Do You Wanna Dance?
1 Squeeze and kiss me all through the night, baby, do you wanna dance?
A noite não tinha como piorar, não tinha, definitivamente. Era a noite do baile, e ele não conseguia acreditar que realmente esperava que aquilo desse certo.Nunca foi o mais popular, nem o mais idiota, era o meio termo da escola, e realmente não achava que isso pudesse ser pior que qualquer um das outras alternativas. Até o perdedor do Lane havia conseguido fazer da noite algo memorável, e ele...... ele estava lá. Do lado de fora, sentado em um canto escuro ouvindo a música e se perguntando se por acaso John estivesse lá, se a coisas seriam melhores.Passou os dedos pelo cabelo, deixando os fios jogados por todo lado, escorregou a mão pela própria nuca, a trazendo para a gravata, a afrouxando no pescoço, abrindo alguns botões do colarinho, retirando o paletó e puxando a camisa branca para fora da calça. O baile havia acabado para ele, e ouvir a banda tocando era a melhor coisa que tinha para fazer enquanto seu carro não era liberado.
Correção: enquanto seu carro e sua namorada não eram liberados.Por algum motivo ele não estava com raiva, só estava cansado e querendo voltar para casa o quanto antes, ou deixar a garota em casa, passar em alguma loja de conveniências, comprar algumas garrafinhas de Smirnoff Ice e quem sabe dirigir até Baldwin em busca de John.Nunca imaginou que estaria se formando no colegial sem ele por perto. Era estranho, porque quando estudavam juntos faziam milhares de planos sobre como seria a noite do baile, onde levariam as garotas, como se divertiriam, e depois, quando elas acabassem dormindo no carro de um deles, eles dirigiriam até Montauk, estacionariam na areia e ficariam conversando sobre os planos para a faculdade.John iria para a mesma faculdade que ele, seriam colegas de quarto. As namoradas visitariam com freqüência, mas nenhuma ficaria muito tempo. Fariam os trabalhos juntos, se formariam juntos na faculdade, e eventualmente trabalhariam juntos.Para sempre Jesse e John.- Argh! – grunhiu, jogando a cabeça contra o muro. Para piorar, estava tocando Joy Division do lado de dentro, era a noite que tinha tudo para ser perfeita, perfeita!Mas não, ele tinha uma sorte um tanto temperamental: ela surgia em raros momentos, e nenhum deles era quando ele realmente precisava.Parecia que nada, nunca daria certo, e se estivesse bêbado, agora seria o momento perfeito para começar a chorar e lamentar sobre sua vida.Só tinha dezessete anos, e já não tinha esperança nenhuma de que as coisas fossem melhorar. E a culpa era toda dos Nolan! Toda, porque eles sabiam que separar ele e John era algo terrível a se fazer, e que se eles o fizessem, uma maldição cairia sobre um dos dois, e como a sorte de Jesse era escassa, a maldição caiu sobre ele.Agora ele teria que passar o resto de seus dias definhando porque seu melhor amigo estava em outra cidade, provavelmente se divertindo, ficando bêbado com seu novo melhor amigo, e fazendo coisas muito legais. Coisas ótimas.Sem Jesse.Por que diabos a droga da Baldwin High escolheu fazer o baile no mesmo dia que a McArthur High?Só podia ser parte da maldição.Escreveria uma carta para a tia Linda Nolan contando sobre como a decisão de levar a família inteira para Baldwin acabou com a vida de um inocente, também conhecido como Jesse Thomas Lacey.Inclinou o corpo, abraçando as próprias pernas, apoiando a testa nos joelhos. Estava tão perdido que realmente preferia pegar no sono até que alguém o viesse acordar porque o carro já estava livre e ele podia ir embora.Houve silêncio do lado de dentro, provavelmente estavam prestes a anunciar quem seria a rainha do baile.Algum carro estava passando pela rua, o som tocando “There’s A Light That Never Goes Out”. Irônico.Tudo naquela maldita noite o lembrava John, até a música do carro de um desconhecido. Começava a achar que talvez devesse ter chamado John para o baile, como seu acompanhante.Teria sido engraçado. Poderiam dançar juntos só para deixar os outros com cara de nojo, e no fim eles poderiam até fingir um beijo.Seria bom.