Notas iniciais
Tô só um pouquinho atrasada com o capítulo, não tenho muito o que falar.

A roupa da Pep é essa-> http://zip.net/bplh7L
A roupa da Carol é essa-> http://zip.net/bdlhK0

Apartamento de Norman Osborn – Manhattan

—Você não vai mesmo me dizer o que foi que você viu e ouviu naquela sala durante o baile?— Victoria insistia.

—Não, eu não vou, e achei que você já tivesse se convencido disso.— Norman respondeu —Está na hora de você se vestir e ir embora, são quase cinco da tarde, Harry chegará em breve e não quero que ele te veja aqui.

Era o final da tarde de domingo, o feriado prolongado estava chegando ao fim.

—Não sei qual é o problema de seu filho saber que nós temos uma relação além da profissional.— Victoria levantou-se da cama king size de Norman enrolando-se ao lençol branco.

—Não há uma relação, há uma troca de favores. Favores de todos os tipos.— fez questão de frisar —Você sempre será a assistente nunca a madrasta.— Victoria revirou os olhos para as palavras de Norman, e seguiu para o banheiro.

—Você não deveria ter se deixado envolver dessa maneira, agora você o destrói ou ele te destrói.— Victoria sussurrou ao olhar para seu reflexo no espelho.

Após alguns minutos Victoria estava pronta para deixar o apartamento de Norman, mas antes que ela o fizesse ele pediu algo a ela.

—Essa semana quero que você marque uma reunião com Nathan Carter...

—O secretário de defesa? — ela o olhou sobre o ombro enquanto calçava os sapatos —Você acha que é fácil assim? Eu ligo e digo: Olá, Sr Secretário, Norman Osborn quer marcar uma reunião com você em 5 dias.— soou irônica.

—O texto não é ruim.— disse Norman —E se ele colocar algum empecilho, diga que eu sou o humano que ele procura— Victoria franziu o cenho —Use está palavra, humano, e com certeza ele virá.

(...)

Uma semana depois

Mansão Stark – Malibu

—Não sei por que sou eu quem tem que ir até Washington. É ele quem quer me dar uma medalha então, o mais certo é que ele viesse a Malibu.

—A vermelha ou a azul?— Pepper perguntou ignorando a reclamação dele. Tony estava enrolando para se arrumar então Pepper agiu, escolheu o terno cinza que ele vestiria e agora segurava duas gravatas enquanto ele calçava os sapatos —Vermelha.— decidiu por ele —Essa sua birra para se arrumar está me fazendo lembrar as vezes em que eu tinha que vim até aqui para te levar pras reuniões na empresa. A diferença é que hoje você não está de ressaca, mas aguentar a sua ressaca nunca foi a pior parte.— sem precisar dizer mais nada Pepper deixou claro que a pior parte era mandar embora a estranha com quem Tony havia passado a noite.

—Não gosto quando você joga essas coisas na minha cara.— disse emburrado.

—Não estou jogando nada na sua cara, foi só uma lembrança. Se você não estivesse fazendo manha isso nem passaria pela minha cabeça.— Pepper já estava praticamente pronta, havia optado por um vestido branco, seus cabelos estavam arrumados, maquiagem feita, só faltava escolher o que calçar, entrou no closet e escolheu um par de sapatos com detalhes em rosa e amarelo que quebrariam a sobriedade de sua roupa —Hum, decidiu se mexer— disse ao vê-lo quando deixou o closet —A gravata azul ficou melhor que a vermelha, você tem muito bom gosto, Sr Stark.— ela apenas ajeitou o nó da gravata dele —O que foi?— perguntou a reparar no desânimo dele.

—Não sei, uma sensação estranha. Não sou de fazer isso, mas hoje eu preferiria passar o dia deitado a ir até Washington.— ele vestiu o blazer.

—Tony, serão só algumas horas, no final do dia estaremos de volta, mas se você não quer ir, não precisamos.— disse segurando o rosto dele entre as mãos —Porém, eu não passaria o dia inteiro deitada com você porque a gente sabe no que daria.— ela riu.

