Do Princípio...

65 Olhos da morte...


Notas iniciais
OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Dois capítulos no mesmo dia, eu, definitivamente, posso dizer que voltei!!!! O/O/O/O/O/O/
Enfim..., AMEI, AMEI, AMEI E AMEI ver que minhas lindas maravilhosas e amigas leitoras não me abandonaram *-------*
Sério, muito obrigada à todas vcs!
Estou tão feliz por estar de volta!
É uma sensação de aconchego..., como se estivesse voltando para casa depois de muito tempo...
Amo vcs por me fazerem sentir assim!
Obrigada à todas, de verdade!
Vim postar um capítulo, ainda meio enferrujado, porém já ganhando formas melhores que o anterior ^^
Vou fazer um trabalho e, em seguida, volto para responder os comentários de vcs, comentários esses que tornaram meu dia de depressão pós-Enem um dia muito estonteante. *-----*
Obrigada, de novo!
Boa leitura...
Desculpem erros...
E..., prometo que vou melhorar ;D

P.O.V Lúcia

_Você estará com ela em breve, minha querida._disse com o olhar bondoso.

Suspirei triste. A agonia de não ter a certeza se alastrando pelo meu ser.

_Entendo._disse direcionando meus olhos para além das árvores verdejantes.

_Aslam, por que é tudo tão difícil?_senti o nó se apertar em minha garganta, a tristeza me consumia aos poucos...

O Grande Leão aproximou-se examinando-me com seus olhos sábios.

_Lúcia, desde os tempos antigos a maldade prevalece no seu e no meu mundo. Ela ofuscava o que é belo e destrói as coisas puras.

Olhei-o em silencioso questionamento.

Aslam prosseguiu:

_Não há como evitar que as pessoas se tornem egoístas e ambiciosas, pois a maldade está em toda e qualquer criatura existente. É apenas questão de tempo até cada um encontrar ela._ele olhou para o horizonte ao longe.

_Basta escolhermos..._disse pensativa.

Era como opinar por um caminho de Luz ou de completa Escuridão.

_Aslam, você acha que um dia a paz pode reinar em todos os corações?_a pergunta era tola, mas algo dentro de mim ansiava pela resposta.

Encarei o mesmo horizonte que o Grande Leão contemplava.

_O dia em que o homem aprender a perdoar e a aceitar as diferenças entre seus semelhantes o mundo descansará em repleta paz e harmonia.

Alguns segundos se passaram. Nem Aslam, nem eu nos incomodamos com o silêncio, pois, mesmo que por poucos segundos, estávamos em perfeita paz de espírito.

P.O.V Nath

_Por que você quer se sacrificar por eles?_perguntou-me Kevin pela milésima vez consecutiva.

_Está ficando difícil ter essa conversa com você._soltei de mal humor.

Kevin franziu a testa.

_Me desculpe por querer poupar sua vida!_disse irônico.

_Poupar minha vida? Ora, francamente! Quem é você para falar isso? Já sei! O mesmo homem que me matou há milênios atrás!_gritei exasperada.

Estava ficando insuportável debater sobre este assunto com Kevin. A fingida ingenuidade dele me deixava com um nível inimaginável de raiva.

Ele olhou-me magoado.

_Se eu pudesse eu voltaria no tempo. Você sabe disso._seus olhos negros, tão parecidos com os de Edmundo, transmitiam verdade. Seria ignorância de minha parte fingir não perceber tal arrependimento.

_Uma das formas de se reconciliar com sua própria conciência seria ajudando-me._disse com o tom de voz moderado.

Por mais que eu quisesse gritar eu já não conseguia. Não com a semelhança entre os olhos de Kevin e de Edmundo a me encarar.

Ele sorriu de leve. Como se não acreditasse no que eu estava dizendo.

_E acabar com a sua vida é o modo de descansar em paz?!_disse sarcástico.

Revirei os olhos.

_Kevin, eu sei o que eu quero. E, no momento, eu quero sua ajuda e sua capacidade de compreensão. Deixa de ser cabeça dura e me ajude! Eles precisam de mim!_eu sabia que meus olhos imploravam com uma foça sem igual, pois Kevin afastou-se abalado com minhas palavras.

Ele encarou o chão e disse em um tom amargo:

_Ajuda-los ou ajudar seu querido Rei Edmundo?_seus cabelos negros e compridos caíam em camadas, escondendo seu rosto como um véu.

