureen havia espalmado as mãos no rosto de Draco e mantendo o olhar fixo nos olhos do rapaz amedrontado.

– Você vai morrer... — Ela sussurrou calmamente ainda com o sorriso no rosto, Draco sentiu seus pêlos se arrepiarem de uma forma inacreditável. — A profecia se aproxima, o destino é um só para ambos. Todos irão sangrar! — Ela continuou em um tom suave, mas dessa vez afrouxou o aperto no rosto do rapaz e antes que perdesse a consciência, Blás a pegou pela cintura e a pegou no colo. Draco ficou paralisado com tudo que havia escutado, não imaginava que isso fosse acontecer logo com a pequena Mou.

– Vamos Draco, precisamos leva-la a enfermaria rápido! — Disse um Blás exasperado e já correndo para fora da floresta, sendo seguido por um Malfoy perdido em seus próprios pensamentos e apavorado com o que pudesse acontecer daqui para frente.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim. Até o próximo!