Do Princípio...
43 O corpo
Notas iniciais
Bloqueios constantes me pegaram de surpresa >.
De qualquer modo está aí o capítulo ^^
Como prometido: a Vic entrou na história ;D
Desculpem erros...
P.O.V Autora
_Os corpos serão cremados em sinal de vitória, nossa primeira vitória, pois a segunda que virá com precisão, já está vencida!_gritou Mirraz para seu povo.
Todos os telmarinos braguejaram em sinal de concordância, e com uma facilidade repentina, começaram a jogar os corpos num círculo no meio do pátio do castelo.
_Isso é realmente necessário Mirraz?_perguntou Prunaprismia para o Rei.
Ela estava atônica com tal atitude do mesmo, ela sabia que seu marido era um homem violento e vingativo, mais mesmo assim, nunca pensara que presenciaria ele fazer isso com aqueles corpos.
_Eles não são pessoas, são apenas animais._grunhiu Mirraz histericamente para a esposa.
_Mesmo assim, são vidas que mereciam um enterro._falou Prunaprismia com os olhos arregalados para a montanha de corpos que se juntava no pátio do castelo.
Mirraz virou para sua esposa e disse o mais severo o possível:
_São meus inimigos, e isso é para que sirva de lição para todos que ousarem atravessar meu caminho.
Prunaprismia reprimiu um arfar, pois os olhos que à estavam encarando pareciam estar loucos e em busca de sangue para saciar sua raiva.
Sem nada mais falar, a esposa de Mirraz deu-lhe as costas entrando no castelo, correndo o mais rápido que seus pés conseguiam.
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P.O.V Victoria
Percebi o que meu tio estava prestes a fazer, e pela primeira vez na vida ousei-me tentar fazer o contrário.
Tio Aguinaldo corria os olhos em busca do corpo de Suzana, rapidamente fui mais rápida, antes que ele notasse algo.
Aproveitei que todos estavam carregando os corpos mais pesados para o meio do círculo e entrei sorrateiramente entre os demais.
Segurei as mãos pálidas e sem vida dela, minha prima tão querida que perdera a vida em prol do que ela achava certo, e puxei com toda minha força o corpo sem vida da mesma para dentro de uma das torres.
Eu não podia deixar que eles acabassem com seu corpo daquela maneira, não podia permitir deixar que ela virasse cinzas, eu simplesmente não concordava com o fato.
_Acho melhor nos apressarmos, algo me diz que eles não ficaram entretidos por muito tempo._olhei a face de tia Emanoela, mãe de minha prima Suzana, outrora uma garota viva.
Os olhos de minha tia caíram pela primeira vez na filha que se encontrava morta à sua frente.
Eu, mesmo sem ter muito contato com as duas, senti uma tristeza inerte pela perda dela, e acariciei a mão rugosa de minha tia, tentando transpassar a confiança que nem mesmo eu tinha.
Para minha total surpresa, tia Emanoela retirou a mão bruscamente de baixo da minha, e sem cerimônias disse friamente:
_Enterre-a em qualquer lugar daquela floresta imunda, se quiser dê seu corpo para os abutres, apenas não quero ser mais responsável de nada.
Não entendi a forma rispída com que ela falou da filha, mais eu não quis mencionar o assunto, não tinha tempo para tal.
Em poucos segundos subi num cavalo que havia conseguido "pegar emprestado" e coloquei o corpo de minha prima sobre o mesmo, tentando com minha máxima força sustentar seu peso e guiar o cavalo.
_Ande, se não será você a queimar naquela fogueira junto com os demais.
Olhei para tia Emanoela e falei, não me importando o qual soaria ruim e desrespeitoso;
_Você que matou a própria filha?_ eu não podia pensar em minha tia fazendo isso, mais mesmo assim perguntei, com receio que fosse verdade.
Ela negou com a cabeça.
_O pai dela o fez, e acredite, fora o melhor para todos.
Eu abri a boca em uma surpresa incomum.
Não consegui mais olhar para ela, apenas galopei o mais longe o possível dali, não poderia imaginar o porquê os pais teriam tanto ódio da filha.
E daí que Suzana fugiu e voltou-se contra o próprio povo?
Minha prima, pela primeira vez na vida, fez o que achava certo. Eu teria feito o mesmo se vivesse na família que ela vivia.
Com toda minha fragilidade abalada e minha coragem fortificada, eu galopei sem ser vista por entre a floresta.
Havia tomado minha decisão:
O corpo de Suzana seria entregue para seu povo, não seu povo de origem, mais seu povo de coração e fidelidade.
Era o único modo digno de enterra-la.
E eu, a prima que nunca tivera muito contato por culpa dos pais controladores e violentos, faria isso, pelo simples fato que o mesmo sangue que corria por suas veias outrora, ser o mesmo sangue que me unia de alguma forma à ela.
Notas finais
Tenho direito à comentários? *-*
Prometo melhorar mais no próximo.
P.S: capítulo postado para apresentar a Vic, que pediu para entrar na história, sendo assim, espero que goste *-*
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