É, talvez fosse bom beijar John algum dia.Grunhiu de novo.Mas no que é que estava pensando? Isso era ridículo!- Hey, perdedor! – escutou chamarem. Talvez tivessem acabado de pegar sua namorada, ou ex-namorada – não sabia mais – e quisessem lhe devolver o carro.Mas quando ergueu a cabeça foi que percebeu aquela figura esguia do carro que estava tocando The Smiths vir na sua direção. Estava em uma situação bem parecida com a dele, as mangas da camisa dobradas até os cotovelos, sem gravata, metade para fora da calça, e uma mão segurando duas garrafinhas de Smirnoff Ice.Jesse focou os olhos no sorriso acolhedor da pessoa à sua frente.- John? – exclamou se levantando rápido, deixando cair o paletó. – O que você... – começou quando uma garrafinha foi enfiada em sua mão.Abriu e tomou um longo gole, não acreditando no que via.- Pelo jeito a sua noite também está sendo ruim... –comentou ele encolhendo os ombros. –Minha acompanhante achou o capitão do time de basquete muito mais interessante, assim, no meio do baile. E eu pensei: “dane-se, eu vou ver o Jesse, ele vale muito mais a pena”. Aí passei em uma loja de conveniências, comprei algumas garrafinhas de Smirnoff e vim te buscar para fazermos alguma coisa. Cadê a Melanie? – perguntou de repente.
- No meu carro. –disse olhando John com um largo sorriso. – Provavelmente transando com o Garcia. John franziu a testa, como se não estivesse realmente entendendo aquilo.- Ela quis. Pediu o carro emprestado e disse que se eu ia ficar com essa cara de idiota a noite toda porque você não estava aqui, então ela ia se divertir com outra pessoa, e eu deixei. – encolheu os ombros dando outro gole. – Você sabe, eu nem gosto dela de verdade. John assentiu. Jesse não tinha lá muita sorte com namoradas, visto que antes de Melanie, Tracy dormiu com ele. Essa coisa que as garotas tem pelo melhor amigo do namorado era realmente complicada, e se ele não estivesse tão alterado, nunca teria encostado na menina.- Então, já que seu carro está ocupado, que tal entrar no meu? – John piscou, meneando a cabeça para o carro estacionado.- Não precisa pedir duas vezes. – respondeu, se abaixando para pegar o paletó esquecido no chão. – Só preciso falar com a minha irmã, um instante.John assentiu, vendo Jesse entrar no salão.Os olhos azuis correram todo o local, até caírem na garota de cabelo com cachos loiros dançando com um rapaz no meio da pista. Se moveu entre os presentes no local até ela, evitando duas vezes um acidente com um transeunte carregando um copo de ponche.- Kerry... – chamou, colocando a mão no ombro da garota. Ela se virou para ele, sorrindo.- Jess! Cadê a Melanie? Não saiu do carro ainda? –perguntou. Jesse respirou fundo, não queria falar dela, não para sua irmã.-Não. Eu queria avisar que eu estou indo embora, o John está aí fora. –e sorriu ao mencionar o amigo. – Quando a Melanie voltar, pega a chave do meu carro.- Posso dirigir? – perguntou incrédula, ao que Jesse assentiu.- Mas cuidado. Eu estarei por aí com o John. – disse dando um beijo no rosto da irmã, um tapinha nas costas do cunhado, e correu de volta para fora. Era a segunda garrafinha de Smirnoff Ice, e John passava dos oitenta por hora na estrada, o carro conversível, o vento gelado da noite batendo contra os rostos enquanto riam e cantavam alto.Jesse tinha tanta coisa para contar, e John tanto para entender de toda aquela história com Melanie, mas no momento, quase nada importava.