—Então vamos a Washington.— pegou-a pela mão e deixaram o quarto.

Alguns minutos depois chegaram ao hangar onde ficava o jato de Tony, ao embarcarem depararam-se com Rhodes com uma cara emburrada sentado ao lado de Carolina, ele trajava a sua farda da força-aérea e ela um vestido claro com pequenas estampas e um blazer azul.

—Bom dia, Rhodey. Bom dia, Carol.— disse Pepper —Nos desculpe por deixá-los esperando.

—O Tony estragou você, Pepper, eu alertei você lembra? Não se transforme num Tony Stark de saias.

—Nem estamos tão atrasados assim.— Tony disse ao sentar-se —Bom dia pra vocês também.

Depois que Pepper acomodou-se Tony autorizou a decolagem, e pediu uma dose de uísque à comissária.

—Uísque às 9h da manhã?— Rhodes perguntou.

—Você não precisa beber se não quiser.— Tony replicou.

—Pelo visto vocês dois acordaram com o pé esquerdo hoje.— Carolina observou.

—É o que parece.— Pepper comentou —Se for pra vocês melhorarem essas caras eu peço para as comissárias fazerem pole dance.— ela provocou.

—Que história é essa de pole dance?— Carolina mostrou-se curiosa.

—Você não faz ideia da farra que era esse avião anos atrás.

—Pep?!— Tony a repreendeu.

—Porque ela não pode saber?— a ruiva perguntou encarando seu marido.

—Porque é passado.— Tony rebateu, enquanto Rhodes só observava com o cenho franzido.

—Eu sei fazer pole dance— Carolina comentou.

—Sério?!— Pepper exclamou.

—É ótimo pra tonificar os braços e as pernas, fiz aula por muito tempo. Numa academia próxima do meu apartamento tem aulas, passo o endereço depois se você quiser.— Carolina começou uma conversa paralela com Pepper, ignorando os dois homens ali presentes.

—Nós temos academia em casa.— Tony disse.

—Eu quero!— Pepper ignorou a observação de Tony.

—Eu coloco um poste no meio da academia lá em casa.

—Não é a mesma coisa.— Pepper e Carolina disseram ao mesmo tempo.

—Mas você disse que fazia as aulas, porque desistiu?— Pepper mostrou curiosidade.

—Nos últimos meses tenho ficado mais no James do que em casa, agora só malho na academia da base— ela explicou.

Depois de alguns minutos de viagem, Pepper acabou pedindo uma taça de champanhe, Carolina fez o mesmo e Rhodey se rendeu ao uísque assim como Tony.

—E então vocês...— Pepper olhou para Rhodes e Carolina antes de sorver um gole de sua bebida.

—O que temos nós?— Rhodes e Carolina perguntaram.

—Já estão praticamente morando juntos, não é? Quanto tempo ainda leva para o casamento?

—Amor, hoje você está impossível.— Tony a censurou —Eles acabaram de se conhecer...

—Na verdade...— Rhodes cortou Tony —...Eu vou a Houston pedir a mão dela no mês que vem.— Rhodes informou e Carolina sorriu —Mas a data do casamento não dependerá de nós.

—Como assim?— Pepper juntou as sobrancelhas.

—É uma longa história.— Carolina respondeu, segurou a mão de Rhodes entrelaçando seus dedos aos dele.

(...)

Washington – D.C.

Após algumas horas de voo os casais chegaram a Washington e dirigiram-se até o Capitólio, local onde aconteceria a cerimônia da entrega das medalhas. Como fazia um dia de sol, os cerimonialistas optaram por uma cerimônia no jardim diante do Capitólio. O esquema de segurança era impressionante, afinal, estariam presentes o presidente, sua esposa e sua filha mais velha. Nollan e Carter também estavam lá, comportando-se da maneira estranha de sempre.

