Do You Care?

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Oi, oi, oi, oi!:)
Como vão vocês, mandiocas?
Espero que esteja tudo bem.
Eu escrevi essa one-shot ouvindo I Know You Care - Ellie Goulding.
Não gosto da cantora, mas a música é muito bonita. Se puderem, leiam enquanto a música toca ao fundo.
Obrigado e boa leitura!:3

Está me matando.

Aos poucos, e dói. Faça parar, por favor. Eu não quero mais me sentir assim, não quero me sentir esquecida, uma ninguém. Algo insignificante no mundo, algo com o qual não se vale a pena perder seu tempo.

Mostre-me que você se importa, me fale. Demonstre, faça sinais. Mímica, fumaça, braile, sons.

Sussurros ou palavras, apenas me diga. Diga que eu sou importante, e que mesmo ninguém sabendo meu nome, ou meus gostos, eu tenho significado.

Diga-me que você se importa quando estou triste. Quando tenho meus surtos, e não quero falar. Grite, o mais alto possível. Demonstre o que você sente por mim.

Não se esconda, não esconda-se.

Eu não quero mais isso.

Quero que alguém goste de saber que eu gosto do frio, e de roupas largas e confortáveis. Quero viver sabendo que ao menos uma pessoa no mundo fique satisfeito ao pensar que eu sou louca por não gostar de doces, e preferir o salgado.

Quero que goste de mim por ser diferente, de uma maneira igual. Isso faz sentido?

Pode não fazer. Mas não tem importância.

Não tem mais importância.

Drama? Talvez. Tragédia? Está prestes a acontecer.

Mas não se engane, e não se culpe.

Eu só quero parar com isso. Com essa dor interminável, que faz-me ter pesadelos e gritar enquanto sonho. Apenas desejo dormir tranquila, sem me sentir inútil.

Como um saco de lixo. Ou um lápis pequenino.Ele serve até que você comece a sentir dor ao usá-lo para escrever. Então você o joga fora.

Eu não quero ser um lápis. Ou uma caneta, giz.

Dói.

Mais do que você possa imaginar, e me corrói desde o lugar mais profundo da alma até a parte mais iluminada. Transborda até os cantos mais escondidos e silenciosos.

Algo como comer um doce.É gostoso, mas acaba.E você quer mais, mas não pode.

Eu e minhas metáforas.

Vindo para mim como a água do rio. Flutua na terra e desliza sobre os grãos.

Não se engane, eu não sou tão inteligente quanto pareço ser. Não sou tão sábia quanto desejo ser, ou esperta.

Mas não é este o motivo de minha escrita.

Eu apenas quero que se importe.

Quero que haja um sentimento de importância, um lugar reservado para mim em seu cérebro, porque, cá entre nós, não é o coração que guarda as coisas. Ele apenas bombeia nosso sangue e nos mantém respirando.

É um órgão qualquer.

Ele não nos mantém vivos. Se fosse este seu objetivo, eu estou morta. Apodrecendo em meus próprios pensamentos confusos, afundando em minhas lágrimas salgadas e caindo de meu precipício de solidão.

Eu costumava descer as escadas e esperá-lo chegar. Costumava pensar que você chegaria.

Mas você não se importou.

Não veio, e me deixou esperando. Eu inventei minhas próprias brincadeiras, minha própria língua. Meus sinais e cumprimentos. Resolvi meus problemas enquanto o esperava, desvendei meus mistérios enquanto cantarolava esperando por sua chegada.

Mas você não se importou.

E isso se tornou outro problema para mim. Tentei esquecer e não pensar, apagá-lo da mente como uma borracha faz ao passar sob os traços do desenho de um lápis.

Mas traços fortes deixam marcas.

E você usou uma caneta para desenhá-lo em minha mente.

Notas finais
E então?
Meloso, não? Dramático, não? Eu sei.
Espero que tenham gostado!^-^
Lembrem-se: quando você deixa de comentar, um(a) autor(a) morre.
Até :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!