Do Princípio...
5 Sentimentos
Notas iniciais
Os três irmãos e Suzana saíram de dentro das ruínas do castelo de Car Paravel e recolheram lenha aos arredores do que um dia tinha sido um magnífico castelo.
Pedro estava acendendo uma fogueira com uma caixa com palitinhos a qual deixara Suzana impressionada quando esta queimou após ser arranhada a pequena caixa.
Os três riram ao ver a expressão da menina.
_Acho melhor acharmos algo para comer_anúnciou Pedro, no seu habitual estilo de liderança.
_O que me dizem daquelas macieiras logo após os muros do castelo?_Edmundo já se levantava seguindo para as mesmas enquanto falava.
_Me lembro delas, nós que plantamos Pedro.
Lúcia batia palmas, irradiando de felicidade.
Os quatro atravessaram os muros pulando e escalando as macieiras, enquanto recolhiam as maças deixavam escapar risadas, pareciam quatro crianças, por um breve momento Suzana sentiu-se parte daquele pequeno grupo de crianças, que na verdade eram reis e rainha.
_Esqueci!
Suzana gritou quase caindo da árvore.
A garota pulou com facilidade da macieira e correu por entre as árvores.
_Suzana onde está indo?
Lúcia só não corria desenfreada atrás da menina porque braços fortes a mantinham no mesmo lugar.
Suzana desapareceu ao adentrar na floresta.
_E essa agora!_Edmundo estava muito frustado igualmente aos irmãos.
Todos se posicionaram com espadas e arcos ao ver que não era só Suzana que vinha ao encontro deles.
_Por qual razão estão apontando estas armas para mim?
Os olhos de Suzana estavam arregalados enquanto tentava acalmar Aslam que odiava objetos afiados.
Os irmãos abaixaram as armas desconcertados.
Lúcia correu ao encontro do cavalo e acariciou-lhe a crisna.
_Ele é tão belo!
A menina estava maravilhada, Suzana sorriu, mais uma vez viu seu reflexo refletido na pequena menina, como se parecia com ela.
_Qual é o nome dele?
Pedro perguntou acariciando o focinho do animal.
_Para os telmarinos Billy.
Edmundo juntou as sombrancelhas e perguntou:
_E para nós narnianos há outro nome?
Suzana teve que concordar, Edmundo era o mais inteligente dos irmãos, nenhum dos outros pareceu entender a resposta dela.
_Aslam, obviamente.
Todos estavam espantados, com excessão da pequena Lúcia que parecia mais fascinada do que nunca pelo animal.
_Poderia, se não lhe conhecesse, jurar que seu sangue um dia, ou talvez em outra vida, pertenceu aos narnianos.
Pedro falou os olhos sérios.
_Eu também Rei Pedro.
_Suzana, pode nos chamar pelos nomes, não me sinto bem você tendo que mostrar-se educada.
Suzana sorriu.
_Bem vê que você já me conhece Rainha..., quero dizer Lúcia, educação nunca esteve em meu vocabulário.
Os três riram e encaminharam-se, os braços cheios de maças, para dentro do pátio perto da fogueira.
Durante aquela noite perceberam que tinham muito em comum, riram, brincaram e até mesmo contaram histórias.
Lúcia havia se escondido nos cabelos de Suzana, que à essa altura já encontrava-se solto e desgrenhado, a pequena rainha havia ficado assustada quando Edmundo teve a brilhante ideia de contar histórias de terror.
Pedro, vendo Lúcia indefesa, pediu para que Edmundo parasse, o rapaz, mesmo contrariado, parou e preocupou-se em virar para o lado e dormir.
Lúcia se aconchegou em Suzana e dormiu após um longo tempo, era certo que a pequena estava temendo as criaturas da história de Edmundo.
Sendo assim todos encontravam-se deitados e, com excessão de Pedro e Suzana, dormindo.
Pedro encarava as chamas da fogueira, os pedaços de galhos secos crepitavam conforme as labaredas o consumiam.
Suzana estava uma mão servindo de travesseiro para Lúcia a outra encontrava-se fazendo o mesmo para si, a corajosa jovem encontrava-se observando as estrelas, constelações que ela sempre tivera vontade de conhecer mais que a oportunidade nunca lhe surgira.