- Então está finalmente livre dessa escola? – gritou John, tentando fazer sua voz ser ouvida por cima do vento e o rádio alto. Jesse, que estava de braços abertos aproveitando o vento no rosto, de olhos fechados. Não se mexeu, apenas abriu um largo sorriso.- Livre dessa escola, livre dessa cidade! – gritou também, se virando para olhar John, ainda sorrindo. – Nós dois poderíamos ir embora, não acha? Nós não precisaríamos de muita coisa, John!John riu alto, vendo Jesse abrir a terceira garrafinha. Sabia que Jesse não estava nem perto de ficar bêbado. Ele agüentava muito mais que isso, mas estava engraçado o ver razoavelmente alto. Era o estágio em que ele começava a soltar tudo.- E pra onde iríamos? – perguntou John rindo.- Pra qualquer lugar! – exclamou. –Podemos ir agora! Eu não me importo, sabe? Que a Kerry fique com meu carro, que a Melanie fique com o Garcia, eu realmente não ligo. Vamos para New York City! Pra Manhattan! Podemos arranjar uma pensão barata, temos a roupa do corpo e boa aparência, arrumamos um emprego, começamos a viver com pouco, mas estaremos livres. John riu assentindo, enquanto avançava com o carro para cima da areia de Montauk, as ondas escuras se misturando com o céu estrelado. Jesse abaixou o som, saindo do carro, ao que John fez o mesmo. Se sentaram silenciosamente no tampo em cima do motor, assistindo enquanto as ondas se chocavam contra as rochas pesadas na encosta do outro lado, alguns barcos com as luzes fracas em alto mar, e no céu a lua crescente e as estrelas claras brilhavam.John abriu mais uma garrafinha de Smirnoff Ice, deixando o conteúdo descer por sua garganta, observando Jesse com os olhos fixos no horizonte.- Você salvou a minha noite, John. – disse sem o olhar. John sabia.- E poder vir te ver, salvou a minha. – respondeu. – Você não tem idéia de como é a Baldwin High.-Você não tem idéia de como é a McArthur. Como foi seu baile? – perguntou. John riu baixo.- Sei lá. Eu levei a Michelle, porque ela foi convidada por um dos formandos, aí ele me disse que a levaria para casa, e eu disse que tudo bem. Entrei no baile, e era como se eu não pertencesse àquilo, sabe? Não era o meu baile de formatura, era o baile deles. Eu não podia estar ali. Dancei uma música com a Karen, tomei um copo de ponche e tudo que eu conseguia pensar era que eu tinha que estar aqui, com você. Que sem você, aquilo tudo, não fazia o menor sentido. – suspirou, sentido Jesse o olhar. – Então fui ao banheiro, e quando voltei a Karen e o capitão do time de basquete estavam se engolindo no canto. Peguei o carro, e vim te ver.- Que merda... – resmungou. – Digo, não você ter vindo, mas a Karen. –disse Jesse tomando um longo gole da vodca, vendo John fazer o mesmo.- A Melanie também, e o Garcia. – disse. – Somos tão perdedores que chega a ser engraçado.Os dois riram baixo, ambos encarando suas garrafas.- Sabe, sem você por perto parece que tudo dá errado. Pelo menos o fim de noite está sendo bem aproveitado. – John falou algum tempo depois, erguendo a garrafinha.Ficaram um longo tempo em silêncio, apenas sentados, vendo os barcos dos pescadores irem sumindo aos poucos conforme voltavam para o porto, a luz do farol ao longe deixando de exercer sua função conforme o céu tomava um tom arroxeado.- Nunca deviam ter nos separado. – começou Jesse repentinamente. John o olhou, sorrindo. – Verdade. Eu estava pensando, na hora que a Melanie me deixou, sobre como seria perfeito se você aparecesse. Ou se eu tivesse te chamado para ser meu acompanhante.- E como seria? – John perguntou em um sussurro, agora sério e realmente interessado. Jesse o olhou.Pela primeira vez na noite ele estava realmente o olhando nos olhos.