Notas iniciais
Essa me está sendo uma história engraçada, pois eu literalmente estou pensando nela na hora que estou escrevendo. Acho que estou conseguindo alcançar um bom enredo(assim espero). Espero que gostem ^^

Dizer que Vi estava muito estressada era suavizar o problema. Se recuperar foi a melhor coisa para aliviar seu estresse, pois assim ela poderia socar coisas sem ter um gesso atrapalhando. Caitlyn já estava ponderando se fora certo afastar a policial de seu serviço, pois ao invés de ajudá-la a se acalmar, havia invertido as coisas. Mas ela estava decidida sobre isso, e a decisão estava frustrando ainda mais Vi, que não podia fazer muitas investigações sozinha. Dias havia se passado desde que Jinx invadira seu apartamento. Desde então ela não havia visto vestígios da maluca em lugar algum. E desde então, ela constantemente brigava com Caitlyn.

— Estou fazendo isso para o seu bem!

— Você não sabe porra nenhuma sobre meu bem, só está querendo evitar que ela destrua outra porra de prédio valioso demais para você!

Essa era a discussão mais intensa até agora. Até mesmo Caitlyn, sempre tão calma e controlada, estava perdendo a paciência. A coisa estava começando a ficar feia até que Jayce, dessa vez literalmente herói da situação, conseguiu afastar ambas e Vi saiu chutando coisas e fechando a porta da delegacia com força. Caitlyn desabou em sua cadeira derrotada, Vi não só era uma de suas melhores policiais, mas também uma das pessoas que Caitlyn mais gostava em sua vida. E brigar com ela era como abalar seu mundo. Jayce a olhou, com um olhar piedoso, e suspirou.

— Tem certeza que afastá-la do caso é o melhor a se fazer?

— Eu não tenho outra opção, Jayce. Ela está obcecada. E vai acabar se matando com tamanha imprudência.

Silêncio. Jayce deu de ombros depois de alguns segundos e se virou, pronto para sair, mas antes, começou a aconselhar.

— Minha opinião? Há algo com essa maníaca que ela não tá querendo contar, ou mesmo nem sabe, mas desconfia. Algum passado. E você precisa investigar isso, xerife. Antes que ela se mate.

Caitlyn ponderou a opinião. Jayce estava certo. E a xerife já sabia daquilo há tempos. Havia alguém com Vi antes de Caitlyn dar-lhe a oportunidade de trabalhar por Piltover. Ela não sabia bem dos detalhes, nunca ficou sabendo quem era, o que era de Vi e o que houve para ocorrer a separação. Tudo o que Caitlyn sabia eram relatos de uma memória bagunçada de Vi que contou tudo antes de perder tudo aquilo que lhe restava de memória do passado. Ela mesma inconscientemente fechou o passado em um lado obscuro de sua mente que nem ela conseguia acessar, os médicos diziam que era um processo normal para quem havia passado por um trauma. Mas de uma coisa Caitlyn sabia: Quando ela encontrou Vi, ela usava roupas de moda Zaunita, exatamente como ela sabia que a maníaca que perseguiam usava. Mas Vi era natural de Piltover, como Caitlyn havia investigado, então havia um motivo pelo qual ela fora para Zaun. E outro para ela ter voltado para Piltover. E não parecia coincidência a maníaca de Zaun aparecer logo que Vi começara a atuar como policial. Caitlyn suspirou e massageou as têmporas. Muita informação para investigar e digerir. Se Vi tinha mesmo alguma conexão com aquela maníaca, talvez Vi seria a única forma de capturá-la. Mas... Caitlyn não sabia o que Jinx pretendia com Vi. Talvez vingança? Diversão? Ou levá-la embora? De qualquer forma, era tudo muito arriscado para a segurança da policial, e Caitlyn não conseguia arriscar tudo. Mas também era algo que ela deveria considerar. Pois a xerife conhecia Vi. E sabia que, se ela não arriscasse, Vi se arriscaria sozinha, pondo a si mesma em perigo, acabando com as chances de capturar a maníaca, e pior, talvez sumindo com ela de volta para Zaun. A xerife se levantou em um salto. Precisava encontrar Vi!

Vi podia não se lembrar bem, mas sabia que havia crescido na pior parte de Piltover. Uma região pobre, onde pequenos bandidos ainda eram bem numerosos. Caitlyn colocava outras coisas a frente da importância de revisar aquele lugar, mas junto de Vi, já haviam feito grandes avanços por ali. Por algum motivo, ela pensava que era exatamente ali onde encontraria a maníaca. Estava tudo silencioso, afinal, Vi era uma policial, uma que mais da metade das pessoas ali temia, mesmo com ela aparentemente sozinha, nenhum deles se arriscaria a sair de seus esconderijos. Frustrada, Vi olhava em volta, e, em voz alta, se pronunciou:

— Saia daí logo, sua maníaca. Eu sei que você tá escondida me observando.

