Notas iniciais
Hey pessoal.
Como vocês imaginam que seja a Claire? Me mandem fotos! A foto mais legal, eu posto aqui e ainda ganha o direito de nomear a personagem nova que vai entrar mais pra frente! Espero que estejam gostando.

–Vamos? — ele sussurrou e eu sorri de volta, segurando sua mão. Não me importei muito com o que meu pai acharia disso. Eu daria um jeito depois.

Ninguém pareceu notar a nossa fuga repentina. Corremos dali até a entrada do restaurante, onde havia uma escadaria antes do estacionamento no lado de fora. Thomas sentou-se ali então, e sentei ao seu lado também.

–Então, você sempre vai em jantares como esse? — ele perguntou num italiano perfeito, me olhando profundamente. Claro, ele era perfeito

–É, quase sempre meu pai me arrasta — eu o olhava da mesma maneira.

–Sinto pena de você — ele disse rindo. Tinha uma risada agradável, brincalhona.

–Mas esse foi bom, até. — eu disse, sem ter tempo de pensar muito.

–É? — ele perguntou curioso.

–Uhum — assenti. — Eu conheci você.

–Eu o que? — ele perguntou, sem entender.

–Eu... eu conheci você. — disse ainda em inglês, começando a ficar vermelha.

–Que tal falar em italiano? — ele parecia curioso.

–Erm.. eu conheci você. — eu repeti, em italiano agora, morrendo de vergonha. Devia estar um pimentão. Quem disse que ser sincero é mais fácil? Ele sorriu pra mim e disse no meu ouvido

–Sabe, tem uma coisa que eu sei falar em inglês.

–Tem? — eu perguntei, certamente ainda muito vermelha.

–Tem — ele sorriu e olhou pra mim. — Eu...posso...beijar...você? — ele disse num inglês tímido. Meu olhar se iluminou e eu sorri, apenas buscando as palavras em Italiano.

–Claro que pode. — eu sorri timidamente. Senti ele se aproximando de mim, o toque de sua mão no meu rosto, nossos olhares meio que presos um ao outro. Desejei encurtar a distancia mais que imediatamente. Podia descrever seu hálito, lembrava hortelã, ou alguma coisa realmente boa. Sua mão afastou uma mecha do meu cabelo que tinha caído sobre os rosto. E eu nunca saberei como teria sido tocar seus lábios sobre os meus.

–Seu pai mandou eu vir atrás de você Claire. — eu ouvi a voz mais irritante do mundo todo. Fechei os olhos, mas não relaxei a posição em que estava. Thomas parecia confuso agora. Eu suspirei, relutantemente e me virei para encarar um dos meus piores pesadelos.

–O que foi Carl? — eu disse seca para o loiro azedo à minha frente. — Porque não me deixa em paz, ahn?

–Porque você vai estar muito encrencada se eu não fizer nada.

–Ah, vá em frente. Corra la pra me dedurar pro meu pai. — eu disse sarcástica — Só fique longe de mim, pelo amor de Deus. — eu explodi.

–Eu só quero o seu bem! — ele se fez de ofendido.

–Então vá embora e me deixe em paz!

–De jeito nenhum. Você... você ia.. beijar ele! — ele disse como se fosse um crime.

–Quem eu vou beijar ou não, não é problema seu!

–Não, mas é problema seu se eu entrar lá agora e contar ao senhor Damonn o que você estava prestes a fazer. — ele ameaçou. Filho da mãe, eu queria esmagar aquele verme oxigenado de olhos azuis e topete ridículo. Mas eu não podia fazê-lo. Se ele contasse, eu ia estar MUITO encrencada, e ai, adeus Green Day. Eu me virei para Thomas com uma expressão vazia, doía em mim fazer aquilo, acho que mais até do que seria pra ele ouvir isso.

–Desculpa — eu disse sincera, em italiano e voltei a entrar, seguindo o patético filho do patrão do meu pai. Eu duvidava seriamente de que ele fosse humano, quanto mais um adolescente. E não era possível eu odiar alguém mais do que naquele momento. E eu nem sabia se voltaria a ver o garoto mais incrível que eu já conheci.


Notas finais
Aguardo as fotos de vocês.