Do Princípio...
7 Emboscada
Notas iniciais
Agradecimentos as seguintes leitoras:
Júlia;
Nath;
Jajabarnes;
Sem a força e os comentários de vcs está história já teria empacado ^^
Beijos...
Christian sacudiu o ombro de Suzana, a garota acordou assustada, porém antes mesmo que Christian falasse ela já estava preparada e acordada.
Christian esticou-lhe o arco e juntos começaram a recolher as coisas que estavam jogadas e a guarda-las sempre muito atentos à qualquer movimento.
Christian esperou que Suzana montasse enquanto ele encarava a floresta sinistramente pertubadora.
_Vamos suba, acho que não há ninguém aqui.
Christian assentiu, e quando segurava-se na mão de Suzana preparando-se para montar uma flecha acertou-lhe as costas.
Suzana gritou ao ver quatro telmarinos irromperem da floresta.
Ela pulou do cavalo de Christian e puxou a flecha presa às costas do rapaz.Christian gemeu de dor mais não ousou cair,e sim colocou-se em pé atacando com toda sua força seus inimigos.
Suzana atirava flechas sem parar, viu-se contente quando acertou dois telmarinos, que cairam no chão sem vida.
A garota ouviu um grito ensudercedor e virou-se para este, viu Christian cair de joelhos, outra flecha o tinha acertado e desta vez cravou-se exatamente no peito do rapaz.
Ele suspirou e encarou Suzana.
_Fuja_não ouve a pronúncia da palavra, mais Suzana entendeu o movimento dos lábios perfeitamente.
Ela negou com a cabeça e atirou mais uma flecha, agora cravando em mais um telmarino que morreu logo quando está transpassou-lhe.
Ela encarou o último que a atacava com uma espada, desprotegida tentou defender-se com seu arco mais acabou gritando quando a espada feriu sua perna.
Christian sem ser notado aproximou-se, quase sem vida, do telmarino e cravou-lhe a espada no meio das costas, este caíu morto aos pés de Suzana.
_Você está bem?_Suzana estava ajoelhada perto de Christian tentando conter a dor que sentia.
_Salvei sua vida de novo.
Ele riu engolindo seco.
Suzana deixou que lágrimas lavassem seu rosto, ela sabia que Christian estava morrendo e apesar de não conhecê-lo bem ele mostrou-se ser um homem de caráter e um grande amigo.
_Você não muda não é mesmo_disse ela aos soluços.
Ele riu, a voz entrecortada.
_Antes que eu parta, queira Aslam que para seu mundo, eu preciso lhe dizer algo.
Suzana esperou, passando os dedos nos cabelos do rapaz.
_Você é a mais corajosa mulher que já conheci na vida, têm bravura Su..._ele parou abruptamente respirando mais fundo_ Suzana, eu me apaixonei por você desde o primeiro dia que há vi, perdoe-me por isso.
Suzana chorava, ela não possuia tal amor por Christian mais ao vê-lo a primeira vez também sentiu algo especial.
_Não me peça perdão_implorou ela, sentia-se já muito culpada.
Com toda a sua força Christian aproximou-se de Suzana e lhe beijou os lábios.
Suzana não sabia identificar o que sentiu no momento em que houve o beijo.
Ela sentiu-se triste e feliz, amada e culpada.
Ele se afastou, contente por ter feito isso antes de partir.
Suzana encarou seus belos olhos sáfira.
_Você não me ama_disse Christian, não havia, de fato, sido uma pergunta.
_Desculpe_soluçou Suzana.
_Tudo bem querida_Christian afagou-lhe a face.
Eles sabiam que o fim estava chegando, Suzana percebeu e viu quando dando o último suspiro Christian fechou os olhos e partiu.
Suzana queria ter tempo para chorar e se despedir, porém uma cavalaria vinda, um pouco mais longe de onde estavam, fez com que ela levanta-se bruscamente.
Ela lamentava deixar o corpo de Christian ali, mais tinha de o fazer.
A garota recolheu seu arco e retirou a espada de Christian das costas do soldado telmarino limpando o sangue nas próprias vestes, já imundas.
Colocou a espada presa à sua cintura e pulou no cavalo de Christian, infelizmente os telmarinos já irrompiam por entre a floresta, ela começou a cavagalgar zigue-zagueando pelos arbustos, tentando confundi-los.
Felizmente a maioria se perdeu no caminho, mais ainda haviam uns em seu encalce.Ela conseguiu bular mais alguns, mais um ainda a seguia ferozmente.
