Era noite e eu, meu primo, irmão e mais alguns amigos resolvemos ir a uma festa. A festa estava acontecendo em um lugar afastado de minha casa, não era perto, mas também não era longe, resolvemos ir todos juntos de a pé. A festa foi muito animada, encontrei amigos lá e uma amiga que não via há algum tempo. Eram umas três da manhã, sentamos em um banco e ficamos conversando sobre nossas vidas, o papo estava legal, dávamos muito risada e então meu irmão de aproximou e disse que era hora de ir embora, me recusei e então ele foi embora sozinho, me deixando ali com meu Primo, que nessas horas já nem sabia onde ele estava. Continuamos a conversar, minha amiga disse que já estava tarde, me chamou pra dar um volta e então eu fui, e nessa volta que demos acabei encontrando meu primo com amigos em uma tenda de “previsões do futuro”. Minha amiga se despediu e foi embora e então fui a encontro dele. Ele rindo muito e conversando com seus amigos não queria ir para casa, isso que já era umas 04h15min da manhã, iria me complicar por chegar depois de meu irmão e nessas horas. Depois de muito eu insistir por voltas das 04h45min ele resolveu que iria embora. E foi assim que nosso pesadelo começou...
Estávamos saindo na calçada, pude reparar como o céu já estava ficando claro e de como as ruas e encontravam vazias. Meu celular toca minha mãe já estava ligando, preocupada pedindo por explicações, disse que estava chegando e em casa conversaríamos. Nosso caminho parecia longo, nossa casa nunca chegava e foi assim que percebemos que tínhamos errado o caminho, estávamos do outro lado do rio que separava a cidade, em uma serraria abandonada. Eu e meu primo começamos a discutir para ver quem era mais burro de ter errado o caminho, sempre na brincadeira, éramos amigos a tantos anos que qualquer erro virava motivo de riso. Aquele lugar era realmente estranho, não passava tranquilidade. Liguei para mãe e expliquei que tinha errado o caminho. Decidimos seguir adiante e achar uma nova maneira de voltar para casa, de longe avistávamos uma casa, parecia uma igreja em estados horríveis de destruição. Continuamos a caminhar, conversávamos sobre a festa e sobre as próximas que iriam vir, de como ele queria ir ao show da banda Malta e assim vai. Estávamos passando perto da igreja quando escutei barulho de passos dentro da casa, Meu primo também escutou, e então resolveu se aproximar da Janela e tentar ver algo. Eu estava logo atrás quando só pude ver alguém puxando pelo braço e ele sendo levado para dentro da casa. Corri até a porta comecei a esmurrá-la, cansei nada abria aquela porta. Dei as costas e peguei o celular, iria pedir ajuda, quando apertei a tecla de discagem senti um puxão e tudo ficar escuro. Eu estava dentro da casa.
Não tinha noção de espaço e nem do que podia encontrar nesse lugar. Estava totalmente perdida, chamava por meu primo, cada vez mais alto e nada de respostas, dei um passo para frente, chutei alguma coisa que estava ali e fui de encontro ao chão. Senti uma dor muito forte e rápida na cabeça, logo em seguida vi um vulto naquela imensidão escura e perdi a consciência. Quando me recuperei e abri os olhos pude ver os pés de meu primo, ele estava deitado do outro lado da sala. Imediatamente o chamei e ele se virou para mim, seu rosto estava machucado e seus olhos demonstravam medo. Já não sabia o que estava sentindo e nem a quanto tempo eu tinha apagado mas, sabia que foi tempo o bastante para notarem nosso desaparecimento, minha única esperança era de alguém vir nós tirar dali. Ao redor da sala tinha equipamentos cortantes e o cheiro não era nada agradável. Levantei-me, tinha que fazer algo, tinha que sair daquele lugar. Caminhava devagar, nem fazer barulho, não sabia com quem estava lidando e tinha que tomar cuidado, toda minha atenção estava voltada ao lugar em que eu pisava, quando passei por meu primo ele queria dizer algo, arregalava os olhos como se estivesse mandando um sinal, foi aí que perdi a concentração e chutei alguma coisa. O barulho foi Grande e quando olhei para ver o que tinha chutado pude ver que era um bisturi. Imediatamente senti meus batimentos aumentar, não pelo bisturi e sim pelo que se encontrava atrás dele. Lembrei-me dos noticiários que passava na tevê, de pessoas desaparecendo, de suicídios e mortes inexplicáveis. Estava ali, pessoas e mais pessoas, já não sabia quem estava vivo e quem estava morto, mas sabia que estava de encontro com a morte.
