Do virtual para o real.
1 Capítulo 1
Capitulo 1
Amanhecer chuvoso, já é hora de partir.
O dia amanheceu chovendo hoje... eu gosto da chuva não que desgoste dos dias ensolarados mas se for para decidir entre um dia chuvoso e um dia ensolarado eu iria preferir um dia chuvoso. Acho melhor eu levantar ainda não arrumei minhas malas... não acredito que consegui uma vaga para estudar na Tokye mesmo que seja para a turma C foi uma grande surpresa para eu e para minha família, mesmo eles tendo me apoiado na hora que eu decidi que iria estudar e passar no teste, sei que nenhum deles achavam que eu ia passar o que reforça esse meu pensamento e o fato de minha mãe já ter ido no dia seguinte ao teste até a escola secundaria da minha região para ver até quando eu poderia me matricular, porém não a culpo pois até eu acreditava que estaria escrito na carta que me enviaram que estão felizes por eu ter feito a prova porem infelizmente não passei, mas quando abri tive uma surpresa eu passei e como um dos top 10.
Nunca me destaquei na minha antiga escola por notas e nem por nada, nunca gostei de esportes, sou aquele tipo de aluno que senta no fundo da sala e não conversa com ninguém, tira notas medias, sempre almoça sozinho no telhado e quando termina de comer fica olhando a escola por cima até dar o horário de voltar pra sua sala sentar no seu lugar e esperar a saída, então ir pra casa sozinho e ao chegar em casa correr direto pro seu quarto ligar o computador e entrar no meu próprio mundo. E agora estou aqui arrumando as malas para a Tokye com uma das 10 melhores notas do teste.
Pronto, malas arrumadas, ainda tenho 3 horas até ter que ia pegar o trem acho que vou dar uma olhada se meus amigos estão online para poder fazer uma pequena dungeon comigo.
~Chatz iniciando~
— Olá alguém online?
— Oi Lieroy
— Oi Liz, só você on agora?
— Acho que sim... é hoje que você vai se mudar?
— Sim, mas tenho ainda 2 horas até ter que pegar o trem então pensei em fazer uma dungeon para me despedir.
— Mas você ainda vai conversar com a gente pelo chat, certo?
— Sim claro. Mas creio que não vou poder jogar mais então queria jogar uma última vez.
— Sei como é isso já que também estou indo para uma escola interna.
— Tinha esquecido que você também vai se mudar.
— Bom, chega disso e vamos jogar logo o tempo está passando e é melhor terminarmos essa dungeon ante que você tenha que sair.
— Certo!
Como o tempo voa quando se está jogando, já estou quase chegando na estação acho melhor eu acelerar meu passo não quero perder o trem. Agora que estou passando pelos bairros da minha cidade penso como vou sentir saudades dela, ela não é grande mas seu ar de interior tem seu charme, foi aqui que eu passei meus 14 anos de vida mesmo não tendo feito muito mais do que 3 amigos tenho ótimas embraças daqui, de brincar no parquinho perto da minha casa até ficar anoite, de ver os fogos mesmo que poucos no templo no festival, da escola não vou ter tanta ela me traz mais lembranças ruins do que boas mas vou sentir falta de almoçar no seu telhado e sentir a brisa batendo no meu rosto enquanto eu fico observando as pessoas lá de cima, e também não posso esquecer que foi lá onde eu conheci a Liz mesmo ela tendo que sair da cidade pouco tempo depois ela é uma dos meus 3 amigos que fiz aqui.
Cheguei na estação bem no horário, entro no trem e sento no assento da janela, gosto de olhar a paisagem no caminho mas quem não gosta?
Agora que o trem começou a andar começo a pensar naquilo que a liz me disse
— Lieroy você não acha que agora que está se mudando se esforçar para fazer novos amigos? Eu sei que você não e muito de falar, gosta de ficar preso nos seus pensamentos mas acho que seria bom você se soltar um pouco como você se solta quando está jogando, mostrar para o mundo quem é você.
— Não sei... você sabe como e difícil pra mim...
— Não acha que está na hora de voltar a confiar nas pessoas? Eu sei como foi difícil para você naquela época e eu me sinto culpada por não ter ficado do seu lado
— A culpa não foi sua, seus pais tiveram que se mudar por causa de emprego mas mesmo longe nos nunca paramos de conversar
— Sim... mas eu queria está ao seu lado quando aquilo aconteceu.
— Bom não se preocupe! já que você está dizendo eu prometo vou me esforçar para encontrar amigos.
