Do Singular Ao Plural
5 Lar, doce lar
Notas iniciais
Que nomezinho mais infame pra um capítulo, não é mesmo?
O capítulo tava enorme, ainda tá, na verdade, mas cortei o que foi possível. Acabei de revisar, portanto desconsidere qq erro de concordância e/ou ortografia, ok?
Acho que é isso ;)
—Vocês se conhecem?— perguntou o major.
—Vagamente, nos conhecemos em...Munique.— Tony respondeu incerto.
—Num jantar, na embaixada Alemã em Nova York.— corrigiu Cabe.
—Mas não nos víamos há anos.— Tony esclareceu indiferente.
—Bethany, é uma agente que costuma fazer ponte entre nós e o governo Alemão, ela possui dupla cidadania.— esclareceu o major —Não me admira que mesmo depois de anos ainda lembre o seu nome, Sr Stark, mesmo não lembrando ao certo a ocasião na qual se conheceram, convenhamos que uma mulher com a beleza dela dificilmente é esquecida.
—Sempre galante, Major Carter.— Bethany disse com simpatia.
—Já que você e o Stark se conhecem devo apenas apresentar-lhe o Tenente-coronel James Rhodes.— disse o Major.
—Eu o conheço também— a ruiva sorriu e apertou a mão de Rhodes com firmeza —Treinamos na mesma academia anos atrás antes de eu voltar para Alemanha.
—Bethany era uma exímia lutadora.— comentou Rhodes.
—Não melhor que você.— ela replicou.
—Vocês todos se conhecem, ótimo. Devo encarar isso como um fator positivo para o bom andamento do projeto, eu acho.— o major disse reticente, ao perceber o clima pesado que se instalou no gabinete desde a chegada de Cabe, os olhos verdes da ruiva estavam presos ao rosto de Tony como se ela tentasse adivinhar o que ele pensava daquela situação.
—Não faço objeção quanto sua escolha, secretário, se a agente Cabe foi designada para a função, com certeza deve ser de extrema confiança e competência.— disse Tony.
—Não descartaremos o seu auxílio James, se por algum motivo eles se desentenderem seja o mediador.— o secretário disse dando tapinhas no ombro de Rhodes. —Está trabalhando na sua empresa não é mesmo, Stark?
—Estou,...por enquanto. Me instalarei em casa, estou projetando um novo laboratório.
—Quem dera todos nós pudéssemos trabalhar em casa.— observou —A meu ver, a supervisão da Agente Cabe só será necessária quando o soro começar a ser aplicado nos primeiros voluntários, até lá o Sr terá liberdade para trabalhar.
—Acho que seria interessante acompanhar a produção das doses do soro, não?— questionou Bethany.
—Você fará apenas visitas periódicas ao Sr Stark.— disse o Major —Nós a manteremos num apartamento em Malibu, a matriz do projeto será a base aérea, mas não descartaremos futuras viagens para outros polos.
—Viagens?— Tony questionou.
—Sim, um projeto como esse não pode ficar restrito ao estado da Califórnia, existem outras bases e soldados espalhados pelo país. Mas fique tranquilo Sr Stark, nada que o faça ficar muito tempo longe de sua linda esposa.— disse o major.
—É mesmo, o Sr agora é casado, como é mesmo o nome da felizarda?— Cabe indagou com um meio sorriso.
—É Virginia Potts, e eu sou o felizardo.— respondeu.
—Deve ser uma mulher e tanto.— comentou Cabe.
—Ela é.— Tony afirmou.
—Bem, estamos acertados, todos estão de acordo. Eu tenho uma reunião em alguns minutos e precisarei deixar vocês.— disse o major —Sr Stark, nós ainda temos um assunto pendente.
—Não imagino qual.
—Não tem a ver com o Brave, por sinal, adorei esse nome, mas com as suas outras funções.— Tony articulava algo, mas o homem continuou —Eu sei que você não pretende retomar as atividades ainda, mas é algo a longo prazo, talvez eu vá a Califórnia no próximo mês marcarei uma audiência com o Sr.
—Ok.— Tony aquiesceu.
Com a saída do secretário, Tony concluiu que era a hora dele e Rhodes irem embora também, em instantes anoiteceria e ele havia prometido que voltaria no mesmo dia. Cordialmente despediu-se de Bethany, Rhodes fez o mesmo.