Havia algumas cadeiras dispostas no jardim, na primeira fileira estavam a primeira-dama e sua filha, ao lado delas, Pepper e Carolina, os rapazes estavam no interior do Capitólio numa reunião a portas fechadas com o presidente Grant.

—Então, você está me dizendo que vai deixar de ser o Patriota de Ferro, isso é definitivo?— Fitz Grant perguntou para Rhodes.

—Sim.— Rhodes afirmou —Estou voltando a minha origem, Sr presidente.— Tony sorriu, enfim, durante aquela semana havia conseguido persuadir o amigo —A partir de hoje vocês podem voltar a contar com o Máquina de Combate.

—É um nome um tanto agressivo, não combina com um herói.— observou o presidente.

—Não é o nome quem faz o herói, nem as suas vestes, mas as suas atitudes.— Rhodes defendeu.

—Boa observação, independente de qual nome e a cor da armadura que você use, fico feliz que você...vocês, se dediquem ao nosso pais.— Fitz disse para Tony e Rhodey —Eu tenho algumas pendências para resolver antes da cerimônia, encontro você no jardim em 30min.— disse antes de deixar a sala.

—Quase chorei na parte do “Não é o nome que faz o herói...”— Tony disse irônico.

—Cala a boca.— Rhodey replicou —Vamos aguardar lá fora, tenho que pegar a minha insígnia com a Carol.— Rhodes deixou a sala também.

—Por falar nela, que história é essa de casamento? Você conhece ela a o quê...seis, sete meses?— Tony perguntou ao seguir Rhodes.

—Quase um ano.— ele respondeu.

—Agora entendi porque você não demorou em Xangai depois da minha cirurgia. Vou desconsiderar o fato de você só tê-la apresentado a mim apenas há alguns meses, mas você não acha que um ano é muito pouco pra pedir a mão de alguém em casamento?

—Tony...— Rhodes parou no meio do corredor para falar com o amigo —Carolina é a mulher da minha vida, eu sei disso, não é porque você passou anos ao lado da mulher da sua vida sem saber, ou sei lá, por medo de assumir que fosse ela, que eu vou fazer o mesmo.— ele voltou ao seu percurso —E nós não vamos nos casar agora, só vou a Houston pedir a mão dela para o pai.

—Você vai noivar no Texas e nem vai me convidar?

—Não me lembro de ter sido testemunha do seu noivado com a Pepper.— Rhodes rebateu —Mas não se preocupe, no casamento você estará, afinal, quem seria o padrinho?

—Já vou começar a planejar a sua despedida de solteiro.— Tony mostrou-se animado —Que tal Las Vegas?

—Las Vegas é obvio demais, sei que você pode fazer melhor.— Rhodes replicou.

Não demorou para que a cerimônia começasse, o presidente foi ao púlpito diante das cadeiras e falou por longos minutos deixando Tony entediado, na verdade, todos mostravam-se entediados, percebendo aquilo, o presidente deu fim ao discurso e chamou os homenageados ao palco para entregar-lhes as medalhas de honra.

—Não sei o que é pior em ser esposa de herói, a angustia esperando que ele volte pra casa ou essa chatice.— Carol pendeu a cabeça para o lado de Pepper e sussurrou enquanto sorria para disfarçar.

—Você começou a viver isso agora. Acostume-se.— Pepper replicou disfarçadamente.

Depois que as medalhas de ambos estavam presas em seus blazers, o presidente colocou-se entre Tony e Rhodes para posar para fotos, havia alguns representantes da imprensa autorizados a participar da cerimônia. Os três homens sorriam para os repórteres quando, de repente, dois tiros foram disparados um acertou Rhodes e outro Tony.

Pepper e Carolina gritaram ao vê-los serem abatidos pelos disparos. As pessoas que assistiam a cerimônia começaram a correr, os seguranças do presidente avançaram para protegê-lo, outros avançaram sobre a primeira-dama, mas o zelo maior era com sua filha. Desesperada Pepper começou a chamar por Tony, Carolina chamava por Rhodes. Mas ambas não conseguiam sair de seus lugares, na ânsia de socorrer a família presidencial os seguranças haviam derrubado-as sobre o gramado. Apenas viam os sapatos pretos dos seguranças do presidente correndo em direção ao palco diante delas, não foram ouvidos quaisquer disparos além dos dois de segundos atrás.

