Do amor ao oceano
7 Cura
Duas semanas haviam se passado desde o primeiro encontro. Duas semanas que viam-se rotineiramente próximo do pôr do sol. Uma semana desde que Marinette havia se mudado para a nova casa e,consequentemente,alterado o ponto de encontro dos dois para o pequeno ancoradouro que detinha em sua casa. Ao menos no começo dos fins de semana,quando o tempo de sono não era um problema, Adrien podia ficar até horários mais tardios conversando,sem que houvesse o risco de o verem ali e a sua preocupação com a volta da oceanógrafa para casa prejudicasse o rumo da conversa,que parecia fluir cada dia mais,em uma sintonia incomum.
Até mesmo os momentos de silêncio se tornavam agradáveis quando estavam juntos.
Quando outra semana recomeçou, Marinette se direcionou para o prédio central do instituto,chegando mais cedo que o normal. Faltava pouco para suas tão esperadas férias,mas descanso era uma palavra que ninguém ali ouvia desde que a equipe voltou para terra firme. Alix vivia na parte superior do edifício, ocasionalmente tendo ajuda de Ivan,aferindo mínimas alterações e verificando nos computadores os eventos em busca de um padrão no que ocorria na região e no que haviam observado no mar. Mylene e uma equipe ainda maior se dedicavam nas pesquisas, procurando decifrar o estranho mistério sobre o contaminante que lhe causava tanta dor de cabeça. Nunca tinha lidado com uma ameaça tão confusa até o presente momento. Já Alya e Nino pareciam correr contra o tempo,trabalhando junto com os demais biólogos da unidade e alguns médicos veterinários de plantão. O motivo também não era dos mais felizes.
Quando entrou pelo edifício,já acostumada com a situação de caos que alguns setores enfrentavam,podia esperar qualquer cena,menos a que acabara de ver: Num dos últimos corredores da Ala Sul,local onde se situava os laboratórios e uma extensa sala de UTI veterinária, Alya estava apoiada em uma das paredes,segurando os óculos numa das mãos,enquanto a outra protegia a sua face. Quando se aproximou, pôde entender o que se passava com ela.
— Alya,por que você tá... — A morena levantou a cabeça quando ela lhe tocou o braço,revelando os olhos inchados e um resquício de uma trilha de lágrimas que percorreu até o queixo. — O quê houve?!
Ela respirou fundo,balbuciando . — E-eu não pude fazer mais nada… Eles morreram,Marinette…
A oceanógrafa a abraçou,assustada, sentindo os braços da amiga rodearam seu corpo com força,buscando apoio. — Se acalma…Vai ficar tudo bem…
A bióloga soltou os braços num impulso,voltando a limpar o rosto, irritada. — N-não vai ficar tudo bem,Marinette... Eu não consegui… Salvar nenhum destes… Quase todos os que mantivemos vivos até a cirurgia de sexta estão mortos,Marinette! Mortos! Não sobreviveram ao fim de semana…
A mestiça se espantou ainda mais com a resposta,corrigindo a postura imediatamente. — Por favor,se acalma,Alya… — Ela,então, esperou a amiga parar de chorar, lhe abraçando confortavelmente em sequência. — Escuta,seja lá o que tenha acontecido com eles,eu sei que você deu o seu melhor… — Se afastou,segurando os ombros da mesma,fazendo-a olhar em seus olhos. — E tenho certeza que não foi uma falha sua.
Césaire encostou na parede,ainda chateada. — Não quero acreditar que foi… Mas eu me sinto impotente diante de algo tão problemático... E isso dói, Marinette,ver que você não pode ajudar em nada! Por mais que se esforce... — Ela se abraçou,protegendo o peito,que doía incessante. — …Nada do que eu sei é o suficiente agora…
— Isso não é verdade! — Vociferou. — Alya,o soro que manteve todos eles vivos até hoje não foi um acaso! Quem descobriu aquilo foi você! Você sabia como prevenir um avanço de algo que nem a Mylene conseguiu achar cura ainda,só por meia dúzia de sintomas que já conhecia! Então faça o favor de não se menosprezar a esse ponto! O que você sabia foi sim o suficiente… — A morena a olhou espantada. — …E você soube contornar toda essa situação. Não foi uma guerra inteiramente perdida,acredite em mim!
