Do outro lado da linha

102 Atendimento #102: Fofoca


Notas iniciais
Quando as tretas acontecem na sua família que mora em porto alegre, seu parentes do pará já estão sabendo, pode acreditar... Aproveite e ria um pouco deste atendimento. PS: Atendimentos adicionados todos os dias as 14:00(ou no caso 14:05 sei lá..)

Atendimento #102: Fofoca

Você pode não acreditar, mas os atendentes geralmente possuem uma sincronia bem saudável. Salva algumas exceções, onde alguns mais abusados roubam os lugares dos que chegam mais cedo, as equipes sempre se respeitam. No caso do setor de Ezequiel muito da paz e harmonia era creditada a Igor, seu jeito de irmão mais velho sempre cativava a todos e por consequência um respeito muito grande existia.

— Vai, repete o que você falou seu lixo. — Ezequiel armou o soco e se levantou.

Kauã que estava debruçado sobre a divisória se ergueu sorridente, era como se sentisse vencedor de uma batalha, neste caso, conseguira irritar nosso heroi.

— Quer que eu repita? Ta bom. Eu acho que você têm de fazer um teste de DNA para ver se o filho é seu.

— Ora seu. — Nosso herói jogou o telefone para o lado e avançou em direção ao colega de setor.

Igor saiu de sua mesa correndo como um boi maluco para separar a briga que estouraria. Quando chegou nos dois ele os empurrou e deu-lhes um tapa na cara de cada um.

— Podem diminuir o amor aqui! — O malandro se interpôs no meio deles. — Não quero saber de brigas aqui, se pegarem vocês é justa causa para nós três.

— Manda esse bosta parar de ofender a honra da Amanda. — O atendente falava alto enquanto apontava o dedo na cara e Kauã.

Igor, ao entender a motivação da raiva do atendente virou-se para o subordinado. De braços cruzados ele o encarou como se fosse colocá-lo em uma fogueira de pneu e gasolina.

— Que é que tu falou da guria?

O rival de nosso herói sentiu uma dor aguda no meio das pernas, em um instante suas forças se esvaíram e ele caiu com os joelhos no chão. Sua voz saiu fina como a de alguém que participou da festa citada no atendimento #065. Atrás dele viu-se a imagem de Amanda com um salto de bico fino erguido.

— Respeito é bom e conserva os dentes dentro da boca, seu aspira. — A garota sentou-se em sua cadeira. — Tá pensando que eu sou tua mulher por acaso é?

Ao lado da mesa de Amanda, Fabiana atendia normalmente seu cliente. O caso era apenas terminar de acertar valores sobre a conta do mesmo, porém o interesse do cliente era outro.

— Já acertamos isso? — Ele já perguntara isso uma trocentas vezes à garota.

— Senhor eu já disse que não, por que está tão apressado?

— Não, não é nada...— Tentou disfarçar, porém mesmo pelo telefone era nítido que existia um motivo.

— Certo só um momento por gentileza. — Fabiana colocou no mudo.

A discussão começou novamente bem próxima a garota; não só ela, mas todos os demais colegas perceberam que Kauã fora o errado da situação. Igor arrastava naquele momento o rapaz sem força para a cadeira.

— Só mais um momento senhor por gentileza. — Fabiana apertou o mute rapidamente depois pressionou a tecla novamente para isolar a chamada.

— Ou, ou espera aí Fabiana. — O cliente a chamou como quem quer impedir um elevador de fechar as portas. — Eu sei que você tá aí, pode me fazer um favor?

— Só um momento senhor por gentileza. — A garota repetiu o movimento de pressionar de teclas. Curiosa com o que seu superior faria ela pôs-se de joelhos na cadeira para ver melhor a situação.

Igor foi até a cantina do andar e de lá retornou com uma garrafinha de agua gelada. Kauã bebeu como se fosse a maior dadiva do universo, claro que ele não se sentava corretamente na cadeira pois a dor é muito grande, mas a voz já deixava de ser fina.

— Fabiana, por favor pode tirar do mudo por gentileza?

— Eu estou aqui senhor, só aguarde.

— Tá eu espero o quanto precisar, mas se não for pedir muito não põe mais no mudo está bem?

— Como assim senhor, têm algum problema em ficar sozinho? — Fabiana não perdoava. — É alguma crise de solidão por acaso?

— Não filhinha eu só quero saber o desfecho da história.

— Que história? — A garota se ajeitou na cadeira curiosa com o cliente. — Do que está falando?

— Como é que acabou a briga ai na central? O filho era dele mesmo? Quem foi que apanhou?

Notas finais
Ta vendo? alguns cliente ligam só pra fofocar, eu mesmo já fiz muito disso #solidão... Vou sempre repetir isso: SOU MOVIDO A COMENTÁRIOS SIM! GOSTO DE SABER SE ESTÃO GOSTANDO OU NÃO U.U Se você riu com esse amontoado de palavras eu fico feliz, esse era meu objetivo bjs e até amanhã :D