—Pep?!— Tony gritou.

—Estou aqui.— tentava empurrar as pessoas para conseguir levantar.

—Fique onde você está!— Tony ordenou, sua voz era firme, mas vacilava devido ao ferimento.

—James?!— Carolina chamou e ele não respondeu —James?!— repetiu e nada.

Quando as coisas pareciam mais calmas todos se levantaram, os seguranças logo levaram a primeira-dama e sua filha para um local seguro, mas o alvoroço no palco era notório.

—Fica acordado, você vai ficar bem, você vai ficar bem.— ouviam a voz de Tony.

Quando ambas conseguiram transpor a barreira de pessoas viram Rhodes deitado, sua farda estava com uma mancha enorme de sangue na região do peito, Tony pressionava um lenço no local tentando conter o sangramento.

—James!— Carolina se desesperou —Chamem socorro, rápido!

—Já foi chamado, Srta.— um segurança informou.

—Carol...eu vou ficar...

—Você vai ficar bem, eu sei.— ela deu a mão pra ele.

—Tony!— Pepper se desesperou ao ver uma mancha de sangue no ombro esquerdo dele.

—Pegou de raspão, Pep.— ele a acalmou.

Mal se deram conta do momento em que os paramédicos chegaram e moveram Rhodes, todos seguiram para o pronto-socorro mais próximo, o presidente fez questão de acompanhá-los. Rhodes havia perdido muito sangue e teve que ser movido para o CTI. Precisavam esperar para saberem qual era a gravidade do ferimento.

—É melhor que o Sr volte para a Casa Branca.— Jeremy Nollan disse ao presidente.

—Não vou a lugar nenhum até me certificar que o Tenente Rhodes esteja fora de perigo.— Fitz assegurou.

—Mas não é seguro ficar aqui, o Sr foi alvo de um atentado, dois homens se feriram...

—E em vez de ficar me dizendo o que eu já sei, reforce a segurança— o presidente ordenou a Nollan —Onde está o Carter?! Espero que já estejam atrás de quem fez isso!— Fitz disse autoritário.

—Já cuidamos disso, Sr. Há equipes de busca em todo o Capitólio.— Nollan informou.

—Bellamy e Melissa estão bem?— o presidente perguntou.

—Estão, Sr. Já me certifiquei disso.— Nollan disse.

Tony, Pepper e Carolina ouviam atentamente a conversa do presidente com seus subordinados, para todo lugar que olhavam havia seguranças de prontidão.

—Pep, o que houve?— Tony perguntou preocupado ao notar que ele segurava o braço esquerdo e tentava suavizar suas expressões.

—Não é nada. Na hora do alvoroço eu caí de mal jeito, meu pulso só está doendo um pouco, mas é suportável.— ela respondeu.

—Você precisa ver isso, pode ser sério.— Carolina disse para Pepper —E você precisa fazer um curativo nesse braço.— disse par Tony.

—Ela está certa.— Fitz interveio —Não a deixarei sozinha, vão tranquilos.

Relutante, Tony aceitou, não por ele, sabia que em breve seu ferimento estaria cicatrizado, mas a lesão no pulso de Pepper poderia ser algo grave. A convenceu, a submeter-se a uma radiografia, que acabou constatando uma luxação no pulso esquerdo. O médico receitou alguns analgésicos e imobilizou o pulso de Pepper. Tony livrou-se do blazer, esterilizou seu ferimento e fez um curativo, então voltaram para a sala onde Carolina aguardava por notícias de Rhodes. Não demorou muito para que a médica surgisse com informações.

—Então, Dra, como o James está?— Carolina perguntou aflita.