- Seria perfeito. Nós dançaríamos juntos, e tomaríamos muito ponche. Depois, na hora da música lenta, nós dançaríamos juntos, só pra ser a atração principal, e não a rainha do baile. Então, antes da música acabar, eu inclinaria meu rosto para frente, assim... – e inclinou o rosto até que a ponta de seu nariz tocar a dele, apoiando a mão em seu rosto. –E colocaria a mão no seu rosto desse jeito, e você ficaria me olhando, enquanto sua respiração falharia por alguns segundos...John então percebeu que de fato, sua respiração havia falhado alguns segundos, no momento em que Jesse tocou seu rosto. Não devia estar sentindo o coração acelerado, nem as mãos frias, e nem toda aquela ansiedade pelo que viria, muito menos ter se deixado perder nos azul dos olhos dele, e não deveria umedecer os lábios, ao senti-lo tão próximo, mas o fez. Fez tudo que uma garota teria feito no seu lugar, se tivesse Jesse Lacey a tocando daquela forma.- E, e então? – perguntou, mais apreensivo do que gostaria de soar.- E então você fecharia os olhos devagar, deixando que a música continuasse ditando o que deveríamos fazer. E nesse momento... — E nesse momento Jesse não disse mais nada. John realmente fechou os olhos, deixando os lábios úmidos e frios do mais novo tocarem os seus, levemente, e depois se movendo devagar sobre eles. Sentiu quando a língua, quente em contraste com os lábios, pediu passagem, deslizando por entre as bocas até tocar a sua, as duas se massageando em movimentos lentos, mas ritmados, como se o fizessem sempre e não como sendo esta a primeira vez. De repente o frio da madrugada e a brisa litorânea que os alcançava não fazia mais efeito, e não importava que estivessem expostos em um local público. Só conseguiam prestar atenção no que seus lábios e mãos faziam.Foi Jesse quem se afastou primeiro, precisando de ar, notando que de alguma forma sua mão foi parar na perna de John, e a outra estava quase totalmente tocando a pele do abdômen magro debaixo da camisa social. Notou também que havia dedos enroscados em seu cabelo, quase em sua nuca, e uma mão segurando firme sua gravata.Sorriu malicioso.- Você... Você é insano, Jesse! – disse John saltando do carro para a areia, indo na direção do mar. Ótimo, havia estragado tudo.- John! – saltou em um movimento muito parecido, o seguindo. – John, espere! Você correspondeu, não se faça de inocente!John continuou andando, parecendo realmente irritado.- Eu só te beijei porque dá azar não beijar ninguém na noite do baile! – Era ótimo! Havia acabado de inventar essa e sabia que John não fazia nem idéia que ele estava mentindo. –Seríamos eternos perdedores.
John parou de andar.Jesse era perfeito, sabia disso, olha só!- Jesse, -começou John se virando para ele. – não sei se percebeu, mas a noite do baile foi ontem, já passou da meia-noite. Além disso, você acabou de inventar essa.Jesse abriu a boca mas não emitiu som algum. Era péssimo ter alguém que o conhecia tão bem quando ele precisava mentir.- Ainda não dormimos, ou seja, a noite não acabou! E eu não inventei, a Kerry que me disse! – exclamou indo na direção do outro. John colocou as mãos no bolso, vendo ele se aproximar.- A noite vai acabar daqui a pouco, o sol vai nascer. – disse, estava bravo. Não pelo beijo, não se sentiu mal beijando Jesse, mas estava um tanto cansado de ser o objeto de uma noite só. Ia continuar a rebater o que Jesse dizia, mas se sentiu ser puxado pela mão de volta para o carro.- Nós temos que ter a última dança, a noite não fica completa.- Jesse, eu não sou o seu par pro baile! – tentou dizer quando Jesse o soltou para mexer no som do rádio. – Se você está pensando em colocar música pra dançarmos, vai ficar dançando sozinho. – avisou.Jesse ergueu a cabeça, o olhando com um sorriso um tanto travesso demais para o rosto sempre vestido com um olhar de desprezo.