Ela olhou sobre os ombros e viu Tolkin, o soldado gordo e rochonchudo que estava com Christian a primeira vez que o vira, tinha certeza que também havia sido Tolkin que lhe estapiara a cara várias vezes enquanto prisioneira dos telmarinos.
Ela tentou correr mais, já não era mais nem uma cavalgada, e sim uma corrida entre os dois. O prêmio era a vida daquele que vencesse.
Suzana sentiu a perna machucada doer, mais não podia dar-se ao luxo de se importar neste momento.
Olhou para trás e viu, Deus sabe como, Tolkin mirando uma flecha bem nas suas costas.
Ela parou abruptamente.
A flecha veio, porém num lugar mais propício, ela sentiu o braço arder, mais ignorou-o e arrancou a flecha, nem dando-se tempo de gritar de dor.
Pegou seu arco e Tolkin, que tentava freiar o cavalo ao perceber o que ela estava prestes a fazer, foi atingido bem no peito igual a Christian.Suzana gritou para o guarda que caía de seu cavalo:
_Pelo menos não gastei minhas preciosas flechas!
Ela se virou e continuou ignorando a dor do braço e da perna e cavalgou sem piedade para o lugar mais perto que encontra-se.
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Depois de horas de cavalgada Suzana mal aguentava-se em cima do animal.Estava com o coração em pedaços por Christian e ao mesmo tempo feliz por ter conseguido fugir da emboscada.
Suzana não sabia onde estava, para ser bem sincera ela mal conseguia enchergar de tanta dor que sentia.
Ela viu algo parecido com uma caverna e cavalgou para lá, achando que talvez pudesse passar a noite aquecida e quem sabe até estancar o sangue que ensistia em pingar.
Estava à alguns metros da caverna e percebeu que haviam criaturas em volta doa mesma.
Suzana não sabia se estava delirando, ou se havia mesmo um centauro à encarando.
Ela perguntou-se se está criatura existia na antiga Nárnia mesmo, ou se era apenas sua imaginação já cansada.
O centauro gritou algo para ela, mais ela não conseguiu entender as palavras dele.
Ela continuou a avançar, o centauro parecia muito raivoso com está aproximação, ele falou mais uma vez algo que Suzana não entendeu.
O centauro achando que ela estava ouvindo sua advertência claramente considerou um insulto e saíu em sua direção a espada em punho.
Suzana arregalou os olhos, e impunhou a espada de Christian também pronta para o ataque.
O centauro aproximou-se e transferiu um golpe na mesma perna já machucada da menina.
Suzana gritou, não conseguiu controlar, ela certamente morreria ali, se escapasse, por algum milagre, da morte certa teria sua perna amputada com toda certeza.
O centauro não assustou-se com o grito da garota, isso apenas o fez querer avançar mais uma vez contra sua oponente.
Dessa vez Suzana conseguiu defender-se a tempo da espada ultrapassar-lhe o estômago.
O centauro mais uma vez atacou.
Suzana que havia deixado escapar às rédeas de suas mãos sentiu o cavalo assustar-se e com isso empinar-se fazendo-a bater com as costas no solo úmido.
Mesmo caída e machucada o centauro não parou de golpea-la.
Lá ao fundo ouvia-se vozes gritando:
_Não!
O centauro parecia não escutar o que a menina escutava, e não parou de tentar mata-la cruelmente.
Suzana sentiu o sangue gotejar de seus ferimentos, mais uma vez reuniu a força que já lhe faltava e começou a duelar, desta vez com muita raiva.
Suzana tentava ao máximo lutar pela vida, e apesar de ferida, estava levando a melhor no duelo.
Suzana encarou o centauro e pôde ver surpresa em seus olhos, ela aproveitou a distração da criatura e desarmou-o.
Sua espada ficou à centímetros do centauro, mais Suzana não conseguiu matar a criatura, algo dizia-lhe que era errado mata-lo.
Ela ficou assim: a espada a centímetros para matar seu oponente e lhe faltou vontade e força para fazê-lo.
Suzana vendo o que faria, e percebendo que o centauro tratavasse de uma das criaturas de Nárnia, da verdadeira Nárnia, uma das criaturas abençoadas por Aslam soltou a espada como se estivesse com nojo da mesma.
Ela encarou o centauro que olhava-a ainda surpreso e disse num sussurro:
_Desculpe-me, eu não queria...
Suzana não sabia mais o que falar, apenas abaixou os olhos e começou a chorar silenciosamente.
_Suzana!
A cabeça de Suzana levantou-se ao ouvir aquela voz, como ela ansiava por ouvir aquela voz.
Notas finais
Beijos!
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