Notas iniciais
Nem todas as histórias conquistam os leitores na primeira página, espero que a minha conquiste mais nesses próximos capítulos!

–Tá, eu sei Lu, mas sei lá, pra que eles iam querer inventar uma história sem pé nem cabeça? Primeiro de abril adiantado?

A Luísa, minha melhor amiga, parou de caminhar por um instante. Pé no chão do jeito que é, boa argumentadora do jeito que é, perfeitinha do jeito que é, ela ia achar alguma desculpa pra essa história estranha com meus pais.

–E se... eles te adotaram e não sabem como te contar isso? Vai que eles não aceitam que a menininha deles cresceu!

–Impossível. Sério mesmo, na real, eu não poderia ser adotada, eu já teria descoberto isso, não tem nenhuma evidência...

–Por acaso tu já olhou tua certidão de nascimento?

–O quê isso tem haver Luísa? O caso é que...

–Tu já olhou?

–Não Lu! Mas...

–Então, olha. Lá vai dizer se minha tese é verdadeira. Pra mim, tu é adotada e isso é o terror na vida de teus pais.

–Luísa! Já chega dessa história sem cabimento, deixa de me atormentar!

–E se tua mãe for estéril? Ou teu pai? Pode ser isso...

–Que melhor amiga teimosa que eu tenho, Senhor! Eu vou pra casa...

–Mas Ana, ainda é recreio, nós ainda temos dois períodos de aula depois, semana que vem tem prova, e nós vamos almoçar juntas depois!

–Fala pra professora que eu me senti mal. A Vanda da saída me ajuda, fica tranquila, o atestado eu dou um jeito de conseguir. E vê se tira essa história sem pé nem cabeça dessa tua mente aí, Luísa!

**

–Mãe? — o silêncio era inteiro na minha casa. Ela estava vazia. Minha mãe deveria estar no mercado, no dentista, fofocando com a vizinha, sei lá, mas não estava em casa.

A história da Luísa não me saía da cabeça. Resolvi então ir até o quarto dela olhar minha certidão de nascimento e provar que meus pais tão dando uma de primeiro de abril adiantado e a Lu tá delirando. Abri a caixa dos meus documentos, e nada da certidão. Revirei, revirei e revirei, mas não estava em lugar nenhum. Meu Deus, onde meus pais enfiaram esse negócio? Em Nárnia?

–Ana? Tá em casa filhota?

Minha mãe. Oh, minha mãe. Guardo tudo apressadamente e desso escadas a baixo.

–A, oi, mãe... fui liberada mais cedo da aula, trabalhei bem e... haha, é isso.

–Hm, ok filha. Mas te cuida, época de provas, não quero te ver perdendo aula, nem que seja por bom comportamento.

–Uhum, certo mamãe.

Minha mãe foi para a cozinha e eu respirei aliviada. Tem caroço nesse angu, ô se tem. E eu vou descobrir o que é.

Notas finais
Quanto mais gente ler, mais eu escrevo, melhor fica a história. Comentar, visualizar, acompanhar e divulgar AJUDAM MUITO, dão vontade de escrever! Ajudem pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.