- Você tem Johnny Rivers! – riu. – Vamos, John, o que custa?- Se você colocar “Do You Wanna Dance?” eu te mato. Eu não vou dançar com você, e eu não dançaria se fosse seu par no baile. – disse entrando no carro, no banco do motorista, dando um tapa na mão de Jesse que mexia no rádio. Jesse encolheu a mão para seu próprio peito, o olhando indignado.- Por que? – perguntou. – Você é meu melhor amigo, achei que eu ainda fosse o seu!- Você é, idiota! – reclamou John, cruzando os braços, bufando. – É só que...- ... que? – perguntou Jesse. Estava realmente confuso. John não podia ter ficado bravo com um beijo, foi só... um beijo. E ele não fez nada forçado, John poderia ter evitado se quisesse, poderia ter dito que ele era hétero e que sua religião...De repente tudo ficou claro.- É por causa da igreja e toda aquela coisa de pecado, né? Porque eu te beijei. – Jesse soltou o corpo contra o banco, bufando. – Desculpa.John o olhou, intrigado, quase divertido.- Não, Jesse. Eu não vou mais à igreja. Nem ligo pra isso, e poxa, não é como se tivesse sido uma coisa gay. Foi você. É diferente beijar um homem e beijar você, porque isso não me torna gay. – respondeu calmo. Não sabia se fazer claro, mas o ponto era que ele realmente não se via com um homem, mas podia visualizar um futuro ótimo com Jesse, os dois morando juntos, saindo juntos, trabalhando juntos... Aliás, não conseguia ver seu futuro sem Jesse, mas nunca havia pensado nas coisas dessa maneira, que sendo sincero, tornava tudo mais divertido.- Então! – exclamou o outro, olhos azuis fixos nele. –Por que a gente não... tenta? –disse alguns tons mais baixo do que pretendia. Não queria pedir nada a John diretamente, se achava um tanto sem jeito para essas coisas, e provavelmente estaria assustando John.- Tentar...? – o moreno franziu a testa unindo as sobrancelhas. Era o que estava pensando?- Nós... dois. Ninguém precisa saber. – disse, engolindo em seco. Não sabia o motivo certo de estar pedindo aquilo, mas já havia o beijado, qualquer resposta negativa que viesse a seguir disso não seria espanto nenhum.O silêncio que caiu entre eles foi imediato. As ondas indo e vindo e as gaivotas começando a tomar conta da encosta eram os únicos sons que eles podiam ouvir. Jesse se virou de lado, encostando a cabeça no banco, observando John se virar de frente para ele, olhares fixos um no outro, uma série de coisas que não precisavam ser ditas sendo compreendidas.Jesse sorriu, seguro.John baixou o olhar, sorrindo tímido, sentindo a mão de Jesse acariciar seu rosto. Ergueu os olhos, encontrando os dele, ambos rindo.-Então você é meu namorado agora? – perguntou. Jesse assentiu.- Sou. – respondeu. John se inclinou, o beijando.No céu, o começo de raios alaranjados no horizonte avisava que o dia estava amanhecendo, os barcos dos pescadores há muito já haviam deixado o mar, e qualquer um que passasse pela estrada os identificaria facilmente.- Estou com fome. – resmungou John, deitando a cabeça no ombro do recém-adquirido namorado. Jesse riu, ouvindo o próprio estômago roncar.- Vamos pro Big Boy, é vinte e quatro horas, e aposto que todo mundo está por lá. Eles adquiriram uma jukebox que toca The Smiths. –disse vendo John se endireitar e ligar o carro.- Então vamos. – começou a dar ré no carro, saindo para a estrada na direção de Levittown, deixando a brisa litorânea da manhã os manter acordados o bastante para que chegassem ao fast-food, não se importando exatamente com o que haviam deixado para trás no baile aquela noite, mas agradecidos com o que ganharam.Felizes por alguns minutos, pelo menos.- Sabe... – começou Jesse — ...eles tem “Do You Wanna Dance?” na jukebox...- Não, Jesse.
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