Ela limpou os últimos resquícios de lágrimas com o pulso esquerdo. — Obrigada, Marinette… Eu… Eu acho que tava precisando de um choque de realidade.
— Sei que é complicado lidar com perdas assim,são vidas,afinal… Mas entenda que isto não é motivo para desacreditar no seu potencial,na sua força! — Sorriu compreensiva. — E você ainda vai salvar os que sobraram…
— Como você sabe que tivemos sobreviventes?
— Você me disse há pouco que quase todos faleceram. Bem,quase todos não são todos. Alguns ainda podem ter esperança…
—Sinceramente,acho que você não faz nem ideia do que a palavra esperança significa agora! — Alya puxou a mão de Marinette,levando-a para uma sala lateral. Arrancou dois pares de luvas descartáveis de uma caixa e os entregou,junto com um jaleco reserva. Quando ambas se trajaram adequadamente,ela desbloqueou o acesso á sala por um reconhecimento de retina,realocando os óculos no rosto logo depois. O ambiente,completamente pálido pela presença excessiva de material estéril em cores neutras,trazia a ilusão de ser maior do que de fato era. Em cima de uma das bancadas,indicou dois microscópios disponíveis,onde Alya pediu para que ela observasse o conteúdo deles. Colocou o rosto sob o primeiro,observando uma massa cinza arroxeada e disforme. No segundo,o mesmo conteúdo da primeira parecia rígido e mais acinzentado,começando a se decompor.
— Isso aí são as células dos tecidos doentes desses animais,nos primeiros estágios. Os que morreram tinham várias dessas brotando em partes aleatórias do corpo,que depois davam origem a isso. — Disse,virando-se em direção á de olhos azuis,com uma esfera cinzenta,do tamanho de uma bola de tênis, congelada. — Retiramos do último cadáver que deixou a sala de cirurgia. E não foi o único. Parecia estar ligado em cadeia,como se tivesse desenvolvido veias próprias para sugar matéria do hospedeiro e transportar ás que estavam em crescimento. As maiores que eu vi tinham o tamanho de uma bola de basquete.
Marinette tocou de leve a unidade,notando o aspecto úmido do mesmo. Talvez estivesse derretendo? — Como uma árvore... — Sussurrou.
Alya arqueou a sobrancelha. — O que você disse?
— Como isso?! — Logo se corrigiu, audível. Entregou a peça á bióloga,que devolveu ao armazenamento,notando uma pequena camada de gelo sobre a luva.
— Também não sei… Ter esperança,agora, significa encontrar uma cura para isso… E eu não sei mais se isso pode acontecer...
Marinette percebeu a tensão,mas prosseguiu a conversa — Todos eles apresentavam isso?
— Nem todos… — Indicou um caminho pela esquerda,dando em uma pequena escada ao fim da sala,que levava a vários pequenos tanques,onde apenas um tinha ocupante: Um pequeno filhote de golfinho cinzento,dono de um olhar infeliz e movimentos mecânicos. — Osíris está com todos os sintomas,mas até agora não teve nenhuma evolução na ramificação... Foi o único que resolvemos deixar em tratamento sintomático,já que ele ainda não corre risco de vida...
Marinette tocou o tanque com a mão,encostando a testa no vidro. Parecia algo tão frágil,ouvindo agora.
Alya se movimentou pelo espaço,procurando algo. — Amiga,eu deixei lá em cima o medidor. Você espera aqui?