_Está acordada?
_Uhum_Suzana limitou-se apenas a fazer um grunhido com a garganta.
_Se importa se lhe perguntar algo?
_Não Pedro, fique à vontade.
Pedro hesitou, porém logo após algum tempo prosseguiu:
_Pelo que percebi, e descobri de você hoje, diria que está sozinha no mundo, quer dizer, você largou seus pais em busca do castelo de Car paravel, ou até mesmo de Aslam..., não ficou com medo de não encontrar nenhum dos dois?
Suzana pareceu entender o que ele queria dizer e esperou que ele falasse mais, porém quando Pedro deixou claro que estava esperando que ela continuasse a conversa, a menina começou a falar aos sussurros:
_Desde a hora em que sai no meio da noite e segui viagem eu não procurava Aslam_Pedro estava boquiaberto, mais deixou que ela terminasse_Eu simplesmente procurava algo que Aslam havia traçado em meu caminho, Pedro...
Desta vez Suzana olhou o rapaz enquanto falava, este a encarou também.
_Eu sempre soube que Aslam estava comigo, independentemente de qual fosse minha origem e da onde eu iria, ele nestes momentos sempre estivera comigo, jamais abandonou-me.
_Eu admiro sua crença Suzana, queria ser forte para acreditar que nem você.
Suzana sorriu tristemente, ela podia ver que Pedro sofria, sofria muito pelo que estava acontecendo, e temia mais ainda o que aconteceria.
_Você acredita Pedro, sei que sim. Apenas o medo que está sentindo está acobertando este sentimento. Não é fácil ser o irmão mais velho, e é menos fácil ainda ser um Grande Rei.
Pedro afirmou com os olhos marejados.
Suzana estendeu a mão cobrindo a curta distância que os separava e segurou a mão dele.
Pedro observou os dedos se juntarem aos de Suzana e sentiu seu coração tamborilar e doer ao mesmo tempo.
Era um sentimento bom para ambos, um estava transferindo força para o outro, porém o que os dois sentiam além disso encomodava eles.
Suzana sentia seu coração aquecer quando o viu a primeira vez e isso apenas se intensificou à medida do tempo que passaram juntos, ela sentia-se muito ruim por estar pensando no rei com tamanha força, sentia-se até mesmo fraca por está cultivando este sentimento dentro dela, sentia-se culpada.
Pedro enquanto adormecia as mãos entrelaçadas às dela sentiu-se formidavelmente bem, nunca havia se apaixonado antes de fato, mais sentia-se amado e protegido quando estava perto de Suzana, e apesar de não saber como sentimento tão bonito podia fazer-lhe sentir-se péssimo, ele não se importava, finalmente havia se apaixonada e sentia-se sortudo e bobo ao mesmo instante.
Ela adormeceu e ele também, ambos não ousaram soltar as mãos, mesmo quando estas começaram a causar certo desconforto, eles não queriam interromper a conexão que havia nascido a luz das estrelas e das labaredas vivas da noite.
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Suzana acordou com um chapinhar de algo sólido batendo na água.
Ela olhou para os lados, estava prestes a amanhecer, seus braços doíam e suas costas também.
Lúcia durante a noite havia se agarrado à cintura da menina, e esta não sentia o braço por conta da cabeça de Lúcia que repousava sobre ele.Suzana reirou o braço mortificado de baixo da cabeça de Lúcia depois tirou os braços da pequena de sua cintura com todo o cuidado para não acorda-la.
Ela olhou para sua mão entrelaçada ao do Rei e sorriu feliz, sentia-se péssima por este sentimento, mais ainda assim o amor que estava nascendo dentro de si fazia com que este sentimento fosse refreado.
Suzana notou que durante a noite Pedro arrastou-se para mais perto dela, isto a fez ampliar seu sorriso.
Suzana delicadamente soltou seus dedos dos de Pedro, o rapaz abriu os olhos assim que não sentiu mais o toque de Suzana.
_Desculpe, eu não queria acordar você.
Pedro levantou-se e esticou os braços, depois encarou Suzana com um sorriso.