—Fora de perigo.— respondeu a médica —Nós retiramos o projétil que por alguns centímetros não atingiu o coração. Por enquanto ele está sedado, mas em breve acordará, antes de iniciarmos a cirurgia ele estava lúcido então, com certeza acordará bem... Você é a Carol?— a Dra perguntou.

—Sim.— Carolina sibilou.

—Ele chamou por você até estar completamente sedado, você pode vê-lo agora.— Carolina assentiu e uma enfermeira a guiou até o CTI —Vocês terão que aguardar até que ele acorde.— informou —Assim que ele acordar será movido para o quarto.

Pepper procurou um lugar para sentar-se, enquanto Tony e os outros homens continuaram em pé.

—Fico aliviado que ele esteja fora de perigo. Nós vamos encontrar quem fez isso.— o presidente disse a Tony —Desde o atentado na embaixada alemã eu aumentei a segurança, a vistoria no acesso a eventos como o de hoje ficou mais rigorosa, não consigo imaginar como isso foi acontecer.

—Pelo visto, dessa vez não era você o alvo.— Tony replicou —Foram apenas dois disparos com destino certo, se realmente quisessem lhe atingir tenha certeza que nesse instante o Sr não estaria aqui, presidente. Mesmo que os seus homens não encontrem quem atentou contra a minha vida e a vida do meu amigo eu vou encontrar.— Tony garantiu e foi sentar-se junto de Pepper.

—Você acredita mesmo que eram vocês os alvos?— Pepper perguntou.

—Pep, o presidente estava entre mim e o Rhodey, era muito mais fácil acertá-lo do que nos acertar.

—Eu não tive nem tempo de pensar quando vi aqueles tiros acertar vocês, quando me dei conta estava no chão. Senti medo de te perder, devia ter acreditado na sua intuição e ter passado o domingo em casa.— Pepper disse com a voz embargada, então Tony a abraçou.

—Se nós tivéssemos ficado em casa o Rhodes e a Carolina estariam aqui sozinhos, já pensou? Nós teríamos que vir a Washington de qualquer maneira. Mas...depois dos últimos atentados foi idiotice nossa deixar que vocês viessem. O braço ainda dói?

—Não.— ela torceu o nariz e olhou para seu pulso imobilizado numa tipoia —Para isso servem os remédios, não é?

—É, e a Sra ficará uns dias de molho em casa, eu vou cuidar de você.— beijou a testa dela —A Carolina está demorando para voltar, você acha que aconteceu alguma coisa?

—Se tivesse acontecido nós saberíamos, ela vai ficar ao lado dele até que ele acorde, Tony. Agora a Carol sabe.— Pepper enxugou os olhos.

—O que ela sabe?— Tony perguntou apreensivo.

—Durante o discurso do presidente...— Pepper fungou —...Ela me disse que não sabia qual era a pior parte em ser esposa de um super-herói, se era esperar que vocês voltassem ou aguentar o discurso dessas condecorações por heroísmo.— explicou —Agora ela sabe qual é a pior parte.

—Eu preciso ir ver como estão a minha mulher e a minha filha depois de tudo...— o presidente informou ao se aproximar de Tony e Pepper —...Jeremy ficará aqui me representando, eu mesmo vou pressionar o Carter, nós estaremos no encalço de quem orquestrou esse atentado.— Tony assentiu diante das colocações de Fitz, então o presidente deixou o hospital acompanhado de seus inúmeros seguranças.

Passaram-se quase três horas, já era final da tarde de domingo quando Rhodes acordou, ele foi movido para um quarto comum e Tony e Pepper puderam vê-lo.

—3cm— Rhodes sibilou —Por 3cm vocês não ficaram livres de mim.— brincou enquanto afagava a mão de Carolina.

—Você nunca faz piada e quando faz não tem graça.— Tony replicou.

—Não teve graça mesmo.— Pepper afirmou.

—Se esse buraco no meu peito demorar a fechar vou reivindicar uma dose daquele seu soro, ouviu?— Rhodes disse a Tony.