— Claro... — A morena subiu devagar as escadas e,quando o local estava em completo silêncio, Marinette se surpreendeu quando o golfinho se aproximou dela,também tocando a parte superior da cabeça ao limite do tanque. Notou então um brilho estranho refletir na água, ultrapassando o vidro,emanando de sua mão,fazendo pingar a água do gelo que antes detinha na palma. Sentiu o coração acelerar e o medo apenas não tomou conta da situação pois ela também percebeu o olhar do golfinho mudar,como se seu vigor,aos poucos,voltasse. Aquilo lhe concedeu uma sensação de paz e ela apenas fechou os olhos,deixando acontecer. Voltou a sentir o corpo aquecer,das pontas do cabelo aos dedos dos pés,milímetro a milímetro,se ligando ao entorno. Podia captar as dores em seu próprio corpo e, num único suspiro,fazê-las desaparecer,imersas no calor provocado por sua luz. Quando abriu os olhos,tudo havia desaparecido. Não havia iluminação ou mesmo a sensação de calor latente. A única coisa que conseguiu constatar foi a voz de Alya, chamando-a após algum tempo.
— Amiga,você tá bem? Tá parada olhando fixa pro tanque faz um tempão…
— Tô bem sim,tô ótima… Acho que eu preciso ir… Tenho minhas obrigações pra cumprir ainda! — Disse,se despedindo rapidamente.
— Logo agora que eu queria mostrar a detecção disso na água... — Bufou, decepcionada,colocando os pequenos eletrodos na água. O animal parecia agitado,como nunca esteve. — O que deu em você,amiguinho? — Lançou os fios na água e,quando ouviu um pequeno bipe agudo,puxou novamente o aparelho,observando um resultado totalmente diferente do esperado. Seu olhar se arregalou e ela voltou a fazer novas medições,todas acabando no mesmo sinal do mostrador. — Isso não é possível... — Decidiu sair do lugar,indo buscar um novo para verificar. Talvez precisasse aferir por outros meios antes de constatar a verdade,tão evidente quanto dizer que a cor do céu é azul.
Marinette havia subido correndo,saindo do laboratório o mais rápido possível. Quando a porta se fechou ás suas costas,apoiou-se na mesma,lutando para respirar. Sentia as mãos tremerem.
Aquilo que aconteceu la em baixo não era algo normal.
E,com toda a certeza,estava longe de ser apenas uma coincidência bizarra.
Passados alguns minutos,quando notou uma manifestação de passos vindo em direção,resolveu se retirar e ir em direção ás suas atividades. Tentou fingir durante o dia que estava tudo bem,mesmo que se mantivesse calada durante a maior parte do expediente.
Quando dera o seu horário,recolheu rápido suas coisas e pôs dentro do primeiro táxi livre que encontrara nas proximidades.
Precisava voltar rápido para casa e falar com o único que conhecia além das explicações da ciência que ela dominava.
Mal destrancou a porta,deixando a mochila no sofá,desceu célere em direção ao ancoradouro. Torcia para que ele já estivesse nas redondezas.
—Adrien! … Adrien! ...- Chamou,unindo as mãos em torno da boca.
Foi até o fim do cais,novamente gritando. A ausência de resposta lhe causava uma ardência que ela reconhecia bem.
A mesma sensação de quando acordara no último sonho.
A mesma sensação naquele dia mais cedo,depois que se afastou do golfinho.
— Marinette? … — Quando ouviu a voz conhecida,mais atrás de onde estava,correu em sua direção. — Você me chamou?
Ela acenou positiva,o rosto tecendo preocupação.
—Preciso da sua ajuda. E acho que é urgente ...
Ele se aproximou da jovem. — O que aconteceu?
Você está bem?
— Não tanto quanto gostaria… Aconteceu algo hoje… E eu não sei mais a quem pedir ajuda… — Sentou no chão parcialmente úmido, apoiando uma das mãos.
— Pois diga o que lhe aflinge. Estou preocupado com esse suspense todo…
Ela forçou um sorriso,pressionando os dedos contra entre o vão das madeiras. — O quanto os sonhos de alguém estão ligados á vida real, Adrien?
