Do que a Vida e Capaz de Fazer?

1 A psicologia tenta fazer seu trabalho


Notas iniciais
BOA LEITURA!

[NARRADO POR ICHIGO]

- E então doutor! Ele só sabe pensar no trabalho! Não dorme mais em casa e não se interessa mais em passar um fim de semana sequer com a família!

- Senhora Kurosaki, primeiramente isso acontece devido à grande monotonia que deve ser o casamento de vocês, também devido à falta de sexo e o trabalho intenso de seu marido. Façam algo que reacenda o fogo da paixão que existe entre vocês, vão tirar férias, relembrar a juventude, fazer sexo, qualquer coisa!

Vocês devem estar se perguntando: que diabo de mulher é essa? Vocês devem conhecê-la muito bem. Isso mesmo, ela é minha estressada e mandona esposa Kuchiki Rukia, que agora é Kurosaki. Pode parecer estranho, mas cinco anos após aquela bendita batalha contra Aizen, ela largou a Soul Society e veio passar o resto de seus dias ao meu lado aqui no Mundo Real. Temos uma filha de sete anos, Kurosaki Yura, o orgulho da minha vida. Mas isso não vem ao caso. A verdade é que o nosso casamento está em crise por causa do impossível gênio petulante e banal de Rukia. Estamos num psicólogo! Com o qual ela mesma marcou uma consulta.

- E o senhor? Concorda? – pergunta ele ajeitando os óculos.

- Eu só acho que ela deveria ser menos estressada. E, além disso, eu não durmo em casa porque eu passo várias noites de plantão no hospital.– cruzei os braços.

- Estressada?! Eu?! Aff... – diz ela apontando para si mesma.

- Rukia! Eu trabalho para dar uma vida decente è você e à Yura! Mas será possível?!

- Você não existe para nos sustentar Ichigo! – diz ela levantando-se e batendo na mesa.

- E o que você quer que eu faça?! Pare de trabalhar para morrermos de fome?!

- Cansei! Eu desisto de vocês! Saiam do meu consultório!

Esse já era o 9º psicólogo a desistir de nós. Sim, nosso caso era sério mesmo. Obedecemos ao médico saindo dali.

- Até quando vamos continuar desse jeito hein? – perguntei.

Ela nada respondeu

- Ei, olha pra mim. – peguei no rosto dela, mas ela desviou-se de mim.

- Eu estou cansada.

- De quê? Não é você que tem que ficar em um hospital quase vinte e quatro horas do dia cuidando de pessoas adoentadas.

Ela não respondeu.

--X—

Enfim, chegamos em casa. Desde quando saímos do médico ela não me dirigiu uma palavra sequer, não era de se preocupar, afinal, sempre quando brigamos ela fica assim. Isso não é de hoje, ela sempre foi assim desde quando nos conhecemos: briga, cara fechada, briga, cara fechada. O tempo passou e ela não mudou nada. Desde quando nos casamos, nós nunca mais tivemos uma briga séria, pelo menos até o momento em que fui transferido para um hospital que fica na grande Tokyo, muito longe de Karakura. Antes nós nos mantínhamos somente com a clínica Kurosaki e depois fui chamado para trabalhar em Tokyo e sem dar ouvidos à Rukia, eu resolvi cuidar da clínica e ao mesmo tempo trabalhar no hospital, me afastando um pouco assim da minha família.

- Ei Rukia, por que não resolvemos isso de um jeito mais decente? Sem ir atrás de médicos ou algo do gênero? – perguntei.

- Porque já tentamos e nunca funcionou. – diz ela virando-se para mim.

Neste momento ouvimos uma pessoa gritando de longe. Aquela voz, com certeza, era música para os nossos ouvidos, fazendo nos esquecermos de qualquer problema existente em nossas vidas.

- Papai! Mamãe! – grita uma pequena garotinha de longos cabelos laranja e olhos castanhos vindo até nós.

A feição de Rukia logo muda ao ver a nossa pequena vindo até nós com um belo sorriso no rosto. Eu não sabia para onde olhar: se era para o sorriso da nossa filha ou para o raro sorriso de minha esposa. Elas têm praticamente o mesmo sorriso! Mas foi inevitável encarar por longos segundos o cativante rosto sorridente de Rukia. Eu me agacho e agarro Yura em um gostoso abraço.

- Papai! Eu estava morrendo de saudades.

Carreguei-a no colo e levantei-me.

- Eu também filhinha. — selei um beijo no rosto dela.

Involuntariamente, Rukia abre um sorriso meigo e passa a nos encarar.

- Rukia? — perguntei.

- Hã? O que foi? — diz voltando ao normal.

- Não vai abrir a porta?

- Ahm, me desculpe. — diz fechando a cara novamente.

Por simples razões lógicas, Yura não havia surgido perante aos nossos olhos sozinha. Ela estava na companhia de Tae Ling, uma imigrante chinesa de mais ou menos quarenta e dois anos, que havia se tornado nossa empregada desde quando Yura nasceu. Ela é uma pessoa gentil e muito prestativa.

- Rukia-sama, antes de ir buscar a Yura-chan na escola, eu deixei a mesa do almoço pronta, só falta servir o almoço.

- Tudo bem Tae-san. — responde.

Assim que entramos, Yura foi para seu quarto juntamente com a Tae-san. Rukia e eu ficamos sozinhos na sala de estar. Ela senta-se no sofá e passa a mão na cabeça.

- Rukia, hoje eu estarei de folga o dia inteiro. Se você quiser sair hoje à noite ou à tarde. – disse sentando-me ao lado dela.

- Sério? – ela passa a me encarar.

- Sério! Olha, — seguro a mão dela. – eu, você e a Yura podemos passear hoje em Tokyo. Podemos jantar e depois passear pelo shopping, que tal?

Enfim, consegui fazer o que eu mais queria naquele momento: formar um belo sorriso naquele delicado rosto. Ela apoia a cabeça na parte de trás do sofá e passa a olhar pra mim docemente.

- Está bem Ichigo. – acaricia o meu rosto. – Eu vou.

Neste momento, eu me aproximei mais dela e selei em seus lábios um beijo. Poxa vida! Quanto tempo faz que não nos beijamos? Quase uma semana, afinal, estávamos brigados e um momento romântico nessas horas é bem difícil surgir. Naquela hora eu me senti de novo como um estudante do ensino médio que beijava uma garota pela primeira vez.

- Vamos almoçar. – diz ela levantando-se do sofá depois de acariciar o meu rosto.

CONTINUA...

Notas finais
Créditos ao meu nii-chan Fyichi, mestre adolescente da psicologia, que me ajudou na parte do psicólogo!! Vlw Nii-chan!!
E também não posso me esquecer da Carol_Elric que me estimulou pra escrever muito mais!!