_Não foi nada.
Mais uma vez Suzana ouviu o som do chapinhar de algo dentro da água.Os dois se entreolharam e levantaram num salto.
_Vamos, deixe-os dormir.
Suzana não queria acorda-los então silenciosamente pegou seu arco e algumas flechas e caminhou até o rio além dos muros do Castelo.
Pedro também estava com sua arma em punho pronto para usa-la.
Eles viram um barco à remo, neste estavam dois guardas.
_Telmarinos_sussurrou ela para Pedro.
_O que é aquilo que estão levantando?
Os dois semicerraram os olhos e quando perceberam o que era saíram correndo de trás das árvores.
_Solte-o.
Suzana viu a surpresa nos olhos dos telmarinos, mesmo assim começou a atacar flechas uma seguida de outra.
As duas primeiras acertaram um dos telmarinos, este caíu morto no mar o outro jogou o pacote vivo no mar e pulou no mesmo.
Pedro e Suzana largaram suas armas e entraram na água, sorte que os dois nadavam muito bem.
Entre braçadas os dois afundaram e trouxeram a superfície o anão que havia sido jogado no mar.
_Eu não vi o outro soldado.
Gritou Pedro logo que chegaram à superfície.
Os dois vasculharam com os olhos ao seu redor, o telmarino certamente devia ter se embrenhado na floresta.
_Leve-o, eu pego o barco.
Pedro acenou para Suzana que nadou rapidamente para ajuntar os remos que estavam sendo arrastados pela correnteza.
Pedro chegou até a praia e retirando um canivete das vestes desamarrou o anão.O anão tossiu e cuspiu a água contida em seu pulmão fora.
Pedro, vendo que este estava a salvo, voltou-se para o mar à procura de Suzana.
Sentiu o coração afundar.
Suzana não estava mais lá os remos encontravam-se dentro do barco e este estava no meio do rio sem caminho.
_Suzanaaaaaaaaa.
Pedro correu de volta para a água e viu quando um vulto montado num cavalo passava correndo por entre os arbustos carregando o que parecia ser Suzana toda amordaçada e amarrada.
Pedro vislumbrou os olhos azuis de Suzana, neles não havia medo nem pavor, apenas convicção.
Pedro queria correr atrás dela, mas sabia que era impossível alcança-los, mesmo se montasse em Aslam.
Pedro, agora desolado, tomou a única decisão sábia: ele partiria com seus irmãos o mais rápido do que nunca de Car Paravel, antes que um exército telmarino lhe fizesse uma visita.
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Já faziam dois dias, pelas contas de Suzana, que estava sendo mantida prisioneira dos telmarinos.
Ela sabia que estavam no meio do nada, porém não sabia precisamente onde.
Sentia as cordas prender-lhe os pulsos e os calcanhares, eles à haviam vendado os olhos, para que não ouvesse maneira de fugir.
Muitas vezes conseguiu desamordaçar a boca, mais de nada adiantou, eles voltaram a armodaça-la e ainda haviam lhe estapiado dezenas de vezes, numa dessas vezes Suzana jurou ouvir o riso maquiavélico de Tolkin, o soldado que havia lhe ameaçado dias atrás.
Suzana estava temerosa pelo que pudesse ter acontecido as suas majestades, talvez Pedro tivesse entendido o recado e partido daquele lugar imediatamente.
Não sabia o que acontecia ao seu redor, apenas sabia distinguir o tempo que estava ali devido ao silêncio que se fazia ao cair da noite e o aglomerado que se era ouvido ao clarear o dia.Suzana estava fraca, havia apenas se alimentado no dia anterior.
Mirraz, receando que sua prisioneira desfalecesse, mandou-lhe pão seco e água, mesmo assim não fora suficiente para reaver suas energias.
Bummmm.
Um barulho fez Suzana alarma-se.
Ela permaneceu calada e imóvel.
Passado alguns segundos ela viu alguém retirar-lhe a venda e a amordaça.
Ela não conseguia ver o rosto da figura que lhe estava resgatando a vida, mais mesmo assim sentiu-se grata.
A figura cortou-lhe as cordas e a levantou cuidadosamente.