Ele se desconcertou por um momento. — Oh,bem… Isso depende,Mari. Há casos e casos… O que exatamente você precisa saber?
— Eu acho que tive um sonho premonitório... E não foi o primeiro…
Ele se manteve em silêncio,esperando.
— Bem, pra começar… A primeira vez que eu te vi também foi em um sonho… Eu estava me afogando,meu corpo estava praticamente aceitando a morte… Então, eu vi uma sombra e,quando consegui me mover para voltar á superfície, algo se aproximou,onde só dava para ver os olhos verdes e a mancha negra no rosto… Depois você me jogou para cima,para que eu voltasse a respirar. — Ele parecia surpreso com o que ouvia,mesmo atento às falas da mestiça. — E isso aconteceu um dia antes de eu te salvar,de nos conhecermos pessoalmente …
— Exatamente igual ao meu sonho… Mas continue,Marinette,você me disse que teve mais outro, certo?
— Sim,tive. E esse foi ainda mais bizarro… — Ela desviou o olhar. — Eu estava andando no mar sob uma passagem de madeira,completamente alheia á tudo... Quando olhei para as minhas mãos,tinha uma luz branca saindo delas…
Ele ficou claramente aturdido com a declaração,se tornando mais agitado. — Luz branca? Que tipo de luz branca?
Marinette franziu o cenho. — Eu não faço a menor ideia! Eu só…Só estava conseguindo sentir tudo ao meu redor… Parecia que eu não tinha mais um único corpo, ele era tudo que me cercava… Enfim... Depois disso, eu senti uma energia muito forte vindo no sentido oposto,gritando agoniada meu nome. Ademais,um navio destruiu a ponte e eu pude pular antes,mas quando fui tentar voltar,tudo parecia congelado...
— E você estava sentindo calor num local que deveria estar congelando?… — A de cabelos escuros o olhou assustada. — Desculpa,não quis cortar ...
— Como você sabe disso?! Adrien,é sério!…
Ele coçou a nuca,nervoso. — Eu tenho uma suspeita sobre o que seja…- Ela suavizou a expressão. — Que tipo de energia era aquela que você estava dizendo que gritava ?
— Eu não sei ao certo... Só consegui absorver sensações ruins daquilo ... Não conseguia ver,só sentia o choque contra a minha,parecia uma brisa gélida… — Ele engoliu em seco. — Pra finalizar,eu fui descendo mar adentro,completamente silencioso e vazio,onde encontrei uma esfera de luz,que me guiou até uma caverna. E ali,de algum jeito,tudo começou a florescer a partir delas… Havia também uma outra esfera cinza que,quando me aproximei, simplesmente entrou no meu peito,explodindo tudo numa gama de luz tão forte que achei que ficaria cega… — Ela deu uma pausa para respirar,recordar aquilo lhe agoniava. — Quando acordei estava passando mal,com um calor insuportável no corpo e dores horrendas.
Seu olhar se expandiu mais ainda,se isso era possivel. — Quando isso aconteceu?
— Acho que umas duas semanas.
— Por que você não me contou nada? — Ela se calou por alguns minutos,pensativa. — Eu podia ter te ajudado antes, se soubesse que você estava sentindo dor…
— Eu não queria te preocupar á toa… Nem sabia que isso tudo podia ser verdade, até hoje… — Sentiu seus olhos começarem a lacrimejar,ardendo cada vez que tentava evitar que as lágrimas caíssem.
— E o que ocorreu hoje…?
