Do Rosa Ao Preto - A História De Alice Cullen
2 2 - O Assustadoramente Encantador Paolo
Abri meus olhos e relutei contra a clara luz, quanto tempo passei dormindo? Abri meus olhos e vi uma pálida pessoa vestida de branco no canto do quarto me observando, era Paolo novamente, mais uma vez estático ao canto do quarto. Havia algo de diferente nele, seus olhos já não eram mais castanhos, estavam em um tom preto, similar à grandes amoras que encontrava em meu jardim.
- Por quanto tempo estive desacordada? — Murmurei.
- 3 dias. — Disse ele em um tom seco.
- O que fizeram comigo? — Indaguei novamente.
- Sedativos.. Esperamos que você deixe de ter visões. — Ele respondeu, senti sua forma irônica.
- Nenhum remédio pode me tirar isso, isso não é uma doença! Eu sei!
- Acredito em você, Alice, acredito que tenha visões. E, sabe, devo confessar à você que eu sou um vampiro! Um vampiro sedento por sangue, que pode arrancar a sua vida em um piscar de olhos, não é isso que você quer? — Disse ele, senti meu sangue ir da cabeça aos pés.
- Não preciso de suas ironias — Relutei, essa era a última coisa que falaria, não gostaria de dialogar com alguém tão incrédulo e imprevisível.
- Não estou sendo irônico, Alice, veja isto...
Ao termino de suas palavras Paolo se lançou ao teto, e me olhou de lá. E em seguida, por uma fração de segundos ele se aproximou de mim e disse:
- Você não é mais rápida do que eu, nem mais forte... Me apaixonei por você desde que te vi adentrar esse sanatório, e tenho plena convicção de que não é louca. Não contará à ninguém o que viu aqui, e mesmo que conte, quem acreditaria na menina que tem visões?!
Eu estava tonta o suficiente para não digerir o que ele dizia, engoli à seco e pronunciei:
- O que você quer com isso?
- Você — Respondeu ele com as palavras mais doces e ao mesmo tempo frias que eu já havia escutado.
Hesitei e desviei olhar, aquilo não era comum àquela época, o máximo que poderia fazer era me cortejar e roubar um ou dois beijos, mas só.
- Não entendi o que quis dizer com isso — Murmurei em baixo tom, praticamente inaudível, até pra mim mesma. Não entendia como aquele indivíduo ousava sentir algo por mim, quero dizer, o que ele sabia sobre Alice Brandon? No máximo uma ficha de meia página, escrita à tinta preta e assinada por alguém que sequer me conhecia e já achava que sabia alguma coisa sobre minha idade mental.
- Eu só quero você, Alice, desde que te vi, senti o desejo de proteger-te e amar-te por toda minha vida. — Ele disse, em alto e bom som.
- Paolo, estou um pouco confusa, não sei bem o que está acontecendo.. Primeiro você me diz ser um vampiro e depois que é apaixonado por mim, estou realmente confusa...- Antes que pudesse concluir minha frase, senti meu corpo sendo puxado ao chão, e novamente aquilo estava acontecendo, percebi minha visão turva e meus ouvidos foram tomados por um agudo som que recendiam ao tímpano.
Notas finais
Beijos, Lucas Muniz.
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