Do Princípio...
68 De frente com o inimigo
Notas iniciais
Sentiram minha falta? Eu senti a de vcs :/
Bom, Feliz Natal e Ano novo.
Iria postar antes mais deixei pra hj pra comemorar o aniversário da fic *---*
Um ano já :')
Bom, um beijão e desculpem a demora e o capítulo ;)
P.O.V Suzana
Ele me traira!
Soube antes mesmo de olhar diretamente em seus olhos.
Parecia que o medo em volta do Generel tremeluzia, deixando-me tomada por ódio e, por incrível que possa parecer, angustiada.
Glozelle, temendo a presença de Aslam, fugiu rapidamente, deixando-me paralisada com tal reação.
_Covarde!_gritei começando a correr atrás dele.
_Pare Suzana!_no momento em que Aslam proferira tais palavras meus joelhos cederam sem nem ao menos estarem bambos.
Senti meu corpo fraco e, logo em seguida, eu estava caida no chão, uma sensação de cansaço apoderando-se de meu corpo.
Olhei por sobre o ombro.
_Aslam, deixe-me ir atrás dele._implorei para o Leão que ainda mantinha-me imóvel.
_Nada que façamos por impulso acaba por ser um orgulho, minha filha._disse com os olhos compadecidos.
Entendi o que Aslam tentava explicar e, simultaneamente, dei razão ao Leão.
Assim que senti a razão sobressair minhas decisões pude sentir a avalanche de bem estar inundar meu corpo novamente.
Respirei fundo enquanto me levantava do chão, minhas vestes sujas de barro.
_Desculpe Aslam._pedi, a cabeça baixa de vergonha.
_É compreensível Sú._disse Lúcia se achegando à mim.Sorri para minha pequena Rainha.
_Lúcia tem razão, mas você tem de saber se controlar Suzana._falou Aslam com um sorriso amável.
Assenti mordendo o lábio inferior, a vergonha me corroendo.
_Eu só..._suspirei desanimada.
_Sabe Aslam, eu, mesmo que desconfiasse de Glozelle, no fundo, eu pensei que ele estava dizendo a verdade._desabafei exasperada.
Aslam ficou com um olhar misterioso, como se soubesse de algo...
_Não julgueis, para que não sejais julgados._falou com um olhar sábio.
Senti Lúcia me observar, perguntas também pairavam sobre a cabecinha da pequena Rainha, mas, mesmo assim, ficamos caladas, esperando Aslam prosseguir.
_Suzana, acho que..._Aslam não terminou, pois eu sabia a resposta.
_É hora de voltar!_falei determinada, uma mistura de saudades e curiosidade se alastrando por todo o meu corpo.
Aslam sorriu, parecendo ainda mais majestoso.
_Sim, minha filha.Lúcia, ao meu lado, comemorava com pequenos pulos.
Embora não estivesse demonstrando minha satisfação, eu tinha que admitir: eu ânsiava por este momento, mais do que qualquer coisa, porém, ainda que fosse difícil entender o porquê, eu tinha que confessar à mim mesma que estava imensamente grata por poder ver os olhos angelicais e a face estonteante de Pedro, mas, ainda assim, uma parte de mim chorava por poder reencontrar Caspian.
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P.O.V Nath
_Tem certeza que é por aqui?_perguntei desconfiada, afinal eu não poderia depositar, mesmo que quisesse, minha confiança em Kevin.
_Você tem que ter mais fé em mim._resmungou ele.
Revirei os olhos.
Fazia algum tempo que Kevin nos conduzira até uma parte escura da floresta.
Ele nominou aquele pedaço como "o poço de Ramandu", algo que no começo não compreendi, mas, depois de ter passado por seis "quase" mortes, eu entendi.
Aquele lugar, segundo Kevin, era onde Ramandu depositava seus segredos mais profundos, por este motivo armadilhas surgiam do nada, pegando de surpresa qualquer forasteiro que por ali passasse.
Kevin, felizmente, tinha noção do que fazer e de como se defender quando flechas passavam zunindo do nada, ou apenas ninhos de cobras caíam sobre nossas cabeças.
