Do Princípio...
53 Intenções
Notas iniciais
Enfim, garanto que até amanhã respondo todos (se minha net não cair ^^)
Estou amando os comentários, de verdade *-*
Desculpem erros...
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Esqueci de avisar: ontem a fic completou um mês (Oweeee, *-*) Tudo bem, eu sei que não é tão importante, mais eu tô tão feliz que queria dividir minha alegria com minhas maravilhosas e esplendorosas leitoras ^^
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Queria parabenizar uma pessoa, na verdade uma leitora fiel e amiga: Juh parabéns por ter passado no vestibular da Federal *-*
Nossa, sei que não sou ninguém, mais eu tô tão orgulhosa de vc, é muito difícil passar na Federal, e vc conseguiu *----------*
Ai amiga, muitas felicidades, vc merece de verdade!
Espero esse ano eu consiga passar também :$
Torce por mim ;D
PARABÉNSSSSS FLOR (pulando desde ontem que vi seu comentário, parece que foi até eu que passei ^^)
Mil beijos, tô muito feliz e orgulhosa *-*
P.OV Suzana
A dor em minha cabeça estava um pouco melhor, mais ainda assim minha visão estava escurecida, haviam vendado-me e amordaçado-me, típico de telmarinos, haviam feito isso da outra vez também.
_Por que não mata-la senhor?_uma voz um tanto grave soou um pouco perto, mais tentando ao máximo fazer-se baixa.
Ouve uma pausa e outra voz começara a falar, dessa vez urgente e com uma grosseria sem tamanho.
_Por acaso vocês capturaram ela, ou foram incopetentes o bastante para deixa-la escapar?_perguntou furioso, meu cérebro gritou o nome Mirraz logo após do término da frase.
Apesar de não ter visto muito o Rei, sempre que haviam anúncios meu pai me levava praticamente arrastada para os mesmos, eu lembrava-me vagamente da voz irritante do Rei, e o quanto ele se vangloriava.
O silencio seguinte se prolongou, normalmente, um dos guardas de Mirraz não havia conseguido pegar Lúcia e Vic, sorri, feliz por saber que as duas encontravam-se em segurança e a essa altura com Pedro e os demais.
Alguns passos se aproximaram e, com uma brutalidade ofensiva, arrancaram minha fenda bruscamente.
Meus olhos encararam um Mirraz com uma carranca horrorosa.
_Tire a mordaça dela, preciso lhe falar._disse desinteressado.
Estreitei os olhos indignada, se não fosse pela desvantagem vísivel que me encontrava, eu faria questão de arrancar aquela insolência de seu ser com apenas um golpe.
_Venha traidora, não deixe-me perder mais tempo!_falou o capacho de Mirraz, capitão de sua guarda se não me engano, infelizmente o nome do infeliz não me veio a mente.
Ele retirou um canivete de uma de suas botas e começou a cerrar as cordas que prendiam-me as mãos e os pés.
Depois que terminou arrancou a mordaça, mais ele não foi brusco como o Rei, apesar de querer que eu tivesse tal impressão.
_Levante-se._ordenou o Rei com superioridade.
Eu bufei, e com uma paciência que já não tinha pus-me de pé.
_Vamos direto ao assunto Mirraz, seja homem pelo menos uma vez por conta própria._falei com uma petúlancia que há muito sentia faltra em minha própria voz, afinal, os últimos dias eu não tivera cabeça para nada além de chorar feito uma garotinha frágil, coisa que eu não era.
O Rei arqueou as sombrancelhas, o capitão da guarda avançou para cima de mim, porém Mirraz fora mais rápido e o deteve, sorrindo ao constatar que os passos que o capitão dera não me assustaram nem um pouco._
Deixe comigo General Glozelle, ela fará exatamente o que eu mandar.
Eu escancarei a boca escancarada.
O que fazia ele pensar que eu faria algo que ele mandasse?
Ele poderia esquecer a história, pois nunca, jamais lutaria contra o meu povo, e também não os trairia.
_É claro que sim, desde que seja para ferir alguém, como por exemplo um telmarino._disse sarcástica, deixando o nojo transpassar minha voz.
Mirraz riu, enquanto eu e o general Glozelle ficavámos o encarando, esperando que o pobre não tivesse enlouquecido de vez.
_Adoro seu senso de humor._disse ele ainda rindo.
_Eu aposto que sim, normalmente pessoas com deficiências mentais gostam._disse seca, não achando graça alguma.
Mirraz postou-se apenas a rir e virou para Glozelle, ficando de costas para mim.
_Traga a espada e o arco de nossa querida traidora, tem algo que quero que ela faça.
Senti meu cenho franzir-se, tudo bem que Mirraz não era uma das pessoas mais certas, porém não chegava a ter capacidade de estragar tudo e perder seu reinado.
Alguma ele estava aprontando, e meu sexto sentido dizia que não era nada bom.
_O senhor tem certeza? Ela pode vir a nos atacar._disse o tal de Glozelle, um tanto quanto temeroso demais para um general.
_Apenas obedeça, ela ferirá alguém sim, mas não será nenhum de nossos homens, apenas fique tranquilo._disse com uma calma assustadora.
Glozelle olhou-me rapidamente e saiu para fora da tenda que nos encontravámos.
_O que está planejando Mirraz? Acha mesmo que farei alguma coisa?_perguntei astutamente, ele não era burro e certamente havia percebido que eu também não tinha talento para o mesmo.
Ele se aproximou e disse, enquanto entrelaçava os braços:
_Recebemos uma proposta inrecusável de seus amigos, e digamos que sua ajuda será...conveniente._eu não deixei que sua voz obscura me assustasse, pelo muito o contrário.
