Do you love me?

1 Capítulo 1 - Sonhos


Notas iniciais
Então, essa é minha segunda fanfic, e eu estava louca para escrever depois que tive inspiração xD Boa leitura

Bem... Como posso começar? Ah sim! Meu nome é Ekaterine Sutter, tenho olhos verdes escuros, meu cabelo é castanho escuro, curto e liso, tenho a pele clara e 1,62 de altura. Eu tenho 20 anos, moro sozinha e não trabalho ainda. Você se pergunta como eu consigo? Simples, meus pais pagam as coisas para mim, apesar de eu já ser emancipada, ainda não achei um trabalho, nem estou muito afim disso. Eu não gosto muito de sair, também não tenho muitos amigos, mas de vez em quando saio para tentar esquecer um pouco algumas coisas...

No mundo onde vivo há seres diferentes que as pessoas chamam de “monstros”, eles têm força e velocidade mil vezes maior do que qualquer humano, uns dizem que eles também têm poderes especiais, coisas como voar, fazer objetos se moverem, mudarem a aparência (algo que os ajuda a se disfarçarem e poderem andar entre os humanos) e mais outras coisas...

Pessoas que eu julgo terem algo envolvido com esses “monstros” aparecem de vez em quando para fazer uma escolta e procurar por mais deles, acho que para leva-los para uma prisão ou coisa do tipo... Só sei que eles os deixam em um lugar longe de nós para nos proteger, ou pelo menos são essas informações que dizem.

E... Eu conheci um deles há cinco anos atrás... Foi algo que marcou a minha vida, não sei se em um modo positivo ou negativo. Mas sempre que vou dormir as memórias me assombram novamente... Fazendo eu me lembrar dele...

Eu já tentei muitas vezes tentar pensar em outras coisas ou ficar sem dormir, mas nunca adiantou... Ele sempre voltava para mim.

E exatamente agora estou indo dormir, acho que não pode mais ser chamado de dormir e sim “lembrar o passado”, mesmo contra a minha vontade.

Bocejei, fui para minha cama e fechei os olhos.

–--------Sonho–---------

Acabei de sair da escola, e estou indo para meu “lugar especial”, que é o banco de um parque perto de casa aonde vou para ler um livro ou ficar olhando enquanto as crianças brincam...

“Ah, que saudade de quando eu era menor, sem responsabilidades, sem estudos... Apenas brincar até ficar cansada”. Rapidamente fiz meu caminho para lá, mas parei no caminho quando notei que já havia alguém sentado lá. As pessoas que passam por ali sabem que eu gosto de ficar lendo, por isso não sentam também, já que eu fico um pouco irritada quando tiram minha atenção do livro para conversar, apenas passam para dizer “Oi” ou “Tudo bem?”. Então deve ser alguém novo por aqui... Comecei a andar novamente e me sentei ao lado da pessoa que estava ali. Vendo melhor, eu notei que era um menino jovem, provavelmente com a idade próxima à minha. Ele parecia estar distraído enquanto olhava para um ponto qualquer no chão. Eu pigarreei e chamei sua atenção. Ele ficou um pouco surpreso e me olhou, então eu pude ver melhor seu rosto, ele tinha olhos azuis que nem o céu, seu cabelo era castanho claro um pouco comprido até a altura do ombro, liso e com alguns cachos nas pontas. Algo nele me pareceu estranho à primeira vista. Deixei esse sentimento de lado e resolvi conversar um pouco com ele.

– Oi!

– ...oi – ele disse bem baixinho e olhou para baixo. É impressão minha ou ele está corado? Que fofo!

– Tudo bem? – eu falei um pouco preocupada, não sei se é impressão minha ou mesmo estando corado ele parece um pouco incomodado com alguma coisa... Será que é a minha presença?

– S-sim... é que... pode ser estranho mas... eu não estou muito acostumado a conversar com as pessoas... quer dizer... eu... – e então virou o rosto para o outro lado ainda corado, mas parece que ele não quer terminar o que estava falando.

– Eh... você não tem amigos? – eu perguntei curiosa.

– É, mais ou menos isso – ele falou, ainda virado para o outro lado. Eu estava em dúvida sobre o que falar, mas ainda assim arrisquei.

– Então... quer ser meu amigo? – eu falei com um tom alegre. Notei que de repente ele “congelou”, talvez estivesse pensando... Então virou devagar e olhou para mim com um certo brilho nos olhos. Agora sim ele estava realmente fofo e eu tive uma sensação estranha... eu queria... abraçá-lo? Tirei esse pensamento da cabeça e prestei atenção na resposta dele.

– ...Sério? – ele disse um pouco confuso.

– Claro! Você parece tão triste e solitário... eu não gosto de ver as pessoas assim – eu disse sorrindo. “É mesmo... eu não gosto quando as pessoas que eu conheço ficam tristes, não quero que elas fiquem do jeito que eu era... por isso eu faço o possível para fazê-los sorrir” – Bem... não tem problema em sermos amigos, né? –

– Não, claro que não! – ele disse e então deu um pequeno sorriso. “É a primeira vez que vejo ele sorrir...” Sorri de volta para ele.

Eu ia continuar conversando com ele, quando meu celular começou a tocar do nada minha música preferida... Ah é, uma chamada! Levantei do banco e me afastei um pouco. Olhei para a tela do meu celular e vi o número da minha mãe na tela. Estranho... Ela quase nunca liga para mim a menos que seja uma emergência. Senti meu coração bater mais rápido pensando no que poderia ter acontecido.

Rapidamente aceitei a chamada sendo recebida pelo grito da minha mãe perguntando onde estou. Eu fiquei confusa e disse que estava no lugar de sempre.

– Você se esqueceu, não é? – ela disse, suspirando. – Que dia é hoje? – a pergunta me surpreendeu, mas não tanto quanto ela desligar após falar isso. Eu fiquei de boca aberta olhando para a mensagem na tela dizendo “Chamada encerrada”.

– O que... acabou de... acontecer? – Eu disse, ainda muito confusa, enquanto minha mente tentava processar tudo.

– Você está bem? – ele perguntou, provavelmente notando minha mudança repentina de humor.

– Hm... acho que sim.

“Que dia é hoje?” Me lembrei do que ela disse e comecei a procurar pela data no meu celular. “10 de novembro”. De repente meus olhos arregalaram, “Droga, como eu pude esquecer que hoje é...” e então voltei no banco para arrumar as minhas coisas bem rápido.

– Eu já tenho que ir – disse enquanto olhava para ele.

– Ok – Ele estava parecendo tão triste e eu não queria deixa-lo aqui após recém conhece-lo, mas como é algo importante...

Só que meu corpo acabou se movendo por si próprio e quando dei de conta eu estava bem perto dele e... O beijei na bochecha?! Após notar o que acabei de fazer, corei, com certeza meu rosto todo estava bem vermelho. “Por que diabos eu fiz isso?”

Virei para ir embora, mas antes disso, olhei para ele e perguntei – Vamos nos ver de novo?

– Claro! – ele disse. E então eu comecei a correr até minha casa com um sorriso bobo no rosto. E então lembrei uma coisa... “Eu me esqueci de perguntar o nome dele... Droga, eu sou muito idiota!” e quando notei já estava na frente da minha casa...

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado, digam o que acharam ^^ Até~