—Espero que o nosso passado não seja um empecilho para a nossa boa convivência.— Bethany disse antes que Tony fechasse a porta do gabinete. Ele não se pronunciou, apenas continuou o seu caminho.
Malibu – Califórnia
Era final da tarde, Pepper não tinha mais trabalho algum para fazer. Conversava com a assistente para passar o tempo, caía uma chuva torrencial, nunca gostou de dirigir com o tempo fechado como estava. Não tinha pressa para chegar em casa, pois sabia que Tony não estaria lá, na verdade, estava preparada para passar a última noite em seu apartamento sozinha, já que dificilmente o piloto do jato decolaria sabendo as condições de pouso em Malibu. Enfim Lorelai conseguia ver as fotos do casamento de Pepper, fazia uma porção de comentários a cada nova imagem que surgia em sua frente.
—Acho que eu nunca folheei um álbum de casamento que não fosse dos meus pais.— observou. —As fotos estão lindas, o seu vestido, meu Deus, dá até vontade de casar.— Pepper riu do comentário.
—Foram tiradas pelo marido dessa minha amiga.— apontou Sarah na foto —Ele não aparece muito, pois...
—Ele estava fotografando.— Lorelai constatou o obvio —Os garotos loirinhos são filhos deles?
—São sim.
—E o Patrick Dempsey de olhos de mel, quem é?— Lorelai perguntou fazendo Pepper gargalhar.
—Só pode ser o Paolo, pai da Emma.— respondeu Pepper.
—Amei todas as fotos, e as da lua de mel onde estão?
—Essas são todas amadoras, algumas impublicáveis.— Pepper brincou guardando o álbum —A maioria são minhas tiradas com o celular.
—O Sr Stark tira fotos suas dormindo, sem maquiagem e fazendo coisas corriqueiras?
—Às vezes, por quê?
—O Jack tem a mesma mania, esses dias, estava fuçando no telefone dele e tinha uma foto minha lendo sentada na varanda de casa, perguntei pra ele porque, ele respondeu que a luz era boa e eu estava bonita, simples.
—Mas e aí, o que você achou da foto?
—Eu estava realmente bonita.— ela sorriu —Acho que eles observam a gente de outra forma, eu raramente tiro fotos sem maquiagem e uma roupa bonita, é bom saber que ele não faz questão disso.
—É bom saber que eles nos veem, esse Jack deve ser muito apaixonado.
—Jack Potter, meu amor bandido.— ela gracejou —Falo assim porque minha mãe é contra, diz que eu tenho um futuro promissor e que ele não me merece. Mas eu não ligo, ele também não, a gente brinca que se meus pais me deserdarem nós administraremos o bar do pai dele.
—Mas o que o Jack faz da vida?— Pepper mostrou curiosidade.
—Ele é publicitário, mas se dedica ao bar, que por sinal, rende mais do que um monte de empresas por a. E é incrível, não é daqueles lugares cheio de bêbados, a música é boa, eu adoro aquele lugar.
—Deve ser um lugar legal.
—Minha mãe diz que se meu relacionamento com ele evoluir, fatalmente, eu virarei dona de bar e ela não me criou pra isso.
—Acho que é só isso que a assusta, convenhamos que nenhuma mãe quer isso, mas leve-a até lá, talvez, se ela conhecer a opinião dela muda.— Pepper argumentou.
—Ela jamais iria, não servem chá inglês lá.— ironizou —Deixe que ela pense o que quiser. Te apresentarei ao Jack no jantar semana que vem, ok? Agora eu vou embora.
—Bom fim de semana.— disse ao ver Lorelai se levantar.
—Vai ficar?
—Estou ...— olhou pela vidraça —Não, vou embora também, parece que a chuva diminuiu.— juntou suas coisas rapidamente.
—Receio de dirigir com chuva?— Lorelai questionou.
—Tenho aflição, prefiro evitar.— respondeu caminhando para fora de sua sala ao lado da garota.