— Essa luz voltou a aparecer… Eu estava na frente do aquário de um golfinho doente,muito devastado por alguma doença sem cura que encontramos durante uma expedição… Ele não nadava direito mais! Quando eu percebi aquele calor voltando,saindo da minha mão,eu quase entrei em pânico... — Seus olhos finalmente cederam,permitindo que as lágrimas armazenadas escorrecem devagar. — Eu fechei os olhos,tentando não sentir medo e,quando reabri,ele tinha mudado… Estava mais enérgico,parecia revigorado… Antes,estava fadado á morte. Agora… E-eu não sei o que houve,mas ele melhorou… Não faço ideia de como fiz isso,mas aconteceu! …
Quando ele notou o turbilhão que lhe atingia, tocou o rosto dela com leveza, tentando transmitir confiança,enquanto passava os dedos com delicadeza sobre sua bochecha. — Não chore, M'Lady… Você é muito corajosa e eu acredito em você. E…Acho que sei o que pode ter causado essa coisa toda…
Ela enxugou os olhos com as costas da outra mão, antes que as lágrimas escorrecem novamente. — Sabe? Por favor,me diga o que é! — Gesticulava enérgica.
— Não tenho certeza,mas... Talvez o evento de hoje tenha sido uma prova cabal. Não imagino uma outra situação onde tudo que me contou possa acontecer senão…
— Senão o quê? Para de enrolar e fala logo!
— Desculpe... Parece que você despertou seu potencial mágico sozinha. — Ela não conseguia crer em suas palavras. — Se eu estiver certo,você é a portadora de um poder muito forte... Por isso essa dificuldade em lidar com tudo que vem acontecendo. Eu vou te ajudar com isso,não se preocupe! — Deu-lhe um beijo na bochecha,descendo a parte superior do corpo novamente para a água, paralisando o espanto no rosto da oceanógrafa. — Tenho que ir agora, vou procurar uma ajuda especializada... Mas não te deixarei sozinha nessa, M'lady! Volto amanhã,lhe prometo!
— Obrigada,Adrien... Eu... Vou esperar! — Acenaram em despedida.
E o jovem tritão sumiu da superfície,deixando uma Marinette com um sorriso bobo sob a face. Tamanho foi seu espanto com a ousadia do rapaz que se esqueceu de perguntar sobre o que significava tudo aquilo. Deixava passar,teria o dia seguinte para enchê-lo de perguntas.
Adrien desceu alguns metros,voltando o olhar para a superfície. Marinette parecia sorrir do outro lado e aquilo lhe alegrava,em contrapartida da notícia terrificante que recebera a poucos instantes. Seu coração estava dividido,incerto pelo futuro que viria. Se por um lado aquilo poderia uni-los ainda mais,também poderia destruir tudo que passasse em meio àquele caminho tortuoso.
Inclusive ela mesma.
Marinette…
Ela não fazia ideia do problema que havia arranjado.
Ela não sabia o problema que ele era.
Mas,desde que pudera visitá-la diariamente,não sofria tanto com seu autocontrole lhe massacrando, algo que ele não era tão capaz de conter.
Ela era muito diferente dele. E sabia que,de alguma forma,não era tão estranho á toda aquela energia que ela detinha.
Agora ele sabia o motivo.
Talvez aquela não fosse a única forma de se aproximar daquela garota que,por entre os mistérios ,diferente de tudo que ele conhecia até então,resgardava dons preciosos e únicos, o que a tornava ainda mais bonita do que já era.
Mesmo que já fizesse um tempo que pensava assim,nunca teve coragem de proferir tais coisas em voz alta.
E se tivesse que esperar,não seria um problema. Teria mais tempo para se apaixonar,quantas vezes pudesse,por cada detalhe daquela mulher especial. Era certo que os tritões sentiam as coisas de maneira diferente,mas percebera,depois de algum tempo de convivência com ela,que a essência do sentimento não mudava,fosse em mar ou fosse em terra.
Cultivava junto a esperança de que,talvez um dia,ela também o amasse da mesma forma. Quem sabe do futuro,não é mesmo?
Seu coração bateu num ritmo diferente,fazendo-o levar a mão ao peito com um sorriso singelo nos lábios.
Tinha tido uma ideia excelente,mesmo que arriscada, para unir tudo isso e,com sorte,passar mais tempo ao lado dela. Ainda mais sabendo que ela era ainda mais especial do que ele pensava.
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