Do outro lado da linha

87 Atendimento #087: Major


Notas iniciais
Para quem é homem ai... você foi ou quer ir para o exército? Para você mulher, gostaria de se alistar? Aproveite e ria um pouco deste atendimento. PS: Atendimentos adicionados todos os dias as 14:00(ou no caso 14:05 sei lá..)

Atendimento #087: Major

Todo homem brasileiro ao completar seus dezoito anos tem de se apresentar-se ao exercito para se alistar. Nessa hora duas coisas podem acontecer; ser chamado e ter de cumprir o período obrigatório, ou ser dispensado e se tornar o famosos “reservistas” Ai você se questiona, será que Ezequiel foi convocado para servir as forças armadas?

— Você é uma moça. — Amanda olhava para as fotografias que seu amando guardara. — Sentiu nojo com isso? — Ela apontava para a imagem de uma galinha crua sangrando. — Você nem viu nada ainda.

— Claro que não, só achei estranho você ter uma foto dessas na bolsa. — Guardou a imagem amarelada. — É como eu sempre digo você é muito estranha.

— É por isso que você continua comigo, se não fosse por mim você seria a mulher de algum negão parrudo. — Ela estufava o peito simulando um homem forte.

Uma chamada tocou no telefone do de Ezequiel.

— Ezequiel Bom dia com quem eu falo? — Anunciou ele da mesma forma padronizada de sempre.

— Oi você fala com o primeiro sargento Ulisses Sandro Barbosa, poderia me auxiliar com um produto?

O operador bateu continência em sinal de respeito a autoridade, logo em seguida coletou os dados do cliente e notou que o nome não era condizente com o que existia no sistema.

— Senhor eu verifiquei que o nome do titular não é o mesmo do senhor, poderia me confirmar por gentileza? — Mesmo tratando pelo telefone ele tinha certo medo do que dizer para um militar como ele. — São os procedimentos desculpe.

— Entendo, o que acontece meu querido é que esse aparelho é do meu primeiro tenente e ele não está aqui.

— Tudo bem, só que seria necessário que me confirmasse o nome completo dele.

O militar coçou a cabeça sobre a boina preta, ele logo viu que aquilo não seria fácil. A ordem que lhe fora dada era simplesmente mandar o produto e se dirigir aos exercícios diários.

— Eu não tenho como confirmar isso, ele não me deixou nenhum documento.

De acordo com as normas o atendente não pode iniciar um atendimento sem ter confirmado ao menos o nome completo do titular da nota, vai que o cara é um bandido que quer tirar a senha de um produto roubado? Nunca se sabe…

Essa era a hora do atendente mostrar sua força, se recuasse agora e permitisse que a regra fosse violada seria um fracote medroso. Mas ele não se sentia assim, não queria admitir tal medo.

— Então senhor, infelizmente eu não posso dar continuidade ao atendimento sem isso. São as normas e eu não posso me desvencilhar delas.

— Droga, bem que eu fui avisado. “Antes uma operação especial no morro do alemão do que ligar para uma central de suporte” — Citou o que o superior lhe dissera. — Olha colega eu não sei se você sabe mas eu posso correr atrás aqui e acabar por ferrar com você. Assim eu só quero que você me atenda, só isso.

— A menos que o senhor consiga me confirmar os dados ou que seu superior apareça eu não vou poder prosseguir. — Ezequiel encheu-se do ar frio da central e deu a cartada final. — Como vai ser senhor?

Para a sorte do primeiro sargento seu superior aparecera naquele instante. Rapidamente Ulisses o chamou e explicou toda a situação, o primeiro tenente ficara irritado por ter de ficar preso ali tratando de algo simples.

— Olá meu companheiro você fala com o primeiro tenente Moacir, poderia me explicar o que está acontecendo? De acordo com meu militar você se recusa a prestar o serviço apenas por eu não estar presente.

— Exato senhor, era necessário confirmar o nome completo do titular. — Novamente imitando uma continência ele respondeu. Amanda naquele momento reparou na pose e se aproximou curiosa. — Se o senhor puder confirmar o dado que o primeiro sargento sargento Ulisses Sandro Barbosa.

— Cabo USB? — Questionou Amanda encarando Ezequiel. Este não entendeu o que ela queria dizer, mas colocou a chamada no viva voz.

— Acho melhor eu não ser atendido por você. o constrangimento que meu militar passou deve ser reparado por meio judicial. — A fala firme mostrava a ira do superior. — Ulisses continue a fazer o que eu mandei. — O tenente entregou o aparelho telefonico para o subordinado.

Reconhecendo aqueles nomes e vozes Amanda se intrometeu.

— Olha só as coisas mudaram aí no quartel ein? — Sua voz soou alto e claro para o Tenente que parou no mesmo instante. — O cabo Ulisses Sandro Barbosa, nosso querido cabo USB, se tornou um sargento. E você você virou tenente Moacir?

— Essa voz… — O tenente retomou o aparelho telefônico. — Major Gabriele Bernades?

— Ex Major Amanda Gabriele Bernardes. — Acrescentou a garota cruzando os braços. — Pensei que tivesse dado mais disciplina a vocês soldados.

— A senhora deu, mas é que — A postura dos militares mudaram de instante para o outro. Eles agora eram os subordinados de alguém e portanto se portavam de maneira mais ordeira.

— É que o que? — A major engrossou a voz em julgamento. — O meu marido estava apenas cumprido ordens assim como vocês devem fazer. Acho que vou até o batalhão para conversar com o coronel a respeito da conduta dos dois.

— Desculpe senhora, não vai ser necessário.

— Não? Então eu vou passar a ligação para meu esposo, espero que se desculpem com ele. Vou supervisionar essa chamada de perto. — Amanda retirou a chamada do viva-voz colocando-a no mudo, deu um beijo na bochecha de Ezequiel e em seguida um tapa na nuca. — O que seria de você sem essa veterana aqui?



Notas finais
Esses atendentes me surpreendem a cada nova informação que surge sobre seu passada, meu deus. Vou sempre repetir isso: SOU MOVIDO A COMENTÁRIOS SIM! GOSTO DE SABER SE ESTÃO GOSTANDO OU NÃO U.U Se você riu com esse amontoado de palavras eu fico feliz, esse era meu objetivo bjs e até amanhã :D