Quando Pepper chegou em casa passava das 18h, estranhava o fato de Tony não ter ligado nem para contar como havia sido sua apresentação. Largou a sua bolsa sobre o sofá, o celular sobre a mesa de centro e seguiu para o quarto, livrou-se dos sapatos, do tailleur creme que vestia e foi tomar um banho. Ao sair do banheiro ouviu o seu celular tocar, vestiu um roupão às pressas e correu até a sala. Atendeu o aparelho sem olhar quem ligava, tinha certeza de que era Tony.
—Coração?
—Lauren?— sentou-se confusa.
—Quem mais te chama de coração?— a morena sorriu do outro lado.
—Só você,...eu acho. Mas o que foi, é madrugada aí? Aconteceu algo, a Emma está bem?
—Calma. Estamos todos bem, e não é madrugada.
—Como assim, Lauren? São quase sete da noite aqui, quase quatro da manhã aí.— disse Pepper.
—Eu não estou em Roma, coração. Estou em Napa Valley.
—Califórnia?!
—Sim.— Pepper ouviu a amiga sorrir. —Voltei, quer dizer, estamos em fase de transição.
—Aaah, que ótima notícia, ainda estará longe, mas estaremos no mesmo país.
—Sabia que você gostaria da novidade.
—Desde quando você voltou?
—Cheguei hoje, mas não consegui te ligar antes, tinha uma porção de coisas pra ajeitar.
—Porque não contou que vinha?— Pepper perguntou e pôde ouvir a afilhada resmungar do outro lado.
—Coração,...
—Eu a ouvi, você vai ter que desligar...
—Pois é, hora da mamadeira, ela está chatinha por causa do fuso. Ah...vou a Malibu durante a próxima semana, tenho que ir ao jornal, aproveito e vejo você.
—Me liga antes pra que eu possa organizar os meus horários. Beijos. Dê um beijo na Emma por mim, tá?
—Darei. Beijo pra você também, dê um alô ao Tony.— encerrou a ligação.
Pepper ficou feliz com a novidade, teria a amiga de volta, sabia que não seria como era antes de ambas casarem, mas não podia deixar de ficar feliz com a notícia. Levantou-se do sofá e foi vestir algo apropriado, ainda decidiria se cozinharia ou pediria algo para o jantar, a segunda opção parecia mais atrativa.
Washington – D.C.
Chovia muito e o piloto se recusava a levantar voo naquelas condições climáticas, já esperavam para decolar há quase duas horas, então o comandante da aeronave sugeriu que Tony e Rhodes se hospedassem num hotel e decolassem na manhã seguinte. Mas Tony estava irredutível, não deixou a tripulação dispersar, assim que o tempo melhorasse partiriam independente do horário.
Rhodes sorria ao telefone, falava relativamente baixo, parecia não querer que ninguém ouvisse a sua conversa —Tenente Castro, preciso desligar agora.— Rhodes disse o ver Tony retornar da cabine.
—Tenente Castro?— perguntou sentando-se no assento diante de Rhodes —Não precisa disfarçar, dava pra perceber que você falava com alguém e Castro não era o nome dela. Acho bacana que você se envolva com alguém, você anda muito mal humorado.
—Não vamos falar de mim, vamos falar de você, que parece estar fugindo.
—Fugindo de quê, Rhodey?
—De quem, eu diria, Bethany Cabe. A Pepper não vai gostar de saber disso.
—Disso o quê?!— perguntou servindo-se de uma dose de uísque.
—Que você trabalhará sob a supervisão da única mulher que te desestabilizou na vida além dela, você não pode trabalhar com a Cabe, Tony. Eu lembro como vocês eram, pareciam fios desencapados...
—Eu amo a Pepper, Rhodey, ela é a minha vida eu jamais estragaria o que tenho com ela. Bethany é passado, e nem significou tudo isso.— deu um gole em seu uísque —Eu não vou me jogar nos braços dela.
—Mas ela pode se jogar nos seus, você reparou como ela olhava pra você? Até hoje eu não entendi o fim da relação e vocês.
—Acabou porque tinha que acabar, e se ela se jogar nos meus braços eu a repudiarei.— disse incisivo.
—Você dirá a Pepper quem é ela? Porque, com certeza, uma hora elas se encontrarão.— observou Rhodes.
—Não direi nada a princípio, eu não quero que o ciúme da Pepper atrapalhe o meu trabalho.