Nunca fui do tipo que acreditava em coisas de filmes americanos, mas no momento eu acreditava em tudo. Seria um serial Killer? Aquele cara dos filmes que matam todo mundo seria um doido varrido. Já não fazia ideia do que pensar. E ali, pensando, parada vendo aquelas pessoas senti uma mão puxar meu braço e me virei com o enorme susto, era meu primo. Ele andava com dificuldade, não sei o que fizeram com ele e o que fizeram me dava um enorme sentimento de raiva. “Você tem que sair” o dizia repetidamente. Não entendia porque ele só falava isso, ele parecia muito cansado e foi então que comecei a me perguntar quanto tempo já estávamos ali e porque eu passei todo esse tempo desacordada. “nós vamos sair daqui” eu o disse. Ele me olhou, sorriu, logo em seguida caiu nos meus pés, morto. Não conseguia acreditar, não entendia o porquê, chorava e gritava aquilo não podia estar acontecendo, meu primo estava morto, o garoto com que eu mais fiz plano acabara de morrer na minha frente. Não controlei minhas lágrimas e chorei já não me importava se alguém iria aparecer e me matar, eu só queria chorar, naquele momento pra mim tudo já estava perdido. Senti passos vindos do escuro, não via ninguém. “quem é você?" Berrava em meio a meu choro, nada de respostas eu só sabia que havia alguém ali. “Porque não me mata logo” gritei mais uma vez, virei de costas e pude ver um velho, aparência horrível, assustador. Eu o encarei e então senti que era hora de correr. Corri desesperadamente em meio a escuridão, não sabia em que ou quem eu estava pisando, eu só corria. Senti ele me puxar e eu cair em cima de algo pontiagudo, senti o quente do sangue escorrendo sobre minha perna esquerda, já esperava a morte quando senti uma forte pancada na cabeça e tudo embaçar, ele tinha me apagado de novo.
Abrir meus olhos, pôde sentir eles pesados, estavam inchados de tanto chorar. Ali deitada no chão olhando para cima, não queria ver meu redor, não queria ver meu primo, não queria ver nada eu só queria ficar ali olhando para cima esperando por alguma coisa que já nem sei mais o que. Minha perna parecia latejar, era muita dor e meu sangue não parava de escorrer a algum tempo, estava fraca e sem forças, queria desistir. Senti barulho de algo vibrando ao meu lado direito, parecia um celular, olhei e não via nada, então a vibração se foi. Besteira minha pensei, como poderia a bateria durar tanto tempo assim... E meus pensamentos foram interrompidos novamente pela vibração que vinha do meu lado direito. Se for um celular ou não, não me importava, era a única chance de sair desse lugar. Arrastei-Me em meio ao chão frio, sentia muita dor na minha perna, meu ferimento só piorava ao passar das horas, mas eu precisava tentar. Cheguei perto de uma mesa, fraca e sem forças para me levantar fui e me pendurei nela, e só pude ver um enorme frasco de vidro cair sobre mim, imediatamente senti minha que minha cabeça estava jorrando sangue, também senti algo vibrar ao meu lado, o celular havia caído. Com enorme dificuldade consegui o celular, não conseguia ver quem estava ligando, só atendi, ouvia muitos gritos e só tive tempo de falar “sequestro” quando o velho apareceu e arremessou o celular para longe, ele estava raivoso. Eu chorava, não aguentava mais tantas dores e podia sentir que agora isso ia aumentar. Ele me chutava e esmurrava, já não podia saber qual dos ferimentos mais doía, até ele se levantar e pegar uma faca, ele veio vindo para cima e eu me arrastava pelo chão, não queria morrer, não agora depois de tudo isso. E ele estava vindo, cada vez mais próximo quando pude ouvir passos fora da casa, gritei já sem forças, e então alguém entrou um policial e logo vieram outros aos berros. Mas isso não parou o velho que veio para cima me dando uma facada no estômago. Senti aquele pedaço de ferro gelado me furando, gritei já sem voz, era muita dor pra pouca força eu já não sabia se conseguiria continuar. Já não ouvia mais nada e minha visão foi se embaçando, pode ver alguém me sacudindo e seus gritos me pedindo pra ficar, já não sabia dizer quem era minha mente já estava cansada e só queria descansar então virei minha cabeça de lado e pode ver meu primo caído, no embaciado que eu enxergava puder ver um papel em sua mão, escrito em inglês" Não deixe eles te usarem, você é linda " logo em seguida fechei meus olhos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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