— Isso é bom! Mas não se esqueça de falar com o pessoal no chat, principalmente comigo.
— Nunca irei esquecer!
— E saiba qualquer coisa, qualquer coisa mesmo nunca se esqueça que você tem vários amigos mesmo que seja no mundo virtual que se importam com você e que vão estar sempre do seu lado mesmo que distantes ao mesmo tempo.
— Eu sou muito grato por ter vocês comigo.
— Nossa olha o horário! Como o tempo voa.
— Tenho que ir! Quando chegar no dormitório mando uma mensagem e se conseguir anoite entro em chamada.
— Até
— Tchau
Eu me esforçar para fazer amigos...será que eu consigo. Bom já que prometi para a Liz tenho que tentar ela sempre me ajudou e talvez ela esteja certa, talvez eu devo tentar ser eu mesmo e parar de me esconder e fugir daquele incidente a alguns anos atrás vai ser difícil mas tenho que encarar era isso que a Liz queria me dizer, talvez essa nova escola seja o restart que minha vida estava precisando.
Agora que parei para pensar não sei muito sobre a escola que estou indo apenas que ela e uma das mais difíceis de se entrar e que fica isolada.
— Com licença tem alguém sentado aqui?
Um garoto veio falar comigo, ele parece ser mais velho que eu talvez um terceirista, mas porque ele veio falar comigo. O que eu devo fazer será que falo com ele? Prometi para a Liz que ia me soltar e falar mais com as pessoas mas aqui estou eu travado, sem conseguir falar uma única palavra e agora o que eu faço?
— Oi, você está me ouvindo? Eu perguntei se tem alguém sentado do seu lado.
Eu não posso ficar aqui parado enquanto ele tenta falar comigo tenho que fazer alguma coisa dizer algo, vai se solta, seja como você é no mundo virtual, imagina que você está na frente do seu computador falando com alguém pelo headset.
Respira
— Desculpa, estava perdido nos meus pensamentos que quase não percebi que você estava falando comigo.
Nossa eu consegui!
— Sem problemas, posso sentar aqui?
— Claro.
— Eu vi você com o uniforme da Tokye e decidi vir conversar, você é um novato certo?
— Sim, mas ainda não acredito que consegui passar.
— Normal – Da uma risada – Todos se sentem assim quando passam. Prazer eu me chamo Makoto Ishida sou do segundo ano da Tokye, Turma A.
Nossa um segundista veio falar comigo, que legal! Mas se ele é do segundo isso que dizer que ele é meu senpai.
— Prazer é meu senpai, eu me chamo Eiji Hirata.
— Posso fazer ti uma pergunta Hirata-kun?
— Sim.
— Qual foi sua colocação no teste?
— Fiquei em decimo, por quê?
— Nossa, temos alguém inteligente aqui! – diz em voz alta – Em qual turma você esta ?
— Na carta dizia que eu estou na turma B
—Entendo você não é da elite.
— Como assim?
— Com a sua classificação você poderia ser da turma A em qualquer outra escola mas na tokye a divisão de turma dos primeiristas e um pouco diferente, Apenas os alunos da elite que conseguem entrar na turma A independente da sua classificação, a turbe B também geralmente só tem alunos da elite mas acho que pela sua nota colocaram você nela, mas essa é a primeira vez que vejo alguém da turma B que está entre as 10 melhores notas do teste de entrada, meus parabéns!
— Obrigado, isso quer dizer que você é rico?
— Digamos que sim.
— Você pode de dizer como a escola é?
— Creio que já falei coisas demais sobre lá – começa a se levantar – na cerimônia de entrada vão explicar tudo sobre a escola.
— Tudo bem.
— Nos vemos pela escola Hirata-kun
— Sim, Ishida-senpai.
Ishida se levanta e volta para o vagão da frente.
Apenas alunos da elite entram para a turma A, nunca vi uma escola assim, e porque ele não quis me falar mais sobre a Tokye estou achando isso muito estranho. Mas vamos deixar isso de lado como ele disse vão me explicar tudo amanhã na cerimônia de entrada, o mais importante é que consegui falar com ele estou muito feliz a Liz estava certa é só eu me esforçar e ser eu mesmo que eu consigo falar com as pessoas vou logo mandar uma mensagem para ela agradecendo por ele ter me falado aquilo e me encorajado ela vai ficar muito alegre em saber que eu consegui falar com um senpai da Tokye no trem.
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