Eu ri internamente.

_Não tenho o porquê esconder que faço isso por Edmundo também. Não é só porque lhe reencontrei que começarei a fingir que nada aconteceu._falei calma, o sangue fervendo por minhas veias.

Kevin ergueu a cabeça.

_Eu ainda te amo._disse simplesmente. Sua expressão era de desespero.

Mordi o lábio inferior. Eu desejava muito falar-lhe umas verdades, porém não tinha mais tempo a perder.

_Sinceramente eu não tenho nada a ver com isso._falei sem emoção.

_Como pode fingir que o que passou ao meu lado não teve significado?_questionou com um sorriso afável.

Eu ri, um sorriso de pura indignação.

_Não escondo o que tivemos, mas também não demonstro um amor imaginário!

Kevin sorriu maliciosamente.

Às vezes ele parecia não recuperar-se de sua bipolaridade.

_Não parecia imaginário quando...

Antes que ele começasse a entrar em detalhes inapropriados eu o cortei.

_Chega! Você já me enrolou tempo demais!

Ele suspirou pesado.

_Tudo bem minha Guardiã, o que você deseja?_disse conquistador.

_Você sabe o que eu quero!_fui sucinta.

Kevin bufou com raiva.

_Não acredito que você está me pedindo isso! Você quer mesmo acabar com sua vida?!

Eu sorri, meus olhos lacrimejando.

_É a minha vingança._minha expressão beirava entre a loucura e a incompreensão.

Kevin balançou a cabeça achando graça.

_E posso saber contra quem?

_Contra Ramandu..., contra você... e, principalmente, contra mim mesma.

Com um sorriso de orelha a orelha ele finalmente cedera.

_Se é assim, eu topo!

P.O.V Victoria

Minha conversa com Aslam havia-me abrido os olhos de uma forma que jamais pensei ser possível.

Eu me sentia tão frágil antes, tão insignificante, sem valor...

Mas, assim que percebi que havia escolhas, escolhas as quais jamais imaginei ter, minha realidade tornou-se insana e, assim que dei por mim mesma, eu já havia aberto os braços para a eternidade.

_Vic?_perguntou-me uma Suzana brotando através das árvores.

Sorri, eu esperava encontra-la.

_Minha prima!

Foi simultâneo e veloz. Em segundos eu abraçava-lhe os ombros com intensidade e carinho.

_Senti sua falta._disse ao meu ouvido.

Larguei-a para poder encarar seus olhos azulados.

Suzana, pela primeira vez desde então, olhou-me com curiosidade, olhou-me como muitos encaravam o Grande Leão.

_O...o...que...houve?_falou entre gaguejos entrecortados.

Sorri brandamente, e, considerando sua expressão, tenho certeza que minha transformação era clara aos seus olhos humanos.

Deixei que ela cambaleasse alguns passos para trás.

Suzana olhava-me espantada, afinal, ela tinha os olhos da morte.

_Ela é linda!_comentou um homem atrás da mesma.

O olhei com um sorriso triste. Ele, assim como qualquer outra pessoa, podia enxergar o que aparentava, porém Suzana tinha o dom da visão além da vida, e, neste segundo, ela não parecia agradar-se com o que via.

_Como?_perguntou abismada enquanto encarava o homem que havia comentado sobre minha aparência.

O homem com traços fortes e o olhos cansados, por conta de sua idade, olhou-a com a mesma perplexidade.

_Você não consegue ver o quão ela irradia beleza?_perguntou espantado.

Suzana voltou seus olhos assustados para minha imagem.

Ela engoliu em seco e assentiu.

_Vejo tudo..._disse pensativa, encarando o verdadeiro reflexo por detrás de minha máscara.

_Não tema._falei guardando meus soluços incontroláveis.

Suzana, mesmo com a testa enrugada de preocupação, assentiu.

_Jamais!

E, surpreendendo-me com sua capacidade de compreensão, correu até meus braços, sem preocupar-se com a aparência tenebrosa por trás da aura exuberante.

Sorri em meio a lágrimas imaginárias, lágrimas essas que jamais cairiam novamente...

Notas finais
Amo vcs!
Vou entrar em dia e visitar algumas fics que eu amo!
Deixar minhas marquinhas nelas ;D
Beijos, e, se quiserem comentar, me farão muito feliz!