—Até porque ela não teria razão pra ter ciúme.— soou irônico —Reparou que as suas ex estão ressurgindo? Primeiro a Maya, agora a Bethany.
—Nenhuma delas significou nada.— desdenhou.
—Não fosse a Maya você não teria o soro.— Rhodes observou.
—Um brinde a Maya Hansen, então.— ergueu o copo e virou o restante do uísque.
—Você não sentiu nada mesmo ao ver a Cabe?— Rhodes insistiu.
—Rhodey, eu vou ali ligar pra minha mulher.— desconversou —Enquanto isso você pode retornar a ligação para o Tenente Castro.— levantou do assento e deu um peteleco na cabeça de Rhodes.
Tony sentou-se três assentos atrás de Rhodes, buscando um pouco de privacidade para poder falar com Pepper. Olhou para o telefone em suas mãos por alguns segundos e então efetuou a ligação.
—Oi, amor.— Pepper prontamente atendeu —Tony, você está aí?— perguntou quando ele não se manifestou.
—Estou...
—Tá tudo bem?
—Está sim, como foi o seu dia?
—Bom, quase não trabalhei, na metade do dia já não tinha nada o que fazer...
—Humm.— ele murmurou.
—Hummm? Achei que você diria: Eu disse para você vir comigo.
—Eu disse para você vir comigo.
—Sua voz está estranha, o que aconteceu, rejeitaram o projeto?
—Não, foi aprovado, começo a produzir as doses do soro assim que me instalar em casa.— ele respondeu.
—Você está muito estranho, reticente e desanimado, o que foi?— sua voz tinha um tom preocupado.
—Nada, é a última noite no apartamento, eu já queria estar aí, mas tá chovendo muito e não conseguimos decolar.— ele respondeu.
—Choveu a tarde toda aqui também, ainda chovia quando vim pra casa.
—Você dirigiu na chuva? Você detesta...
—Chovia fraco quando saí da empresa. Em que hotel você está?
—Estou dentro do avião, não deixei ninguém sair, assim que a chuva amenizar decolamos.
—Deixe de ser teimoso, e vá procurar um hotel, amanhã você volta pra casa.— disse firme.
—Não quero que você durma sozinha.
—Ah,...mas eu não estou sozinha, estou deitada na nossa cama muito bem acompanhada.
—De quem, se nem animal de estimação nós temos?
—Espera, não sei os nomes deles de cor...
—Deles? Pepper?!
—Estou com o Tommy, o Johnny, o Joey e o Dee Dee, conhece?— ela riu.
—Os Ramones.— ele riu —Você vai dormir com a minha camiseta dos Ramones?
—Hum-rum.— afirmou preguiçosamente.
—Tá, admito, sou eu que não quero dormir sozinho.
—Quanto a isso não posso fazer nada, mas me prometa que você vai procurar um hotel pra passar a noite. E o mais importante, não colocará ninguém no meu lugar.
—Prometo.
—Então até amanhã. Te amo.— ele pôde ouvir o som do beijo que ela mandou.
—Também amo você.— encerrou a ligação.
Tony olhou para a foto de Pepper no protetor de tela do seu celular e sorriu, não tinha dúvida de que ela era a mulher de sua vida, não importava quantas outras surgissem em seu caminho. Voltou para o seu lugar, serviu-se de outra dose de uísque.
—A Pepper está bem?— Rhodes perguntou.
—Está sim.
—Sabe o que eu me dei conta? As únicas mulheres que mexeram com você até hoje são ruivas.
—Rhodey, você precisa arrumar alguma coisa pra fazer da sua vida além de ficar cuidando da minha.— disse rispidamente.
Através do sistema de som o comandante informou que a chuva havia cedido, e que as condições de voo eram boas, por isso decolariam em alguns minutos. Tony sentiu-se aliviado com a informação.
Malibu — Califórnia.
Tony entrou em casa sem fazer barulho, livrou-se do blazer e dos sapatos ainda na sala. Seguiu para o quarto e entrou no banheiro para terminar de tirar as roupas, tomou um banho rápido. Vestiu apenas uma cueca boxer cinza e se juntou a Pepper sob os lençóis. Envolveu um braço ao redor dela e beijou-lhe os cabelos.
—Já é de manhã? Que horas são?— murmurou roçando a sua perna a dele.