_Apoi-se em mim!
Suzana achou a voz familiar, já tinha ouvido a mesma, porém não retardou em apoiar-se, ela literalmente precisava de ajuda.
Uma porta foi aberta e Suzana notou que tratava-se de uma colcheira, estava sendo mantida refém em uma colcheira, achou um absurdo usar uma como esconderijo, patético até.
_Segure-se aqui.
Ela obedeceu a voz encostando-se na colcheira enquanto o soldado pulava para fora desta.
_Venha, pode pular!
Suzana pulou atrapalhadamente, graças aos céus foi levantada pelo soldado.
_Vamos, não temos muito tempo!
Ela concordou caminhando o mais rápido que suas pernas permitiam, mesmo fraca em pouco tempo haviam alcançado um cavalo que os esperava na entrada da floresta.
Ela tentou sem muito sucesso olhar o rosto de seu salvador, porém a noite nebulosa não permitiu que isso acontecesse, então simplesmente Suzana esperou que o cavalheiro montasse no cavalo e em seguida aceitou a mão do mesmo e subiu no animal.
Em alguns minutos já estavam cavalgando bem longe do acampamento dos guardas telmarinos, e o melhor é que não haviam guardas os seguindo.
_Por Aslam Suzana, por quê não me esperou na entrada do bosque como conbinado?!
Suzana ergueu a cabeça e viu Christian à encarando sobre os ombros.
Ela queria socar-lhe a cara, mais não tinha mais força para isso, apenas encostou-se no ombro do rapaz e adormeceu enquanto cavalgavam para fugir dali.
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Suzana sentia-se em ruínas, pior do que o castelo de Car Paravel, o pensamento trouxe todas as lembranças, de Lúcia, Edmundo e Pedro.
Ela sorriu ainda com os olhos fechados.
Quando abriu-os deparou-se com Christian observando-a sentado à uma certa distância num tronco de árvore.
_Acho que deveria comer algo_sugeriu ele, apontando para um cesto de frutas diversificadas ao lado da improvisada cama de Suzana.
A garota o olhou seriamente, ainda estava muito fraca mais sustentou o olhar.
_Sei exatamente o que está pensando Suzana, e não, eu não lhe entreguei para os telmarinos.
_Então porque havia dezenas deles me perseguindo?_disse Suzana, não conseguindo manter uma voz raivosa por conta de sua energia esgotada.
Christian caminhou até seu cavalo e retirou um cantil de água de dentro de uma bolsa pendurada à cela, se aproximou e ofereceu o líquido para Suzana.
Está não o pegou, então juntando toda a paciência que tinha, Christian limitou-se a explicar o que acontecera:
_Eu estava pronto para encontrar-lhe no bosque, quando telmarinos saindo de lá sei onde passaram por mim sem sequer perceber minha presença.
Christian sorriu.
_Era de se esperar que não me parassem julgando pela minha vestimenta semelhante à deles.
Suzana não riu da tentativa de piada de Christian, pelo contrário achava tudo muito zombateiro demais, não apreciava este tipo de comportamento.
_Olha, eu ia até você mais achei que quando visse os guardas iria voltar correndo para casa.
_Como pode pensar assim de mim? Acha que sou tão medrosa quanto você?
Suzana levantou-se, isso lhe custou um tremer de pernas e ela teria caído de cara no chão se não fosse Christian segurar-lhe os braços.
_Solte-me!
Ele verificou se ela estava bem e depois a soltou.
_Desculpe, sei que fui um completo idiota.
_Sim foi.
Suzana estava muito amarga e seca.
Christian calou-se, sabia que ela não lhe perdoaria tão cedo mesmo.
Suzana, mesmo não querendo mais ouvir a voz dele foi obrigada a perguntar:
_O que fez os telmarinos partirem para a floresta se não foi por sua causa?
Christian a olhou esperançoso, ela de fato estava acreditando em suas palavras.
_Foi a fuga do Príncipe Caspian.Suzana esqueceu-se por um momento de sua raiva.
_Como?