_Antes de fazer qualquer coisa para feri-los eu faço questão de pegar um punhal e enfiar em meu próprio coração!_disse sincera, não deixaria que nada os ferisse, simplesmente eu os amava.
Mirraz sorriu de canto, parecendo mais repugnante do que nunca.
_Quanta coragem! Mais, infelizmente, acho que se fosse para salvar alguém que ama, você com toda certeza faria o que lhe vou propôr.
Meu coração começou a bater num ritmo acelerado, era como se eu fosse desmontar a qualquer segundo.
_De quem está falando?_tentei manter a voz passiva, porém o Rei captara uma falha na mesma, sorrindo satisfeito com o resultado.
_Eu estava pensando usar seu pai, uma vez que aquele outro traidor, seu amigo, escapara na incopetência que fora aquele ataque._ele riu, certamente lembrando-se do sangue de tantos narnianos derramados..._Mais veja como eu tenho sorte, encontramos uma coisa muito mais importante do que aquele velho miserável, que é seu pai.
Tentei fazer minha respiração voltar ao normal, era tão assustador pensar que talvez houvesse alguém ali, alguém que eu daria minha vida para proteger...
_Uma certa Rainha, não conseguira escapar como o planejado._ele fez uma forma com os lábios como se fosse chorar, simplesmente um gesto infantil e ridículo, até mesmo para ele.
Eu ri, não pude deixar de fazê-lo.
Estava Mirraz tentando me convencer que Lúcia havia sido capturada, quer dizer, ele não percebera que eu conseguira ouvir o que ele balbuciava junto a Glozelle?
_Sinto lhe dizer Mirraz, porém eu não sou surda, e ouvi perfeitamente quando você dizia que eles foram incopetentes ao deixa-la escapar.
Como se minhas palavras não tivessem feito o menor efeito sobre ele, Mirraz riu e disse com uma voz arrastada:
_Sim eu disse que eles deixaram ela escapar, nunca me referi à elas._disse pegando das mãos de Glozelle, que havia acabado de adentrar a tenda, minhas armas.
Fui obrigada a recuar dois passos quando alguns soldados entraram e enfileiraram-se com espadas e arcos direcionados à mim.
_É covarde demais para fazer o serviço?_perguntei casualmente, apenas testando até onde a paciência do Rei iria.
Mirraz estalou os dedos e em segundos uma voz feminina e angelical gritou do lado de fora da tenda.
Eu caminhei alguns passos, porém as armas pontiagudas me impediram de fazer o caminho por completo.
_Então, o grito fora satisfatória? Se por acaso quiser uma segunda rodada posso pedir para que a sessão de tortura continue.
Eu sentia minha raiva percorrendo todo meu corpo, como ele poderia ser tão mal?
Poderia não ser Lúcia ali, mais de uma certa forma a voz era carregada de dor, de agonia...
_Como consegue dormir com sua conciência manchada por gritos torturantes?_perguntei ultrajada.
Mirraz pareceu pensar um pouco e deu de ombros:
_Apenas deito a cabeça e durmo, sabendo que no outro dia terei meu reino para governar.
Eu fechei ambas as mãos em punhos, como ele podia ser tão egoísta?
_Então..._disse sem nenhum vestígio de seu recente bom humor_ vai preferir que a pequena Rainha morra, ou fará conforme o proposto?
Pensei um pouco, talvez fosse Lúcia, mais por outro lado Vic havia a levado, ela não...
Meu coração gelou, Vic havia demonstrado o quanto estava "enferrujada" em sua montaria, podia ela muito bem ter cometido um deslize e ter deixado Lúcia cair.
_Como terei certeza de que é Lúcia que está a ser torturada?_perguntei me segurando no último fio de esperança.
Mirraz riu e em segundos tirou de suas vestes um vidrinho vermelho escarlante, o vidrinho de...
_Lúcia..._senti as lágrimas se acumularem em meus olhos, mais não ousei deixa-las cair.
_É, sua amiga não foi tão boa e conseguiu apenas salvar a própria pele, a pequena acabou por ficar para atrás._disse com um sorriso de vitória.
Eu sabia que o que ele mandasse eu teria de fazer.
Não apenas pela dor de pensar que minha pequena estava sofrendo, nem por saber que eu, talvez, com o meu surto com a filha de Ramandu, tenha causado isso.
Mas por saber que se eu não o fizesse seria pior do que uma traição, porque meu coração aquela pequena criança já havia conquistado, e os irmãos desta também.
_O que você quer?_perguntei encarando meus pés, era muita humilhação ter de olhar nos olhos de Mirraz.
_O Rei Edmundo nos fez uma visita à algum tempo, nos enviando uma solicitação de combate, Rei com Rei._percebi que isso não agradava muito Mirraz, pelo fato de ser tão medroso quanto um coelho._Depois de muito argumentar eles aceitaram a oferta: o Rei contra qualquer soldado telmarino.
Entendi as intenções dele, e já não consegui impedir às lágrimas de descerem pelo meu rosto.
Suzana, a vulnerável, havia voltado...
Notas finais
Bom, normalmente vcs devem estar se perguntando: mais como é que eles foram propor tal acordo com Mirraz se eles estavam na boca da caverna esperando??
Eu explico, na verdade tudo isso vai ser explicado no próximo capítulo, que modéstia parte, eu amei (difícil, mais eu tô gostando dos meus capítulos ^^)
Outra coisa: comentáros enchem meu coração de felicidade e minha mente de ideias *-*
Beijos grandes e gigantescos ;D
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