—Madrugada.— ele respondeu —3h.
—Você é muito, muito teimoso, e até isso eu amo em você.— ela disse —Boa noite.— Pepper logo pegou no sono novamente.
Pepper acordou com os finos raios de sol invadindo o quarto através das persianas, mexeu-se na cama, Tony dormia de bruços ao seu lado, sentou-se e debruçou sobre ele, beijou-lhe o pescoço, o ouviu murmurar.
—Bom dia.— ela disse e levantou da cama.
Foi até a cozinha, preparou uma bandeja de café com suco de laranja, pão integral com queijo branco e algumas frutas picadas numa taça, em outra taça iogurte natural com cereais.
—Bom dia.— ele disse sentado encostado à cabeceira da cama —Isso tudo é pra mim?— perguntou ao reparar na bandeja nas mãos dela.
—Pra nós.— ajoelhou-se sobre a cama e arrumou a bandeja entre eles —E depois você vai me contar como foi o seu dia ontem, quero detalhes.
—Não estava só falando do café.— sorriu desconversando e deu um gole no suco.
—Eu sei.— disse dando uma colherada na porção de frutas —E isso tudo...— correu os olhos pelo corpo dele —...é meu?
—Pra você.— ele respondeu.
—Que é pra mim eu sei. Hoje, amanhã, depois. Eu quero saber se é meu? Só meu.
Ele estranhou o tom usado por ela, como se pressentisse a relação ameaçada. Tony tirou a taça de frutas das mãos dela pôs de volta na bandeja, depois a colocou-a sobre o criado mudo. Chegou mais perto dela, pegou a sua mão direita e colocou sobre o lado esquerdo de seu peito. Pepper o olhou surpresa.
—Só seu, meu coração e todo o resto.— afirmou.
—Pra sempre?— ela perguntou com a voz tremula.
—Pelo tempo que você quiser, é pra sempre que você quer?— ela balançou a cabeça concordando —O que foi?— perguntou preocupado.
—Você estava distante ontem, e por alguma razão que eu não sei explicar isso me deixou insegura. Eu quero que você divida as coisas comigo, Tony, se algo está te afligindo eu preciso saber, você sabe que as coisas desandam quando...
—Nada está me incomodando, a não ser esse seu sofrimento à toa.— a abraçou —Tudo aconteceu como eu esperava, e o secretário de defesa adorou o nome que você deu para o soro.
—Você disse a ele que fui eu?
—Não tive a oportunidade, mas direi. Só não gostei do fato de ficarem me perguntando até quando vão as minhas ‘férias’?
—Quando terminarão as suas férias?
—Quando eu cansar da minha lua de mel.— juntou seus lábios aos dela.
—E até quando durará essa lua de mel?
—Por tempo indeterminado.— capturou os lábios dela com fome e desejo, suas mãos estavam correndo as costas dela sob a camiseta, ela sentia o tecido escorregar lentamente sobre a sua pele enquanto as mãos dele subiam.
—O que você está pretendendo?— com os braços ao redor dele, ela beijou-lhe o queixo.
—Tirar os Ramones do caminho.— ele disse, Pepper levantou os braços e facilitou o trabalho.
—E agora?— mordiscou o lábio inferior dele.
—Agora nós nos despediremos dessa cama, como eu queria ter feito na noite passada.— Tony a beija novamente, enquanto lentamente a deita sobre a cama, uma onda de prazer irrestrito percorre o corpo dela.
—Eu adoro sentir as suas mãos passeando pelo meu corpo.— ela diz.
—Coincidência, eu adoro ter as minhas mãos em você.— acariciou o rosto dela com ternura, seus olhos revelavam a atenção que ele tinha nela naquele momento.
A sincronia entre eles era inegável. Os desentendimentos podiam ser frequentes, mas seus corpos nunca se estranhavam, ele a tomou sem nenhum esforço, a excitando e possuindo, ela apenas fechou os olhos e se deixou levar.
(...)
Mansão Stark
Por mais que não tivessem nada para levar para a mansão além das suas roupas e outros pertences pessoais, organizar a nova casa levou horas. E ao final do dia, a mansão que sofreu apenas pequenas alterações na estrutura e decoração, tinha a cara dos dois, a atmosfera tecnológica e a sofisticação dele, harmonizava-se com a delicadeza dela, tornando o clima aconchegante.