—Você não vai precisar dele, aliás, você está tão bem que nós voltaremos para casa daqui a pouco, você só vai ter que passar uns dias no hospital da base em Malibu por precaução.— Carolina informou afagando o rosto do namorado.

—E esse braço é grave?— Rhodes perguntou para Pepper.

—Luxação no pulso, alguns dias de imobilização e alguns remédios.— Pepper respondeu.

Os casais conversavam quando ouviram batidas na porta, Jeremy Nollan surgiu ao entreabrir a porta do quarto e chamou por Tony.

—Pegamos o autor dos disparos...— Nollan informou quando Tony deixou o quarto —...O serviço de inteligência chegou até o local onde ele havia se escondido, e antes que o rapaz se suicidasse...

—O cara se matou?

—Sim, mas antes nos forneceu o nome do mandante do atentado. Se o Sr quiser o levarei até ele.— disse Nollan.

Claro que Tony queria ficar frente a frente com o homem que tentou tirar sua vida e a vida de seu amigo, ao voltar ao quarto informou os últimos acontecimentos.

—...É seguro?— Pepper mostrou-se apreensiva.

—Completamente.— garantiu —Já contatei o Jarvis, as armaduras estão todas de prontidão, e em pouco tempo qualquer uma que eu precisar chegará até aqui. Estão preparando o avião para a remoção do Rhodey e eu quero que você volte pra casa com eles, o Happy estará no hangar esperando por você.— ele colocou o cabelo dela atrás da orelha.

—Porque eu não posso ficar?

—Porque não é seguro, Pep.

—Você acabou de dizer que era.— ela murmurou.

—Seguro pra mim, não para você.— ele segurou o rosto dela entre as mãos —Faz o que eu estou pedindo, por favor.— suplicou, Pepper assentiu e ele a beijou com ternura.

—Eu amo você, e vou te esperar em casa, tá? Não demore e volte...

—Inteiro.— Tony completou —Também amo você.— sussurrou.

—Não vai fazer besteira, hein?— Rhodes disse antes de Tony deixar o quarto.

—Quando foi que eu fiz besteira?— Tony perguntou —Cuida deles dois pra mim, ok, Tenente Castro.— Tony bateu continência para Carol.

(...)

Tony andava por um extenso corredor pouco iluminado de chão e paredes cinza, estava sendo guiado por Jeremy Nollan até o suposto mandante do atentado. Quando Tony parou diante da cela, o homem estava de costas, vestia calça bege e camiseta branca, seus cabelos bem aparados eram grisalhos, mesmo vendo-o apenas de costas poderia jurar pela sua postura que o conhecia.

—Vire-se!— Nollan praticamente rosnou para o prisioneiro.

—Major Carter?!— Tony exclamou surpreso assim que o homem virou-se de frente.

—Nathan Carter perdeu a sua patente ao atentar contra a vida do presidente dos Estados Unidos agora ele é um cidadão comum.— Nollan avisou —Um terrorista. Trate-o como tal.— mostrava desprezo, enquanto Carter permanecia impassível —Vou deixar vocês conversarem, não tenha pressa, Sr Stark, quando quiser sair, é só seguir o caminho por onde entramos.— Nollan disse antes de dar as costas.

—Vai me deixar a sós com ele?— Tony indagou.

—Tenho assuntos mais importantes.— Nollan disse e continuou a seguir pelo corredor.

Tony não sabia o que achar mais estranho, se era o fato de Cater, que era até então secretário de defesa, ser um terrorista, ou Jeremy deixá-lo sozinho com o homem. Fato é que não poderia fazer nada contra Carter a grade da cela os separava. Mas algo parecia muito errado e ele certamente faria o possível e o impossível para descobrir.

Notas finais
Tadico do Rhodey =/

O próximo capítulo promete, teremos revelações e ação( espero não desapontar, ação não é o meu forte, mas é necessária).

Tenho uma pergunta importante em relação ao final da história, mas vou deixar para o próximo capítulo.

Até o próximo.

Beijos.