Silêncio. Ela chutou o ar e bufou em frustração. Havia até mesmo se equipado com suas manoplas para quaisquer incidentes. Passaram-se alguns minutos no silêncio, e, quando já estava pronta para ir, ouviu novamente aquela voz de gelar a espinha em seu ouvido.

— Sentindo minha falta tão cedo? Eu sabia que não resistiria, mãozuda.

A reação instintiva de Vi fora se virar para trás já socando seu alvo. O impacto que dilacerava o ar a frente do soco acertou o vazio, e ela logo se assustou, ainda mais quando ouvira agora uma risada atrás de si. Ela se virou rapidamente na direção da risada, sem socos dessa vez, e encontrou ali Jinx com um sorriso novamente maníaco, as mãos encolhidas atrás do corpo. Ela novamente estava desarmada, como da outra vez.

— Você sabe que sozinha comigo não tem porque usar seus brinquedinhos. Eu não quero estragá-los de novo, sabe.

O sangue de Vi rapidamente ferveu, e ela partiu para desferir outro soco em direção de Jinx.

— Eu vou pegar você!

Jinx logo riu, e com muita facilidade conseguiu desviar do soco. Era como se soubesse exatamente o que Vi faria em seguida. Aproveitando-se enquanto desviava, ela pulava para perto de Vi, e acariciava-lhe os ombros, o nariz tocando-lhe o pescoço.

— Ainda não mãozuda, está muito cedo! Você nem me pegou um jantar antes.

O tom malicioso e brincalhão junto dos toques fez Vi estremecer de algo que ela preferiu nomear nojo. Ela nunca diria que apreciava aquilo. Então se afastou bruscamente da maníaca, que deu um pulinho para o lado e voltou a rir. Vi não entendia. Se realmente conhecia ela... Como? Ela parecia doente. Vi não conseguia ver-se suportando a presença dela por mais do que alguns minutos. Rapidamente Jinx olhou para cima, parecendo perceber alguma coisa, e de repente tudo mudou, ela não mais ria ou sorria. Pela primeira vez, Jinx estava séria.

— Escuta mãozuda, a chapeleira estará aqui logo te procurando. Você vai se meter em problemas se for vista aqui, e aqui acabará nossa brincadeira. Vá antes que ela chegue.

Vi se surpreendeu com aquilo. Como ela sabia que Caitlyn estaria ali? Antes que pudesse sanar aquela dúvida, logo Jinx estava sorrindo novamente, um sorriso animado, de alguém que planejaria a maior diversão de sua vida.

— Ainda não é o momento para isso. Mas olha! Se você conseguir conversar com a chapeleira, poderemos brincar mais! Ai eu estarei te esperando naquele prédio abandonado que vai ser demolido mês que vem. Você tem até o prazo de demolição para convencer a chapeleira~

Vi estava confusa com toda aquela informação, mas novamente, antes que pudesse perguntar qualquer coisa, de repente Jinx estava ao seu lado. E ela sentiu um choque próximo ao seu pescoço. Ela não tinha notado que Jinx estava com uma arma. Antes de perder a consciência, ela sentiu um toque em sua bochecha, parecia um beijo, e conseguira ouvir uma voz zumbida e baixinha.

— Eu vou estar te esperando lá, Vi.

Vi acordou em total alerta, saltando do lugar onde estava... Até perceber que estava em sua casa. Ela olhou confusa em volta, e seu olhar parou em Jayce, que estava sentado em uma cadeira logo a sua frente. Ele franziu a testa ao vê-la acordar, não estava nada amigável.

— Eu te encontrei desmaiada perto do subúrbio de Piltover. Algo me disse que você estaria lá, então fui antes que Caitlyn te encontrasse. Onde você estava com a cabeça?

Vi suspirou.

— Não comece com isso você também. Eu estive muito perto de capturá-la.

Jayce suspirou. Sabia que argumentar com Vi era o mesmo que brigar com uma porta. Ele logo desviou o olhar, para a janela, já estava tarde da noite, Vi não tinha ideia de ter dormido tanto.

— De qualquer forma, eu não falarei para a xerife sobre o ocorrido. Dessa vez. Você precisa se acertar com Caitlyn. E aceitar as condições dela, ela te aceitando de volta no caso ou não. Pois se você se arriscar sozinha novamente, serei eu quem a impedirá desta vez.

Ele estava sério sobre aquilo, e Vi logo engoliu a seco. Antes que ela pudesse argumentar, ele já havia ido embora. Antes Jinx, e agora Jayce. Vi não tinha escolhas. Tinha que confrontar Caitlyn e implorar a ela para entrar no caso.

Notas finais
Não se preocupem, eu prometo que não vou manter o mistério por muito tempo! E talvez até tenha umas interações mais legais no próximo capítulo ;) Até lá!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.