A suíte era imensa, elegante e acolhedora, ficava no último andar e possuía uma bela varanda. Havia outros três quartos menores, Pepper não questionou o motivo para tanto, já que antes havia apenas um quarto de hóspedes, talvez, Tony já estivesse pensando num futuro distante. A academia tinha os mesmos aparelhos de sempre. A cozinha era ampla com os armários claros e os eletrodomésticos em inox, um balcão com tampo de granito escuro a separava da sala de jantar onde tinha uma mesa grande, no limiar portas de vidro que davam para uma varanda.
Pepper saiu do elevador na sala e encontrou um Tony aparentemente cansado jogado ao sofá, enquanto degustava uma dose de uísque. Sentou-se ao lado dele, aconchegando a cabeça ao seu peito.
—Cansada?— perguntou afagando os cabelos dela.
—Um pouco, mas só de não ter subido e descido escadas o dia inteiro...
—Sabia que você gostaria do elevador.— ele sorriu.
—Mas eu não posso virar uma preguiçosa, hoje foi um dia atípico, amanhã volto a usar as escadas. Por falar nisso, preciso retomar os meus exercícios regulares, sempre ouvi dizer que casamento engorda.
—Abro mão de comentar sobre isso, mas acho que seu corpo está incrível, você é linda.— ele afirmou.
—Você diz isso pra todas.— ela brincou.
—Que todas?— perguntou confuso.
—Bem, você tem fama de conquistador...
—No entanto você é a única que usa uma aliança dada por mim.— pegou a mão esquerda dela e plantou um beijo —A única que tem o meu nome, Sra Virginia Potts Stark.— segurando o queixo dela levantou o seu rosto para que pudesse lhe dar um beijo carinhoso —A única!
—Estou feliz em voltar pra casa.— ela comentou —E ver que conseguimos deixá-la mais ou menos como era antes.
—Nostálgica.— ele beijou a testa dela —Já decidiu o que fazer com o apartamento?
—Ainda não.— disse simplesmente —Por falar em nostalgia, não sei por que insistir em comprar outro piano.
—Eu gosto do piano.— ele respondeu.
—Mas eu não toco, você não toca, ele só fica ali como decoração.
—Eu sei tocar.
—Eu nunca vi.— ela disse, Tony levantou do sofá a pegou pela mão, caminharam até o instrumento, ele se sentou à baqueta diante do piano, Pepper sentou-se ao lado —Você não sabe, sabe?
—Segure o meu uísque, não posso colocar o copo sobre ele, vai marcar.— ela fez o que ele pediu, Tony ajeitou a postura e começou a dedilhar as teclas repercutindo uma melodia agradável de ouvir, embora triste.
—Você é surpreendente.— disse deslumbrada, mas logo ele perdeu o compasso das notas, e passou a tocar o clássico Parabéns pra você.
—Quem é multitarefas agora?— ele parou de tocar e virou o corpo para olhá-la.
—Somos um casal multifuncional, eu suponho. E a última música me fez lembrar que um de nós ficará mais velho mês que vem, e não sou eu.— ela disse.
—35 como o tempo voa.— ele ironizou.
—Voa tanto que você pode acrescentar 7 anos a sua conta.
—Com 42 eu ainda posso ser um herói?— perguntou pegando de volta o copo.
—Com 42 você pode ser o que quiser, e com 50, com 60...
—Eu não estarei velho?— perguntou e ela balançou a cabeça em negação.
—Você estará uma delícia.— olhou fundo nos olhos dele.
—Uma delícia?— deu um sorriso lateral.
—Sim, muito gostoso.— sussurrou ao ouvido dele.
—Sra Stark, a Srta Potts jamais diria isso.— ele gracejou.
—A Srta Potts, pensou isso milhares de vezes esse anos todos, mas não era profissional dizer.— ela piscou.
—Se seguisse os meus instintos, faria algo que passou pela minha cabeça, mas não posso, não agora.— levantou da banqueta —Ainda falta um lugar pra você ver, não sentiu falta de nada?
—Só do...
—Vamos até a oficina.— ele sorriu.
Notas finais
Até o próximo =)
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