Do Rosa Ao Preto - A História De Alice Cullen

4 4 - Pequenas Chuvas em Olhos Vermelhos


Rasguei o papel e o coloquei em um pequeno bolso que havia na lateral de minha roupa. Sentei ao canto oposto à porta e recolhi as pernas. Fechei os olhos e me concentrei o máximo que pude para tentar ver alguma coisa, mas falhei.

Busquei no fundo de minha mente algo que pudesse explicar a paixão repentina de Paolo. Mas isso também parecia impossível. Foi nesses instante que tive outra visão. Não era algo que eu gostaria de ver.. Minha mãe.

Ela estava conversando com um rosto já conhecido meu, mas não me recordo seu nome, ela estava trajando preto e sem as suas habituais jóias. Meu irmão estava à sua direita, não parecia triste e nem feliz. Estava apático. Não enxerguei meu pai e acredito que ele não estava alí, mas também não fazia questão alguma de vê-lo.

O que aquela visão representava? O meu enterro? Mas, por que eu estaria à ser enterrada? E onde estava meu corpo? Aquilo estava confuso demais. Pela primeira vez gostaria de sofrer um desmaio, mas como em minha vida tudo é difícil, provavelmente aquilo não aconteceria.

Naquela hora eu gostaria de um espelho, apesar de todos os problemas, me arrumar me deixava mais calma. Passei minha mão pelos cabelos e eles pareciam estar sujos. Tentei o pentear com os dedos, não daria um bom resultado, mas seria melhor do que nada.

Imediatamente ouvi um grande barulho ao teto da sala. Pensei ser um terremoto, mas nada trepidava. Encolhi as pernas o máximo que pude em meu corpo e coloquei as pernas entre os joelhos. Foi quando a porta da sala se abriu e pude ver uma linda imagem, do tipo que me fazia perder a autoestima por estar no mesmo ambiente. Era uma bela garota, com olhos dourados e cabelo loiro. Suas feições era calmas e finas, porém assombrosas. Seus cílios eram cor de mel, assim como sua sobrancelha. Ela era baixa, e aparentava ter 14 ou 15 anos, também trajava um belo vestido rosa com rendas.

– Alice, venha comigo — Exclamou ela. Aquilo parecia mais uma ordem a um convite.

– Quem é você? — Perguntei, um pouco atordoada.

– Sou Jane, amiga de Paolo, ele me pediu que a buscasse. Venha comigo, por favor. — Ela parecia não estar muito satisfeita.

Fiquei receosa de aceitar a proposta do Jane, mas parecia tentadora. Ela trazia consigo um casaco cor de mogno, levantei e o vesti. Saí com ela por um corredor que não trazia boas lembranças. Jane parecia apreensiva e constantemente me pedia para andar rápido. Estávamos a cruzar metade daquele longo corredor quando Jane segurou minha mão, e sua pele era incrivelmente gelada. A princípio estranhei, mas Jane segurava minha mão com tanta força que seria capaz de quebrá-la.

Nos aproximávamos do final do corredor quando outra criatura gelada apareceu rapidamente em nossa frente. Ele era baixo e com a pele azeitonada. Seu cabelo era repicado para todos os lados, assim como o meu. Seus olhos eram vermelhos, que chegavam a me arrepiar até o último fio de cabelo. Ao vê-lo, Jane se pôs em minha frente e disse:

– Demetri, não! — O tom que a menina usou era muito suave, apesar de alto e autoritário.

– Jane, você não me deu escolha. Aro quer você e a garota — Demetri, se é que era esse seu nome, respondeu. Olhando fixamente à mim, sem encarar Jane.

– Você não me deixa escolha — Disse ela em tom de ameaça, seguido de um leve suspiro e múrmuro..

– Dor — suas palavras foram doces, extremamente doces. Incrivelmente ela deixou uma palavra tão cruel, bonita. Ao término de pronúncia, Demetri se curvou ao chão e uniu os dentes de maneira tão forte, que parecia que ia quebrá-los, ele também gritava de dor. Como se estivesse um leão por sobre aquele ser. Jane estaria provocando aquilo? Eu não sei, mas se estivesse em qualquer batalha, gostaria de estar ao seu lado.

Notas finais
Desculpem por não ter postado ontem :'( estava cuidando do alvo do meu "imprinting"