_O Príncipe Caspian fugiu do castelo do tio, não se sabe exatamente o por quê, mais o fato foi que se embrenhou or quê, mais o fato foi que se embrenhou para as antigas terras dos narnianos e desde então não se ouviu mas falar nele, o tio está escondendo o contentamento pela fuga do sobrinho.
Suzana estava aturdida.
O que faria com que o Príncipe Caspian fugisse no meio da noite e abandonasse todo o seu reino?
_Impossível, algum motivo deve tê-lo feito fugir.
Christian estava pensativo, olhando para o nada.
_Acho que o nascimento, naquela mesma noite, do seu primo o fez partir.
_A rainha teve um herdeiro homem?
Suzana arregalou os olhos, agora tudo fazia sentido.
Conhecendo o pouco que conhecia de Mirraz tinha certeza que este tentou matar o príncipe, com o intuito de deixar a corou para seu sucessor.
_Caspian, acho eu, deve ter sido atacado naquela mesma noite, ou se não percebeu o perigo que corria e fugiu antes que sua vida lhe fosse arrancada.
_Pobre Caspian..._Suzana sempre sentira raiva de Caspian, por ele ter visto o que Mirraz fazia aos que atrevessem a mencionar Nárnia e seu povo e nunca ter tomado partido sobre isso.
_É, o coitado deve estar desolado.
Christian parecia estar realmente penalisado pelo que acontecera ao príncipe.
_Se bem que ele mereceu.
Christian arrancou seu olhar de entre as árvores e encarou Suzana interrogativo.
_Um homem que vê coisas terríveis acontecerem ao seu redor e limita-se em apenas observar, deve morrer antes mesmo de qualquer coisa.
Christian soltou uma gargalhada entendendo a indireta.
_Já aprendi a lição, e além do mais desta vez eu salvei sua vida.
_Pelo simples fato de tê-la posto em perigo desde o princípio_rebateu Suzana zombateira.
Os dois riram e Suzana percebeu que precisava da água e das frutas.
_Resolveu parar com a teimosia?_disse Christian indicando as mordidas e a água que Suzana engolia compulsivamente.
_Apenas estocando energia.
_Posso saber para quê?
Ela riu e o encarou.
_Para reuni-la no soco que lhe darei quando estiver fortificada.
Durante aquele dia os dois conversaram sobre o que acontecera à ambos durante estes dias em que não se viram, Christian ficou muito animado ao saber da existência dos reis e da rainha de Nárnia, só não lhe agradou a ideia de serem tão jovens.
_Posso lhe assegurar que apesar de jovens duelam muito bem, principalmente o Grande Rei Pedro.
_E como você descobriu isso?_Christian já sabia a resposta mais fez questão de vê-la vangloriar-se.
Quando Suzana acabou de contar em detalhes sobre o duelo que travou contra o Rei, Christian ria compulsivamente.
_O que foi?_disse ela rindo também.
_Você nem se importou em dimínuir os detalhes.
_E daí?_os dois ainda riam.
_Eu ficarei daqui a pouco sem ar_Suzana o olhou com um ponto enorme de interrogação na cara_Por conta do seu ego imensamente grande.
Suzana tapeou-lhe o ombro, ele ficou perplexo quando ela o fez.
_Ai_soltou ele a encarando.
Logo depois ele bateu, é claro que fracamente, no ombro dela.
Ela olhou para ele mais perplexa do que nunca.
_Você me bateu!
Ele olhou risonho para ela e deitou-se na cama improvisada.
_Não me diga que quer tratamento especial?_ele arqueou as sombrancelhas encarando-a.
Ela, agora um pouco conformada, deitou-se do lado dele e bufou.
Christian riu, nunca havia encontrado pessoa mais teimosa durante toda sua vida.
Ela virou-se para o lado oposto do que ele estava e fechou os olhos preparando-se para dormir.
_Boa noite_Christian ainda ria.
Ele pensou que ela não o responderia mas depois de alguns minutos a resposta veio.
_Boa noite Christian.
Isso o fez arder por dentro.
Suzana era corajosa e muito bonita e ele mais do que nunca queria que ela se apaixona-se por ele, assim como ele estava apaixonado por ela.
Notas finais
Espero que gostem, e se quiserem comentar será ótimo ;)
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