_Este lugar é..._tentei encontrar uma palavra que não demonstrasse meu medo evidente_interessante.
Kevin gargalhou enquanto decipava um tipo de ave desconhecida que tentara bicar sua mão.
Fiz careta enquanto encarava o sangue da espada de Kevin ser limpo em suas próprias vestes.
_Sabe, apesar de ser uma guerreira, eu tenho que admitir algo: você é nojento!_falei com aspereza.
Kevin não me encarou, mas tive certeza que ele estava com o semblante erguido.
_Não me admira nada, afinal você é mulher, e todas vocês, sem exceção, são muito femininas._falou com escárnio.
Bufei, porém mantive-me calada, não queria um motivo para usar minha espada.
Depois de algum tempo andando e farpas sendo trocadas constantemente por ambos, chegamos ao fim daquele labirinto.
_É ali?_perguntei encarando uma colina inclinada, onde, bem lá no topo, uma luz brilhava sem vida.
_Talvez sim, ou não._comentou ele me fazendo olhar questionadora.
_Acha mesmo que Ramandu apenas guarda a espada como um de seus tesouros mais valiosos?_perguntou divertindo-se com minha ignorância.
_Não._menti descaradamente.
_Que bom, porque, se bem conheço de Ramandu, aquele é só um de seus muitos objetos de manipulação._falou ele mais para si mesmo.
_Então anda logo, escala o morro!_mandei autoritária, fazendo-o me olhar espantado.
_Desculpa, mas essa tarefa é sua._falou enterrando a espada no chão e cruzando os braços folgadamente.
Escancarei a boca.
_Como assim? Vai me deixar morrer escalando?_perguntei com raiva.
Kevin tentava não rir, porém estava falhando catastroficamente no ato.
_Sabe o que é Nath?_perguntou com um sorriso abafado.Esperei sua resposta impacientemente._É que eu não possuo asas, igual à outras pessoas._falou já se matando de tanto rir.
Corei violentamente.
Eu me senti totalmente ridícula enquanto encarava meu belo par de asas.
Olhei, com fogo queimando nos olhos, para Kevin, porém isso só o fazia se divertir mais às minhas custas.
Não esperei mais nenhuma palavra, apenas levantei vôo sem olhar para trás.
Eu estava me sentindo uma perfeita imbecil.
Porém, pior do que se sentir assim, era sentir que eu devia tudo à Kevin.
Que, pela primeira vez na vida, agiu dignamente.
Conforme eu alcançava o topo do morro, pude perceber o frio se alastrando à medida que a luz começava a ficar mais forte.
Pisquei várias vezes para tentar enxergar melhor. Do jeito que Ramandu tinha forte influência sobre a luz, pelo fato de ser uma, ele não deixaria de aproveitar esse poder para usar como mais uma de suas armas.
Quando senti meus pés encostarem no topo da colina rochosa, o frio já havia dominado todo o meu corpo, era como gelo contra pele, embora as condições de tempo parecessem perfeitas.
Tentei sugar o quanto de oxigênio que consegui, uma vez que era difícil por conta do frio absurdo.
Minhas asas, antes tão poderosas, murcharam estranhamente.
Eu me sentia estranha.
O brilho envolto em meu corpo já não tinha vida...
_Eu sabia que viria, sua traidora..._a voz engasgada e, ao mesmo tempo, suave de Ramandu, enchera meus ouvidos deixando com que um pânico anormal dominasse meu corpo.
A marca em meu braço, até então adormecida, flamejou do nada.
Arfei enquanto tentava não urrar de dor.
Tentei focalizar a figura que se aproximava, porém às lágrimas de dor impediam tal ato.
_É bom vê-la aqui Natália, eu realmente tenho contas a acertar com a senhorita._a sombra de Ramandu se vez visível, assim como se fazia em meus pesadelos.
O sorriso diabólico do pai de Lilliandil era eficáz, causando temor e tortura.
Olhei nos olhos da figura idosa e vi fluir fogo por entre suas órbitas.
Soltei um grito quando minha marca, já corroída por dor, começou a se abrir fulmegante.
Era o fim, ou, pelo menos, o meu fim!
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